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Los Otros Judíos en Radio Gráfica de Buenos Aires

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derribando

Tali Feld Gleiser, bloguera de Los Otros Judíos, participará en el programa Derribando Muros de la Federación de Entidades Argentino-Palestinas, el próximo sábado a las 13 horas, hora argentina, 14 de Brasilia y Uruguay.

Agradecemos a nuestros hermanos palestinos el espacio para conversar sobre lo que hacemos, porque judaísmo y sionismo no son lo mismo.

Escúchanos aquí:

  • http://www.radiografica.org.ar/programacion/en-el-aire/
  • Cuerpo de Arafat tenía nivel de polonio 18 veces mayor que lo normal

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    yasser

    El expresidente palestino Yasir Arafat fue envenenado hasta morir en 2004 con polonio radiactivo, ha señalado este miércoles su viuda, Suha, después de recibir los resultados de las pruebas realizadas por forenses suizos a los restos de su marido.

    «Estamos revelando un verdadero crimen, un asesinato político», ha declarado a Reuters en París, tras recibir el informe del Instituto de Radiación Física del Hospital Universitario de Lausana sobre las muestras tomadas en la tumba de Arafat en Ramala, Cisjordania, cuando el mausoleo fue abierto el pasado noviembre.

    Los forenses suizos han encontrado un nivel letal de polonio-210 en su cuerpo -18 veces superior a lo normal-, ha informado la cadena de televisión Al Yazira. Eso confirmaría los hallazgos de una investigación realizada por la cadena qatarí el año pasado que detectó restos del isótopo en los efectos personales de Arafat. Según Al Yazira, los expertos están seguros en un porcentaje del 83 por ciento de que el líder palestino, fallecido a los 75 años, fue envenenado con polonio y consideran «de forma moderada» que el polonio fue la causa de su muerte.

    Se encontraron altos niveles de polonio en las costillas y la pelvis de Arafat

    Según un informe de 108 páginas del centro suizo, se encontraron altos niveles de polonio en las costillas y la pelvis de Arafat, así como en la tierra sobre la que se colocó su cuerpo sin vida. Científicos de Suiza, Francia y Rusia obtuvieron esas muestras el pasado noviembre tras la exhumación de los restos de Arafat, que yacían en el mausoleo de la ciudad palestina de Ramala.

    El experto británico en Medicina Forense Dave Barclay declaró a Al Yazira que con esos resultados está «completamente convencido» de que Arafat fue asesinado y señaló que todavía se desconoce quién está detrás de lo sucedido.

    «Él no estaba enfermo, pero esto responde a todas nuestras preguntas», afirmó hoy al canal la viuda del líder palestino, Suha Arafat, que recibió una copia del informe y fue quien denunció la muerte en julio de 2012 a un tribunal de la ciudad francesa de Nanterre ante la posibilidad de un complot contra su esposo.

    Un estudio realizado en 2012 por el Instituto de Radiofísica del Hospital Universitario de Lausana (Suiza) en el que se analizaron sus objetos personales -ropa, cepillo de dientes y kufiya- ya se encontraron niveles anormales de polonio, según informó la cadena catarí Al Yazira quien fue la encargada de pedir el estudio.

    Los restos de sangre, sudor, saliva y orina que fueron en algunos de estos objetos sugerían que había un alto nivel de polonio en su cuerpo cuando murió en 2004 en un hospital de París por motivos aún desconocidos, añadía el estudio. Tras esas afirmaciones, la Autoridad Nacional Palestina aceptó exhumar el cadáver de Arafat, tal y como solicitó su viuda.

    Arafat, fundador de la Organización para la Liberación de Palestina y galardonado con el premio Nobel de la Paz en 1994, falleció en un hospital militar, cerca de París, el 11 de noviembre de 2004, después de varias semanas de agonía en Ramala, donde llevaba cerca de tres años cercado por Israel.

    Fuente: publico.es

    Academia oferece treinamento militar a crianças e turistas em Israel

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    Por Susana Mendoza.

    O campo de treinamento são as montanhas do deserto da Judeia. Os professores têm a cabeça raspada e os músculos salientes sob trajes militares (e, em sua maioria, são ex-soldados das forças especiais do Exército israelense). O cenário, que mais parece cena de filme, descreve, na verdade, uma escola. Situada perto do assentamento de Gush Etzion, na Cisjordânia, no norte de Jerusalém, a academia de tiro Calibre 3 ensina, há vários anos, técnicas antiterroristas e de defesa pessoal para crianças e grupos particulares, muitos deles colonos de assentamentos próximos.
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    Academia de tiro Calibre 3 ensina, há vários anos, técnicas antiterroristas e de defesa pessoal para crianças e grupos particulares
    No ano passado, a academia também inaugurou um curso para turistas que queiram experimentar o que eles definem como o “outro lado de Israel.” Os fundadores garantem, ao se apresentarem para um novo grupo de turistas, que a razão de ser da escola é o perigo constante em que vivem os judeus israelenses, por estarem rodeados de inimigos, sobretudo vindos da Cisjordânia.
    “Decidi abrir esta academia há alguns anos porque vi que os israelenses podem se encontrar em situações difíceis e perigosas a qualquer momento, como atentados terroristas ou ataques diretos motivados pelo ódio”, diz Sharon Gat, um dos fundadores, ao grupo de cerca de 15 pessoas reunidas em uma cabana, “e quero ajudá-los a saber como sair destas situações, ou, ao menos, dar-lhes a oportunidade de poder sair.”
    Desde que foi aberta, em 2007, a Calibre 3 não para de crescer, com mais de 10 mil clientes ao ano – e subindo. A preocupação com a segurança e o medo do terrorismo, sobretudo islâmico, comenta Gat, é uma das principais razões de seu êxito.

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    “Eu não falo de política, ofereço um serviço e, qualquer pessoa que queira pagar por ele o recebe, não fazemos perguntas”, diz Get, respondendo se a empresa é consciente sobre quem são seus clientes. “Vem muita gente do exterior para receber treinamento, funcionários de segurança de embaixadas, de empresas privadas, não apenas colonos.”

    [Ofereço um serviço e não faço perguntas, diz Sharon Gat, fundador da academia]
    “Inimigo”
    Uma olhada pelo campo de treinamento deixa claro quem é o inimigo na Calibre 3. Muitos dos alvos são apenas números, mas outros têm caras obviamente árabes, com lenços palestinos, que olham ameaçadores enquanto empunham uma pistola.
    “Eu acredito que seja interessante. Não tem por que ser algo político, vim aqui porque tinha vontade de aprender a disparar e queria passar um dia diferente, não vim para pensar se as caras dos alvos são ou não de árabes”, diz Jenna, uma estadunidense de 25 anos que está visitando Israel, enquanto tenta acertar o alvo.
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    A maioria dos turistas que participam é dos Estados Unidos. Muitos deles, judeus ortodoxos. Há gente de vários outros países, como Han, que chegou da China para visitar Israel e decidiu provar como seria um dia na pele de um soldado israelense.
    “Alguém me recomendou aqui porque eu gosto muito de tudo o que tem a ver com o exército e com segurança. Decidi vir e, até agora, estou gostando muito”, diz Han.

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    Muitos dos alvos são números, mas alguns têm rostos árabes

    Crianças e adolescentes

    A maioria dos clientes da Calibre 3 não é formada por turistas, mas por crianças e adolescentes. A academia tem também um acampamento intensivo de verão e cursos durante o ano para que os menores de idade enfrentem os rigores militares e aprendam a se defender. Como pequenos G.I. Joe, os que fazem o curso intensivo comem, dormem e vivem no acampamento por várias semanas, durante as quais aprendem a atirar e, também, a identificar o inimigo.
    “Funciona como se fosse uma escola, fazem tudo aqui durante um tempo e impomos disciplina, ensinamos um estilo de vida”, comenta um dos instrutores. “Colocamos mais ênfase em técnicas de defesa como a luta pessoal, que aqui chamamos de Krav Magá, do que em disparar, além de que também os entretemos com outras atividades. E eles não treinam com balas de verdade, mas com balas de festim”, prossegue o instrutor, que também dá uma mostra para o público desse tipo de luta israelense.
    A recente escalada da violência na Cisjordânia entre colonos e palestinos, com as mortes de três israelenses e o ataque a uma menina de um assentamento próximo a Ramallah, fez com que os colonos se encastelassem em suas posições e começassem a se militarizar.
    A Calibre 3 também dá cursos de segurança, defesa e antiterrorismo para grupos privados, muitos deles, admite o fundador, colonos da região.

    Fotos: Susana Mendoza

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/32049/academia+oferece+treinamento+militar+a+criancas+e+turistas+em+israel.shtml

    Repudio al vicepresidente de Uruguay, Danilo Astori, en visita oficial a Israel

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    Netanyahu y Danilo Astori. Foto: Avi Dodi

    Una vergüenza esta nota escrita por Ana Jerozolimski, desde Israel.La visita a este país es aprobar su política genocida contra el pueblo palestino. Uruguay, un país de inmigrantes, cómplice con el apartheid sionista.

    Pocas horas antes de la excarcelación por parte de Israel de 26 presos palestinos que estaban cumpliendo largas penas por la perpetración de cruentos atentados, el primer ministro Benjamin Netanyahu recibió en su despacho al vicepresidente Danilo Astori, con quien compartió las dudas al respecto y lo problemático de la decisión.

    «Por nuestra parte le transmitimos al primer pinistro nuestro apoyo a la búsqueda de caminos de paz y de diálogo»-declaró Astori, agregando que «destacamos su gran coraje, su gran valentía, por la decisión que acaba de tomar referente a la liberación de presos palestinos , lo que a nuestro juicio constituye un apoyo absolutamente esencial para avanzar en las negociaciones de paz que afortunadamente se han reanudado durante este año 2013».

    El vicepresidente de la República señaló que «le dijimos que desde nuestra humilde posición, considerábamos que lo que él estaba haciendo era un gesto de desprendimiento que no es común en política, porque antepuso los intereses de la nación y la sociedad ante lo que podían ser sus intereses políticos personales». La excarcelación de los presos, como todas las anteriores, despertó serias polémicas en Israel, alegando un sector político que es inclusive miembro de la coalición de gobierno, que este paso es «un premio al terrorismo».

    En un día nada sencillo para el gobierno israelí en su dinámica interna, Netanyahu recibió expresiones de apoyo de parte de Danilo Astori, quien destacó lo importante de continuar buscando la paz en la zona. «Le pedimos a Netanyahu que contara con Uruguay en todos los esfuerzos por buscar la paz, por buscar el diálogo, la estabilidad, las reglas de juego, la tranquilidad para que los pueblos israelí y palestino puedan saber que se levantan a la mañana y van a contar con condiciones de seguridad mínimas y básicas».

    Apoyando el desarme nuclear

    El tema de Irán no quedó fuera de la agenda política en la conversación entre Astori y su anfitrión.
    «Le recordé al primer ministro que Uruguay es un firme defensor del desarme, integrante del Tratado de Tlatelolco, que definió a América Latina y el Caribe como la primera zona del mundo libre de armamento nuclear», reveló el vicepresidente. «También reiteré nuestra pertenencia y nuestra defensa del Tratado de No Proliferación de Armas Nucleares y nos hacemos cargo de la preocupación de Israel al respecto. Pero estamos muy convencidos de que no hay alternativa al camino de la búsqueda de la paz, porque cualquier otro camino, cualquier camino de confrontación, lo único que lograría sería incrementar el saldo negativo».

    Cabe recordar que mientras las potencias occidentales están negociando con Irán un acuerdo relacionado a su programa nuclear, considerando que puede haber una nueva oportunidad al respecto por la reciente entrada en funciones de Hassan Rouhani como nuevo presidente de la República Islámica, Netanyahu advierte que en la práctica lo único que ha cambiado en Irán es el estilo sonriente de Rouhani, pero que se continúa enriqueciendo uranio de cara al alcance de armas nucleares. Israel exige que se mantengan las sanciones que presionan a Irán, explicando que sólo eso podría convencer a los Ayatollas a dejar de lado su plan nuclear, agregando que debe existir una opción militar creíble.

    «Hay que seguir con mucha convicción trabajando por la paz, por el desarme y por supuesto por aquellas condiciones que aseguren que en la región se va a poder vivir con tranquilidad, con reglas de juego conocidas», aclaró Astori. «Sabemos que hay países que firman tratados y luego no los cumplen. También le dijimos al PM que es mejor tener tratados que no tenerlos, porque ahí marcan reglas del juego que hay que cumplir y definen sanciones».

    Recalcando que «Uruguay es muy respetuoso con los acuerdos, es muy respetuoso con las sanciones, y es un país que ha cumplido siempre con las sanciones que se han establecido», el vicepresidente agregó que «esto nos da autoridad moral para seguir luchando por la paz».

    Uruguay, quien más ganó

    El tema económico no quedó fuera de la conversación. Al repasar los temas abordados con Netanyahu, Astori dijo que «Uruguay se ha beneficiado muchísimo del acuerdo de Libre Comercio entre el Mercosur e Israel», quintuplicando el comercio con Israel en aproximadamente tres años. «Uruguay, de todos los países del Mercosur, es el país que más se ha beneficiado de este acuerdo», resumió.

    Hay que recordar que paralelamente a los encuentros de la delegación oficial con autoridades israelíes, proseguía también la agenda de la delegación empresarial, en la que empresarios de compañías dedicadas a tecnologías de información, visitan diferentes instalaciones y emprendimientos «start-ups» en distintas partes de Israel.

    Irradiando calidez

    La cita entre Astori y el Primer Ministro de Israel, fue una combinación del conocido protocolo y un evidente esfuerzo de Netanyahu por transmitir calidez a sus huéspedes de Uruguay. Contrariamente a lo acostumbrado, al entrar Netanyahu a la sala donde se llevó a cabo la reunión con la delegación uruguaya, no fue a sentarse del «lado israelí» de la mesa junto al vice canciller Zeev Elkin y algunos de sus asesores, sino que se acercó primero a Astori a saludarlo personalmente, estrechándole la mano con gran calidez.
    «Sé que las relaciones entre nuestros dos países son de gran amistad desde hace muchísimos años y esta es una oportunidad para estrecharlas más aún», comentó.

    Cuando el vicepresidente presentó a cada uno de los miembros de la delegación oficial que lo acompañaba, al mencionar al presidente del Correo José Luis Juárez dijo que «hoy es un día especial para él», dado que sabía que por la tarde se presentaría el sello conjunto emitido por Uruguay e Israel con motivo de los 65 años de relaciones diplomáticas. «¿El correo?», preguntó Netanyahu sorprendido, como sin entender por qué para una autoridad del correo podía ser esta una jornada singular. Al recibir la explicación sobre el sello conjunto, el primer ministro bromeó preguntando si aún se usan sellos hoy en día.

    Colegas parlamentarios

    La otra figura política central con la que se reunió ayer el vicepresidente Astori, fue el presidente de la Kneset, Parlamento israelí, Yuli Edelstein, que hace pocos años visitó Uruguay y dijo recordar la visita con aprecio.

    «Somos colegas», dijo Astori sonriente a su interlocutor. «Es que en Uruguay, el vicepresidente es también Presidente del Parlamento y jefe del Senado». Edelstein respondió bromeando recordando que en hebreo se escribe de derecha a izquierda y que por eso él dice que «somos colegas también por las razones inversas, ya que en Israel, el presidente del Parlamento es vicepresidente».

    Edelstein repitió lo ya muy mencionado durante la visita de Astori a Israel en varias ocasiones, sobre el hecho que Uruguay apoyó la creación del Estado judío desde un comienzo, que fue el primer país en América Latina en hacerlo y el cuarto en el mundo donde se abrió una embajada de Israel. Inclusive recibió, como regalo presentado por Astori, una copia de las «credenciales número 4», las que quien fuera primer embajador israelí en Montevideo, Yaakov Tzur, presentó en su momento al entonces Presidente Luis Batlle Berres al comenzar su función diplomática en 1948.

    «Me alegra haber llegado nuevamente a Israel a confirmar nuestra amistad, nuestro deseo de cooperación. Y a continuar esta larga de amistad entre Israel y Uruguay», dijo Astori al presidente del Parlamento de Israel. Este, por su parte, no sólo habló de las manifestaciones actuales de estrecha relación-como ser el hecho que Israel es el primer destino de la exportación uruguaya a Medio Oriente- sino que se retrotrajo también a épocas difíciles en la historia del pueblo judío, recordando el comportamiento de un diplomático uruguayo que ayudó a salvar judíos de los nazis en Europa. «Dentro de poco se cumplen 75 años de la Noche de los Cristales Rotos, y el pueblo judío recuerda para bien al cónsul general de Uruguay en Alemania Florencio Rivas que esa noche escondió judíos en su casa y luego dio pasaportes a numerosos judíos para que viajen a Uruguay», dijo Edelstein.

    Sellando amistades

    Tras la cita personal entre Astori y Edelstein, tuvo lugar en la Kneset la singular ceremonia de presentación del sello emitido conjuntamente por ambos países, con una de las obras del maestro José Gurvich. La obra elegida fue «La Anunciación de Sara», inspirada en una historia bíblica. «Es este otro símbolo de unión a través del arte, del taller Torres García y la Escuela del Sur, a través de uno de sus más significativos discípulos, el Maestro José Gurvich, que unió paletas e ideas, y que vivió y pintó en Uruguay e Israel y hoy nos ha dejado un legado común que celebramos y compartimos», dijo Astori.

    El presidente del Correo uruguayo José Luis Juárez recordó que en los 157 años recién cumplidos de filatelia nacional, esta era la primera vez que se hacía una emisión conjunta fuera de la región.»Esto demuestra que esta unión entre ambos pueblos se sigue fortaleciendo, ya que el sello es embajador itinerante de esta unión».

    Por su parte, Yaron Razon, director del Servicio Filatélico de Israel, se mostró especialmente emocionado sintiendo que la jornada le tocaba mucho en lo personal. Hace unos 20 años, conoció a Anabel Zilberman, que a los 8 años había llegado con sus padres a radicarse en Israel, proveniente de Uruguay. «Ya había conocido otro uruguayo, pero ella fue la primera uruguaya de la que me enamoré», dijo con una amplia sonrisa. En referencia al hecho que en los presentes en el acto había numerosos uruguayos, señaló que «no es la primera vez que esto me pasa, y me gusta mucho, me llena el alma de calor, porque me siento parte de una gran familia».

    Astori, revelando que la copia de las credenciales número 4 no había sido el único objeto uruguayo traído en especial a Israel, señaló que también se obsequiaba al presidente del Parlamento una foto de Gurvich pintando la obra que hoy adorna el nuevo sello y el óleo original de «La Anunciación de Sara».

    «Tener aquí adelante nuestro en la Kneset este óleo original de una pintura de José Gurvich, en un lugar que atesora alguna de las obras más emblemáticas de otro gran artista universal como lo es Marc Chagall, realmente nos hace sentir que trajimos esta obra maestra al lugar apropiado..y con la compañía que siempre debe estar , porque para nosotros, Gurvich no es menos que Chagall».

    El vicepresidente mencionó la presencia de una importante comunidad de uruguayos radicados en Israel, haciendo hincapié en el aporte que los correos han hecho a lo largo de los años ayudando a uruguayos en ambos países a mantenerse en contacto.

    «Ojalá que las próximas cartas que nos hagan llegar nuestros correos desde esta tierra, testigo de tantos milagros, sean los mensajes de paz y acuerdos alcanzados entre el pueblo israelí y el pueblo palestino, anhelados acuerdos de paz que deseamos y alentamos, para el bienestar y el futuro de los pueblos de esta región», resumió, despidiéndose luego del público con las palabras «Shalom, paz, salaam, peace».

    Las boleadoras llegaron a tierra santa

    Por la tarde, la delegación uruguaya tuvo una cita singular, en el Museo de Israel, considerado el décimo museo enciclopédico más grande del mundo. El término se refiere a museos que abarcan todas las regiones del mundo y de todos los tiempos. Pero desde ayer, el sector de Arte de las Américas, cuya curadora jefa es la arqueóloga uruguaya israelí Yvonne Swarczbord, está más completo, al haberse recibido antiguas boleadoras, donadas al Museo por el MAPI de Montevideo.

    «No teníamos aquí ningún objeto de mi querido Uruguay, y yo sentía un gran vacío», comentó Yvonne, visiblemente emocionada, compartiendo con los presentes profundos conocimientos sobre los antecedentes del uso de las boleadoras en tierra uruguaya , sus orígenes y variados detalles alusivos. Tras su detallada alocución, al acercarse al podio el Vicepresidente Astori, bromeó diciendo «acabo de tomar una resolución: yo no voy a explicar qué son las boleadoras». Señaló entonces que el título de su charla podía ser «Las boleadoras llegaron a Tierra Santa».

    La curadora destacó la intensa labor que había desplegado el Embajador de Uruguay en Israel Bernardo Greiver para concretar la llegada de las boleadoras al Museo Israel, agradeciendo además efusivamente al Director del Museo de Arte Precolombino e Indígena del Uruguay Facundo de Almeida por la donación.

    Una jornada económica

    Este miércoles, la delegación oficial y la empresarial unen en gran medida sus agendas, al realizarse en Tel Aviv una serie de encuentros a nivel empresarial entre hombres de negocios de ambos países, propiciados por la ANII y su par israelí el MATIMOP. Además, el vicepresidente Astori hará una presentación sobre Uruguay y las ventajas de realizar negocios «con un socio confiable». Por la noche, la delegación asistirá a una exposición de artistas uruguayos israelíes en el Museo de Givataim, aledaño a Tel Aviv.

    http://www.montevideo.com.uy/ucchasque_217554_1.html

    LOS OTROS JUDÍOS REPUDIA ESTA VISITA.

    A inevitabilidade da terceira Intifada

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    Por Dmitri Minin.

    A diplomacia norte-americana, que vem sofrendo fracasso após fracasso no Oriente Médio, enfrenta agora a possibilidade de mais um fracasso gigante, que ameaça fazer ruir de uma vez toda a estratégia da Casa Branca para aquela região.

    Veem-se a cada dia sinais cada vez mais claros, de que o indolente processo da reconciliação palestinos-israelenses, que por hora permanece nas sombras, pode ser rompido a qualquer momento, e converter-se na fase mais quente de uma 3ª Intifada.

    Tendo arrogantemente posto de lado o “quarteto” de mediadores, Washington nada obteve em termos de reconciliação, e isso pode levar a mais dores e dificuldades no novo Oriente Médio. Para vários especialistas, ao fazer do processo de paz no Oriente Médio sua absoluta prioridade, o secretário de Estado Kerry elevou de tal modo a aposta que:

    (…) se seus esforços derem em nada, demorará muito tempo para que outro volte a tentar.

    Elliott Abrams, por exemplo, que foi alto funcionário do Conselho de Segurança Nacional do governo do presidente George W. Bush, disse que não vê possibilidade realistas de que, agora, se possa alcançar qualquer tipo de acordo.

    Só espero que haja duas equipes do Departamento de Estado: uma para manter as conversações; e a outra para planejar o que fazer quando as conversações derem em nada – disse ele.

    As ações do “único mediador” deliberadamente condenaram as negociações ao fracasso. Os EUA usaram um truque simples: prometeram aos dois lados que atenderiam todas as respectivas “demandas legítimas”, e ofereceram cartas de garantia a israelenses e palestinos. Os EUA prometeram aos palestinos que negociariam usando, como base, as fronteiras de 1967; e prometeram a Israel que as fronteiras finais não seriam as de 1967. Os palestinos reclamam que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, lhes garantiu a inviolabilidade das fronteiras de 1967; e que só por isso aceitaram retomar o processo de paz. Agora, os norte-americanos refutam essa informação. Netanyahu também nega a existência de tais cartas de garantias.

    Washington concordou, essencialmente, com o que o primeiro-ministro israelense exigiu (que não se discutissem, nas negociações, as questões das fronteiras de 1967 nem a divisão de Jerusalém. Como Noam Sheizaf escreveu no jornal israelense Maariv, os esforços de John Kerry para mostrar algum tipo de resultado de suas atividades no Oriente Médio levaram-no a trair os acordos fundamentais firmados durante o doloroso processo de negociação (que começou com o programa de Clinton e terminou com o “mapa do caminho”).

    Segundo especialistas,

    (…) Netanyahu também enganou os americanos (quem pagará o preço dessa vitória de Pirro é outra história). Depois de três anos de obstinação, o governo Obama cedeu e aceitou que se anulassem todos os acordos já firmados antes entre as partes, durante as negociações em Taba e Annapolis.

    No momento, Netanyahu não está tão preocupado com a posição de Washington, mas com as ações independentes da negociadora israelense oficial, a ministra da Justiça Tzipi Livni, indicada por insistência dos norte-americanos e que tende a tomar posições mais suaves que as do primeiro-ministro. Tzipi Livni apóia a ideia de dividir Jerusalém; Netanyahu opõe-se totalmente. Livni pode vir a aceitar a demolição parcial das construções israelenses em territórios palestinos ocupados; Netanyahu insiste em que as construções nas colônias são intocáveis. Livni está disposta a aceitar o uso de forças internacionais no vale do Jordão; Netanyahu insiste na presença de forças israelenses.

    Mas os medos do primeiro-ministro de Israel são muito exagerados. Livni tem de conseguir aprovação do chefe de governo, para as posições que defenda, o que implica que o governo tem a palavra final. Além disso, Yitzhak Molcho, representante pessoal de Netanyahu, participa de todas as negociações e monitora as ações de Livni.

    No campo palestino, ninguém, tampouco, conta com alguma possibilidade de sucesso.

    Decidimos reagir positivamente aos pedidos infindáveis dos EUA para que se reiniciasse o tal “processo de paz”, para satisfazê-los e evitar possíveis acusações de que estaríamos fazendo alguma política de recusa eterna – admitiu um dos negociadores da OLP.

    Os palestinos sabem que, na atual situação,

    (…) Israel jamais concordará em devolver a terra que roubou na guerra de 1967, nem, e muito menos, em admitir o retorno dos refugiados palestinos.

    Os palestinos, sobretudo, entendem que, se se levam em conta os sentimentos que hoje predominam em Israel,

    (…) qualquer governo israelense que aceite devolver a Cisjordânia e retirar-se de volta para as fronteiras de 4/6/1967 estará cometendo suicídio político.

    É verdade que, resultado de muitos anos de propaganda, a grande maioria dos israelenses não estão inclinados a apoiar qualquer concessão aos palestinos. Resultados de pesquisa feita no país, com 4.774 respondentes, são desanimadores. 70% dos pesquisados, por exemplo, sentem que não faz sentido algum assinar qualquer tratado de paz com o governo de Mahmud Abbas. Apenas 17,5% dos respondentes entendem o contrário disso. Mais de 87% creem que não será possível chegar à assinatura de um tratado de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina, como resultado das atuais negociações. Só 2% creem que tal resultado seja possível. 73% entendem que o conflito Israel-Palestino jamais terá solução. 14,5% entendem que, sim, chegará ao fim; mas só depois de 2030.

    Uma das perguntas dessa pesquisa foi:

    Que concessões você considera aceitáveis, em nome de alcançar-se um acordo de paz com o governo da Autoridade Palestina?

    Cerca de 48% responderam “Nenhuma”. 1,5% consideram aceitável a volta dos refugiados palestinos ; 2,4% consideram aceitável a completa evacuação de toda a população de judeus da Cisjordânia; 3,1% consideram aceitável o retorno às fronteiras de 1967; e menos de 7% dos entrevistados consideram aceitável dividir Jerusalém.

    Essas reações e pensamentos são alimentados por argumentos doutrinários dos estrategistas israelenses. Merece destaque um relatório preparado pelo Centro Begin-Sadat (BESA) para Pesquisa Estratégica, que leva o característico título de “O Tempo corre a favor de Israel”. O relatório argumenta que a vantagem de Israel sobre os adversários regionais, em termos de medidas agregadas de poder nacional, jamais foi tão ampla quanto hoje, e que essa tendência continuará no longo prazo. Em vasta medida, essa situação foi consequência da desestabilização de países vizinhos, depois da “Primavera Árabe”. Os argumentos do campo da esquerda em Israel, para um rápido acordo da questão palestina, podem ser considerados sem substância. Não há qualquer real ameaça contra Israel e, assim, não se vê qualquer necessidade, para Israel, de fazer concessões.

    O desacordo entre os países árabes e o Irã cresceu ao ponto de que a preocupação deles com a questão palestina foi deslocada para o fundo da cena, e eles vão-se tornando potenciais aliados de Israel. Essa é a razão pela qual Telavive insiste tanto sobre “a ameaça iraniana”. Depois de 65 anos de existência, Israel já pode confiar que superará os desafios que apareçam pela frente.

    Por mais que a paz seja desejável, não é condição necessária para a sobrevivência – conclui Efraim Inbar, autor do relatório do BESA Center.

    Não surpreende que algumas das sugestões de Israel, nesse ponto das negociações, sejam deliberada e acintosamente inaceitáveis, para não dizer que são acintosamente zombeteiras. Por exemplo, segundo informação do jornal Maariv, nas negociações com os palestinos, os israelenses têm planos de oferecer um acordo parcial, sob o princípio da “anexação em troca de anexação”. Na essência, Israel oferecerá anexar parte da Cisjordânia ao sul (Gush Etzion), em troca de Israel transferir parte do território da Cisjordânia ao norte (na área de Shechem), hoje sob controle dos israelenses e da Autoridade Palestina. Em outras palavras,Israel oferece aos palestinos não território israelense, como definido nos acordos de Camp David em 2000 e de Annapolis em 2008, mas… território palestino! O próprio Ariel Kachane, autor do artigo, admite que há poucas chances de os palestinos aceitarem essa oferta.

    O jornal pan-árabe Al-Hayat noticia que Israel insiste em manter o controle e a presença de soldados israelenses no vale do rio Jordão; quer criar estações de alerta ao longo do rio; monitorar a movimentação de pessoas entre a Cisjordânia e a Jordânia; e preservar as bases militares nos pontos mais altos da Cisjordânia. O vale do Jordão seria parte do futuro estado palestino, mas será transferido a Israel, em “empréstimo” de longo prazo. Os israelenses continuam a insistir que toda a fronteira com a Jordânia permaneça sob controle do exército de Israel.

    Naturalmente, todas essas sugestões são absolutamente inaceitáveis para os palestinos. Na Assembleia Geral da ONU, o presidente palestino [Abbas] disse claramente que só há acordo possível, nas fronteiras de 1967. Os palestinos recusam-se a:

    (…) entrar no sorvedouro de um novo acordo provisório que vai eternizando – disse Abbas. Nosso objetivo é obter acordo amplo e permanente, e um acordo de paz entre os estados da Palestina e de Israel que decida todas as grandes questões e responda todas as perguntas; que nos permita declarar oficialmente o fim do conflito e das exigências.

    E alertou que essa, provavelmente, é a última oportunidade para que Israel e Palestina decidam o conflito pela via pacífica.

    Nos dois campos vai-se instalando a conclusão de que é cada dia mais inevitável o início de uma terceira Intifada. O jornal israelense Haaretz escreveu que:

    Se o processo de negociação desandar completamente, por causa da inabilidade de Netanyahu, incapaz de enfrentar a pressão dentro de seu partido, começarão os tumultos nos territórios, que podem converter-se numa nova Intifada.

    O atual governo de Israel está convicto de que se se mantiver irredutível, acabará por conseguir impor-se. De fato, não há dados de realidade que justifiquem toda essa autoconfiança; afinal, os desafios que aguardam Israel podem ser mais assimétricos. Um novo levante palestino é perfeitamente capaz de complicar muito a situação em toda a região e de gerar graves perdas econômicas e diplomáticas para Telavive.

    Como alerta o Haaretz, Netanyahu está pondo seu país em risco. Tradicionalmente, o fracasso de negociações sempre foi o gatilho para o início de mais uma onda de violência no Oriente Médio. O fracasso dessa específica rodada de negociações, escreve o jornal,

    (…) comprometerá ainda mais o status de Israel. O mundo está farto de ocupações, e nenhuma explicação, nunca mais, conseguirá eximir Israel de sua responsabilidade.

    Strategic Culture
    Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

    Carta de un judío a Ana Frank

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    ana frank

    Querida Ana:

    ¿Qué pensarías de todo esto? ¿Qué pensarías sobre lo que se ha convertido el mundo? ¿Qué sentirías acerca de cómo nos seguimos comportamos? ¿Te sorprenderías de lo que ha sucedido con el pueblo Judío desde tu muerte y de cómo se ha desarrollado su historia en el siglo XXI? ¿Te impactarías con el uso indebido de la memoria del holocausto?

    ¿Qué escribirías en tu diario hoy día, Ana Frank? ¿Cuáles serían tus sueños y esperanzas?

    Se supone que sería el genocidio para acabar con todos los genocidios. La alerta final del poder monumental del odio. Pero después vino Camboya, Ruanda, Bosnia y Darfur. Todo lo que hemos aprendido es que nunca aprendemos. Cada generación debe descubrir que no existe la victoria sobre el odio, sólo perdón y vigilancia.

    Como otros, me he preguntado qué significa ser judío después de Auschwitz, después de Belsen y Treblinka. ¿Qué significa ser judío después de Ana Frank?

    Ana, te convertiste en el símbolo del millón y medio de niños judíos asesinados por Hitler y los nazis. No podemos comprehender esas vidas perdidas, pero podemos atesorar la tuya. Como dijiste una vez en tu diario: «Me gustaría seguir viviendo después de mi muerte«. Eso es lo que yo desearía también. Tu fe en la humanidad y tu creencia que el bien puede triunfar en los tiempos más duros, es el mensaje al que debemos aferrarnos.

    Pero, ¿qué sucede cuando tu muerte, y la de todos los que representas, se usa para justificar el abuso sobre otro pueblo, su identidad, su historia y su herencia?

    ¿Qué hemos hecho a tu memoria, Ana, cada vez que decidimos calificar de anti-semita a cada crítico de Israel y de Nazi moderno a cada Palestino? ¿Qué sucede con el significado de tu vida cada vez que elegimos victimizarnos eternamente, siempre amenazados?

    La verdad es que 70 años después, el pueblo judío aún sufre un terrible trauma. Es el trauma que ha distorsionado nuestro pensamiento colectivo y nuestra identidad. Un trauma que ha desviado la brújula de nuestra moralidad. En Israel y la diáspora judía, el Holocausto se ha usado para explicar y justificar cada agresión, cada familia palestina despojada, cada pedazo de tierra robada, cada casa demolida, como medidas para prevenir un segundo holocausto.

    Hemos elevado el Holocausto más allá de nuestra historia. Le hemos dado existencia metafísica, un horror como ningún otro, un mal sin comparación. Mencionar cualquier atrocidad en la misma frase es tratado como una herejía. Espero que concuerdes, Ana, que esto es un peligroso sinsentido. La escala del Holocausto es única y sus métodos nunca deben ser repetidos, pero ese modo de pensar y el sufrimiento no son nuevos y se han seguido repitiendo.

    El comentarista israelí Boaz Evron dijo en 1980: «Dos cosas terribles han sucedido este siglo al pueblo judío: el Holocausto y las lecciones aprendidas de él.»

    El sionismo ha tomado el Holocausto como una vindicación de su teoría acerca de la historia judía: los judíos no tenían futuro en Europa y nunca serían completamente aceptados; sólo un estado Judío traería normalidad y seguridad.

    Pero en pleno siglo XXI, ¿qué es más anormal y anacrónico que un estado Judío etnocrático, que por su propia naturaleza favorece a un grupo de ciudadanos por sobre otro?

    Con trágica ironía, hemos creado para nosotros un nacionalismo cada vez más estridente basado en la creencia de una superioridad étnica, religiosa y cultural. Hemos recreado en nuestra tierra ancestral, las mismas condiciones que causaron nuestra persecución en Europa y sin embargo lo describimos como un milagroso renacer.

    Ana, hay dos mujeres que me gustaría presentarte. Ambas me han ayudado a entender como los judíos podemos pensar acerca del Holocausto y cómo integrarlo en nuestras vidas.

    Sara Roy es la hija de una sobreviviente del Holocausto y ha estudiado desde hace más de 25 años los efectos de 40 años de ocupación y bloqueo económico Israelí sobre la Franja de Gaza. Su padre fue uno de los dos sobrevivientes del campo de exterminio de Chelmno, también sobrevivió a Auschwitz y Buchenwald. La experiencia de sus padres la influenció profundamente en su compromiso de estudiar la desintegración social y económica en Gaza. Ella explica el porqué su madre decidió no vivir en Israel después de la guerra:

    «Su decisión de no vivir en Israel se basó en una creencia, aprendida y reforzada por sus experiencias durante la guerra, que tolerancia, compasión y justicia no se pueden ser practicadas cuando uno vive sólo entre los propios.» Citando a su madre: «Quería vivir como Judía en una sociedad pluralista, dónde mi grupo fuese importante para mí, pero dónde otros grupos también lo fueran.»

    «Las lecciones del Holocausto siempre se me han presentado como algo particular (es decir Judío) y universal. Tal vez lo más importante es que se me han presentado como indivisibles. Dividirlas significaría disminuirlas».

    Irena Klepfisz, poeta y feminista, escapó del gueto de Varsovia con su madre. Su padre fue asesinado poco después del inicio de la resistencia Judía en los guetos. Irena cree que la mejor manera de rendir tributo a aquellos que lucharon, resistieron y murieron en el levantamiento judío de Varsovia es sostener su visión y fiera indignación hacia la destrucción de la vida cotidiana de su pueblo.

    «..la histeria de una madre por su hijo baleado; una familia muda ante su hogar vandalizado o demolido; una familia separada, desplazada; leyes injustas y arbitrarias que demandan el cierre o apertura de colegios; la humillación de un pueblo cuya cultura es denominada inferior; un pueblo desamparado sin nacionalidad; un pueblo viviendo bajo gobierno militar. Por nuestra experiencia, reconocemos estos males como obstáculos a la paz.»

    Irena reconoce el cruel trueco que el Holocausto ha jugado en su sensibilidad moral: «¿Se ha convertido el nazismo en la única norma por la que los judíos juzgan el mal, y aquello que no sea su exacto duplicado es considerado moralmente aceptable?»

    Ellas son voces judías de la conciencia para que abramos nuestros corazones y oídos. Son también las voces que se ahogan diariamente en la ruidosa arrogancia y chauvinismo que prefiere poder a deber, poder judío a ética judía.

    Ana, hoy más que nunca necesitamos tu fe simple en la naturaleza humana. Necesitamos que vivas después de tu muerte, tal como lo deseaste.

    ¿Recuerdas estas bellas palabras?

    «Qué maravilloso es que nadie necesite esperar un solo momento antes de empezar a mejorar el mundo».

    Ana,

    Tu espíritu luminoso sea recordado.
    Tus esperanzas vivan a través de otros.
    Tu aprendizaje sea nuestro aprendizaje.

    Tuyo en busca de justicia, bondad y humildad,

    Robert A.H. Cohen

    Acerca del Autor

    Robert A.H. Cohen, es un judío del Reino Unido. Vive en la localidad de Cumbria. Mantiene el blog Micah’s Paradigm Shift con una mirada crítica al sionismo.

    Fuentes

    http://micahsparadigmshift.blogspot.co.uk/

    Carta de Einstein en que culpó a los terroristas judíos por ocasionar una ‘catástrofe’ en Palestina, a la venta

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    Ebay está vendiendo una carta escrita por Albert Einstein en el momento de la masacre de Deir Yassin en abril de 1948 a un sionista estadounidense, denunciando las actividades terroristas de las milicias sionistas.

    Es interesante que la palabra de Einstein, catástrofe, es también la palabra de los palestinos en árabe, la Nakba. El texto de la carta:

    Abril 10,1948
    Sr. Shepard Rifkin
    Exec.Director
    Amigos Americanos de los Luchadores por la Libertad de Israel
    149 Segunda Avenida.
    Nueva York 3, NY

    Estimado señor,

    Cuando una catástrofe real y final caiga sobre nosotros en Palestina, el principal responsable por ésta será Gran Bretaña, y el segundo responsable serán las organizaciones terroristas nacidas desde nuestras propias filas.

    No me gustaría ver a alguien asociado con esa gente criminal y engañadora

    Atentamente, (Firmado, «A.  Einstein»)

    Albert Einstein.

    A partir de la descripción:

    Se está apostando a una carta origina de Albert Einstein al Sr. Shepard Rifkin. Escrita en 1948, donde se advierte que cualquier catástrofe que suceda a la incipiente nación de Israel vendrá de las acciones de cualquiera de sus creadores (Gran Bretaña) o de sus ciudadanos. Casualmente la carta fue escrita la mañana después de que los israelíes llevaran a cabo una masacre no provocada por los civiles palestinos en la aldea de Deir Yassin.

    La recaudación se destinará a la organización, Deir Yassin Remembered. Al parecer el precio inicial se ha fijado en 16.000 dólares, y aún no se ha confirmado. Gracias a Abdeen Jabara.

    Fuente: Einstein letter, on sale at Ebay, blamed Jewish terrorists for risking ‘catastrophe’ in Palestine

    Acerca de Philip Weiss: Philip Weiss es Fundador y Co-Editor de Mondoweiss.net.

    Philip Weiss, Mondoweiss.net / Traducción: Palestinalibre.org

    Fuente: http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=47187

    Repudio a la Shell y al gobierno brasileño

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    Los Otros Judíos repudia la apropiación de parte de la riqueza petrolífera brasileña por parte de la Shell, multinacional que participó activamente en el genocidio de la Segunda Guerra Mundial.

     

    Obra de arte palestina

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    mohamad sabaneh

     

    aceitunas

    De Mohammad Sabaaneh.

    El sionismo tiene sus raíces en el imperialismo, no en la historia judía

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    contraPor Alberto Rabilotta.

    Este texto es el resultado de una entrevista, precedida de conversaciones en Montreal y Francia, con Yakov Rabkin, profesor de historia de la Universidad de Montreal y autor del libro “Contra el Estado de Israel. Historia de la oposición judía al sionismo”, Editorial Planeta, Buenos Aires, 2008.

    Periodista: Cuando vemos el problema del Oriente Medio la tendencia es a analizarlo como un problema específico entre Israel y los palestinos, o a enmarcarlo como un asunto regional, cuando en realidad estamos viendo que “la cola mueve al perro”, o sea que la política de Israel hacia los palestinos está determinando políticas de alcance global del imperialismo y las antiguas potencias coloniales…

    Rabkin: Me parece que la situación de Israel hay que verla en términos del contexto mundial y explicar por qué Israel goza de un apoyo tan incondicional de todas las elites internacionales, lo que se manifestó muy bien en el voto unánime (que marcó la entrada de Israel) en la OCDE, unos meses después del ataque a Gaza. Ningún país, ninguno de los representantes de los 30 países que votaron, ni México ni Turquía o Japón, votó en contra ni se abstuvo, lo que quiere decir que Israel representa algo muy importante para el mundo occidental, para las elites del mundo occidental.

    Y también hay que ver qué está sucediendo en el interior de la sociedad israelí, porque lo que alcanzó a hacer Benjamin Netanyahu cuando era ministro de Finanzas es convertir lo que era una economía israelí más o menos igualitaria en una economía neoliberal con disparidades económicas tal vez más agudas que las de cualquier otro país de la OCDE, sin que hayan habido huelgas importantes o mucha resistencia. Y la receta no es nueva ni la inventó Netanyahu.

    En la sociedad israelí siempre existió el pavor del enemigo exterior, o más bien del “enemigo étnico”, porque muchos palestinos son también ciudadanos israelíes. Es por eso que el gobierno israelí siempre aduce que la más difícil situación económica se explica por las necesidades de seguridad, y es así como en muchos aspectos Israel ha funcionado durante sus 63 años de existencia. Y esto provoca admiración en las elites occidentales.

    Asimismo debemos considerar el enorme peso específico de los militares en la sociedad israelí, muy superior al que los militares tienen en cualquier otro país de la OCDE. Y esto simboliza más abiertamente el lazo entre el complejo militar-industrial y los gobernantes. Este lazo también existe en Estados Unidos, pero es menos visible. Por ejemplo, el primer ministro Netanyahu no viene de la institución militar, pero está rodeado de ministros que pertenecieron al Ejército, que fueron generales o coroneles.

    Periodista: Hay una fuerte proporción de militares en la estructura de poder de Israel…

    Rabkin: Muy alta, en efecto. Sobre todo porque el ejército israelí jubila obligatoriamente a sus oficiales a la edad de 45 años, lo que proporciona un potencial enorme de militares de carrera de 45 años que no tienen problemas económicos porque disponen de una muy generosa pensión del Ejército y pueden ocuparse de otras cosas. Esto crea una capa social muy importante que se vincula con las empresas industriales, que en gran parte también son de seguridad y del complejo militar, y luego esos oficiales retirados entran en el Parlamento…

    Periodista: Lo que estás diciendo es que el Ejército es una escuela de formación de cuadros para el sistema israelí.

    Rabkin: Exactamente. O como se decía en la ex Unión Soviética, el sindicato es la escuela del comunismo. Hay que incorporar estos elementos en el análisis porque son importantes. Israel, y esto es obvio desde hace tiempo, juega un papel geoestratégico importante como cabeza de puente de los intereses occidentales, junto al Egipto de Mubarak, Jordania, Arabia Saudí, con Marruecos en el Oeste, pero hay que destacar que Israel es el más fidedigno aliado de Occidente…

    Periodista: Y en todos sentidos el más europeo…

    Rabkin: Exacto, es el único aliado europeo. Pero tampoco debemos olvidar que en Occidente hay simpatía hacia sociedades fundadas sobre el modelo del colonialismo europeo, como son los ejemplos de Estados Unidos, Canadá y Australia. Para las elites occidentales Israel representa la continuación de la tradición de las políticas de usurpación de tierras y de la exterminación de las poblaciones indígenas, porque de cierta manera todos los conquistadores y colonizadores se han comportado como el pueblo elegido. Es por eso que dicen que Israel tiene el derecho específico al concepto de pueblo elegido.

    Yo sostengo que la formación de Israel no tiene sus orígenes en el judaísmo ni en la tradición judía, y menos aún en la experiencia de vida de los judíos. Sus orígenes están en el colonialismo británico del siglo 19, en el protestantismo con su lectura literal de la promesa de tierras en la Biblia. No debemos olvidar que la “tierra prometida” de Israel no era única. La idea de que hay “tierras prometidas” para los blancos no es nada nuevo: Tasmania figuró como la tierra prometida para los blancos, Estados Unidos fue la tierra prometida para los blancos, para citar dos ejemplos.

    De nuevo subrayo que quienes crearon el sionismo y la ideología que fundó el Estado de Israel estaban en revolución abierta y explicita contra el judaísmo. La justificación que mantenía Ben-Gurión (1) cuando decía que “la Biblia es nuestro mandato para esta tierra”, estaba destinada a un auditorio de religión y cultura protestante. Pero la Biblia también sirvió de justificación para ocupar tierras y desalojar la población local en África del Sur, en Tasmania y en otros lugares. Y por supuesto lo mismo sucedió en América latina.

    Periodista: Nos encontramos en medio de una coyuntura de grandes crisis y transformaciones del capitalismo, de grandes reacomodamientos después del desmoronamiento de la Unión Soviética, con la emergencia de nuevas potencias regionales que están alcanzando influencia global, como China, pero también con la emergencia de ambiciones coloniales de países europeos, como demuestra la guerra para efectuar un cambio de régimen en Libia. Parecería que entramos en una nueva etapa de rapiña por territorios, mercados y recursos naturales. Y en este contexto me pregunto en qué medida Israel, con sus políticas hacia los palestinos y su desprecio de las leyes internacionales –que se manifiesta en el uso masivo de su poderío militar y las ejecuciones de oponentes- no constituye desde hace tiempo el laboratorio de esta nueva era de rebatiña de tierras, mercados y recursos naturales que está manifestándose en varias regiones del mundo. Israel contraviene las leyes internacionales y los derechos humanos universales con total impunidad y al desnudo, sin tapujos, y suscita la admiración de las elites occidentales.

    Rabkin: Hay que resaltar que es muy paradójico, porque Israel fue el último en llegar a la cola del colonialismo, y además este colonialismo israelí se presentó como formando parte de una lucha de liberación nacional, aprovechándose de los 14 principios del presidente Woodrow Wilson (2), pero al mismo tiempo Israel sirve de vanguardia de la nueva etapa, que confronta los países blancos, de origen europeo, a los demás países.

    Israel ha influenciado la política estadounidense, pero no en el sentido de la influencia del cabildeo sionista sobre el Congreso de Washington, y tampoco en el sentido del “complot judío” y todo lo demás. La influencia que Israel ejerce sobre Estados Unidos se debe a que proporcionó el ejemplo de cómo se pueden manejar la política exterior y militar, y desde los sucesos del 11 de septiembre del 2001 Washington está haciendo exactamente lo que Israel venía haciendo desde hace tiempo y bajo la crítica anodina de Estados Unidos.

    Por ejemplo, tenemos la práctica que los israelíes califican de “targeted assasinations” (opositores marcados para ser asesinados), que no era una práctica reconocida en Estados Unidos, porque nunca reconocieron si habían asesinado o intentado asesinar a un opositor. Ahora han incorporado abiertamente esa práctica, como muestra el ejemplo reciente de Osama bin Laden, un caso típico porque el individuo estaba en la cama, desarmado y pudo ser detenido sin ningún problema, pero lo mataron a la manera israelí, como un “targeted assasination” israelí.

    Y fue así porque a Washington nunca le interesó juzgar a Bin Laden, sino matarlo. Esta impunidad con la cual Estados Unidos está actuando al atacar objetivos en países soberanos me parece resultado del ejemplo israelí, y es interesante ver que cuando el gobierno estadounidense expresó algunas críticas hacia el gobierno egipcio de Mubarak, al principio de la movilización popular que finalmente logró derrocarlo, en Israel se oyeron voces influyentes que criticaban a Obama porque estaba “traicionando los valores occidentales”. ¡Miremos quiénes estaban hablando! ¡Y también lo dijo el rey de Arabia Saudí, otro “pilar” de los valores occidentales!

    Estados Unidos se convierte en discípulo de Israel en lo tocante a las relaciones con los países árabes, y sabemos que Israel ha servido de modelo para formar a marines estadounidenses en la base militar de Okinawa (Japón), que Israel exporta la competencia de seguridad al mundo entero, y de veras son muy buenos en lo que deviene cada vez más importante para las sociedades occidentales: control de la población, control de grupos disidentes o enemigos.

    El hincapié sobre la violencia ha sido la práctica más corriente de toda la historia del movimiento sionista desde antes de la existencia del Estado de Israel. Desde que los sionistas llegaron a Palestina crearon los hechos con métodos violentos. Después de la Segunda Guerra Mundial los países occidentales, por varias razones y entre ellas la descolonización y la Guerra Fría, por momentos abandonaron esa práctica. Pero Israel nunca la abandonó y de cierta manera preservó el “impulso” occidental de ocupar, destruir e imponerse.

    Si durante una época los occidentales se sintieron incómodos en hacerlo abiertamente, sobre todo porque en un contexto de Guerra Fría debían hacer como que jugaban el papel de “descolonización” y sus etcéteras para no “perder” África o América latina frente a los soviéticos, ahora ya no tienen necesidad alguna de seguir restringiendo el uso de la fuerza y la violencia.

    Periodista: La existencia misma de un “campo socialista” frenaba ciertos tipos de acciones o de comportamientos en las relaciones internacionales…

    Rabkin: Cierto. Pero en alguna medida se preservó en un lugar muy pequeño, como Israel, el “virus” occidental del uso de la fuerza para someter o colonizar a otros pueblos, y ahora ese virus está propagándose. No es de origen israelí ni de origen judío, es de origen europeo y fue muy bien preservado en Israel, que fungió como hospedante de valores occidentales que son tan agradables al rey de Arabia Saudí, quien los está aplicando con la represión en Bahrein.

    Periodista: El sistema capitalista enfrenta ahora problemas internos de funcionamiento que son casi insolubles en el contexto del desarrollo alcanzado en esta etapa de avances tecnológicos de globalización de las economías y de dictadura del capital financiero. Los graves problemas del desempleo, la exclusión social para la mayoría de los jóvenes y la baja de los niveles de vida de los trabajadores, jubilados y las clases medias no pueden ser resueltos en el sistema actual, sin hablar de los problemas del cambio climático y la destrucción del medio ambiente, entre otros problemas más que amenazan el futuro de la humanidad, y en este contexto que apunta a movilizaciones e insurgencias populares, como estamos viendo en España y vimos en Egipto, Túnez y otros países del Oriente Medio, da la impresión de que los países occidentales recurrirán cada vez más a formas de opresión, al autoritarismo o el totalitarismo, y en ese sentido las prácticas internas y externas de Israel parecen ser un “ejemplo útil” para esos países.

    Rabkin: Son muy útiles y en realidad Israel recurrió a la violencia desde su origen, mientras que en países como Canadá se perdió esa determinación de usar la violencia contra su propio pueblo. Pero esa determinación está renaciendo, como vimos durante la reunión del G20 en Toronto (2010), se usó la violencia más allá de los límites que conocíamos en países tan pacíficos como Canadá.

    Podemos ver la vinculación en la cooperación que en materia de seguridad tiene Canadá con Israel, una vinculación que es bien visible aun con un África del Sur pos-Apartheid, como fue el caso durante la Copa Mundial de Fútbol. Las compañías israelíes de seguridad ganaron la licitación para la seguridad de ese evento en un país en el cual las disparidades económicas han aumentado después de la caída del Apartheid, lo que de por sí explica que en África del Sur hayan multiplicado por cuatro el número de policías. Hay que controlar esta población afectada por el crecimiento de las disparidades económicas, y el problema es el mismo aunque el gobierno sea blanco, negro o amarillo.

    Y seguramente veremos lo mismo en otros países, e Israel está en una muy buena posición para vender competencias y equipos, para enviar instructores en materia de represión y control de la población, porque este es el producto número uno de exportación de Israel.

    Y nuevamente, Israel ha funcionado como un laboratorio donde se puso en el refrigerador lo que durante décadas no se podía mostrar, y que ahora se saca del refrigerador para usarlo. Israel ha servido no solamente de laboratorio sino de depósito de algo que tenía que ser escondido, que olía mal. Y ahora está exportando algo maloliente que es de origen europeo pero que durante algunas décadas los occidentales por diversas razones no pudieron o se atrevieron a utilizar.

    Periodista: En efecto hasta los 60 la brutalidad de los países colonialistas contra las poblaciones civiles en África, Asia y otras partes del mundo eran noticia cotidiana en los diarios, como yo mismo recuerdo. Luego vino la ola de descolonización que junto a la existencia de la Unión Soviética permitió contener parte de esa brutalidad, pero ahora con la desaparición de la Unión Soviética y China en la vía capitalista y participando de alguna manera en la carrera por apropiarse de los recursos globales, es evidente que esas prácticas han vuelto a formar parte del arsenal de Estados Unidos y sus aliados europeos, y quizás hay que ver el caso de Israel en ese contexto…

    Rabkin: Hay una evolución en esa dirección. Pero también tocaste aspectos internos que conciernen a esas sociedades occidentales. Debido a la lucha por la descolonización el racismo olía mal y no podía ser mostrado ni aceptado públicamente, pero ahora resulta que ya no huele tan mal. Estamos regresando a una realidad y a un discurso étnico-racista, exclusivista, religioso, islamofóbico, y las formas que asume depende de la sociedad, pero lo que es indudable es que la derecha étnica y racista va ganando más popularidad, como se ve claramente en Europa, en Estados Unidos y en Canadá.

    El hecho de que un pastor protestante en Estados Unidos quería quemar el Corán demuestra la insatisfacción económica de las capas sociales inferiores está siendo canalizada hacia el enemigo étnico-religioso, que es siempre imaginario, como sucedió en el caso extremo de los nazis que decían que los judíos estaban controlando el mundo y que por eso había que exterminarlos.

    Este fue un caso extremo, pero lo que no es un caso extremo y lo que el fundador de Israel Theodor Herzl sabía muy bien, es que hay que erigir una muralla para proteger los intereses occidentales, y lo dijo abiertamente. Y también hay que recordar que Chaim Weizmann, el primer presidente de Israel que anteriormente fue un activista del movimiento sionista, en gran parte influenció a Arthur Balfour cuando éste era Secretario de Relaciones Exteriores (1917) de Gran Bretaña.

    Para convencer a Balfour de que el sionismo era algo bueno para el imperialismo británico, Weizmann usó entre otros el siguiente argumento: el sionismo atraerá a muchos judíos, porque si no los atraemos serán muy activos en el movimiento socialista y comunista, lo que era verdad. Esto se refleja en la carta de Balfour a Walter Rosthchild, porque a veces se nos olvida que la Declaración de Balfour fue en realidad una carta a Rosthchild.

    Desde sus orígenes el sionismo sirvió a los intereses del imperialismo y hay hechos concretos para probarlo. Había intereses de clase muy concretos y eso concuerda con el esquema general de que siempre el nacionalismo étnico ha permitido a las clases dirigentes controlar la población y canalizar el descontento en una dirección que no perjudique los intereses de las clases dirigentes, No es nada nuevo, pero funciona muy bien.

    Israel siempre ha funcionado de esta manera y nunca pasó a la época de valores liberales de igualdad de derechos para todos. Hasta casi mediados de los años 60 los palestinos que habitaban en el Estado de Israel estaban bajo un régimen militar, con un toque de queda que no les permitía circular después de las 18:00 y siendo general Ariel Sharon autorizó matar a palestinos que por razones diversas no podían regresar a sus casas antes de las seis de la tarde. Israel funcionó así con plena admiración de la izquierda socialdemócrata europea.

    Es muy fácil echarle la culpa exclusivamente a los partidos de derecha. El papel de la izquierda socialdemócrata en el desenvolvimiento de la política de Israel hasta llegar a su estado actual es muy importante. Hasta hoy el Partido Laborista de Israel es miembro de la Internacional Socialista. Y me parece que hay una responsabilidad de la izquierda europea, que ya casi no existe pero que existía en los años 50 y 60 y que defendía y admiraba a Israel mientras ignoraba completamente la expulsión de los palestinos árabes en 1948, el toque de queda hasta los años 60 y otras cosas más. Esa izquierda se despertó en 1967.

    Pero en la guerra de 1967, y aun con la ocupación de los territorios que provocó tanta emoción, Israel se comportó de manera mucho más moderada que en 1948, cuando hizo expulsiones masivas de palestinos, mató a palestinos y destruyó sus casas. En el caso de la guerra de 1967 tomó bastante tiempo para que se aplicara el derecho para los israelíes europeos de colonizar las tierras que quisieran en los territorios ocupados.

    El Estado israelí muestra el camino de cómo se puede encontrar o crear el enemigo interno y externo para poder neutralizar -en nombre de la seguridad y lucha contra el terror – cualquier oposición a las políticas internas o externos de los gobernantes.

    Periodista: Se ha borrado bastante de la memoria histórica que el racismo de los nazis existía simultáneamente, a veces en proporciones importantes, en la mayoría de las sociedades occidentales, en Europa y América del Norte…

    Rabkin: Se habla mucho del papel de Estados Unidos en la lucha contra los nazis y por la libertad, pero durante la segunda Guerra Mundial y hasta más tarde las unidades militares estadounidenses estaban segregadas, los blancos por un lado, los negros y amerindios en el otro, para hablar claramente, y la segregación en la sociedad estadounidense coexistía con una política exterior favorable a la descolonización. Y también debemos recordar que el antisemitismo, el antigitanismo, el antiislamismo, todo eso es parte de la tradición de intolerancia y arrogancia europea, que se manifestó desde el conquistador Hernán Cortez hasta los peregrinos británicos que a partir del siglo 16 se instalaron en Estados Unidos, Australia y otras regiones. Por todos lados fue lo mismo.

    El hecho de que en los años 60 y 70 hubo una “pausa” en esta continuidad de intolerancia y arrogancia eurocentrista se debe en parte a que la Guerra Fría abrió una ventana que está cerrándose. El multiculturalismo que se practicó durante esas dos o tres décadas ha sido declarado por los gobernantes del Reino Unido, Alemania, Suecia, Holanda, Francia y otros países como un fracaso y una política que se debe abandonar. Todos estos países van en la misma dirección porque hay estas disparidades económicas internas, hay más desempleo y exclusión, y hay que encontrar rápidamente el chivo expiatorio.

    Periodista: Hablando de chivo expiatorio. Para quien lee algo de lo que publica la prensa israelí, y yo no leo las publicaciones de los colonos y extremistas (3), lo increíble es ver que se habla sin tapujos en términos racistas, que se reivindica el eugenismo. Para quien hemos leído un poco la historia de los siglos 19 y 20 es casi inimaginable ver que ideas fascistas, racistas, están circulando en grupos influyentes de la sociedad israelí. ¿Cómo interpretar esto?

    Rabkin: En gran parte el multiculturalismo y los valores liberales que se implantaron después de la segunda Guerra Mundial vienen de una interpretación del genocidio nazi, y esta interpretación sugiere que para evitar este tipo de tragedias hay que respetar los derechos humanos independientemente de la raza, religión, etcétera. De ahí la Declaración de los Derechos Humanos de Naciones Unidas de 1948.

    Y estas reglas fueron bastante bien respetadas. Pero no es la única interpretación del genocidio nazi. También se puede interpretar el genocidio nazi de otra manera, de que desgraciadamente en ese entonces los judíos éramos muy débiles y que por eso nos mataban. Y en consecuencia debemos ser más fuertes para que esto no vuelva a suceder. Conceptualmente no hay contradicción, se trata simplemente de efectuar un cambio de papeles, de cambiar la correlación de fuerzas.

    Esto lo escribí en un diario alemán para el día del 60 aniversario de Israel, diciendo que Alemania aprendió la lección y fundó una sociedad liberal, democrática, progresista, mientras que Israel aprendió oficialmente la segunda lección, de que tenemos que ser fuertes para defendernos, sin fiarnos en los principios liberales, democráticos y pluralistas.

    Una visión muy cínica, que es entendible. Y por eso no me sorprende que en los círculos de la derecha israelí se maneje hoy el eugenismo. Siempre se manejó el eugenismo. Hay que entender que en política interior de Israel la integración de los judíos árabes o árabes judíos de países musulmanes, los sefardíes, se hacía con muchísima dificultad porque no eran europeos. La discriminación contra los no europeos dentro de la sociedad judía de Israel ha sido enorme. Hay toda una literatura sobre eso y no es nada nuevo.

    También, por ejemplo, desde que se comenzó a construir el país se habló de “material humano”, del “buen material humano”, del “menos bueno material humano”. Hay que entender que en los años 30 el eugenismo sobrevivió en la sociedad sionista que existía en Palestina. Hay libros que podemos citar, y que cito en la versión más reciente de mi libro, hay artículos de Raphael Falk, quien escribe sobre el eugenismo en la historia sionista. Esto no es algo nuevo y por eso no me sorprende que ahora se hable así en círculos israelíes.

    Nuevamente, lo que fue prohibido, mal visto y olía mal en el mundo occidental, se conservó bastante bien en la sociedad israelí.

    Periodista: Lo que muestra una contradicción absoluta e irreconciliable del sionismo con la esencia misma del judaísmo…

    Rabkin: Los sionistas siempre han dicho que el sionismo es una revolución contra la tradición judía, contra el pasado judío, y una revolución es evidentemente ruptura, es negación. Vladimir Lenin nunca pretendió que su legitimidad reposaba en el hecho de que era nieto de los Romanov. Su legitimidad era la revolución. Para mí es muy cómico ver que Netanyahu, quien es una persona perfectamente laica, que transgrede uno de los 10 mandamientos, basa su argumentación para la ocupación y expansión territorial de Israel en el derecho divino. Como también fue el caso de Ben Gurión, quien era ateo.

    Me sorprende que el apoyo que Occidente da a Israel, sobre todo en Estados Unidos, provenga en gran parte de los sionistas cristianos, que en Estados Unidos son 50 millones de personas, casi cuatro veces más que la totalidad de judíos en el mundo, unas 13 millones de personas.

    Hay una continuidad entre el protestantismo de los siglos 18 y 19 y el sionismo de hoy día. Mientras que hay una ruptura entre el judaísmo del siglo 19 y el sionismo. Me parece una evidencia que tratándose de un régimen revolucionario, en el caso del sionismo, no existe continuidad con el pasado.

    Periodista: El sionismo abandonó los principios morales del judaísmo, que impregnan los del cristianismo e islamismo, pero estos principios fueron desde el siglo 19 y siguen siendo actualmente parte del sustento moral de las ideas socialistas, lo que a mi parecer explica las simpatías y la participación activa numerosos judíos en los movimientos obreros y revolucionarios desde el siglo 19 en adelante. Dicho de otra manera, era posible transferir a nivel de la realización social los principios morales provenientes de la religión judía…

    Rabkin: Cierto, hubo sionistas que eran atraídos por ese tipo de sionismo, como Albert Einstein y Martín Buber, y en su mayoría eran judíos alemanes, que en Israel son considerados como muy inocentes. Es interesante destacar que ningún judío alemán, con todo el enorme papel que han jugado en la construcción de la industria israelí, el sistema judicial y la cultura israelí, ningún judío de origen alemán jugó un papel importante en la política israelí, que ha sido un terreno exclusivo para judíos ruso-polacos, o sea para los judíos del antiguo imperio ruso, que incluía Polonia y los Estados Bálticos.

    Quienes verdaderamente crearon la sociedad israelí, los Ben Gurión, Weizmann, tenían una visión revolucionaria en el sentido de que había que imitar a quienes perseguían a los judíos. Vladimir Jabotinsky (4) por ejemplo, admiraba a Benito Mussolini, y hay que entender que en los años 30 del siglo pasado hubo instancias de colaboración entre el régimen nazi y las organizaciones sionistas para organizar granjas de formación para el movimiento sionista en Alemania, y que fue Adolf Eichmann (5) quien estaba a cargo de formar los sionistas que partirían a Palestina.

    Esto demuestra que hay cierta compatibilidad conceptual y que ambos eran guiados por valores liberales prácticos, estos son los puntos comunes. Otra vez, no hay que exagerar, no hay que comparar o pensar que Israel se comporta como la Alemania nazi, lo cual sería absolutamente falso, pero hay que entender que hay compatibilidades conceptuales entre las lecciones que los sionistas que fundaron Israel sacaron de la segunda Guerra Mundial, y lo que se practicó durante un tiempo en Europa, un tiempo que está terminando…

    Notas

    1.- David Ben Gurión, el primero en ejercer –a partir de mayo de 1948- la función Presidente del Consejo de Estado Provisional y de primer ministro de Israel.

    2.- Woodrow Wilson, presidente de Estados Unidos de 1913 a 1921 y autor de los “14 principios” que fueron la base del Tratado de Versalles de 1919 que puso fin a la primera Guerra Mundial, entre ellos el principio de la autodeterminación de los pueblos.

    3.- Para ejemplo ver los siguientes portales: http://www.israelnationalnews.com/ ; http://www.israel7.com/ ; http://www.youtube.com/watch?v=2U92n1DRR7g

    4.- Vladimir Jabotinsky, nacido en Ucrania y fundador del grupo sionista Irgún, que utilizó métodos terroristas contra los ocupantes británicos y la población palestina.

    5.- Adolf Eichmann, oficial nazi directamente implicado directamente en los planes de exterminación de los judíos.

    La Vèrdiere, Francia.

    Fuente: Alainet.org