Archivo de la categoría: palestinos

Vídeo: As perspectivas para a solução do conflito Israel-Palestina

Estándar

Texto, tradução e legendas: Jair de Souza.

Nesta palestra para a Conferência sobre a Palestina, em Stuttgart, o brilhante professor e humanista israelense Ilan Pappe faz uma magnífica exposição do significado do sionismo: suas características inerentemente colonialistas e racistas.

Ilan Pappe também revela como é enganosa a ideia propalada por certos círculos da «esquerda» europeia de que entre os sionistas israelenses há forças democráticas de esquerda que estariam interessadas em chegar a uma solução justa com os palestinos. Ilan Pappe deixa patente que não há diferenças significativas no comportamento colonialista e racista tanto da direita como da «esquerda» sionistas. Ambas correntes compartilham igualmente o objetivo e o desejo de livrar-se da presença do povo palestino nativo. A única grande diferença está em que a «esquerda» sabe manipular as palavras muito mais habilmente que seus pares direitistas. Daí que, para os que lutam realmente para o fim do colonialismo naquela região, esta «esquerda» seja até mais perigosa do que a direita aberta e declarada, uma vez que, com seu palavreado ardiloso, ela consegue neutralizar boa parte da intelectualidade europeia, que parece contentar-se tão somente com palavras de efeito, independentemente da realidade sobre o terreno.

Para Ilan Pappe, a luta contra o colonialismo e o racismo na Palestina exige que o combate seja feito primeira e abertamente contra a ideologia que o impulsa, sustenta e ampara, ou seja, contra o sionismo. Sem a derrota ideológica do sionismo não há perspectivas de paz e justiça na Palestina.

………………………………..

Homenagem desta primeira edição a Jair de Souza pela sua grande e desinteressada contribuição.

Los otros judíos

Estándar

Ni mejores, ni peores. Distintos. Otros. Somos esos judíos que las instituciones sionistas ningunean, somos los que nos negamos a aceptar que sionismo y judaísmo son sinónimos, somos los que no nos consideramos parte de un «pueblo elegido», somos protagonistas de la maravillosa aventura que significa construir el socialismo del siglo XXI, como lo expresara el Comandante Hugo Chávez, somos judíos que sufrimos como propia cada humillación padecida por el pueblo palestino, somos judíos del mundo, hermanados con los que sufren, nos indigna que nos digan que Israel es nuestra tierra prometida, porque somos del lugar en que desarrollamos tareas por una sociedad más justa, somos judíos que pensamos, como Eduardo Galeano, que «los palestinos son los judíos de los judíos», somos judíos que también se indignan porque el gobierno israelí sigue votando en la ONU contra Cuba, apoyó el apartheid sudafricano, fue cómplice activo de las dictaduras latinoamericanas, legalizó la tortura, discrimina el idioma idisch y prefiere el hebreo. Nos indigna porque forma parte del bloque imperial que invade y sojuzga territorios ajenos, como nos indignan Fujimori, Ríos Montt o los genocidas argentinos, Pinochet o sus cómplices civiles. Somos judíos que no ayunamos en días religiosos porque somos ateos. Somos los que comemos guefilte fish, lasagna, paella o goulash con el mismo placer internacionalista.

En fin, somos otros judíos y queremos decirlo, sin petulancias ni fanatismos.

Os Outros Judeus

Nem melhores, nem piores. Distintos. Outros. Somos esses judeus que as instituições sionistas menosprezam, somos os que nos recusamos a aceitar que sionismo e judaísmo são sinônimos, somos os que não nos consideramos parte de um «povo escolhido», somos protagonistas da maravilhosa aventura que significa construir o socialismo do século XXI, como o expressara o Comandante Hugo Chávez, somos judeus que sofremos como própria cada humilhação padecida pelo povo palestino, somos judeus do mundo, irmanados com os que sofrem, nos indigna que nos digam que Israel é a nossa terra prometida, porque somos do lugar em que desenvolvemos tarefas por uma sociedade mais justa, somos judeus que pensamos, como Eduardo Galeano, que «os palestinos são os judeus dos judeus», somos judeus que também se indignam porque o governo israelense continua a votar na ONU contra Cuba, apoiou o apartheid sul-africano, foi cúmplice ativo das ditaduras latino-americanas, legalizou a tortura, discrimina o idioma ídiche e prefere o hebraico. Nos indigna, porque forma parte do bloco imperial que invade e subjuga territórios alheios, como poderiam nos indignar Fujimori, Ríos Montt ou os genocidas argentinos, Pinochet ou seus cúmplices civis. Somos judeus que não jejuamos em dias religiosos porque somos ateus. Somos os que comemos guefilte fish, lasanha, paella ou goulash com o mesmo prazer internacionalista.

Em fim, somos outros judeus e queremos dizê-lo, sem petulâncias nem fanatismos.

Julio Rudman –  Tali Feld Gleiser