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Academia oferece treinamento militar a crianças e turistas em Israel

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Por Susana Mendoza.

O campo de treinamento são as montanhas do deserto da Judeia. Os professores têm a cabeça raspada e os músculos salientes sob trajes militares (e, em sua maioria, são ex-soldados das forças especiais do Exército israelense). O cenário, que mais parece cena de filme, descreve, na verdade, uma escola. Situada perto do assentamento de Gush Etzion, na Cisjordânia, no norte de Jerusalém, a academia de tiro Calibre 3 ensina, há vários anos, técnicas antiterroristas e de defesa pessoal para crianças e grupos particulares, muitos deles colonos de assentamentos próximos.
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Academia de tiro Calibre 3 ensina, há vários anos, técnicas antiterroristas e de defesa pessoal para crianças e grupos particulares
No ano passado, a academia também inaugurou um curso para turistas que queiram experimentar o que eles definem como o “outro lado de Israel.” Os fundadores garantem, ao se apresentarem para um novo grupo de turistas, que a razão de ser da escola é o perigo constante em que vivem os judeus israelenses, por estarem rodeados de inimigos, sobretudo vindos da Cisjordânia.
“Decidi abrir esta academia há alguns anos porque vi que os israelenses podem se encontrar em situações difíceis e perigosas a qualquer momento, como atentados terroristas ou ataques diretos motivados pelo ódio”, diz Sharon Gat, um dos fundadores, ao grupo de cerca de 15 pessoas reunidas em uma cabana, “e quero ajudá-los a saber como sair destas situações, ou, ao menos, dar-lhes a oportunidade de poder sair.”
Desde que foi aberta, em 2007, a Calibre 3 não para de crescer, com mais de 10 mil clientes ao ano – e subindo. A preocupação com a segurança e o medo do terrorismo, sobretudo islâmico, comenta Gat, é uma das principais razões de seu êxito.

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“Eu não falo de política, ofereço um serviço e, qualquer pessoa que queira pagar por ele o recebe, não fazemos perguntas”, diz Get, respondendo se a empresa é consciente sobre quem são seus clientes. “Vem muita gente do exterior para receber treinamento, funcionários de segurança de embaixadas, de empresas privadas, não apenas colonos.”

[Ofereço um serviço e não faço perguntas, diz Sharon Gat, fundador da academia]
“Inimigo”
Uma olhada pelo campo de treinamento deixa claro quem é o inimigo na Calibre 3. Muitos dos alvos são apenas números, mas outros têm caras obviamente árabes, com lenços palestinos, que olham ameaçadores enquanto empunham uma pistola.
“Eu acredito que seja interessante. Não tem por que ser algo político, vim aqui porque tinha vontade de aprender a disparar e queria passar um dia diferente, não vim para pensar se as caras dos alvos são ou não de árabes”, diz Jenna, uma estadunidense de 25 anos que está visitando Israel, enquanto tenta acertar o alvo.
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A maioria dos turistas que participam é dos Estados Unidos. Muitos deles, judeus ortodoxos. Há gente de vários outros países, como Han, que chegou da China para visitar Israel e decidiu provar como seria um dia na pele de um soldado israelense.
“Alguém me recomendou aqui porque eu gosto muito de tudo o que tem a ver com o exército e com segurança. Decidi vir e, até agora, estou gostando muito”, diz Han.

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Muitos dos alvos são números, mas alguns têm rostos árabes

Crianças e adolescentes

A maioria dos clientes da Calibre 3 não é formada por turistas, mas por crianças e adolescentes. A academia tem também um acampamento intensivo de verão e cursos durante o ano para que os menores de idade enfrentem os rigores militares e aprendam a se defender. Como pequenos G.I. Joe, os que fazem o curso intensivo comem, dormem e vivem no acampamento por várias semanas, durante as quais aprendem a atirar e, também, a identificar o inimigo.
“Funciona como se fosse uma escola, fazem tudo aqui durante um tempo e impomos disciplina, ensinamos um estilo de vida”, comenta um dos instrutores. “Colocamos mais ênfase em técnicas de defesa como a luta pessoal, que aqui chamamos de Krav Magá, do que em disparar, além de que também os entretemos com outras atividades. E eles não treinam com balas de verdade, mas com balas de festim”, prossegue o instrutor, que também dá uma mostra para o público desse tipo de luta israelense.
A recente escalada da violência na Cisjordânia entre colonos e palestinos, com as mortes de três israelenses e o ataque a uma menina de um assentamento próximo a Ramallah, fez com que os colonos se encastelassem em suas posições e começassem a se militarizar.
A Calibre 3 também dá cursos de segurança, defesa e antiterrorismo para grupos privados, muitos deles, admite o fundador, colonos da região.

Fotos: Susana Mendoza

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/32049/academia+oferece+treinamento+militar+a+criancas+e+turistas+em+israel.shtml

Repudio al vicepresidente de Uruguay, Danilo Astori, en visita oficial a Israel

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Netanyahu y Danilo Astori. Foto: Avi Dodi

Una vergüenza esta nota escrita por Ana Jerozolimski, desde Israel.La visita a este país es aprobar su política genocida contra el pueblo palestino. Uruguay, un país de inmigrantes, cómplice con el apartheid sionista.

Pocas horas antes de la excarcelación por parte de Israel de 26 presos palestinos que estaban cumpliendo largas penas por la perpetración de cruentos atentados, el primer ministro Benjamin Netanyahu recibió en su despacho al vicepresidente Danilo Astori, con quien compartió las dudas al respecto y lo problemático de la decisión.

“Por nuestra parte le transmitimos al primer pinistro nuestro apoyo a la búsqueda de caminos de paz y de diálogo”-declaró Astori, agregando que “destacamos su gran coraje, su gran valentía, por la decisión que acaba de tomar referente a la liberación de presos palestinos , lo que a nuestro juicio constituye un apoyo absolutamente esencial para avanzar en las negociaciones de paz que afortunadamente se han reanudado durante este año 2013”.

El vicepresidente de la República señaló que “le dijimos que desde nuestra humilde posición, considerábamos que lo que él estaba haciendo era un gesto de desprendimiento que no es común en política, porque antepuso los intereses de la nación y la sociedad ante lo que podían ser sus intereses políticos personales”. La excarcelación de los presos, como todas las anteriores, despertó serias polémicas en Israel, alegando un sector político que es inclusive miembro de la coalición de gobierno, que este paso es “un premio al terrorismo”.

En un día nada sencillo para el gobierno israelí en su dinámica interna, Netanyahu recibió expresiones de apoyo de parte de Danilo Astori, quien destacó lo importante de continuar buscando la paz en la zona. “Le pedimos a Netanyahu que contara con Uruguay en todos los esfuerzos por buscar la paz, por buscar el diálogo, la estabilidad, las reglas de juego, la tranquilidad para que los pueblos israelí y palestino puedan saber que se levantan a la mañana y van a contar con condiciones de seguridad mínimas y básicas”.

Apoyando el desarme nuclear

El tema de Irán no quedó fuera de la agenda política en la conversación entre Astori y su anfitrión.
“Le recordé al primer ministro que Uruguay es un firme defensor del desarme, integrante del Tratado de Tlatelolco, que definió a América Latina y el Caribe como la primera zona del mundo libre de armamento nuclear”, reveló el vicepresidente. “También reiteré nuestra pertenencia y nuestra defensa del Tratado de No Proliferación de Armas Nucleares y nos hacemos cargo de la preocupación de Israel al respecto. Pero estamos muy convencidos de que no hay alternativa al camino de la búsqueda de la paz, porque cualquier otro camino, cualquier camino de confrontación, lo único que lograría sería incrementar el saldo negativo”.

Cabe recordar que mientras las potencias occidentales están negociando con Irán un acuerdo relacionado a su programa nuclear, considerando que puede haber una nueva oportunidad al respecto por la reciente entrada en funciones de Hassan Rouhani como nuevo presidente de la República Islámica, Netanyahu advierte que en la práctica lo único que ha cambiado en Irán es el estilo sonriente de Rouhani, pero que se continúa enriqueciendo uranio de cara al alcance de armas nucleares. Israel exige que se mantengan las sanciones que presionan a Irán, explicando que sólo eso podría convencer a los Ayatollas a dejar de lado su plan nuclear, agregando que debe existir una opción militar creíble.

“Hay que seguir con mucha convicción trabajando por la paz, por el desarme y por supuesto por aquellas condiciones que aseguren que en la región se va a poder vivir con tranquilidad, con reglas de juego conocidas”, aclaró Astori. “Sabemos que hay países que firman tratados y luego no los cumplen. También le dijimos al PM que es mejor tener tratados que no tenerlos, porque ahí marcan reglas del juego que hay que cumplir y definen sanciones”.

Recalcando que “Uruguay es muy respetuoso con los acuerdos, es muy respetuoso con las sanciones, y es un país que ha cumplido siempre con las sanciones que se han establecido”, el vicepresidente agregó que “esto nos da autoridad moral para seguir luchando por la paz”.

Uruguay, quien más ganó

El tema económico no quedó fuera de la conversación. Al repasar los temas abordados con Netanyahu, Astori dijo que “Uruguay se ha beneficiado muchísimo del acuerdo de Libre Comercio entre el Mercosur e Israel”, quintuplicando el comercio con Israel en aproximadamente tres años. “Uruguay, de todos los países del Mercosur, es el país que más se ha beneficiado de este acuerdo”, resumió.

Hay que recordar que paralelamente a los encuentros de la delegación oficial con autoridades israelíes, proseguía también la agenda de la delegación empresarial, en la que empresarios de compañías dedicadas a tecnologías de información, visitan diferentes instalaciones y emprendimientos “start-ups” en distintas partes de Israel.

Irradiando calidez

La cita entre Astori y el Primer Ministro de Israel, fue una combinación del conocido protocolo y un evidente esfuerzo de Netanyahu por transmitir calidez a sus huéspedes de Uruguay. Contrariamente a lo acostumbrado, al entrar Netanyahu a la sala donde se llevó a cabo la reunión con la delegación uruguaya, no fue a sentarse del “lado israelí” de la mesa junto al vice canciller Zeev Elkin y algunos de sus asesores, sino que se acercó primero a Astori a saludarlo personalmente, estrechándole la mano con gran calidez.
“Sé que las relaciones entre nuestros dos países son de gran amistad desde hace muchísimos años y esta es una oportunidad para estrecharlas más aún”, comentó.

Cuando el vicepresidente presentó a cada uno de los miembros de la delegación oficial que lo acompañaba, al mencionar al presidente del Correo José Luis Juárez dijo que “hoy es un día especial para él”, dado que sabía que por la tarde se presentaría el sello conjunto emitido por Uruguay e Israel con motivo de los 65 años de relaciones diplomáticas. “¿El correo?”, preguntó Netanyahu sorprendido, como sin entender por qué para una autoridad del correo podía ser esta una jornada singular. Al recibir la explicación sobre el sello conjunto, el primer ministro bromeó preguntando si aún se usan sellos hoy en día.

Colegas parlamentarios

La otra figura política central con la que se reunió ayer el vicepresidente Astori, fue el presidente de la Kneset, Parlamento israelí, Yuli Edelstein, que hace pocos años visitó Uruguay y dijo recordar la visita con aprecio.

“Somos colegas”, dijo Astori sonriente a su interlocutor. “Es que en Uruguay, el vicepresidente es también Presidente del Parlamento y jefe del Senado”. Edelstein respondió bromeando recordando que en hebreo se escribe de derecha a izquierda y que por eso él dice que “somos colegas también por las razones inversas, ya que en Israel, el presidente del Parlamento es vicepresidente”.

Edelstein repitió lo ya muy mencionado durante la visita de Astori a Israel en varias ocasiones, sobre el hecho que Uruguay apoyó la creación del Estado judío desde un comienzo, que fue el primer país en América Latina en hacerlo y el cuarto en el mundo donde se abrió una embajada de Israel. Inclusive recibió, como regalo presentado por Astori, una copia de las “credenciales número 4”, las que quien fuera primer embajador israelí en Montevideo, Yaakov Tzur, presentó en su momento al entonces Presidente Luis Batlle Berres al comenzar su función diplomática en 1948.

“Me alegra haber llegado nuevamente a Israel a confirmar nuestra amistad, nuestro deseo de cooperación. Y a continuar esta larga de amistad entre Israel y Uruguay”, dijo Astori al presidente del Parlamento de Israel. Este, por su parte, no sólo habló de las manifestaciones actuales de estrecha relación-como ser el hecho que Israel es el primer destino de la exportación uruguaya a Medio Oriente- sino que se retrotrajo también a épocas difíciles en la historia del pueblo judío, recordando el comportamiento de un diplomático uruguayo que ayudó a salvar judíos de los nazis en Europa. “Dentro de poco se cumplen 75 años de la Noche de los Cristales Rotos, y el pueblo judío recuerda para bien al cónsul general de Uruguay en Alemania Florencio Rivas que esa noche escondió judíos en su casa y luego dio pasaportes a numerosos judíos para que viajen a Uruguay”, dijo Edelstein.

Sellando amistades

Tras la cita personal entre Astori y Edelstein, tuvo lugar en la Kneset la singular ceremonia de presentación del sello emitido conjuntamente por ambos países, con una de las obras del maestro José Gurvich. La obra elegida fue “La Anunciación de Sara”, inspirada en una historia bíblica. “Es este otro símbolo de unión a través del arte, del taller Torres García y la Escuela del Sur, a través de uno de sus más significativos discípulos, el Maestro José Gurvich, que unió paletas e ideas, y que vivió y pintó en Uruguay e Israel y hoy nos ha dejado un legado común que celebramos y compartimos”, dijo Astori.

El presidente del Correo uruguayo José Luis Juárez recordó que en los 157 años recién cumplidos de filatelia nacional, esta era la primera vez que se hacía una emisión conjunta fuera de la región.”Esto demuestra que esta unión entre ambos pueblos se sigue fortaleciendo, ya que el sello es embajador itinerante de esta unión”.

Por su parte, Yaron Razon, director del Servicio Filatélico de Israel, se mostró especialmente emocionado sintiendo que la jornada le tocaba mucho en lo personal. Hace unos 20 años, conoció a Anabel Zilberman, que a los 8 años había llegado con sus padres a radicarse en Israel, proveniente de Uruguay. “Ya había conocido otro uruguayo, pero ella fue la primera uruguaya de la que me enamoré”, dijo con una amplia sonrisa. En referencia al hecho que en los presentes en el acto había numerosos uruguayos, señaló que “no es la primera vez que esto me pasa, y me gusta mucho, me llena el alma de calor, porque me siento parte de una gran familia”.

Astori, revelando que la copia de las credenciales número 4 no había sido el único objeto uruguayo traído en especial a Israel, señaló que también se obsequiaba al presidente del Parlamento una foto de Gurvich pintando la obra que hoy adorna el nuevo sello y el óleo original de “La Anunciación de Sara”.

“Tener aquí adelante nuestro en la Kneset este óleo original de una pintura de José Gurvich, en un lugar que atesora alguna de las obras más emblemáticas de otro gran artista universal como lo es Marc Chagall, realmente nos hace sentir que trajimos esta obra maestra al lugar apropiado..y con la compañía que siempre debe estar , porque para nosotros, Gurvich no es menos que Chagall”.

El vicepresidente mencionó la presencia de una importante comunidad de uruguayos radicados en Israel, haciendo hincapié en el aporte que los correos han hecho a lo largo de los años ayudando a uruguayos en ambos países a mantenerse en contacto.

“Ojalá que las próximas cartas que nos hagan llegar nuestros correos desde esta tierra, testigo de tantos milagros, sean los mensajes de paz y acuerdos alcanzados entre el pueblo israelí y el pueblo palestino, anhelados acuerdos de paz que deseamos y alentamos, para el bienestar y el futuro de los pueblos de esta región”, resumió, despidiéndose luego del público con las palabras “Shalom, paz, salaam, peace”.

Las boleadoras llegaron a tierra santa

Por la tarde, la delegación uruguaya tuvo una cita singular, en el Museo de Israel, considerado el décimo museo enciclopédico más grande del mundo. El término se refiere a museos que abarcan todas las regiones del mundo y de todos los tiempos. Pero desde ayer, el sector de Arte de las Américas, cuya curadora jefa es la arqueóloga uruguaya israelí Yvonne Swarczbord, está más completo, al haberse recibido antiguas boleadoras, donadas al Museo por el MAPI de Montevideo.

“No teníamos aquí ningún objeto de mi querido Uruguay, y yo sentía un gran vacío”, comentó Yvonne, visiblemente emocionada, compartiendo con los presentes profundos conocimientos sobre los antecedentes del uso de las boleadoras en tierra uruguaya , sus orígenes y variados detalles alusivos. Tras su detallada alocución, al acercarse al podio el Vicepresidente Astori, bromeó diciendo “acabo de tomar una resolución: yo no voy a explicar qué son las boleadoras”. Señaló entonces que el título de su charla podía ser “Las boleadoras llegaron a Tierra Santa”.

La curadora destacó la intensa labor que había desplegado el Embajador de Uruguay en Israel Bernardo Greiver para concretar la llegada de las boleadoras al Museo Israel, agradeciendo además efusivamente al Director del Museo de Arte Precolombino e Indígena del Uruguay Facundo de Almeida por la donación.

Una jornada económica

Este miércoles, la delegación oficial y la empresarial unen en gran medida sus agendas, al realizarse en Tel Aviv una serie de encuentros a nivel empresarial entre hombres de negocios de ambos países, propiciados por la ANII y su par israelí el MATIMOP. Además, el vicepresidente Astori hará una presentación sobre Uruguay y las ventajas de realizar negocios “con un socio confiable”. Por la noche, la delegación asistirá a una exposición de artistas uruguayos israelíes en el Museo de Givataim, aledaño a Tel Aviv.

http://www.montevideo.com.uy/ucchasque_217554_1.html

LOS OTROS JUDÍOS REPUDIA ESTA VISITA.

A inevitabilidade da terceira Intifada

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Por Dmitri Minin.

A diplomacia norte-americana, que vem sofrendo fracasso após fracasso no Oriente Médio, enfrenta agora a possibilidade de mais um fracasso gigante, que ameaça fazer ruir de uma vez toda a estratégia da Casa Branca para aquela região.

Veem-se a cada dia sinais cada vez mais claros, de que o indolente processo da reconciliação palestinos-israelenses, que por hora permanece nas sombras, pode ser rompido a qualquer momento, e converter-se na fase mais quente de uma 3ª Intifada.

Tendo arrogantemente posto de lado o “quarteto” de mediadores, Washington nada obteve em termos de reconciliação, e isso pode levar a mais dores e dificuldades no novo Oriente Médio. Para vários especialistas, ao fazer do processo de paz no Oriente Médio sua absoluta prioridade, o secretário de Estado Kerry elevou de tal modo a aposta que:

(…) se seus esforços derem em nada, demorará muito tempo para que outro volte a tentar.

Elliott Abrams, por exemplo, que foi alto funcionário do Conselho de Segurança Nacional do governo do presidente George W. Bush, disse que não vê possibilidade realistas de que, agora, se possa alcançar qualquer tipo de acordo.

Só espero que haja duas equipes do Departamento de Estado: uma para manter as conversações; e a outra para planejar o que fazer quando as conversações derem em nada – disse ele.

As ações do “único mediador” deliberadamente condenaram as negociações ao fracasso. Os EUA usaram um truque simples: prometeram aos dois lados que atenderiam todas as respectivas “demandas legítimas”, e ofereceram cartas de garantia a israelenses e palestinos. Os EUA prometeram aos palestinos que negociariam usando, como base, as fronteiras de 1967; e prometeram a Israel que as fronteiras finais não seriam as de 1967. Os palestinos reclamam que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, lhes garantiu a inviolabilidade das fronteiras de 1967; e que só por isso aceitaram retomar o processo de paz. Agora, os norte-americanos refutam essa informação. Netanyahu também nega a existência de tais cartas de garantias.

Washington concordou, essencialmente, com o que o primeiro-ministro israelense exigiu (que não se discutissem, nas negociações, as questões das fronteiras de 1967 nem a divisão de Jerusalém. Como Noam Sheizaf escreveu no jornal israelense Maariv, os esforços de John Kerry para mostrar algum tipo de resultado de suas atividades no Oriente Médio levaram-no a trair os acordos fundamentais firmados durante o doloroso processo de negociação (que começou com o programa de Clinton e terminou com o “mapa do caminho”).

Segundo especialistas,

(…) Netanyahu também enganou os americanos (quem pagará o preço dessa vitória de Pirro é outra história). Depois de três anos de obstinação, o governo Obama cedeu e aceitou que se anulassem todos os acordos já firmados antes entre as partes, durante as negociações em Taba e Annapolis.

No momento, Netanyahu não está tão preocupado com a posição de Washington, mas com as ações independentes da negociadora israelense oficial, a ministra da Justiça Tzipi Livni, indicada por insistência dos norte-americanos e que tende a tomar posições mais suaves que as do primeiro-ministro. Tzipi Livni apóia a ideia de dividir Jerusalém; Netanyahu opõe-se totalmente. Livni pode vir a aceitar a demolição parcial das construções israelenses em territórios palestinos ocupados; Netanyahu insiste em que as construções nas colônias são intocáveis. Livni está disposta a aceitar o uso de forças internacionais no vale do Jordão; Netanyahu insiste na presença de forças israelenses.

Mas os medos do primeiro-ministro de Israel são muito exagerados. Livni tem de conseguir aprovação do chefe de governo, para as posições que defenda, o que implica que o governo tem a palavra final. Além disso, Yitzhak Molcho, representante pessoal de Netanyahu, participa de todas as negociações e monitora as ações de Livni.

No campo palestino, ninguém, tampouco, conta com alguma possibilidade de sucesso.

Decidimos reagir positivamente aos pedidos infindáveis dos EUA para que se reiniciasse o tal “processo de paz”, para satisfazê-los e evitar possíveis acusações de que estaríamos fazendo alguma política de recusa eterna – admitiu um dos negociadores da OLP.

Os palestinos sabem que, na atual situação,

(…) Israel jamais concordará em devolver a terra que roubou na guerra de 1967, nem, e muito menos, em admitir o retorno dos refugiados palestinos.

Os palestinos, sobretudo, entendem que, se se levam em conta os sentimentos que hoje predominam em Israel,

(…) qualquer governo israelense que aceite devolver a Cisjordânia e retirar-se de volta para as fronteiras de 4/6/1967 estará cometendo suicídio político.

É verdade que, resultado de muitos anos de propaganda, a grande maioria dos israelenses não estão inclinados a apoiar qualquer concessão aos palestinos. Resultados de pesquisa feita no país, com 4.774 respondentes, são desanimadores. 70% dos pesquisados, por exemplo, sentem que não faz sentido algum assinar qualquer tratado de paz com o governo de Mahmud Abbas. Apenas 17,5% dos respondentes entendem o contrário disso. Mais de 87% creem que não será possível chegar à assinatura de um tratado de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina, como resultado das atuais negociações. Só 2% creem que tal resultado seja possível. 73% entendem que o conflito Israel-Palestino jamais terá solução. 14,5% entendem que, sim, chegará ao fim; mas só depois de 2030.

Uma das perguntas dessa pesquisa foi:

Que concessões você considera aceitáveis, em nome de alcançar-se um acordo de paz com o governo da Autoridade Palestina?

Cerca de 48% responderam “Nenhuma”. 1,5% consideram aceitável a volta dos refugiados palestinos ; 2,4% consideram aceitável a completa evacuação de toda a população de judeus da Cisjordânia; 3,1% consideram aceitável o retorno às fronteiras de 1967; e menos de 7% dos entrevistados consideram aceitável dividir Jerusalém.

Essas reações e pensamentos são alimentados por argumentos doutrinários dos estrategistas israelenses. Merece destaque um relatório preparado pelo Centro Begin-Sadat (BESA) para Pesquisa Estratégica, que leva o característico título de “O Tempo corre a favor de Israel”. O relatório argumenta que a vantagem de Israel sobre os adversários regionais, em termos de medidas agregadas de poder nacional, jamais foi tão ampla quanto hoje, e que essa tendência continuará no longo prazo. Em vasta medida, essa situação foi consequência da desestabilização de países vizinhos, depois da “Primavera Árabe”. Os argumentos do campo da esquerda em Israel, para um rápido acordo da questão palestina, podem ser considerados sem substância. Não há qualquer real ameaça contra Israel e, assim, não se vê qualquer necessidade, para Israel, de fazer concessões.

O desacordo entre os países árabes e o Irã cresceu ao ponto de que a preocupação deles com a questão palestina foi deslocada para o fundo da cena, e eles vão-se tornando potenciais aliados de Israel. Essa é a razão pela qual Telavive insiste tanto sobre “a ameaça iraniana”. Depois de 65 anos de existência, Israel já pode confiar que superará os desafios que apareçam pela frente.

Por mais que a paz seja desejável, não é condição necessária para a sobrevivência – conclui Efraim Inbar, autor do relatório do BESA Center.

Não surpreende que algumas das sugestões de Israel, nesse ponto das negociações, sejam deliberada e acintosamente inaceitáveis, para não dizer que são acintosamente zombeteiras. Por exemplo, segundo informação do jornal Maariv, nas negociações com os palestinos, os israelenses têm planos de oferecer um acordo parcial, sob o princípio da “anexação em troca de anexação”. Na essência, Israel oferecerá anexar parte da Cisjordânia ao sul (Gush Etzion), em troca de Israel transferir parte do território da Cisjordânia ao norte (na área de Shechem), hoje sob controle dos israelenses e da Autoridade Palestina. Em outras palavras,Israel oferece aos palestinos não território israelense, como definido nos acordos de Camp David em 2000 e de Annapolis em 2008, mas… território palestino! O próprio Ariel Kachane, autor do artigo, admite que há poucas chances de os palestinos aceitarem essa oferta.

O jornal pan-árabe Al-Hayat noticia que Israel insiste em manter o controle e a presença de soldados israelenses no vale do rio Jordão; quer criar estações de alerta ao longo do rio; monitorar a movimentação de pessoas entre a Cisjordânia e a Jordânia; e preservar as bases militares nos pontos mais altos da Cisjordânia. O vale do Jordão seria parte do futuro estado palestino, mas será transferido a Israel, em “empréstimo” de longo prazo. Os israelenses continuam a insistir que toda a fronteira com a Jordânia permaneça sob controle do exército de Israel.

Naturalmente, todas essas sugestões são absolutamente inaceitáveis para os palestinos. Na Assembleia Geral da ONU, o presidente palestino [Abbas] disse claramente que só há acordo possível, nas fronteiras de 1967. Os palestinos recusam-se a:

(…) entrar no sorvedouro de um novo acordo provisório que vai eternizando – disse Abbas. Nosso objetivo é obter acordo amplo e permanente, e um acordo de paz entre os estados da Palestina e de Israel que decida todas as grandes questões e responda todas as perguntas; que nos permita declarar oficialmente o fim do conflito e das exigências.

E alertou que essa, provavelmente, é a última oportunidade para que Israel e Palestina decidam o conflito pela via pacífica.

Nos dois campos vai-se instalando a conclusão de que é cada dia mais inevitável o início de uma terceira Intifada. O jornal israelense Haaretz escreveu que:

Se o processo de negociação desandar completamente, por causa da inabilidade de Netanyahu, incapaz de enfrentar a pressão dentro de seu partido, começarão os tumultos nos territórios, que podem converter-se numa nova Intifada.

O atual governo de Israel está convicto de que se se mantiver irredutível, acabará por conseguir impor-se. De fato, não há dados de realidade que justifiquem toda essa autoconfiança; afinal, os desafios que aguardam Israel podem ser mais assimétricos. Um novo levante palestino é perfeitamente capaz de complicar muito a situação em toda a região e de gerar graves perdas econômicas e diplomáticas para Telavive.

Como alerta o Haaretz, Netanyahu está pondo seu país em risco. Tradicionalmente, o fracasso de negociações sempre foi o gatilho para o início de mais uma onda de violência no Oriente Médio. O fracasso dessa específica rodada de negociações, escreve o jornal,

(…) comprometerá ainda mais o status de Israel. O mundo está farto de ocupações, e nenhuma explicação, nunca mais, conseguirá eximir Israel de sua responsabilidade.

Strategic Culture
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Obra de arte palestina

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mohamad sabaneh

 

aceitunas

De Mohammad Sabaaneh.

El secreto de los gases israelíes

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Por Thierry Meyssan.

(Español-Portugués).

Históricamente, las investigaciones israelíes sobre las armas químicas y biológicas fueron el factor determinante en la decisión de Siria de rechazar la Convención internacional que prohíbe las armas químicas. Y es por eso que la firma de ese documento por parte de Damasco podría acabar sacando a la luz la existencia y la posible continuación de investigaciones sobre armas destinadas a matar únicamente a la población árabe.

wounter basson

Los medios occidentales parecen extremadamente sorprendidos por el inesperado cambio de actitud de Estados Unidos ante Siria. Los mismos medios que hace dos semanas anunciaban en coro una campaña de bombardeos y la inevitable caída del «régimen», se han quedado mudos ante el retroceso de Barack Obama. Retroceso que era sin embargo muy probable, como yo mismo adelanté desde esta columna, en la medida en que la implicación de Washington en Siria carece de objetivo estratégico importante. Su política actual responde sobre todo al deseo de mantener su estatus de única hiperpotencia.

Cuando propuso la adhesión de Siria a la Convención sobre la Prohibición de Armas Químicas, retomando así al vuelo lo que había empezado siendo no más que una respuesta rápida a una pregunta de último momento, Moscú complació la exigencia retórica de Washington ahorrándole a la vez la complicación de tener que embarcarse en una guerra en este duro momento de crisis económica. De esa manera, Estados Unidos conserva en teoría su estatus, aunque todo el mundo se da cuenta de que ahora es Rusia quien lleva la voz cantante.

Las armas químicas tienen dos usos posibles: se les da un uso militar o se usan para exterminar a la población. Fueron utilizadas en las guerras de trincheras, desde la Primera Guerra Mundial hasta la agresión iraquí contra Irán, pero de nada sirven en las guerras modernas, con frentes en perpetuo movimiento. Fue por lo tanto con alivio que 189 Estados firmaron, en 1993, la Convención que prohibía ese tipo de armas, ya que ese documento les daba la posibilidad de deshacerse de las cantidades ya almacenadas de un armamento muy peligroso y a la vez inútil, cuyo cuidado se había hecho oneroso.

Su segundo uso es el exterminio de la población civil como paso anterior a la colonización del territorio donde vive esa población. En 1935-1936, la Italia fascista conquistó gran parte de Eritrea mediante la eliminación de su población con gas pimienta. Fue con ese mismo objetivo colonial que Israel financió –de 1985 a 1994– las investigaciones del doctor Wouter Basson en el laboratorio de Roodeplaat, en Sudáfrica. El régimen sudafricano del apartheid, aliado de Tel Aviv, trabajaba allí en la creación de sustancias químicas y fundamentalmente biológicas, que debían matar a la gente únicamente en función de sus «características raciales» (sic), ya fuesen palestinos, árabes en general o personas de piel negra. La Comisión Verdad y Reconciliación creada posteriormente en Sudáfrica nunca logró determinar los resultados que llegó a obtener aquel programa, ni adónde fueron a parar. Pero sí demostró la implicación de Estados Unidos y Suiza en aquel proyecto secreto de gran envergadura. Y también se demostró que varios miles de personas murieron al ser utilizadas como conejillos de Indias en las investigaciones del Dr. Basson.

Lo anterior explica por qué ni Siria ni Egipto firmaron la Convención en 1993. Y también explica por qué la posibilidad que Moscú acaba de ofrecer a Damasco de incorporarse a ella constituye una magnífica oportunidad, que no sólo pone fin a la crisis con Estados Unidos y Francia sino que además permite deshacerse de un arsenal inútil y cada vez más difícil de defender. Para precisar las cosas, el presidente Assad especificó que si Siria acepta esa opción no es cediendo a la presión de Estados Unidos sino a pedido de Rusia, lo cual es una manera elegante de subrayar la responsabilidad que Moscú asume en cuanto a la futura protección del país árabe ante un eventual ataque químico israelí.

En efecto, la colonia judía de Palestina sigue –por su parte– sin ratificar la Convención que prohíbe las armas químicas, situación que puede convertirse rápidamente en un problema político para Tel Aviv. Es por eso que el secretario de Estado John Kerry viaja este domingo a Israel, donde discutirá el tema con Benjamin Netanyahu. Si el primer ministro del último Estado colonial es hábil, debería aprovechar de inmediato esta ocasión para anunciar que su país está dispuesto a reconsiderar el asunto. A no ser, claro está, que el Dr. Basson haya logrado producir algún tipo de gas étnicamente selectivo y que los halcones israelíes sigan acariciando la posibilidad de utilizarlo.

Fuente: Al-Watan (Siria)

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O segredo do gás israelense

 

Por Thierry Meyssan [*]

 

.Historicamente, foram os pesquisadores israelitas de armas químicas e biológicas que forçaram a Síria a rejeitar a Convenção interditando as armas químicas. É por isso que a assinatura por Damasco deste documento arrisca fazer luz sobre a existência, e eventualmente sobre a continuação, de pesquisas sobre as armas destinadas a matar unicamente populações árabes.

Os media ocidentais parecem estupefactos com a reviravolta dos Estados Unidos face à Síria. Enquanto anunciavam todos, há duas semanas, uma campanha de bombardeamentos e a queda inevitável do “regime”, ficaram agora sem voz diante do recuo de Barack Obama. Era no entanto previsível que, como escrevi nestas colunas, o envolvimento de Washington na Síria não tivess mais móbil estratégico de importância. A sua política actual é guiada sobretudo pelo cuidado de conservar o seu estatuto de única hiper-potência.

Levando à letra aquilo que, a princípio, não era mais que piada de John Kerry, e propondo assim a adesão da Síria à Convenção sobre a interdição de armas químicas, Moscovo satisfez a retórica de Washington, sem que aquela tenha que fazer mais uma guerra em período de crise económica. Os Estados Unidos conservam em teoria o seu estatuto, mesmo se todos vêem bem que é agora a Rússia que dirige o jogo.

As armas químicas têm dois usos: ou militar, ou para exterminar uma população. Elas foram utilizadas aquando das guerras de trincheiras, da Primeira Guerra mundial à agressão iraquiana contra o Irão, mas não servem para nada nas guerras modernas, onde a frente está sempre em mudança. Foi pois com alívio que 189 Estados assinaram a Convenção interditando-as, em 1993: podiam assim desembaraçar-se de stocks perigosos e inúteis, cuja guarda lhes era onerosa.

Um segundo uso é o extermínio de populações civis, antes da colonização do seu território. Assim foi em 1935-36. A Itália fascista conquistou uma grande parte da Eritreia eliminando a sua população com gás mostarda. Nesta perspectiva colonial, de 1985 a 1994, Israel financiou secretamente as pesquisas do doutor Wouter Basson no laboratório de Roodeplaat (África do Sul). O seu aliado, o regime de apartheid, procurava aí desenvolver substâncias, químicas e sobretudo biológicas, que só eliminassem indivíduos segundo as suas “características raciais” (sic), quer se tratasse de palestinos em particular e árabes em geral, ou de pessoas de pele negra. A Comissão Verdade e Reconciliação não conseguiu determinar os resultados obtidos por este programa, nem do que lhes sucedeu. No conjunto ela mostrou a implicação neste vasto projecto secreto dos Estados Unidos e da Suíça. Ficou demonstrado que vários milhares de pessoas foram mortas como cobaias do doutor Basson.

Se se compreende as razões pelas quais nem a Síria nem o Egipto assinaram, em 1993, a Convenção, a oportunidade oferecida a Damasco por Moscovo de a subscrever actualmente é um bónus: não somente põe fim à crise com os Estados Unidos e a França como permite-lhe também desembaraçar-se de stocks inúteis, que se tornaram cada vez mais difíceis de defender. Sendo prático, o presidente el-Assad frisou que a Síria agia a pedido da Rússia e não sob a pressão dos Estados Unidos; uma maneira elegante de sublinhar a responsabilidade de Moscovo na protecção futura do país, num eventual ataque químico israelense.

Com efeito, a colónia judia da Palestina nunca ratificou a Convenção. Esta situação poderá rapidamente tornar-se um fardo político para Telavive. Foi por isso que John Kerry para lá se dirigiu hoje, domingo, para discutir o assunto com Benjamin Netanyahu. Se o primeiro-ministro do último Estado colonial for hábil, deverá agarrar a ocasião para anunciar que o seu país reconsiderará a questão. A menos, claro, que Wounter Basson tenha encontrado gazes etnicamente selectivos e que os falcões israelenses continuem a pensar utilizá-los.

 

Israel, el héroe Vanunu y la bomba

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vanunuDocumental sobre Mordechai Vanunu, un héroe desconocido, que denunció el arsenal nuclear de Israel en 1986. Hace años que quiere irse de Israel. A pesar de haber cumplido su condena hace tiempo, los sionistas lo tienen secuestrado y no lo dejan irse ni hablar con la prensa.

Video en inglés

free mordechai

Infografía: Veinte años de los Acuerdos de Oslo

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Los acuerdos han acelerado la colonización israelí y han cimentado un régimen de apartheid de control y de discriminación.

Este viernes marcará los 20 años del día en que el primer ministro israelí, Yitzhak Rabin y el presidente OLP Yasser Arafat, se dieron la mano en el césped de la Casa Blanca, al firmar un acuerdo que estableció la Autoridad Nacional Palestina (ANP) y un marco de negociación que ha durado hasta nuestros días.

En el 20 º aniversario de los Acuerdos de Oslo, la infografía a continuación muestra lo que estos años del proceso de paz liderado por Estados Unidos han producido para los palestinos en Cisjordania, Jerusalén Este y la Franja de Gaza: una aceleración de la colonización israelí y la consolidación de un régimen de apartheid del control y de discriminación. La infografía está lejos de ser completa: Las últimas dos décadas han visto el asedio y la brutalidad en la Franja de Gaza, la consolidación de los checkpoints  y de un sistema de permisos, la confiscación de tierras, la expansión de los asentamientos para los colonos, y la detención y tortura de miles de personas.

Es importante entender que este tipo de políticas no se han implementado por el proceso de paz, pero a menudo gracias al proceso de paz. Oslo ha servido para dar a Israel la cobertura que necesita para continuar sus violaciones sistemáticas del derecho internacional, que actúa como un escudo para proteger a Israel de la rendición de cuentas y la democratización. Además, el establecimiento de la Autoridad Palestina ha dado a Israel un socio valioso en la administración (y amortiguación) de los millones de palestinos que viven bajo la ocupación militar, así como proporcionar una periódica “dirección” de disciplina a los colonizados.

Cuando se firmó en Oslo hace años, Rabin autorizó planes de construcción para la expansión de asentamientos ilegales israelíes en los territorios ocupados. Dos años después, en 1995, poco antes de su asesinato, Rabin dejó claro que Oslo fue sobre la creación de una “entidad que es menos que un Estado Palestino” y que “administrativa  de forma independiente la vida de los palestinos bajo su autoridad”, mientras que Israel mantendría una “Jerusalén unida” y los principales barrios de asentamientos.

Un avance rápido hasta 2013, hay  un gobierno israelí que participa en las conversaciones de paz cuyosministros se oponen a los derechos palestinos y se burlan abiertamente del derecho internacional. No obstante el impacto de Oslo sobre la lucha de los palestinos con ciudadanía israelí y de los refugiados en la diáspora, los 20 años de Oslo ha significado lo que Edward Said reconocía que sería, antes que muchos otros lo hicieron:

“Los israelíes, Rabin y Peres, hablan abiertamente sobre separación, no como los palestinos que hablaban sobre el derecho a la libre determinación, sino como una forma de marginación y de disminución, esencialmente dejando la tierra a los israelíes más poderosos. Separación, en esta perspectiva se convierte en sinónimo de apartheid, no de liberación. “La autonomía” es un eufemismo de  Netanyahu para ello.

20 años de Oslo

 

Ben White es un periodista independiente, escritor y activista, que se especializa en Palestina / Israel.  Es graduado de la Universidad de Cambridge.

Fuente: Infographic: Twenty years of Oslo
Ben White, Aljazeera (Traducción: Palestinalibre.org)

Israel no ratificará tratado que prohíbe armas químicas

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foto_0000000120130912094556Israel no ratificará el tratado que prohíbe las armas químicas, que firmó en 1993, en tanto que otros países de la región las tengan y en tanto que el mundo está pendiente de que Siria destruya su arsenal, aseguró una fuente del Ministerio de Asuntos Exteriores israelí.

Mientras Israel firmó la convención, otros países en Oriente Medio, incluidos los que han utilizado armas químicas recientemente o en el pasado, o los que se cree que trabajan para mejorar sus capacidades químicas, no lo hicieron de inmediato e indicaron que mantendrían su posición incluso si Israel ratificaba la convención“, explicó a EFE la portavoz de la cancillería Ilana Stein.

Algunos de esos Estados, recordó, “no reconocen el derecho de Israel a existir y llaman descaradamente a aniquilarlo“, por lo que la amenaza química contra Israel, “no es ni teórica ni distante”.

Stein indicó que la amenaza no viene sólo de los Estados de la zona, sino también de “organizaciones terroristas que actúan como sus ‘proxies’ (apoderados)”, en clara referencia a la milicia chií libanesa de Hizbulá.

Estas amenazas no pueden ser ignoradas por Israel cuando valora la posible ratificación“, agregó.

La propuesta rusa para el desarme químico de Siria, con el fin de evitar un ataque militar liderado por EE.UU. contra Damasco, podría poner sobre la mesa de nuevo el debate sobre armamento químico en la región.

La Convención sobre la Prohibición del Desarrollo, Producción, Almacenaje y Uso de Armas Químicas y sobre su destrucción fue firmada en 1993 y entró en vigencia cinco años más tarde, integrándose en el Protocolo de Ginebra de 1925 sobre las armas químicas.

Un total de 189 Estados han firmado el texto, que no han rubricado únicamente seis de los países reconocidos por la ONU: Corea del Norte, Egipto, Siria, Angola, Sudán del Sur y Líbano, y han firmado pero no han ratificado otros dos: Myanmar e Israel.

De hecho, el presidente ruso, Vladimir Putin, declaró recientemente a la prensa de su país que el arsenal químico sirio existe en respuesta a las capacidades militares israelíes.

“No creo que vayan a presionar a Israel, porque hay otros países en la región que han dicho que no firmarán incluso si nosotros ratificamos la convención”, aseguró a EFE un responsable israelí que pidió no ser identificado.

Fuente: http://www.cooperativa.cl/noticias/mundo/medio-oriente/israel/israel-no-ratificara-tratado-que-prohibe-armas-quimicas/2013-09-12/094556.html

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Israel diz que não ratificará tratado que proíbe armas químicas

Israel não ratificará o tratado que proíbe as armas químicas, que assinou em 1993, enquanto outros países da região as possuam e em um momento em que o mundo aguarda a Síria destruir seu arsenal, disse nesta quinta-feira (12/09) a porta-voz da chancelaria israelense, Ilana Stein.

“Enquanto Israel assinou o tratado, outros países no Oriente Médio, incluídos os que utilizaram armas químicas recentemente ou no passado, ou os que acredita-se que trabalham para melhorar suas capacidades químicas, não fizeram isto imediatamente e indicaram que manteriam sua posição inclusive se Israel ratificasse a convenção”, explicou Ilana.

Alguns desses Estados, lembrou, “não reconhecem o direito de Israel existir e pedem descaradamente sua aniquilação”, por isso, argumentou a porta-voz, a ameaça contra seu país “não é nem teórica nem distante”.

A proposta russa para o desarmamento químico da Síria, com o objetivo de evitar um ataque militar liderado pelos Estados Unidos contra Damasco, poderia pôr sobre a mesa novamente o debate sobre armas químicas na região. A Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Uso de Armas Químicas foi assinada em 1993 e entrou em vigor cinco anos mais tarde, integrando-se ao Protocolo de Genebra de 1925.

Um total de 189 Estados assinaram o texto, com exceção de apenas cinco países reconhecidos pela ONU: Coreia do Norte, Egito, Síria, Angola, Sudão do Sul e Líbano. Além disso, dois o assinaram mas não ratificaram a convenção, Mianmar e Israel.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou recentemente que o arsenal químico sírio existe em resposta às capacidades militares israelenses. O debate coincide com a publicação nesta semana pela revista internacional “Foreign Policy” de uma matéria sobre a descoberta de um documento da CIA de 1983 que indicava a presença de uma possível instalação para a produção e armazenagem de armamento químico em Dimona, no sul de Israel.

Fonte: Agência Efe | Jerusalém

Foto: http://www.laproximaguerra.com/2013/05/israel-prepara-simulacro-ataque-con-armas-quimicas.html

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/31168/israel+diz+que+nao+ratificara+tratado+que+proibe+armas+quimicas.shtml

En el centenario de la Declaración Balfour: La responsabilidad histórica de Gran Bretaña en la catástrofe palestina

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Nur Masalha

Nur Masalha

Por Nur Masalha.

La Declaración Balfour del 2 de noviembre de 1917 fue fundamental para alianza británico-sionista durante la Primera Guerra Mundial y una poderosa herramienta de propaganda judio-sionista. Al acercarse el centenario de la Declaración es oportuno volver a examinar el impacto tanto de la declaración como de las políticas británicas respecto a Palestina y su población originaria. Este artículo apela al Reino Unido a que reconozca su responsabilidad histórica en las desastrosas consecuencias del colonialismo sionista de asentamiento en Palestina y la subsiguiente catástrofe palestina (Nakba).

Sin el apoyo total de Imperio Británico, el sionismo político no habría podido conseguir sus objetivos a costa de la libertad y la autodeterminación del pueblo palestino. El Estado de Israel era y todavía es fundamental para los proyectos occidentales en Oriente Próximo. De hecho, Israel debe su propia existencia al poder colonial británico en Palestina, a pesar de la tensión militar durante la última década de periodo del Mandato Británico entre la potencia colonial y los dirigentes del militarizado Yishuv, es decir, la comunidad de colonos de asentamiento blancos asquenazíes (1) en Palestina.

Los colonos sionistas europeos eran poco numerosos bajo el Imperio Otomano y nunca se les dio verdaderamente carta blanca en Palestina; si se hubiera dejado al Imperio Otomano el control de Palestina después de la Primera Guerra Mundial, es muy poco probable que el Estado judío se hubiera hecho realidad a expensas de la población indígena. La situación cambió radicalmente con la ocupación de Palestina por parte de los británicos en 1917. Pero antes, el 2 de noviembre de 1917, la Declaración Balfour (cuyas catastróficas consecuencias para el pueblo palestino tienen repercusiones todavía hoy) ya había concedido al sionismo derecho a Palestina. El secretario de Exteriores [británico] Arthur James Balfour envió a la Federación Sionista la carta que contenía la Declaración a través de un prominente judío británico, el barón Walter Rothschild. En ella el gobierno británico declaraba su compromiso con el sionismo: “El gobierno de Su Majestad considera favorablemente el establecimiento en Palestina de un hogar nacional para el pueblo judío y utilizará sus mejores esfuerzos para facilitar la consecución de este objetivo”.

Lo verdaderamente crucial fue que los términos de la Declaración Balfour se incorporaron al Mandato Británico en Palestina en 1922 y fueron aprobados por la Liga de las Naciones. Esto constituyó un espectacular logro político y de propaganda para el movimiento sionista internacional que en aquel momento era un grupo minoritario dentro de los judíos del mundo. Curiosamente, el documento fue criticado duramente por el único miembro judío del gobierno del primer ministro británico Lloyd George: Sir Edwin Montagu, secretario de Estado para India, hizo una clara distinción entre judaísmo y sionismo (una ideología política moderna). Le preocupaba el estatus y la potencial doble lealtad de los judíos británicos y puso en tela de juicio el derecho de la organización sionista a hablar en nombre de todos los judíos.

En 1917 la población judía de Palestina era inferior al 10% del total de su población. El contenido de la Declaración Balfour se arraigaba en la política colonial racista de la denegación. No mencionaba siquiera al pueblo palestino, ya fueran cristianos o musulmanes, que conformaba más del 90% de la población del país. De hecho, el pueblo palestino era propietario de más del 97% de la tierra que Gran Bretaña pretendía regalar. La Declaración se refería a los palestinos cristianos o musulmanes como “las comunidades no judías que existen en Palestina” al tiempo que omitía por completo sus derechos nacionales y políticos. La Declaración es típica del estilo supremacista blanco de la época y encaja con la noción de “una tierra sin pueblo [para un pueblo sin tierra]”, creada para justificar la colonización europea y la negación de los derechos fundamentales de los palestinos.

Envalentonado por la Declaración Balfour, en enero de 1919 el destacado sionista británico Chaim Weizmann acudió a la Conferencia de París y y pidió una Palestina pura “tan judía como Inglaterra es inglesa”. Esto sucedía en un momento en que el principio de “autodeterminación para los pueblos del Imperio Otomano” estaba consagrado en los “Catorce Puntos” del presidente estadounidense Woodrow Wilson. Lloyd George saludó estos principios al tiempo que negaba este reconocimiento internacional del pueblo palestino.

A menudo se explican la alianza británico-sionista y la Declaración Balfour en términos de cálculos de guerra y objetivos estratégicos militares (incluido la proximidad de Palestina al Canal de Suez controlado por Gran Bretaña y la ruta a India). Los historiadores pasan por alto los factores y mitos británicos históricos, ideológicos, de la cultura bíblica protestante y simbólicos. Gran Bretaña y gran parte de Europa habían sido la cuna de las Cruzadas Latinas y de los recuerdos colectivos de la lucha por Jerusalén y Palestina, una amarga “guerra santa” contra el islam que duró varios siglos hasta bien entrado el inicio del periodo moderno y cuya memoria colectiva se revivió en Europa en el momento culminante del imperio en el siglo XIX. Antes de la Declaración Balfour dos imanes, la “Biblia y la espada”, en brillante expresión de Barbara Tuchman (Bible and Sword: England and Palestine from the Bronze Age to Balfour) atrajeron a gran cantidad de cruzados, peregrinos, misioneros, arqueólogos bíblicos, viajeros, cartógrafos, cónsules y miembros del Cuerpo de Ingenieros Reales a Tierra Santa de Palestina. En última instancia esto llevó a la conquista de Jerusalén por parte de Gran Bretaña en diciembre de 1917.

La propia Declaración Balfour estaba calculada para coincidir con el avance del general Edmund Allenby hacia Jerusalén durante la Primera Guerra Mundial. Fue el fruto de unas intensas negociaciones a lo largo de doce meses entre destacados sionistas británicos (el “lobby judío-sionista) y altos cargos del Foreign Office y, en última instancia, del gobierno de guerra de Lloyd George.

El 11 de diciembre de 1917 Allenby entró a pie en Jerusalén y anduvo triunfalmente por la Ciudad Vieja. Era el primer cristiano que conquistaba Jerusalén desde las Cruzadas medievales. Este simbolismo no pasó desapercibido para Allenby o Lloyd George, que describieron la toma de Jerusalén como “un regalo cristiano al pueblo británico”. Allenby fue incluso más explícito: “Ahora han terminado las guerras de los cruzados”, afirmó, dando a entender que su conquista de Palestina por parte de las fuerzas británicas era la “última cruzada”.

El general Allenby nos ha dejado otros símbolos de los antiguos y nuevos cruzados: el “Puente Allenby” (todavía denominado así por los israelíes) que cruza del río Jordán fue construido en 1918 por el propio Allenby sobre los restos de un viejo puente otomano. Actualmente es el único punto de entrada y de salida para los palestinos bajo ocupación israelí que viajen fuera de Cisjordania y a Cisjordania. Tanto Allenby como Balfour son muy apreciados en Israel. Allenby da su nombre a una importante calle de Tel Aviv, “Allenby Street”. Balfouria es una colonia judía al sur de Nazareth fundada en 1922 y fue el tercer moshav (2) que se estableció en la Palestina del Mandato. Toma su nombre del secretario de Exteriores británico que redactó la tristemente célebre Declaración.

En 1917 Weizmann, amigo íntimo del general Jan Smuts, un defensor de la separación racial, primer ministro de Sudáfrica y que se asocia a la redacción del borrador de la Declaración, argumentó: “Una Palestina judía sería una salvaguarda para Inglaterra, en particular con respecto al Canal de Suez”. Sin embargo, tanto Lloyd George como Balfour eran miembros de Iglesias protestantes que compartían la creencia sionista cristiana de que había que “restituir” en Palestina a los judíos del Viejo Testamento antes de la Segunda Venida de Jesús.

La Biblia ha sido el texto clave para redimir el colonialismo de asentamiento europeo. El “primer” texto de Occidente ha sido (y sigue siendo) fundamental para el apoyo occidental al Estado de Israel. La “Biblia y la espada”, las dos herramientas heredadas de las Cruzadas latinas y del colonialismo británico, también han sido fundamentales para la estrategia sionista israelí desde 1948.

Desde finales del siglo XIX el sionismo político (y actualmente el lobby pro-israelí) ha seguido disfrutando de una extraordinaria influencia en las altas esferas de Occidente. Por diferentes razones (entre las que se incluye la epistemología y la política del texto bíblico), el Estado de Israel ha sido fundamental para las políticas de Occidente en el rico en petróleo Oriente Próximo. Además de su valor geopolítico y estratégico, y de sus inmensas capacidades militares y nucleares, el Estado de Israel ha tenido una enorme trascendencia para las políticas occidentales posteriores a la Segunda Guerra Mundial. En el periodo posterior al Holocausto el fuerte apoyo financiero, militar y político concedido al “Estado judío” en Palestina también ha sido considerado una oportunidad de “redimir” a Europa (y a Occidente) por el genocidio nazi.

El sionismo político surgió en Europa a finales del siglo XIX en el momento culminante del imperialismo europeo, directamente influido por el pangermanismo y panjudaísmo. Combinó con éxito los nacionalismos de Europa central y del este con el colonialismo de asentamiento y la Biblia. Los padres fundadores laicos del sionismo judío trataron de sustentar con el texto bíblico la legitimidad de su movimiento colonial de asentamientos.

Desde un principio estuvo claro que el proyecto “restauracionista” solo se podía lograr con el respaldo y el apoyo activo de las potencias europeas. Desde Theodor Herzl a Chaim Weizmann y David Ben-Gurion los dirigentes sionistas eran plenamente conscientes de que no se podía garantizar su programa sin el apoyo de las potencias imperialistas. Herzl escribió claramente acerca de la tierra asiática (no europea) “reclamada” por el sionismo y el establecimiento de un Estado casi europeo de colonos blancos en Palestina: “Si Su Majestad el Sultán [otomano] nos concediera Palestina, a cambio nosotros podríamos emprender la regulación de todas las finanzas de Turquía. Conformaríamos ahí parte de una muralla defensiva para Europa en Asia, un puesto de avanzada de la civilización contra la barbarie”.

Sin embargo, el entonces presidente de la Agencia Judía, Ben-Gurion, declaró al presentar testimonio ante la “Comisión Real de Palestina” encabezada por Lord Peel en 1936: “La Biblia es nuestro mandato”. Para Ben-Gurion la Biblia era el texto matriz del sionismo y el texto fundacional del Estado de Israel. Como Ben-Gurion, Lloyd George y Balfour consideraban la Biblia no solo una fuente histórica de confianza sino también una guía de las políticas cristianas y sionistas en relación con los habitantes indígenas de Palestina. Las militaristas tradiciones y relatos bíblicos de la tierra, reconfiguradas y reinventadas en el siglo pasado como una metanarrativa “fundacional” del sionismo y del Estado de Israel, han sido decisivas en la limpieza étnica de Palestina. Hoy las mismas militaristas tradiciones bíblicas de la tierra siguen estando en el centro del desplazamiento y la desposesión de los palestinos (tanto musulmanes como cristianos) de Jerusalén. Irónicamente, es más probable que, a diferencia de Ben-Gurion, los palestinos modernos sean descendientes de los antiguos israelíes cananeos y filisteos que lo sean los asquenazíes y padres fundadores blancos del Estado de Israel.

El historiador británico Arnold Toynbee calificó una vez a Balfour de “hombre malvado”. Toynbee creía que Balfour y Lloyd George conocían las catastróficas implicaciones que tenían para los palestinos originarios la Declaración Balfour y el hecho de que los británicos fomentaran una comunidad colonial de asentamiento blanca en Palestina.

Por supuesto, ni los cruzados latinos ni la moderna Gran Bretaña tenían derechos de soberanía sobre Palestina. Es indudable que Gran Bretaña no tenía autoridad moral o legal para entregar la tierra que no le pertenecía a un tercero y a un pueblo que no residía en el país. Sin embargo, la Declaración Balfour creó el marco para la lucha sionista por apoderarse de la tierra de Palestina y controlarla, una lucha que ha seguido hasta nuestros días. Por ello la Declaración se convirtió en un elemento fundamental de las exigencias judiciales sionistas e israelíes. Entre 1914 y 1948 la potencia colonial británica en Palestina permitió al movimiento judío establecer en Palestina a cientos de miles de colonos judíos europeos, incluidas varias ciudades, y estableció las bases políticas, militares y de seguridad, económicas, industriales, demográficas, culturales y académicas del Estado de Israel.

Medio siglo después de la Declaración Balfour la primera colonia blanca en Palestina, Kerem Avraham, hoy un barrio de Jerusalén, empezó como una pequeña colonia británica fundada en 1855 por el muy influyente cónsul británico en Jerusalén, James Finn, y su mujer, Elizabeth Anne. Finn combinó un antiguo celo cruzado con un moderno pensamiento “restauracionista” protestante y actividades misioneras con el trabajo oficial de funcionario británico. Él y su mujer eran originariamente miembros de la “Sociedad Londinense para Promover el Cristianismo entre los Judíos”. James Finn también fue un estrecho socio de Anthony Ashley Cooper, séptimo conde de Shaftesbury, un destacado diputado tory, milenarista protestante y colaborador clave del sionismo victoriano cristiano y del evangelismo que preconizaba la vuelta a la Biblia. A Shaftesbury le guiaba el pensamiento victoriano de la “Biblia y la espada”, una combinación de imperialismo victoriano y de profecía mesiánica cristiana. Argumentaba que el “restauracionismo judío en Palestina tendría ventajas políticas y económicas para el Imperio Británico y según la profecía de la Biblia, aceleraría la segunda venida de Jesús. En un artículo publicado en Quarterly Review (enero de 1839), Shaftesbury (inventor del mito “una tierra sin pueblo para un pueblo sin tierra”) escribió: “La tierra y el clima de Palestina están singularmente adaptados para que crezcan productos requeridos por las exigencias del Imperio británico: se puede obtener el algodón más fino en una casi ilimitada abundancia, la seda y la rubia roja (3) son los productos principales del país y el aceite de oliva es ahora, como siempre lo ha sido, la propia grasa del país. Solo se requieren capital y habilidades: la presencia de un oficial británico y la mayor seguridad de la propiedad que su le conferirá presencia, pueden invitar a los de estas islas al cultivo en Palestina; y los judíos, que no se trasladarán a ninguna otra tierra para cultivarla ya que han encontrado en la persona del cónsul británico [James Finn] un mediador entre su pueblo y el Pachá [otomano], probablemente volverán en cantidades aún mayores y se convertirán una vez más en el esposo de Judea y Galilea”.

Con el apoyo del entonces secretario de Exteriores británico Lord Palmerston, Shaftesbury empezó a promover la “restauración” de los judíos en Palestina entre la Inglaterra victoriana de la década de 1830. Shaftesbury también desempeñó un papel decisivo en el establecimiento del consulado británico en Jerusalén en 1839. Las actividades públicas de Shaftesbury, James Finn y sus compañeros “restauracionistas”, que precedieron en casi medio siglo a la fundación del movimiento sionista político europeo por Theodor Herzl, demuestran claramente que el “sionismo” empezó como un claro movimiento de cruzada protestante cristiano y no uno laico judío.

Con todo, lo que llevó al crecimiento del sionismo protojudío laico fueron los estudios del Fondo de Exploración de Palestina (PEF, por sus siglas en inglés) y los mapas de Cuerpo Británico de Ingenieros Reales realizados en la década de 1870. La pacífica cruzada del PEF británico, fundado en 1865 por un grupo de eruditos de la Biblia, geógrafos bíblicos, altos cargos militares y de la inteligencia, y clérigos protestantes, entre los que destacaba el deán de la Abadía de Westminster, Arthur P. Stanley, estaba estrechamente coordinada por la clase dirigente político-militar británica y los servicios de inteligencia ansiosos de penetrar en la Palestina otomana, un país gobernado por el “hombre enfermo de Europa” musulmán (4).

El PEF, que cuenta con oficinas en el centro de Londres, es hoy una organización activa que tiene una publicación académica, Palestine Exploration Quarterly. Por otra parte, el PEF da charlas públicas y financia proyectos de investigación en Cercano Oriente. Según su página web, “entre 1867 y 1870 el capitán Warren llevó a cabo exploraciones en Palestina que conforman la base de nuestro conocimiento de la topografía del Jerusalén antiguo y de la arqueología del Templo del Monte/Haram al-Sherif [sic]”. “Además de estas exploraciones en, bajo y alrededor del Templo del Monte/al-Haram al-Sherif, Warren analizó la Llanura de Philistia y llevó a cabo un muy importante reconocimiento de la parte central del [río] Jordán”. El capitán (después general Sir) Charles Warren, de los Ingenieros Reales y uno de los altos cargos clave del PEF ordenó trazar el mapa de la “topografía bíblica” de Jerusalén e investigar “el emplazamiento del templo”, y observó: “El cónsul [británico] del rey [James Finn] es la autoridad máxima, no de los nativos de la ciudad, sino de los extranjeros. No obstante, en su mayor parte estos extranjeros son los dueños legítimos y los nativos en su mayor parte son los usurpadores”. Al parecer Warren y Finn “cavaron literalmente” bajo los santuarios musulmanes de Jerusalén para trazar el mapa de las “dimensiones originales” del “Templo del Monte”. La arqueología bíblica, los mapas y los estudios de topografía y toponimia llevados a cabo por Warren y los Ingenieros Reales han seguido constituyendo los datos básicos de muchos arqueólogos, geógrafos y planificadores estratégicos oficiales israelíes actuales en su campaña por judaizar la Ciudad Vieja de Jerusalén.

Cuando los colonos judíos blancos se trasladaron a Palestina su actitud respecto a la población originaria fue la típica actitud colonial respecto a pueblos “inferiores” y “no civilizados”, aunque las colonias sionistas siguieron siendo muy pequeñas hasta que los británicos ocuparon Palestina en 1917. Después de la ocupación el proceso se aceleró rápidamente bajo la protección de la potencia colonial. Durante este periodo los sionistas insistieron en que se denominara oficialmente a Palestina la “Tierra bíblica de Israel”. Las autoridades del Mandato Británico concedieron el uso del acrónimo hebreo para “Eretz Yisrael” (la “Tierra de Israel”) tras el nombre de Palestina en todos los documentos oficiales, moneda, sellos, etc.

Durante este periodo (1918-1948) los colonos blancos asquenazíes no hicieron esfuerzo alguno por integrar sus luchas en las de los palestinos que luchaban contra el colonialismo británico. Por el contrario, los colonos actuaron desde la convicción de que la población originaria tendría que ser sometida o expulsada, con la ayuda de los británicos.

Para la década de 1930 la Declaración Balfour se asociaba estrechamente en el pensamiento sionista oficial a la colonización práctica de Palestina y a la limpieza étnica de los palestinos originarios. Desde principios de la década de 1930 en adelante los “comités de traslado” (un eufemismo de “comités de limpieza étnica”) y altos cargos del Yishuv elaboraron una serie de planes específicos que implicaban en general a Trasnjordania, Siria e Iraq. En 1930, sobre el fondo de los disturbios de 1929 en Palestina, Weizmann, entonces presidente tanto de la Organización Sionista Mundial como de la Ejecutiva de la Agencia Judía, empezó a promover activamente en discusiones privadas con altos cargos y ministros británicos la idea del “traslado” de árabes. Planteó al secretario colonial, Lord Passfield, una propuesta oficial aunque secreta de traslado de campesinos palestinos a Transjordania, para lo cual se obtendría un préstamo de un millón de libras palestinas de fuentes financieras judías para la operación de reasentamiento. Lord Passfield rechazó la propuesta. Sin embargo, la justificación que Weizmann había utilizado para defender su propuesta fue la base de los posteriores argumentos sionistas de traslado de población. Weizmann afirmaba que no había nada de inmoral en la limpieza étnica de la tierra, que la expulsión de poblaciones ortodoxas griegas y musulmanas (“turcas”), “intercambios de población”, a principios de la década de 1920 eran un precedente de una medida similar en relación con los palestinos.

Si la Declaración Balfour se convirtió en un elemento fundamental de la memoria colectiva, los mitos y la propaganda sionistas, la Declaración, conocida como “Wa’ad Balfour” o la “Promesa Balfour” en árabe, se convirtió en un elemento fundamental de la memoria colectiva palestina de resistencia. Durante toda la época del Mandato el aniversario de la Declaración (2 de noviembre) se conmemoró de manera generalizada por medio de protestas y huelgas nacionalistas. Los palestinos movilizaron el recuerdo del engaño y la traición británicos como una herramienta de resistencia pacífica a las políticas británica y sionista en Palestina.

La colonización blanca de asentamiento de Palestina culminó con el establecimiento del Estado de Israel en 1948 y la Nakba palestina, la catástrofe de la limpieza étnica y la destrucción de gran parte de la Palestina histórica. La guerra psicológica y la presión militar sionistas expulsaron, en muchos casos a punta de pistola, a aproximadamente el 90% de los palestinos del territorio ocupado por los israelíes en 1948, a menudo bajo la atenta mirada de los británicos que continuaron a cargo del país hasta mediados de 1948. La guerra simplemente proporcionó la oportunidad y el contexto necesarios para purgar la tierra y crear un Estado judío en gran parte libre de árabes. Concentró las mentes judío-sionistas y proporcionó tanto la seguridad como las explicaciones y justificaciones militares y estratégicas para purgar el Estado y desposeer al pueblo palestino. Actualmente, aproximadamente dos terceras partes de los palestinos son refugiados, millones de ellos viven en campos de refugiados miserables en Oriente Próximo y otros millones están repartidos por todo el mundo.

El sionismo militarista e Israel han utilizado la Biblia no solo como una herramienta para la limpieza étnica de Palestina y el “exilio” de millones de palestinos de su patria ancestral, sino también como una manera de borrar la historia palestina y de suprimir la memoria palestina. Actualmente la Nakba palestina está más o menos ausente de la memoria colectiva tanto británica como occidental.

Por otra parte, los palestinos no solo continúan sometidos a la actual limpieza étnica y a las políticas de cruzada en Jerusalén en pleno siglo XXI, sino que durante las seis últimas décadas los israelíes y el lobby proisraelí han desafiado y silenciado los intentos por parte de los palestinos de constituir un relato coherente de su propio pasado. Todavía hoy la Catástrofe de 1948 se excluye del discurso oficial en Gran Bretaña mientras que Israel goza de un apoyo extraordinario en el gobierno británico y la mayoría de los diputados conservadores son miembros de “Amigos Conservadores de Israel”.

La clase dirigente británica elige públicamente una “posición neutral” sobre Palestina que a menudo adopta la forma de silencio o de amnesia colectiva. Dada la responsabilidad histórica de Gran Bretaña en la catástrofe palestina, no puede existir esta neutralidad o indiferencia hacia la injusticia cometida en Palestina.

Se ha creado el proyecto Balfour Project para conmemorar el centenario de la Declaración Balfour y el simbolismo de la alianza británico-sionista y el catastrófico impacto sobre los palestinos. Este proyecto busca: a) honestidad en el debate público y un reconocimiento de las desastrosas consecuencias de las acciones británicas en la época de la Declaración Balfour y a lo largo de todo el Mandato Británico en Palestina, y particularmente el engaño respecto a las verdaderas intenciones británicas; b) disculpas por la mala actuación británica; c) disculpas oficiales británicas a los palestinos por haber ignorado intencionadamente sus legítimas aspiraciones políticas; y d) integridad en el futuro cuando Gran Bretaña aborde la cuestión palestina.

Autor: Nur Masalha para Middle East Monitor / Traducido del inglés para Rebelión por Beatriz Morales Bastos

Prof Nur Masalha es Director de Programa del Máster en Religión, Política y Resolución de Conflictos. Formó parte de un equipo de postgrado del Arts and Humanities Research Council (AHRC) y fue miembro del AHRC Peer Review College. Ha sido director el Proyecto de Investigación de Tierra Santa desde 2001 y del Centro para la Religión y la Historia desde 2007. El profesor Masalha también edita Holy Land Studies: A Multidisciplinary Journal (publicado por Edinburgh University Press).

Sus libros más recientes son: The Bible and Zionism: Invented Tradition, Archaeology and Post-Colonialism in Israel-Palestine (2007), La Biblia leída con los ojos de los Cananeos (Editorial Canaán, 2011) y The Palestine Makba: Decolonising History, Narrating the Subaltern, Reclaiming Memory (2012). Próximamente publicará The Politics of Reading the Bible in Israel (2013).

Notas de la traductora:

(1) Los judíos asquenazíes son los judíos oriundos de Europa central y del este.

(2) Moshav es una comunidad rural judío de carácter cooperativo

(3) La llamada rubia roja es una planta cuya raíz se utilizaba para fabricar tintes de color rojo destinados a la industria textil y a la farmacología.

(4) La expresión “hombre enfermo de Europa” se ha aplicado a lo largo de la historia a diferentes países europeos en referencia a la debilidad o decadencia de una economía aparentemente normal.

Fuente:  http://www.oicpalestina.org/?p=11912

A grande colônia saudita/sionista e o pequeno títere

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bibi obama

Por Raul Longo.

Martin Luther King, o mais famoso pacifista dos Estados Unidos e, sem dúvida, depois de Mahatma Gandhi, o mais famoso pacifista do Mundo, nasceu num dia 19 de janeiro.

Por causa disso o dia 19 de janeiro é feriado nacional nos Estados Unidos. Muito orgulhoso dessa coincidência, Barack Obama tomou posse de seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro de 2009.

Primeiro presidente negro do país onde foi assassinado o negro líder do movimento por igualdade de direitos civis, a posse de Barack Obama se tornou no mais popular evento da história da humanidade.

As estimativas do contingente da multidão à frente do edifício do Capitólio, em Washington, DC, variam de 800 mil a 1 milhão e 800 mil pessoas, mas mesmo as mais modestas consideram ter sido a maior concentração humana já ocorrida na história daquele país.

As agências de pesquisas estimaram em 51% dos televisores dos Estados Unidos sintonizados nas transmissões da posse e o mesmo interesse se repetiu em todos os países, superando a audiência de todo o decorrer dos Jogos Olímpicos no ano anterior. Nem mesmo a caminhada de Neil Armstrong na superfície da Lua conquistou tantas atenções e os provedores de internet registraram um imbatível recorde de acessos em todos os continentes.

Conforme a BBC World Service, 67% dos europeus alimentavam esperanças de que Barack Obama fortaleceria as desgastadas relações dos Estados Unidos com os demais povos do mundo. Os mais otimistas foram os 80% dos pesquisados na Itália e na Alemanha.

No Quênia, país do pai de Barack Obama, aquele 20 de janeiro foi feriado nacional. Em Barbados o governo instalou telões nos locais de maior concentração pública para transmissão da posse da presidência estadunidense. Em Antigua, na Guatemala, considerada uma das mais antigas cidades de todas as Américas, foi realizada uma festa popular com destaque para a música preferida de Barack e Michelle Obama. A governadora-geral do Canadá fez um pronunciamento específico sobre a posse para uma grande reunião de jovens. O primeiro ministro das Ilhas Salomão, na Oceania, pediu a Deus forças, sabedoria e boas pessoas para apoiá-lo em iniciativas para seu país e o mundo.

Manoucher Mottaki, Ministro do Exterior do Irã, desejou que “os ângulos do otimismo sejam criados com Obama…” e o presidente Shimon Peres de Israel considerou um “grande dia” para os Estados Unidos pela esperança e por “eleições que, somente há dez anos atrás, eram inimagináveis.” Em Okinawa, no Japão, correu o boato de que Obama desativaria e retiraria as bases militares estadunidenses instaladas no arquipélago e Vladimir Putin, então primeiro ministro da Rússia, considerou que “Obama parece um homem sincero e aberto, e isso, naturalmente, atrai as pessoas.”

Em Jacarta, indonésios e estadunidenses promoveram um baile à meia noite daquele 20 de janeiro de 2009 e com tradução simultânea para o mandarim as imagens e o discurso de posse foram transmitidos pela Televisão Estatal Chinesa.

Na China e entre todas as nações esses dois parágrafos do discurso de posse de Barack Obama inspiraram esperanças até aos mais pessimistas quanto ao futuro do mundo e da humanidade:

Elas (as gerações passadas dos Estados Unidos)compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção.

Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior — maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta.

Quatro meses depois da posse de Barack Obama o mundo se surpreendeu com estas imagens: http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=bDw0bp9LSc0. Era a primeira recepção do também recém-empossado primeiro ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, integrante do Likud, partido da extrema direita criado em 1973 pelo radical sionista Menachem Begin.

A exigência de suspensão de novos assentamentos judaicos na Cisjordânia e o reconhecimento de um Estado palestino confirmavam as esperanças em Obama.

Embora sem atender as propostas do presidente estadunidense, Netanyahu respondeu exigindo a desmilitarização e o total desarmamento palestino, restrito impedimento de retorno dos palestinos aos territórios que lhes foram tomados e o reconhecimento de Jerusalém como cidade exclusivamente judaica, em detrimento de sua população cristã e muçulmana. E mais: combate ao governo do Irã, país ao qual os sionistas consideram grande ameaça.

No entanto, em 4 de julho daquele mesmo 2009, Barack Obama reconfirmou ao mundo seus propósitos pacifistas com um discurso proferido na cidade do Cairo:

Vim para cá para buscar um novo começo entre os Estados Unidos e muçulmanos em todo o mundo; um que seja baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo; e um que seja baseado na verdade de que Estados Unidos e islã não são mutuamente excludentes e não precisam competir. Em vez disso, eles se sobrepõem e compartilham princípios comuns: princípios de justiça e progresso, de tolerância e da dignidade de todos os seres humanos.

Faço isso com a consciência de que a transformação não pode acontecer da noite para o dia. Nenhum discurso isolado será capaz de erradicar anos de desconfiança, nem eu, no tempo de que disponho, poderei responder a todas as perguntas complexas que nos trouxeram para este ponto. Mas estou convencido de que, para podermos andar para frente, precisamos dizer abertamente as coisas que temos em nossas corações e que com demasiada frequência são ditas apenas a portas fechadas. É preciso que haja um esforço sustentado para ouvirmos uns aos outros; aprendermos uns com os outros; respeitarmos uns aos outros, e buscar terreno comum. Como nos diz o Sagrado Alcorão, “Seja consciente de Deus e fale a verdade sempre”. É isso o que procurarei fazer: falar a verdade ao máximo de minha habilidade, sentindo-me humilde diante da tarefa que temos pela frente e firme em minha crença em que os interesses que compartilhamos como seres humanos são muito mais poderosos que as forças que nos afastam.

Parte dessa convicção tem suas raízes em minha própria experiência. Sou cristão, mas meu pai veio de uma família queniana que inclui gerações de muçulmanos. Quando menino, vivi vários anos na Indonésia e ouvi o chamado do azaan ao raiar do dia e ao cair da noite. Quando jovem, trabalhei em comunidades de Chicago onde muitos encontravam dignidade e paz em sua fé muçulmana.

Como estudioso da história, também conheço a dívida que a civilização tem com o islã. Foi o islã –em lugares como a Universidade Al Azhar– que carregou a luz do saber ao longo de muitos séculos, abrindo caminho para o Renascimento e o Iluminismo na Europa. Foram inovações em comunidades muçulmanas que desenvolveram a ordem da álgebra; nossa bússola magnética e instrumentos de navegação; nossa maestria das penas e da impressão; nossa compreensão de como as doenças se espalham e de como podem ser curadas. A cultura islâmica nos deu arcos majestosos e torres que se elevam ao céu; poesia atemporal e música preciosa; caligrafia elegante e lugares de contemplação pacífica. E, ao longo de toda a história, o islã demonstrou em palavras e atos as possibilidades da tolerância religiosa e da igualdade racial.

Sei, também, que o islã sempre foi uma parte da história da América. O primeiro país a reconhecer o meu foi o Marrocos. Ao assinar o Tratado de Trípoli, em 1796, nosso segundo presidente, John Adams, escreveu: “Os Estados Unidos não têm em si nenhum caráter de inimizade com as leis, a religião ou a tranquilidade dos muçulmanos”. E, desde nossa fundação, muçulmanos americanos enriqueceram os Estados Unidos. Eles lutaram em nossas guerras, serviram no governo, defenderam os direitos civis, abriram empresas, lecionaram em nossas universidades, se destacaram em nossas arenas esportivas, ganharam Prêmios Nobel, construíram nosso edifício mais alto e acenderam a tocha olímpica. E quando, recentemente, o primeiro muçulmano americano foi eleito para o Congresso, ele fez o juramento de defender nossa Constituição usando o mesmo Santo Alcorão que um dos fundadores de nosso país, Thomas Jefferson, guardava em sua biblioteca pessoal.

Assim, conheci o islã em três continentes antes de vir para a região onde ele primeiro foi revelado. Essa experiência guia minha convicção de que a parceria entre os EUA e o islã deve ser baseada no que o islã é, e não no que ele não é. E considero que é parte de minha responsabilidade como presidente dos Estados Unidos combater os estereótipos negativos do islã, onde quer que apareçam.

Ainda naquele discurso, falando para os árabes do Egito, Obama não deixou de citar os 6 milhões de judeus mortos no holocausto promovido pelo nazismo. Mas prosseguiu:

Por outro lado, também é inegável que o povo palestino –muçulmanos e cristãos– vem sofrendo em busca de uma pátria própria. Há mais de 60 anos os palestinos suportam a dor do deslocamento. Muitos aguardam em campos de refugiados na Cisjordânia, Faixa de Gaza e terras vizinhas por uma vida de paz e segurança que eles nunca puderam viver. Eles sofrem as humilhações diárias, grandes e pequenas, que acompanham a ocupação. Portanto, que não haja dúvida: a situação do povo palestino é intolerável. A América não dará as costas à legítima aspiração palestina por dignidade, oportunidade e um Estado próprio.

Lembrou que o Hamas, partido político e braço armado da resistência palestina, também tem responsabilidades a cumprir pela paz e que precisa reconhecer a existência do estado de Israel, mas igualmente reconheceu que:

Israel também precisa cumprir suas obrigações de assegurar que os palestinos possam viver, trabalhar e desenvolver sua sociedade. E, assim como devasta famílias palestinas, a crise humanitária contínua na Faixa de Gaza não favorece a segurança de Israel, como também não a favorece a contínua ausência de oportunidades na Cisjordânia. O progresso na vida diária do povo palestino precisa fazer parte de um caminho que leve à paz, e Israel precisa tomar medidas concretas para possibilitar esse progresso.

E em outro momento da fala do presidente dos Estados Unidos no dia 4 de julho de 2009, uma promessa ecoou da cidade do Cairo para o mundo:

Proibi inequivocamente o uso de tortura pelos Estados Unidos e ordenei o fechamento da prisão de Guantánamo até o início do próximo ano.

A promessa não foi cumprida e no dia 10 de dezembro daquele mesmo ano 2009, num único discurso; Barack Obama desiludiu todas as esperanças que ele mesmo despertou na humanidade e no mundo. Ao receber em Oslo, Noruega, o Prêmio Nobel da Paz, já era outro Obama o que justificava a guerra:

Precisamos começar por reconhecer a verdade dura de que não vamos erradicar os conflitos violentos durante nosso tempo de vida. Haverá momentos em que as nações –agindo individualmente ou em conjunto– verão o recurso à força como não apenas necessário, mas moralmente justificado.

Faço esta afirmação tendo em mente o que disse Martin Luther King nesta mesma cerimônia, anos atrás: “A violência nunca traz paz permanente. Ela não soluciona nenhum problema social: apenas cria problemas novos e mais complicados.” Sendo alguém que está aqui hoje em consequência direta do trabalho de toda a vida de King, sou um testemunho vivo da força moral da não violência. Sei que não há nada de fraco, nada de ingênuo nas crenças e nas vidas de Gandhi e de King.

Mas, como chefe de um Estado que fez um juramento de proteger e defender meu país, não posso me deixar guiar unicamente pelos exemplos deles. Enfrento o mundo como ele é, e não posso ficar parado, sem nada fazer, diante de ameaças contra a população americana. Pois que ninguém se engane: o mal existe no mundo, sim. Um movimento não violento não poderia ter freado os exércitos de Hitler. Negociações não conseguirão convencer os líderes da Al Qaeda a entregarem suas armas. Dizer que a força às vezes é necessária não constitui um chamado ao cinismo –é o reconhecimento da história, das imperfeições do homem e dos limites da razão…

Contudo, o mundo deve lembrar que não foram apenas instituições internacionais –não foram apenas tratados e declarações– que levaram a estabilidade ao mundo do pós-Segunda Guerra Mundial. Sejam quais forem os erros que cometemos, a verdade simples é a seguinte: os Estados Unidos da América vêm ajudando a subvencionar a segurança global há mais de seis décadas com o sangue de nossos cidadãos e a força de nossas armas…

Estupefato, o mundo não pôde compreender o que ocorreu com sua grande esperança de paz e compreensão entre as nações. Uma esperança alimentada desde aqueles que sofreram a barbárie promovida pelos cristãos das cruzadas e depois pelos que se mataram entre si nas guerras da Reforma da Igreja na Europa. O mesmo preconceito e intolerância que atravessou os oceanos com ingleses e ibéricos para dizimar as populações indígenas das Américas, escravizar os povos da África, exterminar os aborígenes e maoris da Oceania.

A mesma intolerância que matou Mahatma Gandhi e Martin Luther King que após 11 meses de sua posse já não mais serviam de exemplo a Barack Obama.

O que aconteceu com aquela grande esperança que após a Primeira Guerra Mundial gerou a Liga das Nações. A mal fadada Liga das Nações, insuficiente para impedir a Segunda Mundial e os horrores do holocausto e da explosão atômica?

A guerra da Coréia, a Guerra do Vietnã, as sanguinárias ditaduras da América Latina e as implantadas no Oriente Médio, como a de Sadam Hussein, seriam os “erros que cometemos” reconhecidos por Obama? Estaria se referindo a criação da Al-Qaeda pela CIA nos anos 1980 quando associado aos milionários islâmicos da Arábia Saudita, os Estados Unidos financiaram os mujahidin para lutar contra o governo socialista do Afeganistão apoiado pela União Soviética?

O atentado de 11 de Setembro no mesmo ano de 2001 em que George Bush tomou posse o livraram das investigações de fraudes eleitorais e financiamentos ilícitos de sua campanha presidencial e serviram como pretexto para a invasão do Afeganistão, cercando o flanco oriental do Irã. Em 2003, sob a farsa das inexistentes armas químicas de Sadam Hussein, Bush cercou o flanco ocidental iraniano contra todas as resoluções internacionais, inclusive da ONU, contando apenas com o apoio de alguns países como Espanha e Inglaterra.

Mas a família Bush é envolvida com o truste internacional do petróleo e o próprio povo estadunidense percebeu que caíra em um engodo ao acreditar que mandando seus filhos para matar crianças em Bagdá ou estuprar mulheres nas ruas de Cabul, estaria garantindo a própria segurança dentro dos Estados Unidos. Perceberam que acirraram o ressentimento de todos os demais povos do mundo contra tudo o que representavam.

E quando a humanidade desacreditou-se do mítico país da liberdade e da democracia, os estadunidenses elegeram Barack Obama que não era envolvido com o saque internacional do petróleo e não representava nenhum dos interesses daqueles que internacionalmente especulam com vidas humanas. Sejam velhos ou crianças, homens ou mulheres, e, inclusive, os próprios jovens dos Estados Unidos.

Da visita de Netanyahu em maio até a entrega do Prêmio Nobel em dezembro de 2009, o que aconteceu com a esperança do mundo e do povo dos Estados Unidos?

Alguns itens de uma carta aberta do Presidente do Parlamento Sírio ao Presidente do Parlamento dos Estados Unidos esclarecem o que mudou em Obama naqueles 11 meses de 2009. Diz a carta:

1 –

– Graças ao dinheiro saudita, diferentes “Madrassas” jihadistas dos salafistas wahhibistas continuam a operar. Esses centros terroristas continuam a formar milhares de jovens todos os anos.

– Os EUA e a Síria, ambos, sofreram e ainda sofrem por causa do terror que lhes vem do mesmo inimigo: a sempre odiada ideologia wahhabista adotada e financiada pelos sauditas.

– Nossos dois países aprovaram e apoiam as resoluções n. 1.373 e n. 1.624 para combater o terrorismo.

O principal inimigo comum de nossas duas nações é a odiada ideologia wahhabista jihadista representada pela Al-Qaeda, pela Frente Al-Nusra e seus afiliados.

2 =

– Dia 19/3/2013, houve ataques químicos em Khan Al-Asal e Aleppo, contra civis e pessoal militar.

– Dia 20/3/2013, o governo sírio solicitou imediata investigação pela ONU. A visita da equipe de investigadores da ONU foi adiada por mais de cinco meses, por intervenção de EUA, França e Grã-Bretanha.

– Dia 30/5/2013, a Turquia anunciou a captura de um grupo islamista terrorista fanático que estava em posse de dois litros de gás sarin. Por isso, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, exigiu, dia 31/5/2013, que o governo turco cooperasse para que se evitasse a possibilidade de futuros ataques químicos no Oriente Médio e na Europa.

– Dia 1/6/2013, o Exército Iraquiano anunciou a captura de um grupo islamista fundamentalista terrorista fanático no Iraque, próximo da fronteira síria, e encontrou com eles armas químicas e o controle remoto de um helicóptero pequeno.

– Dia 28/7/2013, as autoridades sírias entregaram às missões diplomáticas da Rússia e da China em Damasco a prova de que a Frente al-Nusra tinha armas químicas e tinha intenção de usá-las para atacar Muaaret al Numan e o subúrbio de Aleppo.

CONCLUSÃO: Os fatos acima provam que os grupos de fundamentalistas jihadistas terroristas possuíam e já usaram armas químicas em ocasiões prévias.

PERGUNTA: Em termos lógicos, qual seria o benefício para o governo sírio, de cometer um crime de ataque químico durante a visita da Comissão Independente de Investigação sobre a Síria, da ONU, em local que dista 4 milhas do Hotel Four Seasons, onde a Comissão estava hospedada?

Por essa razão, insistimos que venham à Síria, que enviem uma delegação com a máxima urgência possível, para que vejam e descubram diretamente o que se passa aqui.

Convidamos os senhores e senhoras a vir à Síria e avaliar a situação, antes de começarem a cortar – sobretudo porque o tecido a ser cortado é carne humana. Assim será possível que, juntos, tracemos um mapa do caminho para esforço conjunto e efetivo contra o terrorismo.

Cremos que ato de guerra, agressivo e injustificado, será ato injusto e ilegal, pelas seguintes razões:

– A Síria é estado soberano que não representa qualquer tipo de ameaça aos EUA.

– O Conselho de Segurança da ONU não aprovou essa ação.

– O Relatório da ONU sobre o terrível incidente nos arredores de Damasco, em Ghotta, ainda não foi redigido. Ninguém pode sequer saber se incluirá algum tipo de prova de qualquer alegação.

– Ao contrário, a ONU já concluiu que há fortes provas de que os terroristas fundamentalistas da Frente al-Nusrah – organização terrorista afiliada da al-Qaeda – já usaram algum gás venenoso contra soldados sírios e civis inocentes.

Consequentemente, qualquer ato agressivo contra povo inocente e soberano será ato criminoso, que agredirá os princípios da Lei Internacional.

Ao mesmo tempo, alguns círculos ocidentais oferecem todo o apoio possível aos rebeldes wahhabistas fanáticos, que a ONU já acusou de vários crimes – o que é com certeza quebra dos declarados princípios básicos de justiça dos EUA.

Muito nos emocionou o sentimento moral de lástima que manifestaram à vista das imagens das vítimas do ataque químico.

Nós, sírios, estamos colaborando intensamente com a equipe de Investigadores da ONU e especialistas sírios que também investigam a questão de quem cometeu aquela atrocidade, e partilhamos nossos resultados com a equipe da ONU. Nós, parlamentares sírios, estamos determinados a encontrar a verdade e a levar a julgamento os criminosos envolvidos, sejam quem forem.

Até lá, conclamamos os deputados norte-americanos a não empreender qualquer tipo de ação irresponsável e temerária.

Cabe aos senhores, hoje, a responsabilidade de afastar os EUA da trilha da guerra e de conduzir os EUA para a trilha democrática. Esperamos encontrá-los nessa trilha democrática, e discutir e falar e ouvir, como fazem os povos civilizados. Adotamos uma solução diplomática, porque sabemos que a guerra será via catastrófica, destrutiva e sangrenta, que não trará qualquer benefício para todas as nações.

Na verdade, a questão mais importante é que todas as nações enfrentam a mesma ameaça terrorista. Atacar a Síria e enfraquecer o governo e a infraestrutura síria automaticamente fortalecerá nosso inimigo comum de todos, a Al-Qaeda e as organizações terroristas ligadas a ela.

Em vez de combater uns os outros, todos temos de trabalhar juntos para implementar plenamente as Resoluções do Conselho de Segurança da ONU n. 1373 e n. 1.624 contra o terror. Em vez de inimigos, todos devemos trilhar juntos a via da paz e da verdade.

Atenciosamente,

Em nome da Assembleia do Povo Sírio

Deputado Jihad AL-LAHHAM, Presidente.

O Império Sionista que começou a ser construído na Idade Média detendo o controle financeiro das grandes fortunas feudais, no século 20 estendeu-se aos organismos de comunicação e detém a mídia em todos os países do mundo. Também no século 20, com a dependência mundial do petróleo como fonte energética, surgiu o Império Saudita. Ambos aliaram-se ao Império Bélico dos Estados Unidos como braço armado do capitalismo internacional.

O neoliberalismo promovido pelo sionista Milton Friedman criou a crise financeira internacional que agoniza a economia popular do hemisfério norte, menos na Rússia. Talvez depois de consolidados os Impérios Saudita e Sionista concorram entre si, mas agora tornaram os Estados Unidos em colônia e a grande esperança de paz para o mundo em pequeno títere.

Os palestinos ainda resistem. Mas o presidente dos Estados Unidos capitulou.

Foto: Captura de vídeo.