Campanha nacional pelo fim do contrato da ISDS segurança israelense nos Jogos Olímpicos Rio 2016

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Fora ISDSComitê Olímpico RIO 2016: Contrata empresa sionista ISDS

Caros amigos, simpatizantes e  militantes internacionalistas

O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro, em parceria com a ONG Stop the Wall,  recolhem assinaturas para o lançamento de uma Campanha conjunta pelo fim do contrato com a empresa israelense ISDS , contratada pelo Comitê Olímpico RIO 2016.

Abaixo segue o documento (abaixo assinado) para colher as assinaturas .

Envie a assinatura de sua entidade para

stopISDS@yahoo.com.br

O contrato com esta empresa, fundada pelos militares da Mossad nos envergonha e fere nossa dignidade!

O sionismo transformou a Palestina em um laboratório a céu aberto, onde testa seus instrumentos de guerra e tortura contra o povo palestino que luta contra a ocupação, o racismo e pela Palestina Livre.  Desta forma, assassina, prende e tortura crianças, jovens, homens e mulheres indiscriminadamente. Sendo esta uma vitrine dantesca e medonha para venda de seus produtos. Vende a morte, o sofrimento, a tortura para alegria dos carrascos dos povos que lutam.

Isso não é novidade, não é novo. Empresas de segurança israelenses já prestaram (e ainda prestam) enormes desserviços aos Direitos Humanos em todos os cantos do mundo, desde o Mundo Árabe, passando pela África até chegar aqui , em nossa América Latina.

Não podemos deixar a escolha de tal empresa no barato! Em nome de nossa dignidade, de nosso espírito de luta e do compromisso que temos com a solidariedade internacionalista com a Palestina, e com todos os povos que lutam, vamos dar início a esta Campanha com um abaixo assinado onde as Organizações políticas, sociais e sindicais manifestem seu repúdio ao Comitê Olimpico RIO 2014 pela empresa escolhida.

PELO FIM DO CONTRATO QUE NOS ENVERGONHA!

 OBS: SOLIDARIEDADE EM AÇÃO – TODOS JUNTOS –

Por favor, ajude a recolher as assinaturas das entidades representativas. Esse é um abaixo assinado para organizações. Esperamos poder juntar as assinaturas até o dia 10 de dezembro, quando iremos entrega-la. E viva a solidariedade internacionalista entre os povos!

Abaixo segue o documento (abaixo assinado) para colher as assinaturas

Abrimos um e-mail especial e específico para essa ação de solidariedade:

Envie a assinatura de sua entidade para

stopISDS@yahoo.com.br

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PELO FIM DO CONTRATO QUE NOS ENVERGONHA!

EMPRESA SIONISTA ISDS ASSUME SEGURANÇA DA RIO 2016 !

A israelense ISDS — ligada ao “terrorismo seletivo” na Palestina e em toda América Latina — vai coordenar a “segurança” da Rio2016.

A situação na Palestina está cada dia mais dramática. Os crimes israelenses de ocupação, limpeza étnica e apartheid continuam. Depois do massacre no qual Israel matou mais de 2200 palestinos, Gaza permanece completamente cercada.

No resto da Palestina, Israel intensifica a construção dos assentamentos, roubando mais terras, prendendo e torturando crianças e jovens e expulsando a população. O Muro do Apartheid encerra a população palestina da Cisjordânia em guetos cada vez mais herméticos. A política de genocídio e limpeza étnica conta com elevado apoio da sociedade civil israelense.

 A solidariedade com o povo palestino é mais urgente que nunca! Em 2005 a sociedade civil palestina iniciou o movimento global de boicote, desinvestimento e sanções (BDS) contra Israel, e pelo embargo militar em particular, como forma eficaz e concreta de apoio à causa Palestina e à causa dos direitos humanos.

 Com esse espírito, vimos a público denunciar a decisão do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 de contratar a empresa militar israelense ISDS como empresa “integradora” responsável pela coordenação de toda a segurança (com um gasto total de 2,2 bilhões de dólares), pelo treinamento de policiais brasileiros e pelo fornecimento de equipamentos. Além disso, a ISDS vai receber espaço publicitário no valor de 20 milhões de reais.

 A ISDS é, ao mesmo tempo, um símbolo dos crimes contra o povo palestino e contra os povos latino-americanos.

A ISDS nasce das experiências desenvolvidas por Israel na repressão e no massacre do povo palestino, exportando essas técnicas, metodologias e tecnologias em particular para a América Latina. De acordo com documentação existente, a empresa esteve envolvida com as ditaduras e golpes em Honduras, Guatemala, El Salvador e com o treinamento dos “Contras” na Nicarágua. Na Guatemala, oferecereu abertamente aulas de “terror seletivo” na época do genocídio. Em Honduras, treinou os quadros da ditadura nos anos 80 e forneceu as armas que foram usadas no ataque à embaixada brasileira onde o presidente Zelaya estava refugiado.

 O contrato com a ISDS não é somente uma violação a Campanha Mundial do BDS em defesa da população Palestina. Contratar esta empresa, vinculada a violação dos Direitos Humanos na Palestina e na América Latina, é uma afronta às lutas desses povos pela soberania. Além disso, fortalece a política e a estratégia central dos EUA e de Israel de limitar a soberania dos povos afim de manter a dominação política, econômica e militar, de instaurar e apoiar ditaduras cruéis e de criar instabilidade. O único lugar que a ISDS pode ocupar na América Latina é no banco dos réus.

 Na defesa dos direitos do povo palestino, por uma Palestina livre e, em memória e em solidariedade às lutas populares de toda América Latina e em nome da nossa dignidade as organizações que assinam este documento fazem um apelo ao Comitê dos Jogos Olímpicos – RIO 2016 que cancele imediatamente o contrato com a empresa militar israelense ISDS.

PELO CANCELAMENTO IMEDIATO DO CONTRATO COM A ISRAELENSE ISDS !

1 – Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro.

Fonte: http://desacato.info/?p=99852

«Estado de Palestina»: Esto no es RECONOCIMIENTO

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free palestinePor Miko Peled.

Mientras sigue el reconocimiento de los países europeos del llamado «Estado de Palestina», es obvio que este acto no es nada más que un viejo truco colonial desempolvado y reutilizado. El hecho de que sionistas liberales hipócritas como los escritores israelíes Amos Oz y David Grossman anden por ahí lo dice todo. En las relaciones triangulares entre europeos, régimen colonial en Palestina –Israel– y palestinos, todo sigue igual. Como siempre, los europeos lucran;  a Israel se le permite continuar con su régimen colonial brutal sobre Palestina y los palestinos permanecen solos. El reconocimiento del «Estado de Palestina» no es nada más que que lo que Franz Fanon llama “la farsa de la independencia nacional” (Franz Fanon, Los condenados de la Tierra). Le proporciona a un selecto grupo de palestinos la ilusión de poder con títulos como “Presidente” “Ministro” “Embajador,” el eterno favorito  “Jefe de Seguridad” y absuelve a los europeos de su complicidad con Israel.

Ahora hay, según algunos países europeos, un estado palestino. Miren, debe haber un estado hasta para Gran Bretaña y Suecia y algunos otros también lo han reconocido. Incluso tienen un “¡Presidente!” .  No importa  el hecho de que nada haya cambiado. Gaza sigue sitiada sin un levantamiento del bloqueo a la vista, los presos palestinos se consumen en las cárceles de los colonizadores, turbas armadas israelíes y la organización terrorista conocida como IDF aterrorizan palestinos, en el parlamento israelí se aprueban leyes racistas y ningún refugiado tiene autorización para retornar. Todos deberíamos recordar que no es nuevo  el reconocimiento de un “Estado” que no existe con el objetivo de adormecer la resistencia a un régimen colonial racista. Ya ha sido usado por los europeos en África y excolonias en otras partes del mundo y esto siempre ha sido bienvenido por los colonialistas liberales.

A los israelíes que están libres y disfrutan del privilegio del régimen racista en Palestina les gusta recordar a personas como mi papá, el general retirado Matti Peled y a otros como él que, aun permaneciendo sionistas, clamaban por el derecho de los palestinos a la autodeterminación, pero solo en un área pequeña, obviamente definida por Israel, para que podamos mantener nuestro régimen sionista y al mismo tiempo sentirnos unos iluminados.

Funciona bien para aquellos que condenan a Israel y sus políticas, pero igual quieren ver al estado de Israel como parte de la solución. Dicen que los «Dos Estados» son el primer paso para una democracia única, unificada, una declaración que demuestra la ignorancia de aquellos que la expresan.

En Palestina ya no es suficiente con denunciar la injusticia. Como personas conscientes debemos actuar para que cese la injusticia y esta sea reemplazada con un sistema libre y democrático. Pero muchos se olvidan que para alcanzar esto debe haber una lucha. Una verdadera lucha y no una versión  intelectualizada sugerida a menudo por algunos liberales;  es la única forma de derrotar los regímenes coloniales racistas.

Los sionistas liberales,  y hasta algunos progresistas, buscan seguir con las conversaciones y el debate. Es por eso que les gustan organizaciones como la Autoridad Palestina y las diversas ONG que han brotado en Palestina. Ellos reducen la lucha a un debate político-filosófico sobre la cuestión de los derechos humanos y la autodeterminación. Permiten que las personas vivan con la ilusión de que el colonialismo puede ser resuelto alrededor de la mesa de negociaciones. Promueven el engaño de que si los niños y niñas palestinos se pudieran conocer y jugar con niños y niñas israelíes en un campamento de verano  entonces un día todo estará bien. Pero los jóvenes israelíes retornan y sirven en las brutales fuerzas armadas del régimen colonial y los jóvenes palestinos retornan a los campos de refugiados, los diferentes campos de concentración y cárceles al aire libre que Israel les ha creado. Retornan para ser residentes indeseados en su propia tierra.

Pero, como Franz Fanon escribe en Los condenados de la Tierra, “el colonialismo no es una máquina de pensar, no es un cuerpo dotado de razón. Es la violencia en estado de naturaleza y no puede inclinarse sino ante una violencia mayor”. Mi padre y los otros sionistas liberales estaban equivocados y hoy en día sus sucesores también lo están. Porque no hay cómo detener esta máquina colonial una vez que esta ha comenzado. No se puede contener su hambre insaciable, su deseo de poder y su fuerza brutal. Es por eso que un «campo sionista de la paz» es una farsa: es por eso que no hay posibilidad de paz con el régimen de apartheid conocido como Israel.

A los gobiernos europeos nunca les gustaron las personas que no fueran blancas y cristianas como ellos. Tienen una historia de colonialismo brutal, de robo de tierras y recursos y uno se pregunta si África y partes del Oriente Medio no serían democracias prósperas hoy en día si no hubiese sido por las políticas asesinas y codiciosas de los colonizadores del pasado. Aquellos a los que nos importa de verdad y luchamos por la justicia en Palestina haríamos bien en no caer en los viejos trucos coloniales y es mejor que exijamos el reconocimiento de que Israel es Palestina ocupada, que todas las ciudades y pueblos israelíes son asentamientos ilegales y que es hora de liberar Palestina y su pueblo del régimen colonial ilegítimo conocido como Israel.

Traducción: Tali Feld Gleiser.

Fuente: http://mikopeled.com/2014/12/12/yes-to-the-struggle-no-to-recognition-by-miko-peled/

La batalla contra los traumas de la ocupación en Cisjordania

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Ihab es un psicólogo y clown palestino que trabaja para recuperar a niños traumatizados por la guerra/ Rafa Gassó

Ihab es un psicólogo y clown palestino que trabaja para recuperar a niños traumatizados por la guerra/ Rafa Gassó

Por Rafa Gassó.

Cuando Occidente se apresura en señalar a terroristas palestinos, sorprende conocer a un activista del “alma” como Ihab Ghafri, un chico pegado a una bonita y contagiosa sonrisa que le cubre el rostro de oreja a oreja. Pocas veces se pone serio. Quizá sólo al mostrar los vídeos que él mismo graba sin que le tiemble el pulso ni la imagen, a escasos metros de los tanques que ocupan, destruyen y matan compañeros y amigos de infancia -día sí, día también y desde que tiene uso de razón-, en las calles de Nablus, la ciudad cisjordana declarada “capital del terrorismo” por el Estado de Israel.

A sus 25 años, Ihab no es sólo un arrojado fotógrafo y videoperiodista. También es psicólogo de formación, da clases de matemáticas y por encima de todo es un ‘clown’ que utiliza todas sus artes para tratar de recuperar a cientos de niños traumatizados por una guerra discontinua y brutal que ha minado el ánimo de varias generaciones y que este verano ha alcanzado un clímax de barbarie en la vecina franja de Gaza.

Observándole nadie diría que su ciudad permanece rodeada de cuatro acuartelamientos militares y nueve controles, preparada para ser bloqueada y aislada por el gobierno en un tiempo récord de cinco segundos. Ni que conociese al primero de sus dos hermanos, encarcelados, cuando cumplió los cuatro años de edad o tuviese que esperar un lustro más para ponerle cara al segundo.

Ni que con apenas 13 años, en 2002, durante la Segunda Intifada, se hiciese voluntario de la Media Luna Roja Palestina socorriendo a los heridos, portando a hombros a los “mártires” y suministrando alimentos y medicinas a las familias de la sitiada ciudad vieja. Ni tampoco, mucho menos, que con 20 la nómina de sus seres queridos fallecidos bajo el fuego israelí, algunos de ellos en sus propias manos cuando trataba de evacuarlos, fuese ya tan alta.

“La sonrisa es una herramienta mágica que uso siempre, incluso en tiempos difíciles. Me da la fuerza para seguir haciendo cosas imposibles. Cuando miras a tu alrededor, ves tu pasaporte y te das cuenta de que no puedes viajar con él, ni siquiera a los países árabes…”, reflexiona. “Cuando una persona está dispuesta a hacer cualquier cosa para ayudar a otro, te hace sonreír”.

Quizá por eso, inmediatamente después de aquella Segunda Intifada creó con unos amigos el grupo de ‘teatro-clown’, Katakeet -en el que aún hoy sigue trabajando pese a que dos de ellos fueran detenidos y un tercero asesinado “a balazos”-, antes de obtener su licenciatura en Psicología con la ayuda de la ONG Human Supporters Associaton (HSA), socia contraparte de ese Festiclown organizado por Pallasos en Rebeldía, que le ayudó con una beca para compaginar sus estudios con el teatro y así poder ayudar a otros niños en el futuro.

“Al terminar el colegio comprendí que los israelíes tratan de destruir la mente y el ánimo palestinos, y me di cuenta de que necesitaríamos psicólogos. La cantidad de ayuda que necesitan nuestros niños es algo que ya solía ver desde pequeño. Yo mismo fui uno de esos niños”.

“Un día, cuando tenía 7 años, vi un circo de payasos pasar cerca de casa y uno de ellos me sonrió. Es una imagen que todavía recuerdo. Me tocó de tal forma que empecé a trabajar con un grupo de amigos en ‘teatro-clown’ y más tarde a usar el análisis psicológico para intentar ayudar a los niños y a sus familias. Estoy convencido de que cuando sonreímos siempre podemos reflejar nuestro lado humano y encontrar soluciones”.

La educación, la base de todo
“El sufrimiento psicológico del pueblo palestino es muy difícil de tratar”, explica Ihab. “A veces la terapia funciona y a veces no, porque es imposible cambiar la fisiología de una persona. Al menos, mientras siga viviendo bajo el mismo ambiente, en un entorno desprotegido y vulnerable debido a la ocupación. No hay que olvidar que los ataques y asaltos dirigidos a niños y mujeres ocurren todos los días”, cuenta Ihab. Y lo ilustra con algunos casos en los que ha trabajado, como el de un chaval que vio cómo su mejor amigo caía abatido ante los soldados israelíes. “Sufrió mucho su pérdida y esta se convirtió en un punto de inflexión en su vida.

Empezó a ver a su amigo en sueños y después de un tiempo se involucró en los grupos de resistencia palestinos hasta que una noche él también cayó abatido. Podrían haberlo detenido, pero prefirieron matarlo. El trauma provoca que un hombre vea la muerte como una salida fácil”. O el de uno de sus compañeros de clase cuyo hermano fue asesinado delante de sus ojos. Cuando el padre fue a ayudarlo, recuerda, también le dispararon y prohibieron la entrada de la ambulancia. “Las historias son innumerables. Y esta situación hace que las personas se vuelvan como en The Walking Dead; sólo cuerpos. Sin alma. Sin embargo, aún consiguen sonreír y vivir sus vidas”, insiste.

“Educar a los niños es construir una nueva generación”, explica Ihab. Un objetivo que lleva a cabo a través de la ONG enseñándoles a rechazar “esa realidad sin alma” que, dice, están creando los israelíes, y animándolos a ser creativos y a trabajar en equipo.

Destaca tres aspectos fundamentales. El primero, formar a esas nuevas generaciones impulsando sus actividades académicas y culturales incidiendo en el uso de técnicas para proteger su salud psicológica. El segundo, desarrollar su carácter para que puedan convertirse en profesionales: profesores, bailarines o artistas. Y tercero, cuidando más, si cabe, a los niños con trastornos que han sido testigos de las masacres del Ejército israelí. “La educación palestina es nuestra manera de poder salir al mundo”, concluye.

Fuente: http://www.eldiario.es/desalambre/Sonrisas-ocupacion-Cisjordania_0_334216917.html

Israel y el armamento en Oriente Medio: «Los dioses pueden hacer lo que no puede el ganado»

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Por Gideon Levy.

¿A Israel le está permitido todo? ¿Se le prohíbe a sus vecinos hacer lo que a Israel le está permitido? ¿Por qué? ¿Por qué razón? ¿Puede Israel armarse todo lo que le plazca -y no hay arma que no tenga- y al mismo tiempo impedir que sus vecinos adquieran armas?

¿También se les prohíbe tener armas defensivas, diseñadas para protegerles de los ataques y bombardeos aéreos israelíes? ¿Israel tiene permitido, por lo tanto, bombardear cualquier lugar? ¿Se le permite violar la soberanía de otros países de la forma que le plazca? ¿Tiene permitido hacer cualquier cosa, sólo porque puede? ¿Todo le está permitido, sólo porque es fuerte y sus vecinos son débiles?

Y si es tan fuerte y sus vecinos son tan débiles, ¿por qué necesita hacer estas cosas? ¿Acaso todo esto no le explotará en la cara, un día?

Nadie hace estas preguntas. De hecho, en el discurso israelí no está permitido hacerlas; es ilegítimo siquiera mencionarlas.

Aquí basta con oír cada pocos meses de fuentes extranjeras acerca de otro terrible bombardeo -en Sudán, en Irak, en Siria, tal vez incluso en Irán, por tierra y por mar- para saber que estamos en buenas manos, que hay alguien en quien confiar, que no hay nada que preguntar. Si funcionó antes, funcionará esta vez, también. Simplemente se limpiará la escupida del rostro ofendido y nadie tomará represalias. Con el ganador no se discute. Y nos encantan los misterios.

Aquí lo único que necesitamos es un guiño del Primer Ministro o media sonrisa del Ministro de Defensa, y entendemos el mensaje. Aquí es suficiente con oír de nuestros analistas militares que el momento no tenía nada que ver con los asuntos domésticos. Las operaciones militares nunca tienen que ver con los asuntos internos de Israel; ¿cómo se atreve alguien siquiera a sugerir una cosa así? Después de todo, estos actos de heroísmo son planeados durante años (como si fuera imposible crear un plan de contingencia en cualquier momento); ¿cómo puede alguien decir eso de nuestros nobles guerreros, que están por encima de toda sospecha y política sucia?

Aquí no se permite siquiera pensar que alguien podría estar engañando a esos ridículos analistas militares. Aquí no preguntamos ni discutimos. Aquí todo es: “tranquilo, estamos bombardeando”.

“Vamos a ir tras cualquiera que intente armar a nuestros enemigos”, se jactó el ministro de Defensa Moshe Yaalon el martes, en la víspera de las primarias de su partido. ¿Tras cualquiera? ¿Y si se trata de Rusia? ¿O China? Lo dijo dos días después de un nuevo bombardeo anónimo sobre Siria. Una vez más los sirios se limpiaron la saliva israelí de sus rostros -que están bastante ensangrentados en este momento-, y fue otro im-pre-sio-nan-te éxito israelí. Según informes extranjeros, la Fuerza Aérea de Israel ha bombardeado cerca de 10 lugares en Siria y uno en Líbano en los últimos tres años. Por supuesto, se trató de acciones de legítima defensa, destinadas a garantizar la continuación de esa otra acción de legítima defensa: los vuelos de reconocimiento regulares de Israel sobre el Líbano.

Somos un país que no tiene límites; ni siquiera en el cielo. ¿Podría alguien imaginar vuelos de reconocimiento libaneses sobre Israel? Incluso suena divertido, ¿no? ¿Qué tal un avión no tripulado de Gaza haciendo vuelos regulares sobre Tel Aviv? ¿O un bombardeo sirio sobre armas que están siendo descargadas en el puerto de Haifa? Todos estos serían motivos inmediatos para la guerra, por supuesto. Pero Hezbolá tiene prohibido rearmarse. Hamas tiene prohibido equiparse. Gaza debe ser desmilitarizada, al igual que el Estado palestino que nunca será creado. ¿Por qué? Porque ponen en peligro la existencia del Estado de Israel. ¿Pero acaso Israel no amenaza la existencia de Gaza? ¡Vamos!, ¿cómo se puede comparar?

Y, por supuesto, el padre de todas las prohibiciones: Irán no debe tener armas nucleares. “Quod licet iovi, bovi no licet” (“Los dioses pueden hacer lo que no puede el ganado”).

En el Estado hiper secreto, este tipo de preguntas son ridículas. En el Estado hiper secreto, hay que confiar ciegamente en los que saben. Es cierto que en otras áreas, donde las cosas son más abiertas, hemos descubierto que no hay en quién confiar y no nos atrevemos a hacerlo; pero si Israel decide bombardear un depósito cerca del aeropuerto internacional de Damasco, lo único que nos está permitido es hacer un guiño; también se nos permite festejar en voz baja.

Traducción: María Landi

Fuente original: http://www.haaretz.com/opinion/.premium-1.631036 y http://www.rebelion.org/noticia.php?id=193093

Documental: Jerusalén 72%-28%, Viviendo el Apartheid

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Desde la ocupación y anexión ilegal de Jerusalén Este en 1967, Israel ha implementado una serie de medidas para preservar una mayoría judía en Jerusalén. Con la construcción del muro del Apartheid, ahora Israel está aislando Jerusalén de las aldeas y villas palestinas circundantes. Un equipo de Alternative Information Center (AIC) se reunió con residentes de Jerusalén Este y de los alrededores para filmar la realidad del sistema de Apartheid israelí. Este documental capta la valentía de los residentes de Jerusalén, además de los activistas israelíes, enfrentándose a la lucha diaria por los derechos humanos básicos de los palestinos de Jerusalén Este (Sodepaz).

Fuente: Coordinadora Boicot Israel En Chile

Continúa presión contra empresas que hacen negocios con Israel

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Israel encarcela a una niña de once meses

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Sobre el velo integral, el autobús y la violencia machista. Con contundencia.

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Ayer, en el día internacional contra la violencia machista, he oído a una concejala del PP en Vitoria pedir a las feministas que se opongan al burka a la vez que les reprochaba que no se pronuncien con suficiente contundencia sobre el tema. Y lo hace cuando sigue resonando el episodio en el que un conductor de autobús local impidió la entrada a una persona (presumiblemente una mujer) vestida con una prenda que describió como burka, actitud que ha recibido, cómo no, el apoyo del alcalde de la ciudad (que no desaprovecha ocasión, por excepcional que sea).

Parece que desde el PP hay quien se propone darnos lecciones sobre feminismo (lo que hay que ver, San Gallardón), a la vez que se insinúa una especie de oscura complicidad entre las feministas autóctonas y el machismo de origen islámico (pero qué rabia les damos las feministas y los musulmanes). En resumen…

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Mural de solidaridad con Palestina es borrado por desconocidos

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Por Tali Feld Gleiser.

Ayer, sábado 22 de noviembre, la Comisión de Solidaridad con Palestina de la ciudad de Mendoza, Argentina, invitó a la inauguración de un mural a favor de Palestina y denuncia de la más reciente masacre israelí a Gaza, en la estación 25 de mayo del tranvía, Godoy Cruz.

La sorpresa fue que el mural había sido completamente cubierto con dos tipos de pintura: una base al agua y una mano de esmalte sintético. El vecino, dueño del muro, informó que hasta su auto había sido salpicado con pintura y que el hecho sucedió después del mediodía.

Según testimonios de vecinos y habitantes de Godoy Cruz, la municipalidad incentiva esta intervención artística, lo que se puede constatar en los muros cercanos que están todos pintados con grafittis y murales

 Finalmente la obra de arte fue rehecha con la poca pintura que había sobrado.

Podrán destruir los murales, pero jamás borrarán la solidaridad con el pueblo palestino!

 

Espiral de violencias

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