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Documental: El conocimiento es lo primero

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Foto: Fundación Barenboim Said

Foto: Fundación Barenboim Said

…El documental de Paul Smaczny registra el gigantesco y exitoso esfuerzo del destacado músico y director Daniel Baremboim junto al crítico y literato Edward Said (fallecido en 2003, antes de terminar el rodaje del documental) por crear la West-Eastern Divan Orchestra que reúne a jóvenes músicos árabes e israelíes en un testimonio de rigor filarmónico, comprensión cultural y esperanza de una paz futura. Escena tras escena, el documental es un magistral testimonio de cómo van cayendo, una a una, las estructuras de identidad que se han ido acoplando a nuestro ser desde que nacemos por el sólo hecho de crecer en un hogar árabe o en una familia israelí. Los jóvenes artistas de uno y otro lado del muro, en principio, se miran con desconfianza, para terminar comprendiendo que están hermanados por una de las tragedias colectivas más crueles de la última centuria.

Lee todo el texto de Mauricio Hasbún aquí

@MoroHasbun

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Documentário: O conhecimento é o primeiro

…O documentário de Paul Smaczny registra o gigantesco e bem-sucedido esforço do destacado músico e diretor Daniel Baremboim junto ao crítico e literato Edward Said (falecido em 2003, antes de terminar a filmagem do documentário) por criar a West-Eastern Divan Orchestra que reúne jovens músicos árabes e israelenses num testemunho de rigor filarmônico, compreensão cultural e esperança de uma paz futura. Cena após cena, o documentário é um magistral testemunho de como vão caindo, uma por uma, as estruturas de identidade que têm se adaptado ao nosso ser desde que nascemos pelo mero fato de crescer num lar árabe ou numa família israelense. Os jovens artistas de um e outro lado do muro, a princípio, se olham com desconfiança, para acabar compreendendo que estão irmanados por uma das tragédias coletivas mais cruéis da última centúria.

Leia o texto completo aqui

@MoroHasbun

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Agradecemos a Mauricio Hasbún por habernos sugerido el documental y su escrito.

Freud: Mis reticencias sobre el sionismo

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freudLa carta de Sigmund Freud, del 26 de febrero de 1930, está dirigida a Chaim Koffler, miembro de la Fundación para la Reinstalación de los Judíos en Palestina (Keren Hayesod), fue traducida por primera vez del alemán al francés por Jacques Le Rider. Fue publicada por la revista “Cliniques méditérranéennes” (n° 70, Erès, 2004), acompañada por un comentario de Elisabeth Roudinesco, historiadora del psicoanálisis.

Viena, 26 de febrero de 1930 

Doctor, 

            No puedo hacer lo que usted desea. Mi reticencia a interesar al público en mi persona es insalvable y creo que las circunstancias críticas actuales no me incitan para nada a hacerlo. Quien quiera influenciar a la mayoría debe tener algo arrollador y entusiasta para decir, y eso, mi opinión reservada sobre el sionismo no lo permite. Sin dudas tengo los mejores sentimientos de simpatía para esfuerzos libremente consentidos, estoy orgulloso de nuestra universidad de Jerusalén y me alegro por la prosperidad de los establecimientos de nuestros colonos. Pero, por otro lado, no creo que Palestina pueda algún día ser un Estado judío ni que tanto el mundo cristiano como el mundo islámico puedan un día estar dispuestos a confiar sus lugares santos al cuidado de los judíos. Me hubiera parecido más prudente fundar una patria judía en un suelo históricamente no cargado; en efecto, sé que, para un propósito tan racional, nunca se hubiera podido suscitar la exaltación de las masas ni la cooperación de los ricos. Concedo también, con pesar, que el fanatismo poco realista de nuestros compatriotas tiene su parte de responsabilidad en el despertar del recelo de los árabes. No puedo sentir la menor simpatía por una piedad mal interpretada que hace de un trozo de muro de Herodes una reliquia nacional y, a causa de ella, desafía los sentimientos de los habitantes de la región.

          Juzgue usted mismo si, con un punto de vista tan crítico, soy la persona que hace falta para cumplir el rol de consolador de un pueblo quebrantado por una esperanza injustificada.

                                                                                                                             Freud

                                                                                                                                Viena, Bergasse 19

Gracias a Alberto Sladogna que nos envió el material.

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Freud: A minha reticência sobre o sionismo 

A carta de Sigmund Freud, de 26 de fevereiro de 1930, está dirigida a Chaim Koffler, membro da Fundação para a Reinstalação dos Judeus em Palestina (Keren Hayesod), foi traduzida pela primeira vez do alemão ao francês por Jacques Le Rider. Foi publicada pela revista “Cliniques méditérranéennes” (n° 70, Erès, 2004), acompanhada por um comentário de Elisabeth Roudinesco, historiadora da psicoanálise.

Viena, 26 de fevereiro de 1930 

Doutor,  

Não posso fazer o que o senhor deseja. Minha reticência quanto a possibilidade que o público possa se interessar pelo que penso a respeito do assunto é enorme, e as críticas circunstâncias atuais não me animam a superá-la. Quem quiser influenciar a maioria deve ter algo envolventee empolgantepara dizer, e isto, minha opinião particular sobre o sionismo não o permite. Sem dúvida tenho muita simpatia pelos esforços efetuados, estou orgulhoso de nossa universidade de Jerusalém e fico feliz pela prosperidade dos estabelecimentos de nossos colonos.

Mas, por outro lado, não creio que a Palestina possa algum dia ser um estado judaico nem que tanto o mundo cristão como o mundo islâmico possam um dia estar dispostos a confiar seus lugares santos aos cuidados dos judeus. Me parece que teria sido mais prudente fundar uma pátria judia em em um solo não tão carregado historicamente; objetivamentesei que, para um propósito tão racional, nunca se teria conseguido suscitar a exaltação das massas nem a cooperação dos ricos.

Constato também, com pesar, que o fanatismo pouco realista de nossos compatriotas tem sua porção de responsabilidade no despertar do receio dos árabes. Não posso sentir a menor simpatia por uma piedade mal interpretada, que faz de um pedaço de muro de Herodes uma relíquia nacional e, por causa dela, desafia os sentimentos dos habitantes da região.

          Julgue o senhor se, com um ponto de vista tão crítico, sou a pessoa que faz falta para cumprir o papel de consolador de um povo quebrantado por uma esperança injustificada.

                                                                                                        Freud

                                                                                                    Viena, Bergasse 19

Tradução: América Latina Palavra Viva

Revisão: Glauco Carvalho Marques

Obrigada a Alberto Sladogna que nos enviou o material.

Vídeo: A história sionista

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No vídeo, o autor, Renen Berelovich, combina imagens de arquivo com comentários próprios e de outros, como Ilan Pappe, Jeff Halper, Terry Boullata e Alan Hart.

«Recentemente concluí um documentário independente, A História Sionista, no qual quero apresentar não apenas a história do conflito Israel/Palestina, mas também as razões centrais do mesmo: a ideologia sionista, seus objetivos (passados e atuais) e seu firme controle não somente da sociedade israelense mas também, e de modo crescente, da percepção que os ocidentais têm do Oriente Médio.

Estes conceitos já foram demonstrados no excelente documentário Ocupação 101, de Abdallah Omeish e Sufyan Omeish, mas em meu documentário eu abordo a questão da perspectiva de um israelense, ex-soldado da reserva e alguém que passou sua vida toda na sombra do sionismo.

Espero que achem um momento para assistir a A História Sionista e, caso queiram, sintam-se à vontade para compartilhá-la com outras pessoas.

Fiz este documentário inteiramente sozinho, sem nenhum orçamento, embora tenha me esforçado para atingir elevados padrões profissionais. Espero que esta produção doméstica seja do interesse dos espectadores.»

 Renen Berelovich

Legendas: Jair de Souza.

Video: La historia sionista

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En el video, el autor, Renen Berelovich, combina con éxito imágenes de archivo con comentarios propios y de otros, como Ilan Pappe, Jeff Halper, Alan Hart y Terry Boullata.

«He concluido recientemente un documental indepediente, La historia sionista, en el cual quiero presentar no solo la historia del conflicto Israel/Palestina, sino que también las razones centrales del mismo: la ideología sionista, sus objetivos (pasados y actuales) y su firme control no solo de la sociedad israelí, pero también, y de modo creciente, de la percepción que los occidentales tienen del Oriente Medio.

Estos conceptos ya han sido demostrados en el excelente documental Ocupación 101, de Abdallah Omeish y Sfyan Omeish, pero en mi documental yo lo trato de la perspectiva de un israelí, exsoldado de la reserva y alguien que ha pasado toda su vida a la sombra del sionismo.

Espero que encuentren un momento para ver «La historia sionista» y, caso quieran hacerlo, siéntanse a gusto para compartirlo con otras personas.

He hecho este documental enteramente solo, sin ningún presupuesto, aunque me tenga esforzado para alcanzar elevados estándares profesionales. Ojalá que esta producción doméstica sea del interés de los espectadores»

Renen Berelovich

Subtítulos: Jair de Souza.