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Os palestinos nos livros escolares de Israel (Como se faz a desumanização de um povo)

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Neste documentário, Nurit Peled-Elhanan fala de sua pesquisa relacionada com o conteúdo dos livros didáticos de Israel. Ela expõe em detalhes como estes livros são elaborados com o objetivo de desumanizar o povo palestino e fomentar nos jovens estudantes israelenses a base de preconceitos que lhes permitirá atuar de forma cruel e insensível com o mesmo durante o serviço militar.

Conforme explica Nurit Peled-Elhanan, as construções de mundo feitas a partir dos livros didáticos, por serem as primeiras a se sedimentarem na mente das crianças, são muito difíceis de serem erradicadas. Daí a importância que o establishment israelense dedica à ideologia a ser transmitida nos livros didáticos. Neles, os palestinos nunca são apresentados como seres humanos comuns. Nunca aparecem em condições que possam ser consideradas normais. Segundo Nurit Peled-Elhanan, não há nesses livros nem sequer uma fotografia de um palestino que mostre seu rosto. Eles são sempre apresentados como constituindo uma ameaça para os judeus.

Texto de apresentação e legendas: Jair de Souza.

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Nurit Peled-Elhanan (1949) é uma militante pacifista israelense, professora de Literatura Comparada da Universidade Hebraica de Jerusalém e uma das fundadoras da associação Bereaved Families for Peace.

É filha de Mattityahu Peled, general do Exército de Israel, que, após atuar na Guerra dos Seis Dias, tornou-se um respeitado acadêmico, chefe do Departamento de Língua e Literatura Árabe da Universidade de Tel Aviv. Como membro do Knesset, foi também um duro crítico da colonização israelense dos territórios palestinos, radicalmente pacifista e um dos principais defensores do diálogo entre Israel e a OLP, bem como da devolução dos Territórios Ocupados, em cuja conquista ele pessoalmente estivera envolvido.

Após a morte de sua filha de 13 anos, em 1997, em um atentado suicida palestino, Nurit Peled passou a criticar publicamente a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza por Israel. Segundo Peled-Elhanan, o país adota uma política míope que recusa o reconhecimento dos direitos do outro e fomenta o ódio e os conflitos.

É irmão do taambém ativista Miko Peled. Ver http://wp.me/p389px-6J.

Informação de Wikipedia.

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Los palestinos en los libros escolares de Israel (Receta para la deshumanización de un pueblo)

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En este documental, Nurit Peled-Elhanan habla de su investigación relacionada con el contenido de los libros didácticos de Israel. Ella muestra en detalles cómo estos libros son elaborados con el propósito de deshumanizar al pueblo palestino y desarrollar en los jóvenes estudiantes israelíes la base de prejuicios que les permitirá actuar de modo cruel e insensible con el mismo durante su servicio militar.

Según explica Nurit Peled-Elhanan, las construcciones de mundo hechas a partir de los libros didácticos, por se tratar de las primeras a sedimentarse en la mente de los niños, son muy difíciles de ser erradicadas. De ahí viene la importancia que el establishment israelí le dedica a la ideología a ser transmitida en los libros escolares.

En estos libros, los palestinos nunca son presentados como seres humanos comunes. Nunca aparecen en condiciones o situaciones que puedan ser consideradas normales y aceptables para un ser humano. De acuerdo con Nurit Peled-Elhanan, no hay en ese material ni siquiera una fotografía de un palestino que muestre su rostro. Tan solo podemos verlos enmascarados o en otras situaciones que indiquen amenazas para los judíos.

O sea, los libros didácticos de Israel están hechos en base de un discurso racista que busca deshumanizar a todos los no-judíos que habitan la región, pero en especial a los palestinos.

Texto de presentación y subtítulos: Jair de Souza.

Nurit Peled-Elhanan es activista pacifista y profesora de Literatura Comparada en la Universidad Hebrea de Jerusalén y actualmente es profesora de Educación del Lenguaje en la Universidad de Tel Aviv.

Después de perder a su hija de 14 años en un atentado suicida palestino el 4 de septiembre de 1997, fundó la Asociación de Familias israelíes y palestinas víctimas de la violencia. Se trata de una asociación que no discrimina entre la violencia de un grupo o de otro, sino que trata de aunar esfuerzos para conseguir la paz en los Territorios Palestinos Ocupados y en Israel. Nurit Peled-Elhanan culpó a la opresión israelí sobre los palestinos como causante indirecta de la muerte de su hija. Peled-Elhanan se ha manifestado siempre abiertamente en contra de la ocupación israelí en Cisjordania y Gaza.

Forma parte del grupo impulsor del Tribunal Russell sobre Palestina.

Es hermana del también activista Miko Peled. Ver http://wp.me/p389px-6J.

Información de Wikipedia.

Gilad Atzmon: O judeu errante em Buenos Aires

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Gilad Atzmon, ex-israelense, saxofonista e compositor, escreveu dois romances e diversos artigos. Sempre polêmico, ele dedica a sua vida a defender a causa palestina e a sua música. Obrigada a Dagoberto Bordin, de Florianópolis, Brasil, que está passando um tempo em Buenos Aires e escreveu este artigo especialmente para nós, mesmo sem ser especialista no assunto.

Gilad Atzmon

Por Dagoberto Bordin.

“Os nazistas me fizeram ter medo de ser judeu, enquanto os israelenses me dão vergonha de ser judeu”. Com esta epígrafe de Israel Shahak, sobrevivente dos campos de concentração na Polônia, Gilad Atzmon dá a tônica do seu novo livro, La identidad errante (editorial Canaán), e mostra por que tanto ele quanto Shahak podem ser considerados antissemitas. Bem-humorado, Atzmon divertiu a plateia quando admitiu, ontem, na Biblioteca do Congresso Nacional, em Buenos Aires, que sente uma excitação quase libidinosa em confrontar os sionistas desde que se define como “judeu que odeia o judaísmo”.

Em La identidad errante, ele busca responder o que significa ser judeu, como se define a identidade política de um judeu, um indivíduo que se sente superior aos demais, afinal pertence ao povo escolhido, e, ao mesmo tempo, um indivíduo que gostaria de ser tratado como os demais. Para ele, o sionismo é um conceito que pertence mais à diáspora judia porque os israelenses, de maneira geral, não são sionistas. “O judaísmo secular é que se encarrega da limpeza étnica e não o judaísmo religioso. Os judeus ultraortodoxos da Torá são contra o sionismo e a favor dos palestinos” (N. da R. Se refere a grupos como Neturei Karta).

Para falar do judaísmo nesta acepção ideológica, ele usa o termo judeidade. “Não falo sobre judaísmo ou sobre judeus como etnia, raça ou religião”. Judeidade seria algo como uma qualidade primordial, transnacional, operada por uma rede que não tem um centro geográfico porque, segundo ele, não existem judeus ingleses, franceses, alemães ou estadunidenses e sim judeus que vivem na Inglaterra, França, Alemanha ou Estados Unidos. “O judeu é sempre um estrangeiro”.

Atzmon compara Israel com a Alemanha nazista. “Eles transformaram Deus em agente imobiliário e a aspiração de Israel não é a da terra prometida senão a de planeta prometido”. Isso faz com que os sionistas se sintam autorizados por Deus a destruir seus inimigos. “Como isso pode estar acontecendo em nossos dias sem o conhecimento do mundo?”, pergunta. E ele mesmo responde, explicando que os meios políticos e midiáticos estão subordinados aos interesses israelenses. A mídia de maneira geral, os bancos e a indústria do cinema, Hollywood, são controlados por judeus tanto nos Estados Unidos quanto na Inglaterra. “Eles conseguem fazer isso porque controlam a oposição”, explicou: “George Soros apoia as causas das minorias, ajuda e eleger Obama, ajuda os oprimidos, os gays. Toda a oposição a Israel também é financiada por Israel. Assim, você determina e limita a oposição”. Segundo ele, os “bons judeus”, esses que falam em nome dos palestinos, por exemplo, podem ser ainda mais perigosos que os “maus judeus”.

Com relação à representação política, ele cita o exemplo da Inglaterra. No Parlamento, se os judeus tivessem uma representação proporcional à de 0,46% da população (são 280 mil habitantes naquele país), eles teriam direito a três assentos. Em vez disso, ocupam 24 posições, oito vezes mais. Se a representação dos muçulmanos fosse nesta mesma proporção, eles teriam que ocupar no mínimo 200 dos 650 assentos da Câmara dos Comuns. “A história dos judeus é um mito, está distante da realidade, é uma invenção, e eles conseguem convencer os outros de que é verdade porque ninguém tem permissão para falar disso, já que os judeus se apropriaram do discurso sobre o racismo”.

Gilad Atzmon, que nasceu em Jerusalém e abdicou da cidadania israelense, critica, de dentro, o etnocentrismo judeu. “Tenho a percepção de que o meu povo vive numa terra roubada”. É uma sensação que ele traz da juventude, de sua experiência no exército, de quando atuou como paramédico, em 1982, durante a Guerra do Líbano, quando viu seu povo destruindo outras pessoas. Foi um trauma que deixou uma enorme cicatriz e o levou à decisão de que ele tinha sido enganado sobre o sionismo. “A oposição binária judeu-nazista é, em si mesma, consequência de um doutrinamento judeucêntrico”. Concluiu então que fazia parte de um estado colonial cujo objetivo era a pilhagem e a limpeza étnica. “Nós fomos doutrinados para a negação da causa palestina e não estávamos conscientes disso”.

Seu editor na Argentina, Saad Chedid, lembrou que a presidenta Cristina Kirchner se solidariza com o povo palestino porque compara a situação das Ilhas Malvinas com a dos territórios ocupados por Israel. “Trata-se do mesmo tipo de colonização”. A apresentação do autor foi feita pela jornalista Telma Luzzani, especialista em política internacional e autora de Territorios vigilados (Random House), em que mostra como operam as bases militares norte-americanas na América do Sul. Telma Luzzani elogiou a forma como o autor costura referências tão ecléticas como Freud, Lacan, os irmãos Cohen e Milton Friedman na sua tentativa de desvendar a identidade judaica. “Há uma rigorosa ignorância do genocídio que ocorre em Gaza e Atzmon, além de escrever, usa a música – o autor é renomado saxofonista – como instrumento para divulgação deste drama”.

O autor apresenta um filme biográfico nesta quinta-feira, Gilad, e, na segunda, 8 de abril, conversa com professores e estudantes no Centro Cultural Borges. Finalmente, na quarta-feira (10 de abril), faz uma palestra na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires.

Fotos de Dagoberto Bordin.

Miko Peled, um Outro Judeu: O Filho do General

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Texto de apresentação e legendas: Jair de Souza.

Existe uma tendência muito forte entre a intelectualidade ocidental a negar validade a qualquer narrativa que provenha dos palestinos. Quase nenhuma credibilidade é atribuída a um relato se sua fonte for exclusivamente de origem palestina. É devido a este tipo de preconceitos que este vídeo de Miko Peled adquire maior significância.

Miko Peled é um judeu israelense, nascido e criado em Jerusalém, cujo pai era um jovem oficial do exército em 1948 e um importante general da IDF em 1967. Ou seja, Miko Peled nasceu e cresceu em uma família e em um ambiente de profundas raízes sionistas. Não obstante isso, as contradições da vida e seu sentimento humanista foram abrindo-lhe os olhos para a realidade que o circundava. É esta realidade o que ele trata de transmitir em seu livro O filho do general (The general’s son) e no relato do presente vídeo.

O que Miko Peled conta é de grande importância para todos, especialmente para aqueles que se identificam com o sionismo e com as posturas do Estado de Israel. Os fatos por ele relatados não são novidades para quem acompanha com certa proximidade o que vem sucedendo na Palestina nas últimas décadas. No entanto, em razão de suas origens nacional, cultural e étnica, as palavras expressadas em seu livro e neste documentário talvez sejam capazes de levar à reflexão a algumas pessoas que, até agora, aceitaram e assimilaram a narrativa sionista sobre o conflito na Palestina.

Podemos esperar que, mesmo depois de ler ou ouvir os relatos de Miko Peled sobre as brutalidades inumanas praticadas pelas forças de ocupação sionistas contra a indefesa população civil palestina, vários dos atuais apoiadores de Israel continuem a apoiá-lo. Mas isso só será possível para aqueles que se afastarem completamente de toda e qualquer preocupação humanista para se aferrar a um espírito pura e exclusivamente tribal. Ou seja, um espírito que leve a validar tudo o que possa render benefícios aos membros de minha tribo, sem nenhuma preocupação pelo que isso possa causar aos outros.

Contudo, assim como ocorreu com o próprio Miko Peled, muitos dos atuais defensores das políticas sionistas também poderão ser sensibilizados ao tomar contato com a realidade. A única condição prévia para que isso possa se dar é o predomínio de uma consciência humanista, coisa que, a despeito dos esforços dos ideólogos sionistas para eliminá-la, acreditamos estar presente no íntimo da maioria dessas pessoas.

Os fatos aqui relatados por Miko Peled dificilmente poderão ser rebatidos. As provas são por demais contundentes! Talvez os sionistas mais militantes prefiram não assistir a este vídeo e expressar suas críticas ao mesmo de modo automático. Não podemos condená-los por isto. É muito angustiante defender uma posição sabendo que ela vai contra aquilo que no íntimo consideramos justo. Por isso, a ignorância pode servir como uma prevenção neste caso.

Simón, el idiota

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Por Julio Rudman.

Llegó de Odessa, consciente de que si se quedaba iba a ser convocado a las filas del ejército zarista como carne de cañón en la guerra ruso-japonesa de 1905.. Era analfabeto, ortodoxo en religión y un buen tipo. Se sumó al paisaje del sur de nuestro continente. Formó familia con Rebeca, su mujer, y Teresa y Moisés, sus dos primeros frutos americanos (años después se sumaría Hilda, la menor).
Vendía ropa, casa por casa, como la tradición marca en los inmigrantes judíos. Eso si, todos los días, al caer el sol, era cita obligada su presencia y sus plegarias en la sinagoga.
En noviembre de 1917 se enteró de que el nuevo gobierno de los soviets había decidido darle carácter de delito al antisemitismo, en una de sus primeras medidas políticas. Simón, que venía de sufrir pogromos y humillaciones varias, le pidió a su Dios que velara por la salud y el bienestar eternos de sus nuevos gobernantes, allá en la vieja Rusia, ahora comunista.
Sus amigos lo esperaron a la salida del templo para preguntarle, con el asombro pintado en sus rostros:
-¿Sabés lo que hiciste, Simón?
-Si, claro. Es la primera vez en la vida que en vez de perseguirnos, nos cuidan.
-¡Pero son comunistas!
-No sé lo que es eso.
En ese momento nació Simón, el idiota. Lo empezaron a llamar así, se burlaban en cada atardecer a la entrada y a la salida de sus obligaciones religiosas.
Simón, el idiota, se dijo que para comprender, tenía que saber. Se puso a estudiar el idioma de la patria adoptiva. Completó sus estudios primarios. Terminó la enseñanza secundaria. Y entendió. Se hizo ateo militante y comunista inorgánico. Fue un humanista hecho por su propia voluntad y por su amor a los otros.
Simón, el idiota, estaría hoy clamando, mejor aún, reclamando contra el Estado que bombardea escuelas, hospitales e instituciones internacionales de ayuda humanitaria, en Gaza.
Simón, el idiota, fue mi abuelo.
tora

Documental: El conocimiento es lo primero

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Foto: Fundación Barenboim Said

Foto: Fundación Barenboim Said

…El documental de Paul Smaczny registra el gigantesco y exitoso esfuerzo del destacado músico y director Daniel Baremboim junto al crítico y literato Edward Said (fallecido en 2003, antes de terminar el rodaje del documental) por crear la West-Eastern Divan Orchestra que reúne a jóvenes músicos árabes e israelíes en un testimonio de rigor filarmónico, comprensión cultural y esperanza de una paz futura. Escena tras escena, el documental es un magistral testimonio de cómo van cayendo, una a una, las estructuras de identidad que se han ido acoplando a nuestro ser desde que nacemos por el sólo hecho de crecer en un hogar árabe o en una familia israelí. Los jóvenes artistas de uno y otro lado del muro, en principio, se miran con desconfianza, para terminar comprendiendo que están hermanados por una de las tragedias colectivas más crueles de la última centuria.

Lee todo el texto de Mauricio Hasbún aquí

@MoroHasbun

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Documentário: O conhecimento é o primeiro

…O documentário de Paul Smaczny registra o gigantesco e bem-sucedido esforço do destacado músico e diretor Daniel Baremboim junto ao crítico e literato Edward Said (falecido em 2003, antes de terminar a filmagem do documentário) por criar a West-Eastern Divan Orchestra que reúne jovens músicos árabes e israelenses num testemunho de rigor filarmônico, compreensão cultural e esperança de uma paz futura. Cena após cena, o documentário é um magistral testemunho de como vão caindo, uma por uma, as estruturas de identidade que têm se adaptado ao nosso ser desde que nascemos pelo mero fato de crescer num lar árabe ou numa família israelense. Os jovens artistas de um e outro lado do muro, a princípio, se olham com desconfiança, para acabar compreendendo que estão irmanados por uma das tragédias coletivas mais cruéis da última centúria.

Leia o texto completo aqui

@MoroHasbun

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Agradecemos a Mauricio Hasbún por habernos sugerido el documental y su escrito.