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Brasil-Israel: A Feira da Morte

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A cooperação com Israel é um crime contra a humanidade.

Por Vera Vassouras.

I) Implicações das relações militares entre Brasil e Israel

De acordo com as estatísticas do Stockholm International Peace Research Institute, durante o mandato do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Brasil se tornou o quinto maior importador de armas e tecnologia militar israelenses; quase o dobro da quantidade de exportações de Israel para os EUA. Afim de reforçar ainda mais a cooperação, em 2010 um novo acordo de cooperação em segurança foi firmado, o qual assegura o comércio de tecnologia sensível. Israel é um dos poucos países no mundo onde o exército brasileiro mantém um escritório.
Muitas empresas militares israelenses compraram companhias militares brasileiras, desta forma contribuindo para a desnacionalização da indústria brasileira e, desta maneira, exploram o crescente mercado de armas na América do Sul e o acesso sem limitações de gastos militares do governo do Brasil.

Esta relação privilegiada do Brasil com o complexo militar-industrial de Israel não só permite a sustentabilidade econômica para a indústria de guerra de Israel, cuja exportação representa 80% dos ganhos, mas, sobretudo, trás graves impactos no Brasil em vários níveis:
a) politicamente

·        Brasil desempenha um papel de liderança global na defesa dos direitos palestinos e de um Estado Palestino nas fronteiras de 1967. Em contraste com isso:
·       Os contratos militares com Israel financiam as mesmas empresas que estão envolvidas na construção do muro e dos assentamentos (isso inclui quase todas as empresas líderes do setor militar) e que trabalham para que a construção de um Estado palestino seja impossível.
·       Os contratos militares dão sustentabilidade econômica para as guerras israelenses e políticas de ocupação e lucram diretamente da “experiência” adquirida na ocupação de Israel e guerras de agressão.
·       O envolvimento direto do Brasil na economia de guerra de Israel lhe tira a credibilidade de sua aspiração em ser um mediador eficaz para uma paz justa na região.
·       O apoio, o patrocínio e os contratos do Estado com empresas israelenses envolvidos na construção do Muro e dos assentamentos está em contradição ao apoio do Brasil ao Relatório da missão de averiguação do Conselho dos Direitos Humanos da ONU sobre o projeto dos assentamentos que destaca que os Estados terceiros têm de assegurar que as empresas comerciais domiciliadas no seu território e / ou sob a sua jurisdição (isto inclui Elbit, IAI e outras empresas israelenses presentes através de suas subsidiárias no Brasil) não violem direitos humanos palestinos em conformidade com o direito internacional.

b) legalmente

As relações militares com Israel correm o risco de contradizer:
Art. 4 º da Constituição brasileira, que estabelece a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais.
A Corte Internacional de Justiça que, em sua decisão de 2004 sobre as consequências legais da construção do muro, por Israel, em território ocupado palestino confirmou a responsabilidade de Estados terceiros em não auxiliar e não ajudar atividades ilegais israelenses e de não reconhecer e ajudar ou auxiliar a manutenção de situações ilegais criadas por este.
Os Princípios de Maastricht sobre obrigações extraterritoriais dos Estados em respeitar, proteger e cumprir com os direitos humanos esclarecem que a responsabilidade do Estado se estende para: “Obrigações relativas aos atos e omissões de um Estado, dentro ou fora do seu território, que têm efeitos sobre o gozo dos direitos humanos fora do território desse Estado”, e “atos e omissões de atores não-estatais agindo sobre as instruções ou sob a direção ou controle do Estado”.
Diretrizes da ONU sobre Direitos Humanos e empresas, aprovadas pelas Nações Unidas em 2012, afirmam claramente que em áreas afetadas por conflitos, “os Estados devem ajudar a garantir que as empresas comerciais que operam nesses contextos não estejam envolvidas com tais abusos”. As medidas recomendadas incluem a criação de legislação adequada para evitar negócios que contribuam para violações dos direitos humanos em situações de conflito; retirar o apoio do Estado a partir dessas corporações e explorar a responsabilidade legal e criminal dessas empresas.

c) economicamente:
Os contratos com a indústria armamentista israelense têm levado ao abandono uma série de projetos nacionais de I&D e projetos I&D com parceiros estratégicos da política externa brasileira (como as negociações sobre o projeto I&D em drones com África do Sul abandonados por Elbit drones, o protótipo rifle Taurus abandonado para a tecnologia da IMI, a tecnologia para bombas guiadas desenvolvidas por Avribras e abandonado por tecnologia da Elbit)
Empresas israelenses sistematicamente compram empresas brasileiras e contribuem para a desnacionalização oculta da indústria de armas no Brasil, que drena não apenas recursos econômicos para fora do país, mas cria uma dependência contínua de tecnologia israelense.
A relação privilegiada com o complexo industrial-militar israelense fecha mercados na América do Sul (Venezuela, Bolívia) , no mundo árabe, na Turquia e em muitos países muçulmanos que seguem o boicote da Liga Árabe.
Além disso, essas relações militares estão claramente contrárias aos apelos à solidariedade ao povo palestino:
Chamados pelas Campanhas de boicotes, desinvestimentos e sanções (BDS) contra Israel (2005): assinado por todos os partidos políticos e mais de 170 organizações da sociedade civil palestina.
· Chamados Palestinos por um embargo militar imediato (2010): apoiado por organizações da sociedade civil representando dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo e por muitos ganhadores do prêmio Nobel da Paz.
Quando Celso Amorim se tornou Ministro da Defesa, partidos políticos palestinos e a sociedade civil se uniram numa carta expressando sua esperança de que Amorim iria considerar ações relacionadas ao embargo de armas sobre Israel (2011):“Confiamos que você irá agir em sua nova posição para assegurar que a política de defesa do Brasil promova solidariedade e respeito pelos direitos humanos. […] Não pode haver passos efetivos em direção à paz enquanto Israel mantiver o gatilho da arma que aponta para o povo palestino. O Brasil não pode ser um agente efetivo por uma paz justa enquanto financiar essa arma.”

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II) O papel do Rio de Janeiro central nas relações militares entre o Brasil e Israel

a) Importância da LAAD – Feira Internacional de Defesa e Segurança

·       Na LAAD 2013, 33 empresas israelenses e instituições irão participar1.
·       A LAAD é historicamente o local onde Israel mostra suas mais recentes armas desenvolvidas no laboratório de guerra israelense ou seja na ocupação e repressão do povo palestino.
·       É também o espaço onde novos contratos são feitos e apresentados. Somente em 2011, os dois principais atores militares israelenses no Brasil lucraram na LAAD, entre outras, das seguintes maneiras:
·       Israel Aerospace Industries (IAI): apresentou o novo Stark IRV, um veículo de reconhecimento desenvolvido pela IAI subsidiária Elta Systems. ELTA Systems foi concedido vários contratos para fornecer radares Airborne Multi-Modo para um cliente sul-americano2. IAI anunciou uma parceria com a brasileira Dígitro realizado por meio da EAE Soluções Aeroespaciais – joint venture entre a IAI e o Grupo Synergy. O objetivo da parceria é fornecer soluções de segurança interna,incluindo soluções integradas para fazer frente aos desafios da Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Brasil3.
·       Elbit Systems: A Embraer Defesa e Segurança e a AEL Sistemas, uma subsidiária da Elbit Systems Ltd, anunciaram a assinatura de um acordo estratégico que prevê a avaliação de exploração conjunta de sistemas aerotransportados não tripulados, incluindo a potencial criação de uma empresa conjunta no setor4.
b) O complexo militar-industrial israelense no Rio de Janeiro

Presença de empresas israelenses no Rio de Janeiro:
Elbit comprou duas empresas de armas baseados no Rio de Janeiro: Ares Aeroespecial e Defesa SA (“Ares”) e Periscópio Equipamentos Optronicos SA (“Periscópio”). Eles operam com 70 trabalhadores no Rio de Janeiro.
EAE: uma joint venture entre Israel Aerospace Industries e o Grupo Synergy supostamente têm escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo.

Armas israelenses e formadores garantem que cada jogo na Copa do Mundo e nas Olimpíadas são um gol para o apartheid israelense

14 drones construídas por a IAI no valor de 350 milhões de dólares serão utilizados durante os dois megaeventos. Três deles já foram testados durante a Rio+20. A polícia federal brasileira foi treinado em Israel pelas mesmas forças que têm um histórico documentado de matar civis com esses drones.
Foram acordados cursos especiais para o BOPE em Israel para se preparar para a Copa do Mundo e as Olimpíadas5.
O secretário de Segurança José Mariano Beltrame vai renovar a frota de ‘ caveirões ’ do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil por R$ 6,150 milhões. Global Shield vende os oito carros, gestão da frota e manutenção por cinco anos. Media reports state that “ O ‘ desconto olímpico ’ de cerca de 72% é creditado aos grandes eventos, como a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, quando a empresa de Israel terá no Rio o maior show-room de segurança pública mundial ”6.
O uso de instalações civis e militares no Rio de Janeiro para projetos de cooperação com empresas israelenses:
Bedek IAI subsidiária usa TAP M & E Brasil e manutenção dos centros de produção no aeroporto do Rio de Janeiro.
Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL), no Rio de Janeiro: O aeroparque será usado para testar a modernização da frota dos aviões militares AMX em que as empresas israelenses desempenham um papel fundamental7.
CAEX, a instalação de testes do Exército Brasileiro de Marambaia, no Rio de Janeiro: Elbit Systems Ltd. realizou testes de aceitação de clientes de sus primeiros UT30BR 30 milímetros torres não tripulados, integrado no 6X6 IVECO, veículo brasileiro Guarani. Relatórios realçam como os palestinos têm sido usados nos teste militares: “O projeto único […] é baseado na experiência extensiva em campo de batalha em grande escala e conflitos de baixa intensidade”8.
A polícia e as forças de segurança de Rio de Janeiro formados por empresas militares israelenses e afins:
A reservada Yaman, unidade antiterror da policia de Israel, veio ao Rio de Janeiro trocar experiências com o BOPE9. A progressão em terreno usada no bope-rj é estratégia ensinada por instrutores israelenses10.
A escola contra-terrorismo israelense, que contrata instrutores do exército israelense e ensina doutrinas militares israelenses em seus cursos treina:

  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro,
  • Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro,
  • Membros do BOPE – Batalhão de Operações Especiais da PMERJ,
  • Companhia de Polícia Militar com Cães –CiaPMCães – PMERJ,
  • 28 BMP – PMERJ,
  • Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro – Grupo de Ações Especiais – GAE,
  • Guarda Portuária do Rio de Janeiro – DOCAS RIO,
  • Guardas Municipais de Várias cidades do Estado do Rio de Janeiro,
  • Escola América de Botafogo (Rio de Janeiro),
  • DESIPE – RJ,
  • Grupo de Intervenções Táticas (Agentes penitenciários – Rio de Janeiro)

Notas

1 Beryl Davis, BlueBird Aero Systems, ISDS Ltd. – International Security & Defence Systems Ltd. , ImageSat International N.V, Opgal Optronic Industries Ltd, BAT – Beit Alfa Technologies Ltd., Israel Weapon Industries Ltd. (IWI), Reshef Technologies, CAMERO, ISDS INTERNATIONAL, Aeromaoz, Plasan Sasa Ltd, CONTROP Precision Technologies Ltd., DSIT Solutions Ltd., Netcom Malam Team International, Israel Aerospace Industries Ltd. (IAI), Mistral Group, Ness TSG, UVision Global Aero Systems, SIBAT Israel Ministry of Defence, Beth – El Zikhron, Yaaqov Industries Ltd., Hatehof Industries (Brand Group) Ltd., Dynamic Jet Engineering Ltd. (DJE), Gilat Satellite Networks Ltd., Amicell – Amit Industries Ltd, Dignia Systems Ltd., Israel Military Industries Ltd. (IMI), Rafael Advanced Defense Systems Ltd., Elbit Systems Ltd., MEPROLIGHT,ARES, AEL Sistemas

2 www.iai.co.il/35783-42453-en/LAAD%202011_News.aspx

3 www.seccurex.com.br/pt/noticias/64-israel-aerospace-industries-iai-anunciou-ontem-na-laad-parceria-com-a-brasileira-digitro

4 www.uasvision.com/2011/04/14/brazilembraer-to-enter-uas-market-with-elbit-subsidiary

5 http://esportes.terra.com.br/futebol/brasil2014/noticias/0,,OI4790639-EI10545,00-De+olho+em+e+Bope+pode+ganhar+curso+especial.html

6 http://odia.ig.com.br/portal/rio/caveir%C3%B5es-de-israel-para-pol%C3%ADcia-do-rio-1.538761

7 www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=13833; http://www.defenseindustrydaily.com/elbit-enhancing-amx-aircraft-avionics-for-brazil-05151/

8 www.spacewar.com/reports/Elbit_Systems_Completes_Customer_Tests_For_First_30mm_Unmanned_Turret_Supplied_To_Brazil_999.html

9 www.gaussconsulting.com.br/imagens/2012/GaussOnline/jan_12/tt_059_BOPE_e_a_excelencia_organizacional.pdf

10 www.orkut.com/Main#CommMsgs?na=3&nid=56198530-5569834604530940811-5570252625073207183&nst=61&tid=5569834604530940811&cmm=56198530&hl=pt-B

Documento da Organização Palestina Stop the Wall, Campanha Popular Palestina contra o Muro da Apartheid.
www.kaosenlared.net/component/k2/item/52975-brasil-israela-feira-da-morte.html

Fonte: http://www.jornalorebate.com.br/site/pais/10162-brasil-israel-a-feira-da-morte-

Meus queridos primos sionistas

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hondaPor Julio Rudman.

“Os palestinos são os judeus dos judeus” (Eduardo Galeano).

Tínhamos poucos anos. 6,7, 8 (antecedente de um programa de TV imperdível!). Nas esquinas de nosso bairro, ao amparo de árvores miraculosos no deserto verde que é a cidade de Mendoza, saíamos para procurar filhotes de passarinhos, munidos de estilingues. Se os filhotes eran de pombas, melhor. Bicho de porcaria erro de Picasso, Machado, Guillén e associados, como para demonstrar que os gênios também erram.

Procurávamos pedras apropriadas e, geralmente, nossas excursões assassinas terminavam num fracasso absoluto, com os pés descalços nos açudes trocando figurinhas e xingando a professora por alguma bronca considerada injusta.

Lembrei-me destas cenas por causa do vídeo que o governo israelense mostrou, para justificar o assassinato cometido no navio turco, com ajuda humanitária para Gaza.

Meus primos, quase todos, são sionistas. Gosto deles, os amo, talvez. Eles ficaram tristes com a minha adesão militante com o povo palestino. Igual os amo, talvez. Cada vez que nos vemos somos família, somos solidários, suponho que são bons pais, trabalham honestamente, gostam de mim. Com certeza.

Vivem convencidos de que sionismo e judaísmo são sinônimos. Não compreendem como eu, judeu também, admiro a capacidade de síntese de Galeano, ou de Saramago, por exemplo, em relação a este assunto. Seria, então, uma sorte de semita antissemita que não entende a história trágica do, mal chamado, povo escolhido.

Disse, e mantenho, que minha diatribe não é contra Israel. É contra seu governo nazista, discriminador, terrorista, que tem legalizada a tortura e aplica o conceito de “espaço vital” como o fez o Terceiro Reich.

Disse, e mantenho, que ninguém estimula mais e melhor o antissemitismo que Netanyahu e seus capangas.

Disse, e mantenho, que me sinto mais irmão da Tupac e Milagro Sala que dos milicos israelenses que massacram seres indefesos, armados com estilingues e bolinhas de gude, como nós na infância.

Os policiais da nossa infância não eram sionistas, por sorte. Alguns anos depois viraram muito bons alunos de instrutores franceses e israelenses, e sofremos as consequências. Deixaram-nos a céu aberto, nos roubaram nossos meninos, fizeram sumir 30.000 dos melhores. E não foi com estilingues e bolinhas de gudes.

Vários primos queridos pediram para eu não enviar mais mensagens antijudaicas. Minhas mensagens são antinazistas. Tomara que entendam. Mesmo assim, continuo gostando deles.

 3 de junho de 2010

Mis queridos primos sionistas

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honda

 Por Julio Rudman.

“Los palestinos son los judíos de los judíos” (Eduardo Galeano)

Teníamos pocos años. 6,7, 8 (¡anticipo de un programa de TV imperdible!). En las esquinas de nuestro barrio, al amparo de árboles milagrosos en este desierto verde que es Mendoza, salíamos a buscar pichones, munidos de gomeras (hondas se le dice por aquí). Si los pichones eran de palomas, mejor. Bicho de mierda, error de Picasso, Machado, Guillén y asociados, como para demostrar que los genios también pifian.

Buscábamos piedras apropiadas y, generalmente, nuestras excursiones asesinas terminaban en rotundo fracaso, con los pies desnudos en las acequias, cambiando figuritas o puteando a la maestra por alguna reprimenda considerada injusta.
Recordé estas escenas a raíz del video que mostró el gobierno israelí, para justificar el asesinato cometido en el barco turco, con ayuda humanitaria para Gaza.
Mis primos, casi todos, son sionistas. Los quiero, los amo, tal vez. Los entristeció mi adhesión militante con el pueblo palestino. Igual los amo, tal vez. Cada vez que nos vemos somos familia, somos solidarios, supongo que son buenos padres, trabajan honestamente, me quieren. Seguro que me quieren.
Viven convencidos de que sionismo y judaísmo son sinónimos. No comprenden cómo yo, judío también, admiro la capacidad de síntesis de Galeano, o de Saramago, por ejemplo, respecto de este asunto. Sería, entonces, una suerte de semita antisemita que no entiendo la historia trágica del, mal llamado, pueblo elegido.
He dicho, y lo sostengo, que mi diatriba no es contra Israel. Es contra su gobierno nazi, discriminador, terrorista, que tiene legalizada la tortura y aplica el concepto de “espacio vital” como lo hizo el Tercer Reich.
He dicho, y lo sostengo, que nadie fomenta más y mejor el antisemitismo que Netanyahu y sus secuaces.
He dicho, y lo sostengo, que me siento más hermano de la Tupac y Milagro Sala que de los milicos israelíes que masacran seres indefensos, armados con gomeras y bolitas, como nosotros en la infancia.
Los policías de nuestra niñez no eran sionistas, por suerte. Unos años después se hicieron muy buenos alumnos de instructores franceses e israelíes, y así nos fue. Nos dejaron a la intemperie, nos robaron nuestros chicos, se chuparon a 30.000 de los mejores. Y no fue con gomeras y bolitas.
Varios primos queridos me pidieron que no les envíe más mensajes antijudíos. Mis mensajes son antinazis. Ojalá lo entiendan. Igual los quiero.
03-06-2010