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Jornalista israelense: atirar pedras é o direito de qualquer um submetido à dominação estrangeira

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Por Amira Hass.*

Faria perfeito sentido se as escolas palestinas dessem aulas de Resistência: como construir vilas tipo “torre e ataque” (orig. “tower and stockage” [1]) na Área C; como agir quando soldados armados invadem sua casa; como identificar soldados, quando jogam você de barriga no fundo do jipe, mãos algemadas às costas, para acusá-lo de qualquer coisa.

Atirar pedras é direito, por nascimento e por dever, de qualquer ser humano submetido a governo ocupante. Atirar pedras é ação, tanto quanto é também metáfora, da Resistência. Perseguir atiradores de pedras de oito anos de idade é parte constitutiva – embora ninguém diga – da violência que se deve esperar de potência ocupante, tanto quanto o assassinato, a tortura, o roubo de terras, restrições ao ir e vir e distribuição desigual das fontes de água.

A violência de soldados de 19 anos, de seus comandantes de 45, dos burocratas, juízes e advogados de Israel é ditada pela realidade. O trabalho deles é proteger os frutos da violência que chega com a própria ocupação de terra alheia: seus recursos, lucros, poder e privilégios.

Handala por Naji Al Ali.

Handala por Naji Al Ali.

O Fincar-pé (Sumud) e a Resistência contra a violência física e ainda mais contra a violência sistêmica, institucionalizada, é a palavra-de-ordem núcleo na sintaxe interna dos palestinos em sua terra.

Vê-se no dia a dia, a toda hora, a cada momento, sem pausa. Infelizmente, é verdade não só na Cisjordânia (incluindo Jerusalém Leste) e em Gaza, mas também dentro das “fronteiras” fantasiadas de Israel, embora a violência e a resistência contra a violência manifestem-se sob formas diferentes. Mas dos dois lados da Linha Verde, os níveis de desespero, sufocação, amargura, ansiedade e ira só fazem subir, como também sobe a certeza de que é infinita a cegueira dos israelenses que creem que a própria violência permaneceria para sempre sob controle e sem revide.

Não raras vezes, jogam-se pedras por tédio, por excesso de hormônios juvenis, para imitar outros, para “aparecer”, para competir. Mas na sintaxe interna do relacionamento entre ocupante e ocupado, jogar-pedras é adjetivo que sempre acompanha o sujeito de “Basta! Basta de vocês, ocupantes de terra roubada”.

Afinal, adolescentes sempre poderiam encontrar outros meios para dar vazão ao calor dos próprios hormônios, sem arriscarem-se a ser presos, multados, mutilados e mortos.

Ainda que seja direito e dever, várias modalidades de fincar-pé e resistir contra estado ocupante, além das regras e limitações dessa luta, bem poderiam ser ensinadas em escolas e aprimoradas.

Dentre as limitações, ensinar a distinguir ocupantes armados e civis desarmados; distinguir entre crianças e soldados. E também se deveria ensinar que nunca, em nenhum caso, se deve empunhar armas contra outros seres humanos. Mas pedras, sim, em circunstâncias desesperadas de ocupação.

Estudar comparativamente diferentes lutas em diferentes países contra o colonialismo; como usar uma câmera de vídeo para documentar a violência do estado ocupante e de seus representantes; métodos para cansar o sistema militar e seus representantes; um dia de trabalho nas terras além do muro da vergonha; treinamento para observar e não esquecer detalhes que permitam identificar os soldados que jogam você de barriga no fundo do jipe, mãos algemadas às costas; conhecer os direitos dos prisioneiros e saber que é indispensável agarrar-se a eles e repeti-los sem parar em tempo real; treinamento para não se intimidar ante o interrogador; e aulas de organização de massa para fazer-ser o direito de andar por onde cada um deseje andar na própria terra. De fato, também os palestinos adultos teriam a ganhar com aulas desse tipo, que substituiriam com vantagem as manifestações; em vez de convocar protestos, aulas para aprender a fazer correr e dispersar soldados. E muito treinamento em análise e identificação de postados no Facebook.

Quando, há dois anos, alunos de ginásio na Palestina passaram a receber treinamento para promover a campanha de boicote aos produtos das colônias, chegou a parecer que se andava afinal em direção produtiva. Mas parou ali, sem ampliar o conceito e a ideia. Lições desse tipo estariam em perfeita harmonia com as táticas que a ONU aceita e prestigia em populações sob ataque – desobediência civil em campo e oposição diplomática à potência ocupante.

Por tudo isso, por que essas aulas não existem no currículo das escolas palestinas? Parte da explicação está na oposição dos estados que doam fundos para manter as escolas, e nas medidas de punição violenta do governo israelense. Mas há muito de inércia, de preguiça, de raciocínio desviante, de falta de compreensão; e, afinal de contas, também há palestinos que lucram com o status quo.

O pior efeito da existência da Autoridade Palestina é que gerou uma regra básica, a única imperante nos últimos 20 anos: os palestinos têm de adaptar-se à atual situação.

Assim, precisamente, se criou uma contradição e o choque, entre a sintaxe interna da Autoridade Palestina e a sintaxe interna do povo palestino.

Nota dos tradutores

[1] Acampamentos fortificados, construções de campanha, que os terroristas sionistas construíam, no assalto à Palestina, entre 1936 e 1939. Há um museu dedicado a essas construções sionistas, em Haifa. Imagens em: “The Tower and Stockade Museum in Hanita”.

*Amira Hass é jornalista. Nasceu em Israel, trabalha e mora na Cisjordânia.

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu.

Fonte: http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/05/a-sintaxe-interna-da-pedrada-como.html

Periodista israelí: lanzar piedras es el derecho de cualquiera sometido a una dominación extranjera

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piedrasPor Amira Hass.*

El lanzamiento de piedras es el derecho básico y el deber de cualquier persona sometida por un régimen extranjero. El lanzamiento de piedras es una metáfora de resistencia. La persecución de lanzadores de piedras, incluidos niños de 8 años, es una parte inseparable –aunque no siempre se dice claramente– de los requisitos laborales del régimen extranjero, no menos que los disparos, la tortura, el robo de tierras, las restricciones de movimientos y la distribución desigual de los recursos acuáticos.

La violencia de soldados de 19 años, de sus comandantes de 45 años y de los burócratas, juristas y abogados es dictada por la realidad. Su tarea es proteger los frutos de la violencia representados por la ocupación extranjera, recursos, beneficios, poder y privilegios.

Firmeza (sumud) y resistencia contra la violencia física, y aún más la sistémica, institucionalizada, es la expresión central de la sintaxis interior de los palestinos en este país. Esto se refleja cada día, cada hora, cada momento, sin pausa. Por desgracia, esto vale no solo en Cisjordania (incluido Jerusalén Este) y Gaza, sino también dentro de las fronteras reconocidas de Israel, aunque la violencia y la resistencia contra el ocupante se expresan de formas diferentes. Pero a ambos lados de la Línea Verde, los niveles de angustia, asfixia, amargura, ansiedad e ira aumentan continuamente, como la sorpresa ante la ceguera de los israelíes al creer que su violencia puede mantener su control para siempre.

A menudo el lanzamiento de piedras resulta del aburrimiento, hormonas excesivas, imitación, bravatas y competencia. Pero en la sintaxis interior de la relación entre el ocupante y los ocupados, el lanzamiento de piedras es el adjetivo agregado al sujeto de “Ya estamos hartos de ustedes, ocupantes”.

Después de todo, los adolescentes podrían encontrar otras formas de dar rienda suelta a sus hormonas sin arriesgar arrestos, multas, heridas y muerte.

Aunque sea un derecho y un deber, las diversas formas de firmeza y de resistencia contra el régimen extranjero, así como sus reglas y limitaciones, deberían enseñarse y desarrollarse. Las limitaciones podrían incluir la distinción entre civiles y los que portan armas, entre niños y uniformados, así como las fallas y estrechez de miras del uso de las armas.

Tendría sentido que las escuelas palestinas introdujeran clases básicas de resistencia: cómo construir múltiples aldeas de “torres y recintos cerrados” en el Área C; cómo comportarse cuando las tropas del ejército entran en las casas; comparación de diferentes luchas contra el colonialismo en diferentes países; cómo utilizar una cámara de vídeo para documentar la violencia de los representantes del régimen; métodos para agotar el sistema militar y a sus representantes; un día de trabajo semanal en las tierras más allá de la barrera de separación; cómo recordar detalles identificadores de soldados que te lanzan esposado al piso del jeep, a fin de presentar una queja; los derechos de los detenidos y cómo insistir en ellos en tiempo real; cómo superar el temor a los interrogadores; y esfuerzos de masas para ejercer el derecho de movimiento. Pensándolo bien, los adultos palestinos también podrían aprovechar esas lecciones, tal vez en lugar de sus ejercicios, entrenamiento en la dispersión de manifestaciones y prácticas de espionaje de publicaciones en Facebook.

Cuando hace dos años alistaron a estudiantes de secundaria para la campaña de boicot de productos de las colonias, parecía una acción en la dirección correcta. Pero se detuvo allí, sin ir más lejos, sin ampliar el contexto. Semejantes lecciones habrían estado perfectamente ajustadas a las tácticas de apelar a las Naciones Unidas, desobediencia civil en el terreno y desafío al poder en la diplomacia.

¿Por qué entonces no existen clases semejantes en el currículo palestino? Parte de la explicación tiene que ver con la oposición de los Estados donantes y las medidas punitivas de Israel. Pero también se debe a inercia, pereza, razonamiento deficiente, malentendidos y ventajas personales para algunas partes de la sociedad. De hecho, la justificación de la existencia de la Autoridad Palestina engendró una regla básica en las últimas dos décadas, adaptación a la situación existente. Por lo tanto se han creado una contradicción y un choque entre la sintaxis interior de la Autoridad Palestina y la del pueblo palestino.

* Amira Hass, periodista, es israelí, vive y trabaja en Cisjordania hace varios años. Ya residió en Gaza y ha sido detenida varias veces por la policía israelí.

Traducción: Germán Leyens.

Publicación original: http://www.haaretz.com/opinion/the-inner-syntax-of-palestinian-stone-throwing.premium-1.513131

Impactante poeta palestina: Nosotros enseñamos vida

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Rafeef Ziadah es la autora e intérprete.

Traducción: Patricia Bobillo Rodríguez.

Gracias a Vanessa Rivera por presentarla.


rafeef
Las tonalidades de la Ira

Traducción: Jorge Sánchez Jiménez y Patricia Bobillo Rodríguez.
Colaboración: José Luis Regojo.

A 65 años de la implantación de un Estado en tierra ajena

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Por Miguel Ibarlucía.

Próximamente se cumplirán 65 años desde que el líder de una comunidad étnica minoritaria –gran parte de ella, recién llegada- proclamara con el apoyo de las principales potencias mundiales, la creación de un Estado étnico-religioso en las tierras habitadas mayormente por otro pueblo, un pueblo pobre, desprotegido y abandonado a su suerte por la comunidad internacional.

La implantación de Israel en tierra palestina en 1948, previa conquista por las armas y expulsión de sus habitantes, es uno de los actos más atroces del siglo XX y sin embargo quienes lo hicieron han logrado convencer a gran parte de la comunidad internacional de que ese hecho fue producto de una resolución de las Naciones Unidas, la famosa Resolución 181 del 29 de noviembre de 1947 que aprobara el Plan de Partición. Incluso muchos de los activos defensores de la causa palestina repiten a coro esa afirmación, otorgando al Estado terrorista de Israel un aura de legitimidad de la que carece totalmente.

La Resolución 181 efectivamente consideró un Plan de Partición con Unión Económica para el territorio de Palestina bajo mandato de Gran Bretaña, desde la época de la Sociedad de las Naciones, ente creado por las potencias coloniales después de la Primera Guerra Mundial. Pero de la simple lectura del texto surge que la Asamblea de las Naciones Unidas recomienda al Reino Unido y a los demás miembros la aprobación y aplicación de dicho plan e invita a los habitantes de Palestina a hacer lo propio.

Es lógico que así haya sido ya que las Naciones Unidas no tienen, de acuerdo a su carta orgánica, ninguna facultad para disponer del territorio de ningún Estado miembro o no miembro, ni siquiera de los llamados territorios fideicomitidos, los que formaban parte del sistema de mandatos ya mencionado. Los artículos 73 y siguientes de la Carta de las Naciones Unidas regulaban estas situaciones previendo que debía ayudarse a los pueblos que habitaban esos territorios a alcanzar el gobierno propio, para lo cual se debía tener en cuenta “los deseos libremente expresados de los pueblos interesados”. Es sabido que los palestinos nunca fueron consultados pero, enterados de la resolución, sus principales referentes comunitarios dijeron terminantemente que no, ya que el Plan de Partición preveía entregar el 56% del territorio al 33% de la población –en gran número llegados muy poco tiempo antes-, lo que constituía una injusticia notoria.

La comunidad judía, liderada por David Ben Gurión, aceptó la partición pero no sus límites –ni las condiciones jurídicas y económicas que se proponían- desatando en consecuencia una guerra de conquista para apoderarse de la mayor cantidad de territorio posible y a la vez llevó adelante un proceso de limpieza étnica contra la mayoría palestina para que el futuro Estado de Israel contara con un predominio de población judía indiscutible. Es decir, para construir un Estado étnico en el que la mayoría profesara la religión judía o se identificara con esa tradición.

Como resultado de esa guerra, el Estado proclamado el 14 de mayo de 1948 pasó a ocupar el 78% del territorio palestino y la población originaria fue recluida en el 22% restante o expulsada a los países vecinos, salvo una pequeña cantidad que permaneció en el territorio del nuevo Estado ya que no amenazaba el “carácter judío” de éste. El siguiente mapa es ilustrativo al respecto:

Fuente: http://www.oicpalestina.org/imagenes/mapas/planparticion1947.jpg

Resulta evidente que si el territorio finalmente controlado por Israel e incorporado a su Estado no se condice con el propuesto por el Plan de Partición, éste no fue aceptado ni aplicado. No es posible aceptar una propuesta de solución por la mitad, rechazando lo que no conviene. Ergo, lo que Israel obtuvo fue producto de una guerra. Israel es un Estado de Conquista, creado, proclamado y constituido en franca violación al artículo 2.4 de la Carta de las Naciones Unidas, aprobada poco tiempo antes, que veda el recurso “a la amenaza o el uso de la fuerza contra la integridad territorial o la independencia política de cualquier Estado”. Israel es un Estado implantado en tierra ajena.

Tampoco aceptó la comunidad judía –liderada por el sionismo- la internacionalización de Jerusalén que proponía el Plan de Partición, como ciudad dependiente de las Naciones Unidas, con gobierno municipal propio, para proteger lo que se consideraba la ciudad santa de las tres religiones monoteístas, judaísmo, cristianismo e islamismo, ciudad que se abriría así a los peregrinos de todas las religiones sin pertenecer a ninguna en particular. Los sionistas desataron un plan de atentados terroristas y una guerra feroz para apoderarse de Jerusalén y lograron hacerlo sólo en la mitad occidental dada la feroz resistencia árabe y en particular del Rey de Jordania que impidió se apropiaran de los lugares sagrados. Finalmente lo consiguieron en 1967 al tomar Jerusalén Oriental. En 1980 la proclamaron capital indivisible del Estado de Israel en otra abierta contradicción con la Resolución 181, hecho que fue condenando por Naciones Unidas mediante la Resolución 478 de ese año.

El Plan de Partición establecía la igualdad de derechos civiles y políticos de todos los residentes, árabes o judíos, cualquiera fuera el Estado en el que finalmente quedaren habitando y preveía también la Unión Económica entre ambos Estados a crearse, el árabe y el judío, que se expresaría en una unión aduanera, una moneda común, la administración conjunta de los transportes, el riego y en general toda la infraestructura de servicios públicos. Es obvio que nada de esto se cumplió pero además el Plan prohibía la expropiación de inmuebles salvo por razones de orden público. Es sabido que no se expropió a los palestinos, lisa y llanamente se les confiscaron sus propiedades y pertenencias que fueron repartidas entre los judíos a caballo de la Ley de Ausentes que declaraba tales a los expulsados por la fuerza. Perdieron sus derechos civiles y durante mucho tiempo se les privó de sus derechos políticos, situación que hoy persiste en gran medida ya que les está prohibido proponer que Israel no sea un estado judío sino uno laico, de todo la población.

Resumiendo, las Naciones Unidas no crearon el Estado de Israel porque: 1) carecen de facultades para ello; 2) sólo aprobaron una recomendación, es decir, una propuesta de mediación para resolver un conflicto entre partes; 3) las partes no aceptaron la propuesta; 4) la comunidad judía en Palestina desató una guerra, expulsó a la mayoría de la población originaria y proclamó un Estado étnico-religioso excluyente en un territorio muy superior al previsto en la propuesta de partición; 5) no se internacionalizó Jerusalén; 6) no se conformó la Unión Económica ni la administración en común del agua o el sistema de transportes; 7) se confiscaron las propiedades de los residentes palestinos expulsados para ser entregadas a los conquistadores, privándoselos de sus derechos civiles; 8) se limitaron sus derechos políticos.

De allí que seguir sosteniendo, como lo ha hecho el sionismo muy hábilmente, que Israel es producto del Plan de Partición de Naciones Unidas, no sólo es una falacia sino que además otorga a un Estado surgido de un hecho de conquista por la fuerza de las armas, un status de legitimidad que indudablemente no posee. Esta creencia trae como corolario un error de diagnóstico sobre el origen del drama del pueblo palestino, que no fue en 1967 con la ocupación de nuevos territorios en la Guerra de los Seis Días, –como afirman los sostenedores del Estado sionista- sino en 1948 con la conquista y limpieza étnica de la Palestina histórica.

Miguel Ibarlucía es abogado, autor de Israel, Estado de Conquista, Editorial Canaán, Buenos Aires, 2012.- Normal 0 21

Fuente: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=167722

Hipocresía interminable – Netanyahu: “El conflicto con los palestinos no es territorial”

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El primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, afirmó este miércoles que el conflicto con los palestinos no es territorial, sino que se debe a su rechazo a reconocer la existencia de un «Estado judío», afirmó un responsable gubernamental en reacción a la nueva versión de la iniciativa de paz árabe.

«El conflicto israelo-palestino no es territorial sino que radica en la propia existencia del Estado de Israel», declaró Netanyahu durante una reunión en el ministerio de Relaciones Exteriores.

«La ausencia de voluntad de los palestinos de reconocer el Estado de Israel como Estado nación del pueblo judío, esa es la raíz del conflicto», estimó, citado por el responsable.

«La raíz del conflicto no es territorial, comenzó mucho antes de 1967 (fecha de la ocupación de los Territorios Palestinos). Lo pudimos comprobar cuando salimos (unilateralmente en 2005) de la franja de Gaza, evacuamos hasta el último colono y ¿qué conseguimos? Cohetes» contra el sur de Israel, añadió el primer ministro.

Netanyahu reiteró que está dispuesto a reanudar «sin condiciones previas» las negociaciones con los palestinos suspendidas desde septiembre de 2010.

El primer ministro hizo estas declaraciones dos días después de una reunión en Washington entre una delegación de la Liga Árabe, el secretario de Estado estadounidense John Kerry y el primer ministro y jefe de la diplomacia de Catar, Hamad ben Jasem al Thani, quien se declaró favorable a un intercambio de territorios «comparable y aceptado mutuamente».

Estos intercambios, ya mencionados en anteriores negociaciones de paz, permitirían a Israel conservar los grandes bloques de asentamientos donde vive la mayoría de los colonos y los palestinos recibirían zonas que se encuentran actualmente bajo soberanía israelí.

Fuente: AFP / OICP

Cuando la negación israelí de la existencia palestina se convierte en genocida

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palestine_21298588601Por Ilan Pappe.

«Recuerdo cómo empezó todo. Todo el estado de Israel es un milímetro del Medio Oriente entero. Un error estadístico, tierra estéril y decepcionante, los pantanos en el norte, el desierto en el sur, dos lagos, uno muerto y un río sobrevalorado. Sin recursos naturales, aparte de la malaria. Aquí no había nada. Y ahora ¿tenemos la mejor agricultura en el mundo? Esto es un milagro: una tierra construida por la gente»  (Maariv, 14 de abril de 2013).

Este relato inventado, escuchado en la voz del primer ciudadano y portavoz israelí, pone de relieve hasta qué punto la narrativa histórica es parte de la realidad actual. Esta impunidad presidencial resume la realidad en la víspera de la sexagésima quinta conmemoración de la Nakba, la limpieza étnica de la Palestina histórica. El hecho inquietante de la vida, 65 años más tarde, no es que el dirigente figurativo del llamado Estado judío, y de hecho casi todos en el nuevo gobierno electo y en el Parlamento, suscriben estos puntos de vista. La realidad preocupante y difícil es la impunidad con apoyo mundial.

La negación de Peres de los nativos palestinos y la continuidad en el año 2013 del mito de la gente sin tierra expone la disonancia cognitiva en la que vive: niega la existencia de aproximadamente doce millones de personas que viven dentro y cerca del país al que pertenecen. La historia demuestra que las consecuencias humanas son terribles y catastróficas cuando las personas poderosas que encabezan equipos poderosos como un Estado moderno, negaron la existencia de un pueblo que está muy presente.

Esta negación estaba allí a principios del sionismo y llevó a la limpieza étnica en 1948. Y sigue ahí hoy, lo que podría resultar en desastres similares en el futuro, a menos que se detenga inmediatamente.

Disonancia cognitiva

Los responsables de la limpieza étnica de 1948 fueron los colonos sionistas que vinieron a Palestina, al igual que Shimon Peres, de origen polaco, antes de la Segunda Guerra Mundial. Ellos negaron la existencia de los pueblos nativos que encontraron, que vivían allí durante cientos de años, si no más. Los sionistas no poseían el poder en el momento de resolver la disonancia cognitiva que experimentaron: su convicción de que la tierra estaba inhabitada a pesar de la presencia de tantas personas residentes en el país.

Casi resolvieron la disonancia cuando expulsaron a tantos palestinos como pudieron en 1948 y se quedaron con sólo una pequeña minoría de los palestinos dentro del Estado judío.

Pero la avaricia sionista por el territorio y la convicción ideológica de que mucha más Palestina era necesaria con el fin de tener un Estado judío viable dio lugar a consideraciones constantes y, finalmente, a las operaciones para ampliar el Estado.

Con la creación del «Gran Israel» después de la conquista de Cisjordania y Gaza en 1967, la disonancia regresó. Sin embargo, la solución, no podría ser fácilmente resuelta esta vez por la fuerza de la limpieza étnica. El número de palestinos era mayor, la asertividad y el movimiento de liberación estaban fuertemente presentes en la escena, e incluso los más cínicos y los protagonistas tradicionalmente pro Israel de la escena internacional reconocieron su existencia.

La disonancia se resolvió de una manera diferente. La tierra sin pueblo era cualquier parte del gran Israel, el Estado deseado para judaizar en las fronteras anteriores a 1967 o para anexar los territorios ocupados en 1967. La tierra con la gente estaba en la Franja de Gaza y algunos enclaves en la Ribera Occidental, así como en el interior de Israel. La tierra sin pueblo está destinada a ampliarse gradualmente en el futuro, haciendo que el número de personas a reducir sea mayor, como una consecuencia directa de la invasión.

Incremento de la limpieza étnica

De esta creciente limpieza étnica es difícil darse cuenta a menos que se contextualice en un proceso histórico. El noble intento de las personas y los grupos más conscientes en Occidente y en Israel para centrarse en el aquí y ahora -en lo que respecta a las políticas de Israel- está condenado a ser debilitado por la contextualización contemporánea, no por la historia.

Comparar a Palestina con otros lugares siempre fue un problema. Pero la realidad criminal en Siria, Irak y otros lugares, se convierte en un desafío aún más serio. La última clausura, la última detención política, el último asalto, el último asesinato de un joven, son crímenes horribles, pero palidecen en comparación con los campos y áreas cercanas o lejanas donde se cometen atrocidades colosales.

Narrativa criminal

La comparación es muy diferente cuando se ve históricamente y es en este contexto donde debemos tener en cuenta el carácter delictivo de la narrativa de Peres, que es tan horrible como la ocupación y potencialmente mucho peor. Para el presidente de Israel, premio Nobel de la Paz, nunca hubo palestinos antes de que se iniciara en 1993 el proceso de Oslo, y cuando los reconoció eran sólo los que viven en una pequeña parte de la Ribera Occidental y la Franja de Gaza.

En su discurso ya había eliminado a la mayor parte de los palestinos. Si usted no existía cuando Peres llegó a Palestina, usted definitivamente tampoco existe en 2013, cuando es el presidente. Esta eliminación es el punto donde la limpieza étnica se convierte en genocida. Cuando es eliminado del libro de la historia y de los discursos de los políticos de alto nivel, siempre existe el peligro de que el siguiente intento sea su eliminación física.

Sucedió antes. Los primeros sionistas, entre ellos el actual presidente, hablaban de la transferencia de los palestinos mucho antes de que la dispusieran en 1948. Estas visiones de una Palestina sin árabes aparecieron en cada diario sionista, revista y conversación interna desde el comienzo del siglo XX. Si se habla del vacío en un lugar donde hay abundancia, se puede tratar de ignorancia voluntaria. Pero si se habla del vacío como una visión o realidad innegable, es sólo una cuestión de poder y la oportunidad anterior a que la visión se convierta en realidad.

La negación continúa

La entrevista de Peres en la víspera de la sexagésima quinta conmemoración de la Nakba no solo es escalofriante porque tolera cualquier acto de violencia contra los palestinos, sino porque los palestinos han desaparecido por completo de su admiración autocomplaciente por el logro sionista en Palestina. Es desconcertante saber que los primeros sionistas negaron la existencia de los palestinos en 1882, cuando llegaron; es aún más chocante descubrir que niegan su existencia, más allá de las esporádicas comunidades tipo guetos, en 2013.

En el pasado, la negación precedió al crimen, un delito que sólo en parte tuvo éxito, pero por el que los autores nunca fueron llevados ante la justicia. Esta es probablemente la razón para la negación continua. Pero esta vez no es la existencia de cientos de miles de palestinos la que está en juego, sino la de casi seis millones de personas que viven dentro de la Palestina histórica y otros cinco millones y medio que viven fuera de Palestina.

Uno podría pensar que sólo un loco puede pasar por alto a millones y millones de personas, muchas de ellas bajo régimen militar o el apartheid mientras ese loco, activamente y sin piedad, impide el regreso de los demás a su patria. Pero cuando el loco recibe las mejores armas de los EE.UU., Premios Nobel de Paz de Oslo y tratamiento preferencial por parte de la Unión Europea, uno se pregunta cuán seriamente debemos tomar las referencias occidentales a los líderes de Irán y Corea del Norte como locos peligrosos.

La locura se asocia en estos días, al parecer, con la posesión de armas nucleares en manos de dirigentes no occidentales. Bueno, incluso en ese aspecto, el loco local del Medio Oriente pasa la prueba. Quién sabe, tal vez en 2014 no sería la disonancia cognitiva israelí que deberá ser salvada, sino la occidental: ¿cómo conciliar en Occidente una posición universal de los derechos humanos y civiles con una postura favorable a Israel en general y a Shimon Peres, en particular?

El autor de numerosos libros, Ilan Pappe es profesor de historia y director del Centro Europeo de Estudios Palestinos en la Universidad de Exeter.

Traducido del Inglés para Rebelión por J. M.

Fuente: http://electronicintifada.net/content/when-israeli-denial-palestinian-existence-becomes-genocidal/12388

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=167369

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Mensaje de la victoria del prisionero palestino Samer al-Issawi

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Esta victoria prueba a la ocupación que la razón vence siempre y eternamente y que el injusto y la injusticia van a desaparecer

 Samer Issawi / 27-abril-2013

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Dios es grandioso, alabanzas a Dios
Dios es grandioso, alabanzas a Dios
Dios es grandioso, alabanzas a Dios

Doy gracias a Dios del principio al fin, por esta victoria y por su generosidad en concedérmela.

Para comenzar mi carta, ofrezco mis disculpas a todos los que me apoyaron en esta batalla, batalla la de dignidad, batalla de la lealtad a los mártires de Gaza, los heridos y los que sufrieron la catástrofe como resultado de la hostilidad a la que fueron expuestos cuando los sionistas emprendieron el intento fallido de liberar al soldado israelí  “desde el interior de la caja”, como ellos lo llaman. Sin embargo, encontraron que es un amplio espacio abierto, a pesar de la avanzada tecnología que poseen, a pesar del apoyo de todo el mundo y a pesar principalmente de tener los servicios de inteligencia de todo el mundo a su disposición, no han podido liberarlo.

Yo estaba deseando que mi liberación fuera inmediata, este era mi punto de vista, pero después que una cantidad de prisioneros políticos comenzaran una huelga de hambre abierta en solidaridad conmigo, temí por su bienestar, me preocupé por el movimiento de los prisioneros y no quise que sufrieran por mí las mismas cosas que yo sufrí durante mi huelga de hambre, por lo que me vi obligado a aceptar la propuesta final que me ofrecieron: una sentencia de prisión efectiva por 8 meses a partir de la fecha de firma del acuerdo, y el retorno a mi amada Jerusalén.

Y gracias a Dios, las demandas por las que emprendí mi huelga de hambre abierta, por lealtad a los mártires, se cumplieron; desde el comienzo mis demandas fueron: defender la dignidad de nuestra nación, poner de relieve las violaciones de la ocupación a los términos del acuerdo ‘lealtad de los libres’, prohibir que se vuelva a arrestar a los prisioneros políticos liberados por este acuerdo, rechazar el restablecimiento de sentencias previas, poner límite a las políticas de deportación y respetar nuestro derecho a retornar a nuestra tierra.

En segundo lugar, las negociaciones que llevaron a cabo conmigo enviando comisiones supervisadas por especialistas en procesos de negociación y agentes del Shabak, fueron muy extenuantes y continuadas por varias horas al día, sin embargo, ni comí ni me aburrí. La primera oferta que me hicieron fue la de deportarme a Gaza por 10 años, que yo ya había rechazado completamente antes. Luego ofrecieron deportarme a un país de mi elección, entonces les dije que la idea de la deportación no la aceptaría, que mantengo todas mis capacidades mentales que no sufren de ninguna alteración de la voluntad, que totalmente rechazo la idea de deportación por completo, incluso la de ser deportado a la gloriosa Gaza. Aunque es una parte de mi patria, insistí en que deseo retornar a la tierra santa, a mi casa, a los brazos de mis padres y mi familia y a mi pueblo. Dije y repetí: Jerusalén o el martirio, no hay tercera opción. Me negué a someterme a la ocupación y sus chantajes, me negué a ser un puente por el que se pasa encima y me negué a abandonar la sangre de los mártires que cayeron por la liberación de los prisioneros, y los gritos de dolor de los heridos.

Mi simple rechazo a aceptar la deportación fue mi primera victoria sobre la ocupación, incluyendo el rechazo a la deportación a Gaza, porque esto trae a la mente las operaciones de expulsión forzada que sufrieron los palestinos en 1948 y 1967. Estamos actualmente librando una lucha por la liberación de la tierra y el retorno de los refugiados, y no para aumentar el número de desplazados. Los métodos sistemáticos que Israel está aplicando, para expulsar a los palestinos de su tierra y poner mercenarios en el lugar de los auténticos dueños de la tierra, es un crimen en sí mismo y por lo tanto rechazo el concepto de la deportación a cualquier otro lugar.

Les dije: “Prefiero morir en mi cama de hospital a ser expulsado de Jerusalén. Jerusalén es mi alma y mi vida y si me arrancaran de ella, sería como arrancar mi alma de mi cuerpo. No hay vida que valga sin Jerusalén y Al-Aqsa, sin Jerusalén toda la tierra es para mi insuficiente, así que mi retorno será a Jerusalén y a ningún otro lugar”.

Yo no estaba mirando esto como un asunto personal relacionado sólo con Samer al-Issawi, sino que la cuestión es un asunto nacional, con la convicción y el principio al que se aferra cada palestino que ama la tierra de su patria. La comisión de negociación entendió entonces que la deportación no podía ser incluida entre las posibilidades y que debía ser eliminada de la agenda de negociaciones.

También informé al tribunal militar que boicotearía sus sesiones, que considero que su tribunal es ilegal y que su presencia en tierras palestinas es ilegal. ¿Cómo puedo ser juzgado por un tribunal ilegal, cuyos jueces quieren juzgarme por entrar en territorios palestinos, a pesar de que sus tribunales se ubican ilegalmente en tierra palestina? Les dije que mi comparecencia frente a ese tribunal sería un reconocimiento a su legitimidad y a la legalidad de la presencia de la ocupación en Palestina, lo cual no es así en absoluto. Por lo tanto, el tribunal militar se vio forzado a enviar su jueza al hospital para conocer las razones de mi rechazo a comparecer ante el tribunal. Les transmití mi respuesta, la cual encendió su irritación y su ira, y esto lo considero mi segunda victoria sobre la ocupación.

Después de descartar la acción de deportación, empezaron a hablar de años de prisión efectiva y la primera sugerencia fue de 10 años, y se inició el período de la reducción y la disminución, después de mi insistencia en la libertad, hasta que llegó a 8 meses y esto lo considero la tercera victoria. La voluntad del enemigo se rompió frente a la voluntad del pueblo palestino que rechaza someterse a la injusticia.

Después de aceptar su oferta de 8 meses de prisión efectiva, pedí la presencia de la defensa, para completar el acuerdo, firmarlo, poner en marcha los procedimientos jurídicos, sacar este acuerdo a la luz y lograr la victoria que había estado persiguiendo desde que me encarcelaron, y eso es la libertad para retornar a Jerusalén.

Y desde aquí, en la cama de la victoria, estoy transmitiendo mis saludos a todos los que me respaldaron; no haré menciones específicas por temor a los reclamos. Valoro y aprecio a todos los que me apoyaron para lograr esta victoria, ya sea por hechos, acciones, palabras o plegarias, que Dios los agracie con bendiciones en mi nombre y en nombre del pueblo palestino. También hago llegar mis saludos a todos los soldados que participaron en esta batalla, a pesar de su larga duración. Se mantuvieron firmes en la cara del verdugo. Soportaron todo el sufrimiento y el dolor por estar expuestos a la represión de la ocupación. Insistieron en continuar esta batalla hasta la victoria, a pesar de todo el sufrimiento y las calamidades que les sobrevinieron, continuos arrestos y heridos en sus filas, heridas producidas por balas de goma, lágrimas provocadas por granadas de gases lacrimógenos.

Después de todo ese sufrimiento, aquí estamos hoy, celebrando la victoria alcanzada gracias a su persistencia en esta heroica batalla, ustedes y los libres de este mundo compartieron esta batalla con nosotros, y esta victoria prueba a la ocupación que la razón es la que vence siempre y eternamente y que el injusto y la injusticia van a desaparecer.

Bendigo a las madres de los mártires y saludo a las familias de los heridos que sacrificaron sus almas y partes de sus cuerpos, para concretar la operación ‘lealtad de los libres’, por la que un millón y medio de personas de nuestro pueblo en Gaza pagó un alto precio, pagó con un bloqueo que los hizo pasar hambre para presionarlos y obligarlos a entregar el soldado, sin embargo, nuestro pueblo en la amada Franja de Gaza insistió y retuvo al soldado con el fin de concretar el más grandioso acuerdo de intercambio en la historia de la revolución palestina. Y aquí estamos hoy, manteniendo todos nuestros sacrificios y nuestros logros con nuestra victoria que dedicamos a Gaza. Tal como prometí, mantuve mi promesa: el martirio o la liberación para retornar a Jerusalén, y aquí está. La libertad está en camino, si Dios quiere, pronto llega.

Por Dios, que cuando me acordaba de los mártires, los heridos y los que sufren la catástrofe en Gaza, que se sacrificaron por nuestra liberación, me sentía fortalecido y decidido, y consideraba que dar marcha atrás y renunciar a la victoria sería una traición a los que se sacrificaron para asegurar la libertad en virtud del acuerdo ‘lealtad de los libres’. Mi victoria es su victoria y su sufrimiento es mi sufrimiento.

Y no me olvido aquí de saludar a los soldados desconocidos en esta batalla, en los medios escritos y audiovisuales, que jugaron un rol esencial en esta gran victoria alcanzada. Y saludo también a los poetas, compositores y cantantes que me apoyaron y ayudaron a divulgar esta lucha por todos los rincones del mundo, cumpliendo un rol que no es menos importante que los otros.

Y desde aquí, hago un llamamiento a continuar el movimiento popular y su escalada en todos los frentes, para luchar por nuestros prisioneros políticos. Y llamo también a la continuación de la movilización política y diplomática para internacionalizar el tema de los prisioneros políticos y dirigirse a la Corte Penal Internacional, para acusar a los jueces de la ocupación en virtud del derecho internacional, por los crímenes que han sido perpetrados contra el pueblo palestino.

Los saludo y saludo su resistencia, y si Dios quiere me encontraré con ustedes pronto para celebrar la verdadera victoria de la liberación de Palestina y su capital, la sagrada Jerusalén. Nos encontramos pronto en Jerusalén, la más sagrada, si Dios quiere.

Su hijo y su hermano
Samer al-Issawi
Hospital Kaplan

Fuente: http://www.docjazz.com/index.php/component/content/article/1-latest-news/299-samer-issawi-victory-francais-espanol

Samer Issawi concluye larga huelga de hambre

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samerSamer Issawi, preso palestino en huelga de hambre intermitente desde agosto, firmó hoy un acuerdo con Israel que garantiza su liberación tras ocho meses de prisión adicional, y por el que concluye su protesta, informó su abogado Jauad Bulos.

Conforme al acuerdo, Issawi será puesto en libertad condicional y deberá permanecer en los alrededores de su localidad de Isauiya, en Jerusalén Este, tras cumplir otros ocho meses de prisión adicionales, con lo que en total habrá pasado 18 meses tras las rejas en esta ocasión.

El preso firmó el acuerdo hoy en el Centro Médico Kaplan en Israel, donde permanece actualmente retenido y tanto su tío como su hermano se encontraban presentes en el momento de la rúbrica, dijo su abogado a la agencia palestina «Maan».

Su situación había generado manifestaciones y huelgas de hambre parciales de otros presos palestinos en solidaridad con este reo de 32 años, que ha permanecido 266 días sin comer alimentos sólidos en protesta por su nueva detención por fuerzas de seguridad israelíes.

La salud de Issawi se había deteriorado notablemente y se había convertido en un símbolo en Palestina con su larga protesta por su arresto, que se produjo poco después de haber sido liberado en octubre de 2011 en virtud de un canje de presos con Israel por el soldado Guilad Shalit.

En 2002 había sido condenado por un tribunal militar a 26 años de cárcel por cinco casos de intento de asesinato y por pertenencia al Frente Democrático para la Liberación de Palestina (FDLP).

Desde el pasado agosto sólo ingería de forma intermitente líquidos, vitaminas, sales y otros nutrientes, aunque no tomaba alimentos sólidos, lo que motivó su ingreso en el hospital.

Su situación había generado diversos llamamientos, entre ellos del secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, y de la alta representante de Política Exterior y Seguridad de la Unión Europea (UE), Catherine Ashton.

En las últimas semanas había aumentado la preocupación en distintos departamentos del Gobierno israelí sobre el impacto que podría llegar a tener la muerte de Issawi a tenor del empeoramiento en su situación, del que advirtieron los médicos.

Especialmente después de dos casos en los que presos palestinos fallecieron bajo custodia israelí, uno el mes pasado por cáncer, y otro, en febrero, tras un interrogatorio, lo que desató airadas protestas en las calles palestinas después de que los dirigentes palestinos acusaran a Israel de la muerte de ambos reos por negligencia médica y torturas, respectivamente.

En las últimas semanas el Servicio de Prisiones de Israel, así como el Ministerio de Seguridad Interior, el de Justicia, el servicio de inteligencia y seguridad interior (Shin Bet), y la Oficina del Primer Ministro trataron de poner fin a la crisis y una de las conclusiones fue negociar con los abogados de Issawi, señaló hoy la edición digital del diario «Haaretz».

Según destacadas fuentes oficiales israelíes, el primer ministro, Benjamín Netanyahu, aprobó el acuerdo para la excarcelación del preso palestino hace dos días y de acuerdo a ciertas condiciones.

Estas son que cumpla otros ocho meses en prisión desde el momento de la firma del acuerdo a cambio de abandonar su huelga de hambre.

Además, contempla que tras su liberación el preso se compromete a no abandonar su barrio, y tiene prohibido entrar en Cisjordania, la Franja de Gaza o mantener contacto con miembros de grupos terroristas o individuos que lleven a cabo actividades terroristas.

En caso de que Issawi viole nuevamente los términos de su libertad condicional o cometa un acto delictivo que implique una pena superior a los tres meses de prisión, se activará su condena de 14 años y medio de cárcel.

Fuente: EFE / OICP

Israel-Palestina: David Shoebridge pone los puntos sobre la «íes»

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David Shoebridge, diputado australiano, se expresa sobre una moción subjetiva del grupo de Parlamentarios Amigos de Israel relacionada con un viaje no menos subjetivo que esos miembros hicieran a Israel. Shoebridge destruye la narrativa israelí y los clichés sobre la situación.

Shlomo Sand: A invenção da terra de Israel

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Neste encontro com Shlomo Sand podemos entender com clareza o absurdo que é a tentativa de justificar o fato de que um grupo de cidadãos europeus haja decidido partir para um território que alegam ter-lhe sido entregue à perpetuidade por ninguém menos que o próprio Deus, e do qual teria sido expulso pelos romanos há mais de dois mil anos. Com a justificativa de que aquela é sua terra de pleno direito, apesar de terem estado distantes da mesma por todo este tempo, eles decidem submeter e expulsar dali os habitantes cujas gerações lá viviam há mais de um milênio.

Seria impossível que alguma pessoa de mente equilibrada e de bom caráter não considerasse tais propósitos uma verdadeira aberração. Ninguém em sã consciência poderia aceitar que Deus seja entendido como um grande corretor de imóveis que tem alguns clientes preferências em detrimento de outros.

Apesar do absurdo desta ideia, ela foi posta em prática e, pior de tudo, com a conivência e o benepácito da ONU, a qual naqueles tempos (como agora) era manipulada pelas grandes potências imperialistas que sempre a usam para favorecer seus próprios interesses mesquinhos e em seu próprio benefício.

Para dar sustentação a seu projeto de colonização da Palestina, os europeus organizadores do movimento sionista (quase todos ateus, ou não religiosos) apelaram para uma releitura da Bíblia e a transformaram de livro religioso em fonte de verdades históricas de validade eterna.

Além disso, imaginem que, para dar maior sustenção a suas teses de cunho religioso, os líderes sionistas (seculares e ateus) decidam até mesmo falsificar alguns dos conceitos presentes na Bíblia de modo a adaptá-los a seus interesses do momento.

Boa parte desta sórdida tramoia é revelada nesta conversa de Shlomo Sand. Aqui, além de desconstruir os mitos bíblicos que os sionistas encamparam e difundiram entre as comunidades judaicas pelo mundo afora, poderemos entender com mais clareza os motivos que os moviam (e movem) neste projeto colonialista.

Juntamente com os mitos da eternidade e excepcionalidade do povo judeu, de sua eterna luta por reconquistar o território de onde teriam sido expulsos há mais de dois mil anos, os sionistas precisavam (e hoje precisam muito mais) que o antissemitismo nunca deixasse de estar presente como uma constante ameaça a todos os judeus. Se, na prática, o antissemitismo como pensamento político público quase que desapareceu nos países ocidentais, para os sionistas seria mister encontrar maneiras de reativá-lo, de verdade ou ficticiamente.

As palavras com que Shlomo Sand conclui sua intervenção neste encontro são dignas de profundas reflexões. Diz Shlomo Sand: «Se, no passado, os antissemitas eram as pessoas que odiavam os judeus, hoje em dia, antissemitas são aqueles a quem os sionistas odeiam».

Texto de apresentação e legendas: Jair de Souza.