Israel socorre Obama, o “Mujahid”

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Obama-bin-ladenPor Pepe Escobar, Asia Times Online – The Roving Eye.

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu.
Bem quanto a encenação da linha vermelha entrava em convulsão febril – mas sempre enterrada na areia – e ele teve de escolher entre os EUA “exercitarem a contenção” ou “envolverem-se diretamente” na guerra síria, o presidente Obama foi salvo pelo governo israelense de Bibi Netanyahu.
 
A tentação de Obama era – oh, que tentação, tão grande – re-representar Ronald Reagan e desfilar gloriosamente sob o manto de Obama, o “Mujahid”, exatamente como Reagan fez nos anos 1980s com seus amados combatentes da liberdade da jihad afegã. Isso terá de esperar – talvez não muito.
 
Os motivos de Israel
Encurtemos a coisa. As bombas de Israel contra instalações do Exército Sírio em Jamraya perto de Damasco são provocação e ato de guerra. Israel agiu como avatar de Washington – que pode ter fornecido a lista de alvos. E Washington – para nem falar daqueles fantoches inúteis em Bruxelas – não condenará o bombardeio, o qual, pela infinitésima vez zomba da lei internacional.
 
Israel insiste que os alvos eram mísseis terra-terra iranianos Fateh-110 que estariam sendo enviados ao Hezbollah. Damasco diz que os alvos foram um instituto militar de tecnologia e áreas de treinamento de tropas; vivem ali vários inquilinos que a CIA muito gostaria de recrutar e pôr a seu serviço. Não há armas químicas em Jamraya. Fontes médicas sírias denunciaram que 42 soldados podem ter sido assassinados no ataque.
 
A ideia de envolver o Hezbollah, como tenta fazer Israel, é fraca. Não há qualquer confirmação de que o Hezbollah tenha comprado Fateh-110’s. Desde 2009, o Hezbollah já tem versões sírias do Fateh-110 – o M600 – com alcance de cerca de 250 km e sistema decente de orientação.
 
A macacada anônima de sempre, citada como “fontes em Washington” insiste que o próprio exército sírio precisa desses mísseis contra as gangues de mercenários armados que se autodescrevem como Exército Sírio Livre. Não faria sentido algum despachar os mísseis para o Líbano.
 
Mas para Israel faz sentido destruir um suprimento de Fateh 110’s – e até de M600’s. 
 
 
Assim, Israel ajuda diretamente o “exército sírio livre”; um de seus porta-vozes, por falar nisso, real ou fake, foi à televisão israelense para elogiar os bombardeios. E Israel, no mínimo, consegue impedir, por hora, que mais mísseis cheguem ao Hezbollah.
 
Fato visível através do denso nevoeiro é que Israel tem um punhado de sérios motivos para, mais uma vez, agir como estado-bandido.
 
Israel anseia por uma Síria fraca, caótica – sem qualquer tecnologia militar avançada. Anseia sobretudo por uma total somalização da Síria – uma distopia de sectarismos. Que melhor pretexto para Israel passar a atacar 24 horas por dia, sete dias da semana, que o terrorismo wahhabi linha duríssima bem ali, próximo às fronteiras (nunca delimitadas) israelenses? Além do mais, Israel sonha com arrastar a Síria, o Hezbollah e afinal o Irã, para a guerra total. Quer o pacote completo – e quanto antes, melhor.
 
Mas Damasco pode jogar xadrez – e não responder. Pelo menos por hora. Ou deixar a resposta por conta do Hezbollah – em futuro próximo.
 
Não é acaso que o bombardeio tenha acontecido depois que:
 
(1) o chefe do Pentágono, Chuck Hagel passou por Israel e pelas petromonarquias do Golfo; depois
(2) que o Exército Sírio avançou nas duas últimas semanas pelo corredor de Homs, contra os mercenários e jihadis financiados por estrangeiros; e depois também
(3) que Hassan Nasrallah, do  Hezbollah, fez viagem “secreta: a Teerã; Nasrallah, que tem aguçada mente geopolítica, disse e repetiu [a toda acomunidade islâmica reunida] que o que “eles” realmente querem é destruir a infraestrutura, a economia e o tecido social da Síria – “destruir a Síria como povo, como exército, como nação”.
 
Se houver outros ataques – e bem pode haver – para destruir os arsenais do exército sírio, virão como presente dos céus para os mercenários/jihadis. Nasrallah está absolutamente correto: o objetivo chave da coalizão “de vontades” CCGOTAN (Conselho de Cooperação do Golfo e OTAN) é tentar arrastar a Síria para guerra total. Ante alguma eventual resposta síria, a “solução” seria arrasar a Síria, à bomba, pelo padrão usado no Iraque.
 
As opções de Obama, o “Mujahid”
Ainda não se sabe se o gambito EUA/Israel dará o resultado esperado. Até aqui, o que fez foi adiar a coroação de Obama, o “Mujahid”.
 
Os mundos abismais da Think-tank-elândia norte-americana ficaram muito, tão OH! TÃO EXCITADOS, com a perspectiva de Obama burlar o Conselho de Segurança (e Rússia e China) ao estilo bushesco e impor uma zona aérea de exclusão sobre a Síria – de modo que os EUA pudessem engajar-se na sempre desejada “campanha de supressão da defesa aérea do inimigo”.
 
Bobagem, embora britânicos e franceses não tenham desistido, dentro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN, onde, de fato, já tentam empurram a OTAN para impor uma zona aérea de exclusão.
 
A zona aérea de exclusão foi introduzida pela imprensa em Washington como meio para neutralizar as armas químicas sírias. O problema é que Washington tem rala ‘inteligência’ sobre onde de fato estão as tais armas químicas. E, para complicar, o mais provável é que as armas químicas tenham sido usadas não pelo governo sírio, mas pelos “rebeldes” – segundo Carla del Ponte, muito conceituada investigadora da ONU.
O governo Obama flerta também com “ajuda letal direta” para os “rebeldes” – mísseis teleguiados antitanques e mísseis terra-ar.
 
Washington crê em seu próprio mito de que já não estaria “indiretamente” envolvida no movimento para armar grupos de oposição na Síria. Desde 2011, as gangues de mercenários ejihadis recebem armas através do mercado negro, arsenais na Líbia e na Croácia. A CIA trabalha mergulhada nisso até o pescoço. Muitas dessas armas já estão em mãos dos jihadis linha duríssima do tipo dos que compõem a [Frente] Jabhat al-Nusra.
 
A noção segundo a qual a CIA tem capacidade para manter armados e sob controle aquelas gangues de mercenários/jihadis a serviço de Washington depois de derrubado o governo do presidente Bashar al-Assad é A PIADA dos primeiros anos do século 21. Basta percorrer a trilha da memória, até o Afeganistão [orig. Just take a trip down memory lane to Afghanistan.  [1]
 
Ou imaginem aqueles McJihadis sírios, ou os mujahidin de YouTube, equipados ao ombro com disparadores portáteis de mísseis termoguiados, espalhando o inferno por todo o sudoeste da Ásia.
 
Assim, depois de muito suar, Obama acabou ficando com coisa bem mais confortável que uma zona aérea de exclusão: ataques a alvos predefinidos – ou com jatos ou com mísseis, e levados a efeito pelos israelenses. O esquemão original poderia ser a Operação Raposa do Deserto [orig. Operation Desert Fox] (o bombardeio ordenado por Bill Clinton contra o Iraque, em 1998.) O objetivo, mandar “mensagem bem clara” à Síria.
 
Os próximos bombardeios visarão aeroportos e pistas de pouso e decolagem, concentrações de aeronaves, mais depósitos de armas, tanques e artilharia. O dano colateral aumentará furiosamente, inevitavelmente, proporcionalmente ao nível da provocação.
 
Bill Richardson, ex-embaixador dos EUA à ONU, íntimo do clã Clinton, já apostou, pela rede ABC News, que Obama “mostra tendência para os ataques aéreos”. Sim. É só o começo. Mini-choques & pavores aguardam.
 
Basta seguir o mapa do caminho
 
A questão é por que demorou tanto. A destruição da Síria – como Nasrallah a conceituou – com o ocidente mais uma vez em colaboração com gangues jihadis, está escrita nas cartas há anos. Vejam como Seymour Hersh delineou-a em 2007. E vejam o quão ansiosamente o establishment bipartidário em Washington espera pela mudança de regime.  
E Damasco, é claro, é só mais uma parada rumo a Teerã. As proverbiais fontes anônimas já vazaram para o Sunday Times de Rupert Murdoch em Londres, que umCrescente de Defesa já se vai tornando realidade.
 
É o mesmo elemento CCG-Israel na coalizão de vontades na Síria, nesse caso organizando a gangue para “conter as ambições nucleares do Irã”. Turquia, a Casa de Saud, os Emirados Árabes Unidos e Israel alegremente festejam em centros de controle e comando conjuntos, para detectar os mísseis balísticos iranianos do mal.
 
Não sei muito de história. Mas que mundo maravilhoso teríamos. Presidente? Obama, o “Mujahid”.
 

 
Nota dos tradutores
[1] A Trip Down Memory Lane é título de um filme canadense, de 1965, 12’40”, categoria “experimental”, uma colagem de imagens e clips de som, só material jornalístico, de mais de 50 anos.

Fonte: http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/05/pepe-escobar-israel-socorre-obama-o.html

Israel rescata al «muyahidín Obama»

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Obama-bin-ladenPor Pepe Escobar.

Precisamente cuando la patraña de la línea roja se ponía al rojo vivo –pero seguía enterrada en la arena– y tenía que escoger entre “ejercer control” o “involucrarse directamente” en la guerra siria, (vea El show de la línea roja Siria-Irán , 3 de mayo de 2013) el presidente fue salvado por el gobierno israelí de Bibi Netanyahu.

La tentación fue irresistible para que Obama copiara a Ronald Reagan y se pusiera gloriosamente el manto de «Obama el muyahidín sirio», como hizo Reagan en los años 80 con sus adorados combatientes por la libertad de la yihad afgana. El asunto tendrá que esperar, tal vez no demasiado.

Los motivos de Israel

Vayamos al grano. El bombardeo israelí de instalaciones del ejército sirio en Jamraya cerca de Damasco es una provocación y un acto de guerra. Israel actuó como testaferro de Washington, que incluso podría haber suministrado la lista de objetivos. Y Washington –no vale la pena hablar de esos inútiles títeres de Bruselas– no condena los bombardeos y por enésima vez se burla del derecho internacional.

Israel insiste en que los objetivos eran misiles tierra a tierra iraníes Fateh-110 de camino a Hizbulá. Damasco dice que los objetivos fueron un instituto de tecnología militar así como campos de entrenamiento de tropas; hay muchos apartamentos cerca, a cuyos habitantes la CIA siempre ha querido reclutar como agentes. No hay armas químicas en Jamraya. Según las fuentes médicas sirias es posible que hayan muerto 42 soldados.

El argumento de Israel con respecto a Hizbulá es tenebroso. No existe confirmación en ningún sitio de que Hizbulá haya comprado misiles Fateh 110. Desde 2009, Hizbulá tiene versiones sirias del Fateh 110, el M600, con un alcance de unos 250 kilómetros y un sistema de guía aceptable.

El cacareo usual de “fuentes” anónimas de Washington insiste en que el propio Ejército Sirio necesita esos misiles contra las tendencias mercenarias armadas del autodenominado Ejército Libre Sirio (ELS). Por lo tanto no tendría sentido enviarlos al Líbano.

Pero para Israel tiene sentido destruir un suministro de Fateh 110, o incluso de M600. Por lo tanto Israel ayuda directamente al ELS; a propósito uno de sus voceros, verdadero o falso, se presentó en la televisión israelí para elogiar a los bombarderos. E Israel impide por lo menos por el momento que lleguen más misiles a Hizbulá.

Cortando a través de la niebla existe el hecho de que Israel tiene muchos motivos serios para volver a delinquir. Ansía una Siria débil, caótica y privada de tecnología militar avanzada. Ansía ante todo una somalización total de Siria, una distopía sectaria. ¿Qué mejor justificación para un Israel en armas siete días a la semana que el terrorismo wahabí de la línea dura al otro lado de sus fronteras (no delimitadas)? Además, Israel quiere arrastrar a Siria, Hizbulá, y en última instancia a Irán a una guerra hecha y derecha. Lo quiere todo y mejor temprano que tarde.

Damasco por su parte puede jugar ajedrez y no reaccionar. Por lo menos de momento. O dejar que Hizbulá responda en el futuro cercano.

No es por accidente que el bombardeo haya tenido lugar después de: 1) El tour del jefe del Pentágono, Chuck Hagel, por Israel y las petromonarquías del Golfo; 2) Los progresos del Ejército Sirio durante las últimas semanas en el corredor de Homs contra los mercenarios/yihadistas patrocinados por el extranjero; 3) el viaje “secreto” a Teherán del Jeque Nasralá de Hizbulá. Posteriormente Nasralá, una refinada mente política, subrayó que lo que “ellos” quieren en realidad es la destrucción de la infraestructura, la economía y el tejido social de Siria para “destruir Siria como pueblo, como ejército, como toda una nación”.

Si hay más ataques –y es muy posible que los haya– para vaciar los arsenales del ejército sirio, serán un regalo providencial para los mercenarios/yihadistas. Nasralá tiene toda la razón cuando dice que el objetivo clave de la coalición de los dispuestos de OTAN-CCG–Israel es arrastrar a Siria a una guerra total. Después de una eventual reacción siria, la “solución” sería someterla a bombardeos masivos como sucedió en Irak.

Las opiniones de «Obama el muyahidín»

Queda por ver si la estrategia estadounidense/israelí tendrá éxito. Lo que logró fue postergar la coronación de Obama el muyahidín.

Los inframundos del EE.UU. de los think-tanks estaban tremendamente excitados ante la perspectiva de que Obama soslayara al Consejo de Seguridad de la ONU (a Rusia y China) al estilo de Bush e impusiera unilateralmente una zona de exclusión aérea en Siria para que EE.UU. pueda involucrarse en la requerida “supresión de la campaña de defensa aérea del enemigo”.

No tiene sentido, aunque los británicos y Francia no han cedido en la Unión Europea y en la OTAN, incluso tratando de hecho de soslayar a la OTAN imponiendo una zona de exclusión aérea.

La zona de exclusión aéresa se presentó en Washington como un medio de controlar las armas químicas de Siria. El problema es que Washington tiene una información pésima de donde se almacenan realmente esas armas químicas. Y para colmo es probable que las armas químicas no hayan sido utilizadas por el gobierno sino por los “rebeldes” – según la investigadora de la ONU Carla del Ponte.

El gobierno de Obama también estaba flirteando con la idea de “ayuda letal directa” a los rebeldes con misiles guiados antitanques y misiles tierra-aire, por ejemplo.

Washington cree su propio mito de que “indirectamente” está involucrado en examinar y armar grupos opositores en Siria. Desde 2011, el armamento de bandas mercenarias/yihadistas sirias se ha contratado a través de arsenales del mercado negro en Libia y en Croacia. La CIA ha estado metida en el asunto hasta el cuello. Muchas de esas armas están ahora en manos de yihadistas de la línea dura del tipo de Jabhat al-Nusra.

La idea de que la CIA es capaz de examinar y armar a esas bandas mercenarias yihadistas en beneficio de Washington después del colapso del gobierno de Bacher el-Asad es «el chiste» de principios del Siglo XXI. Basta recordar el pasado en Afganistán.

O imaginad a esos McYihadistas sirios, o muyahidines de You Tube, equipados con algunos excelentes misiles portátiles guiados por calor, causando estragos en todo el Sudoeste Asiático.

Por lo tanto, después de muchos quejidos, Obama terminó con algo mucho más confortable que una zona de exclusión aérea: ataques selectivos, con jets y/o misiles, perpetrados por los israelíes. El modelo podría ser la «Operación Zorro del Desierto» (el bombardeo de Irak ordenado por Bill Clinton en 1998). El objetivo: “enviar un claro mensaje” a Siria.

Los próximos bombardeos pueden ser contra aeródromos, concentraciones de aviones, depósitos de armas, tanques y artillería. El daño colateral, inevitablemente, aumentará en proporción al nivel de la provocación.

El exembajador de EE.UU. en la ONU, Bill Richardson, muy cercano al clan Clinton, ya ha declarado en ABC News que Obama “se orienta hacia ataques aéreos”. Sí, es solo el comienzo. Y después vendrán los «mini-Conmoción y Pavor.

Seguir la hoja de ruta

La pregunta es por qué tardó tanto. La destrucción de Siria -como señaló el Jeque Nasralá– en la cual Occidente volverá colaborar con bandas yihadistas, está prevista desde hace años. Ved cómoSeymour Hersh la previó en 2007. Y ved con qué ansias el establishment de Washington espera el cambio de régimen .

Y Damasco, por cierto, es solo una parada antes de Teherán. Las proverbiales fuentes anónimas han filtrado al Sunday Times de Londres, propiedad de Rupert Murdoch, que una “Media Luna de la Defensa” se está convirtiendo en realidad.

Es el mismo elemento CCG-Israel en la coalición de los dispuestos en Siria, en este caso confabulado para “contrarrestar las ambiciones nucleares de Irán”. Turquía, la Casa de Saud, los Emiratos Árabes Unidos, Jordania e Israel celebrando alegremente en centros conjuntos de comando y control para detectar malvados misiles balísticos iraníes.

No sé mucho de historia. Pero qué mundo tan maravilloso sería. Presidido por «Obama el muyahidín».

Pepe Escobar es autor de Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War (Nimble Books, 2007) y de Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge. Su libro más reciente es Obama does Globalistan (Nimble Books, 2009). Contacto: pepeasia@yahoo.com

(Copyright 2013 Asia Times Online (Holdings) Ltd. All rights reserved.

Fuente: http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MID-01-070513.html

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Humor

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Shahin Kalantary a través de Free Palestine.

 

Sherif Arafa

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A 65 años de la implantación de un Estado en tierra ajena

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Por Miguel Ibarlucía.

Próximamente se cumplirán 65 años desde que el líder de una comunidad étnica minoritaria –gran parte de ella, recién llegada- proclamara con el apoyo de las principales potencias mundiales, la creación de un Estado étnico-religioso en las tierras habitadas mayormente por otro pueblo, un pueblo pobre, desprotegido y abandonado a su suerte por la comunidad internacional.

La implantación de Israel en tierra palestina en 1948, previa conquista por las armas y expulsión de sus habitantes, es uno de los actos más atroces del siglo XX y sin embargo quienes lo hicieron han logrado convencer a gran parte de la comunidad internacional de que ese hecho fue producto de una resolución de las Naciones Unidas, la famosa Resolución 181 del 29 de noviembre de 1947 que aprobara el Plan de Partición. Incluso muchos de los activos defensores de la causa palestina repiten a coro esa afirmación, otorgando al Estado terrorista de Israel un aura de legitimidad de la que carece totalmente.

La Resolución 181 efectivamente consideró un Plan de Partición con Unión Económica para el territorio de Palestina bajo mandato de Gran Bretaña, desde la época de la Sociedad de las Naciones, ente creado por las potencias coloniales después de la Primera Guerra Mundial. Pero de la simple lectura del texto surge que la Asamblea de las Naciones Unidas recomienda al Reino Unido y a los demás miembros la aprobación y aplicación de dicho plan e invita a los habitantes de Palestina a hacer lo propio.

Es lógico que así haya sido ya que las Naciones Unidas no tienen, de acuerdo a su carta orgánica, ninguna facultad para disponer del territorio de ningún Estado miembro o no miembro, ni siquiera de los llamados territorios fideicomitidos, los que formaban parte del sistema de mandatos ya mencionado. Los artículos 73 y siguientes de la Carta de las Naciones Unidas regulaban estas situaciones previendo que debía ayudarse a los pueblos que habitaban esos territorios a alcanzar el gobierno propio, para lo cual se debía tener en cuenta “los deseos libremente expresados de los pueblos interesados”. Es sabido que los palestinos nunca fueron consultados pero, enterados de la resolución, sus principales referentes comunitarios dijeron terminantemente que no, ya que el Plan de Partición preveía entregar el 56% del territorio al 33% de la población –en gran número llegados muy poco tiempo antes-, lo que constituía una injusticia notoria.

La comunidad judía, liderada por David Ben Gurión, aceptó la partición pero no sus límites –ni las condiciones jurídicas y económicas que se proponían- desatando en consecuencia una guerra de conquista para apoderarse de la mayor cantidad de territorio posible y a la vez llevó adelante un proceso de limpieza étnica contra la mayoría palestina para que el futuro Estado de Israel contara con un predominio de población judía indiscutible. Es decir, para construir un Estado étnico en el que la mayoría profesara la religión judía o se identificara con esa tradición.

Como resultado de esa guerra, el Estado proclamado el 14 de mayo de 1948 pasó a ocupar el 78% del territorio palestino y la población originaria fue recluida en el 22% restante o expulsada a los países vecinos, salvo una pequeña cantidad que permaneció en el territorio del nuevo Estado ya que no amenazaba el “carácter judío” de éste. El siguiente mapa es ilustrativo al respecto:

Fuente: http://www.oicpalestina.org/imagenes/mapas/planparticion1947.jpg

Resulta evidente que si el territorio finalmente controlado por Israel e incorporado a su Estado no se condice con el propuesto por el Plan de Partición, éste no fue aceptado ni aplicado. No es posible aceptar una propuesta de solución por la mitad, rechazando lo que no conviene. Ergo, lo que Israel obtuvo fue producto de una guerra. Israel es un Estado de Conquista, creado, proclamado y constituido en franca violación al artículo 2.4 de la Carta de las Naciones Unidas, aprobada poco tiempo antes, que veda el recurso “a la amenaza o el uso de la fuerza contra la integridad territorial o la independencia política de cualquier Estado”. Israel es un Estado implantado en tierra ajena.

Tampoco aceptó la comunidad judía –liderada por el sionismo- la internacionalización de Jerusalén que proponía el Plan de Partición, como ciudad dependiente de las Naciones Unidas, con gobierno municipal propio, para proteger lo que se consideraba la ciudad santa de las tres religiones monoteístas, judaísmo, cristianismo e islamismo, ciudad que se abriría así a los peregrinos de todas las religiones sin pertenecer a ninguna en particular. Los sionistas desataron un plan de atentados terroristas y una guerra feroz para apoderarse de Jerusalén y lograron hacerlo sólo en la mitad occidental dada la feroz resistencia árabe y en particular del Rey de Jordania que impidió se apropiaran de los lugares sagrados. Finalmente lo consiguieron en 1967 al tomar Jerusalén Oriental. En 1980 la proclamaron capital indivisible del Estado de Israel en otra abierta contradicción con la Resolución 181, hecho que fue condenando por Naciones Unidas mediante la Resolución 478 de ese año.

El Plan de Partición establecía la igualdad de derechos civiles y políticos de todos los residentes, árabes o judíos, cualquiera fuera el Estado en el que finalmente quedaren habitando y preveía también la Unión Económica entre ambos Estados a crearse, el árabe y el judío, que se expresaría en una unión aduanera, una moneda común, la administración conjunta de los transportes, el riego y en general toda la infraestructura de servicios públicos. Es obvio que nada de esto se cumplió pero además el Plan prohibía la expropiación de inmuebles salvo por razones de orden público. Es sabido que no se expropió a los palestinos, lisa y llanamente se les confiscaron sus propiedades y pertenencias que fueron repartidas entre los judíos a caballo de la Ley de Ausentes que declaraba tales a los expulsados por la fuerza. Perdieron sus derechos civiles y durante mucho tiempo se les privó de sus derechos políticos, situación que hoy persiste en gran medida ya que les está prohibido proponer que Israel no sea un estado judío sino uno laico, de todo la población.

Resumiendo, las Naciones Unidas no crearon el Estado de Israel porque: 1) carecen de facultades para ello; 2) sólo aprobaron una recomendación, es decir, una propuesta de mediación para resolver un conflicto entre partes; 3) las partes no aceptaron la propuesta; 4) la comunidad judía en Palestina desató una guerra, expulsó a la mayoría de la población originaria y proclamó un Estado étnico-religioso excluyente en un territorio muy superior al previsto en la propuesta de partición; 5) no se internacionalizó Jerusalén; 6) no se conformó la Unión Económica ni la administración en común del agua o el sistema de transportes; 7) se confiscaron las propiedades de los residentes palestinos expulsados para ser entregadas a los conquistadores, privándoselos de sus derechos civiles; 8) se limitaron sus derechos políticos.

De allí que seguir sosteniendo, como lo ha hecho el sionismo muy hábilmente, que Israel es producto del Plan de Partición de Naciones Unidas, no sólo es una falacia sino que además otorga a un Estado surgido de un hecho de conquista por la fuerza de las armas, un status de legitimidad que indudablemente no posee. Esta creencia trae como corolario un error de diagnóstico sobre el origen del drama del pueblo palestino, que no fue en 1967 con la ocupación de nuevos territorios en la Guerra de los Seis Días, –como afirman los sostenedores del Estado sionista- sino en 1948 con la conquista y limpieza étnica de la Palestina histórica.

Miguel Ibarlucía es abogado, autor de Israel, Estado de Conquista, Editorial Canaán, Buenos Aires, 2012.- Normal 0 21

Fuente: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=167722

Documental: El Muro de Hierro (M. Alatar)

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Documental que expone la situación de penuria a la cual el pueblo palestino ha sido sometido por las fuerzas militares de ocupación del Estado de Israel. También muestra toda la crudeza del muro de apartheid erigido por Israel en los territorios palestinos ocupados y el sistema similar al apartheid (peor que el apartheid, según Desmond Tutu) bajo el cual los palestinos tienen que vivir (o sobrevivir). El documental también nos muestra que hay judíos y judías de conciencia que no aceptan que tales monstruosidades sean practicadas en nombre de todos los judíos y que, por eso, se ponen del lado del humilde pueblo palestino en su intento por recuperar su libertad.

Subtítulos y texto de presentación: Jair de Souza.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Juan Gelman y lo judío

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Juan Gelman y Tali Feld Gleiser. Feria del Libro de Santo Domingo 2013.

Juan Gelman y Tali Feld Gleiser. Feria del Libro de Santo Domingo 2013.

¿Qué lugar ocupa lo judío en la vida y la escritura de Gelman? ¿Qué espacio en su visión del mundo, en su subjetividad? A estas preguntas responde el poeta -asiduo lector de la Cábala- en los textos que siguen. Tema complejo. ¿Hasta qué punto hacen literatura judía los escritores judíos que escriben en castellano, en un idioma otro que el idish o el hebreo? Cada lengua es una cosmovisión, heredada, soportada si se quiere, construida por generaciones y generaciones de hablantes, una lengua que dice «perro» y no «chien”, o “dog” y no «sabaka». Lo que cada palabra en una lengua arrastra, calla y dice y vuelve a callar está unido a una constelación de silencios y decires de todas las palabras de esa lengua, unido con lazos de fuego azul que iluminan tenuemente su noche, resplandecen de pronto y vuelven a callar, no a apagarse, ondulantes como acero líquido cuyo fulgores anuncio de firmeza que fuera cimiento del gran todo de una lengua.

La lengua materna es la que nos ata a una visión del mundo construida a lo largo del tiempo por los hablantes, los hablados de esa lengua. En el tiempo se construye en la lengua lo que tal vez podría llamarse el inconsciente del discurso, hecho de un número infinito de citas anónimas, un inconsciente que nos constituye. Por eso creo que los únicos escritores judíos de verdad -me refiero a su literatura- son los que han escrito y escriben en idish o en hebreo (caso especial del sefardí). Hay planos que se mezclan con
indiscriminación a veces en relación con un escritor: la lengua, por un lado, la lengua en la que escribe, y su nacionalidad o religión. Por ejemplo, Kavafis: ¿es un poeta egipcio o griego? Nacido en Alejandría, Egipto, en setenta años de vida sólo visitó Grecia en dos ocasiones y apenas un mes en cada caso. Dos meses en total. Pero no puede decirse que Kavafis fuera un poeta egipcio. Fue un gran poeta griego. ( … )

La lengua es mucho más que una cosmovisión. Tiene un inconsciente, depósito de siglos. Sería además una matriz que aún nos contiene y contenemos, aún nos alimenta y alimentamos, después de ser expulsados del vientre materno. Pasamos del vientre materno a la lengua materna, de una matriz material a otra espiritual, que no nos abandonará hasta nuestra muerte. ¿No se siente acaso al hablar y sobre todo al escribir las irrigaciones de esa matriz que nos hace la boca, sus oscuridades, aguas y navegaciones, su latir secreto y circular, la inminencia de otro mundo detrás de esa pared transparente de nadas, mundo que atisbamos sin tocar, cuya lejana cercanía nos toca como presente ausencia que nos habla, que nos hace hablados por ese «aquello» que para San Juan de la Cruz es Dios? ¿Ese «aquello» que para el rey David de los Salmos era el «zot»? ¿Ese “aquello» que es, en definitiva, todo lo que la lengua calla cuando habla? En ese inconsciente de la lengua se aloja todo lo judío que cabe en la lengua castellana. (…)

Es seguro que la dimensión judía palpita en la escritura de todos nosotros. Cómo negar que las velas de los viernes a la noche o las comidas de Péisaj me han dejado una impronta que, al decir de Plotino, una cosa sin forma deja en el alma. Pero menos puedo negar que nací en la Argentina, que la sociedad argentina y la cultura de una clase en la Argentina han dejado marcas profundas en mí que pertenezco a la gran patria de la lengua castellana, a su visión, su sonido, sus silencios, sus continentes y sus islas, sus maneras de estallar en el odio y el amor. Todos nosotros somos hablados por esa lengua y lo extraordinario es que otra lenguas, las lenguas del exilio desembocan en el gran río del idioma de los argentinos, ensanchándolo, sumándole camalotes que descienden del Po, Dniéper, o del Vístula, cambiando el color de sus aguas como limos que la lengua arrastra y deposita en la profundidad de su aventura, una
aventura que nunca acabará.

Pero, ¿qué sería, qué es la dimensión de lo judío en la literatura castellana? ¿0 tal vez habría que preguntarse, mejor, en la cosmovisión «en castellano», tal vez universal? El tema es vastísimo y debería convocar la atención de filólogos, especialistas en estética y críticos
literarios y, por qué no, teólogos. ( … )

Volviendo a lo que nos reúne, creo que efectivamente hay en la obra de todos nosotros una dimensión judía. Creo también que se escribe con el cuerpo, pero me resulta imposible, en mi caso, definir lo judío que constituye mi subjetividad y que, sin duda, alienta en lo que escribo.

Lo judío en la literatura en castellano, en Hispamérica, N62, EEUU, agosto, 1992.

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Universal y pluralista

Estoy convencido de que si hay una cultura universal y pluralista en el mundo, esa es la cultura judía. Es un fenómeno realmente extraordinario, creado desde abajo, desde la comunidad, en pleno exilio, sin un Estado detrás que apoyara o fomentara esos procesos. Es tal vez, en ese sentido, la cultura más democrática del mundo, la más variada, la más plurilingüe y ciertamente pluricultural. Una cultura hecha en los cuatro rincones de la tierra. ( … )
Si pensamos en toda esa diversidad que es hija de la incorporación de y la participación en tantas culturas diferentes; si pensamos que es una cultura que ha hablado y escrito en hebreo, arameo, árabe, idish, variaciones diversas del español, ¿cómo se puede pensar que a esa cultura se la pueda enchalecar en molde único, rígido, y aún en un Estado?

Una cultura cuya extraordinaria cualidad estriba en que fue construida a lo largo de los siglos alrededor de un vacío: el vacío de Dios, el vacío del suelo original, el vacío que conlleva a la utopía. ( … )

Yo deseo aclarar que jamás tuve conflicto alguno con lo judío de mí, es decir con mi «judío de mí”. Tal vez por eso, jamás tuve conflicto alguno con mi «argentino de mí». He estado y estoy en desacuerdo con políticas del Estado de Israel; no estoy para nada en desacuerdo con la existencia del Estado de Israel. No puedo estar de acuerdo con la política que se ha seguido, hasta ahora, con los palestinos.

Juan Gelman: una cultura democrática en Nueva Sión, Buenos Aires, 22 de agosto de 1992.

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Luria, el cabalista

Yo fui un niño judío, pero no practicante. Claro, en mi casa pasaban cosas que uno no sabe cómo entran en la propia subjetividad; la celebración de las fiestas judías más importantes, por ejemplo. Pero en mi casa nunca se practicó el ayuno de los viernes, que va de la primera estrella de los viernes a la primera estrella de los sábados… Mi encuentro de fondo con la cultura judía y hebrea se produjo después, cuando conocí el exilio. Entonces empecé a preguntarme muchas cosas acerca de porqué nos habían derrotado, de las
matanzas en la Argentina, la desaparición de seres queridos, la ausencia de uno del país, la ausencia del país para uno, del habla de su gente… Ese sentimiento me llevó también a leer por primera vez la Cábala. Y encontré en ella algo acorde con lo que me ocurría, es decir, una visión exiliar de la vida. Encontré esa misma visión en poetas hebreos de los siglos XII, XIII y XIV, sobre todo españoles, italianos, alemanes, y «traduje» algunos de sus textos que reuní en mi libro Con/ posiciones. En realidad, lo que hice fue tomar textos y reescribirlos; la única relación que tienen algunos con el original es el sentimiento… Los cabalistas se preguntan: ¿Acaso el hombre no está exiliado sobre la Tierra? Y uno de esos cabalistas formuló una idea extraordinaria, Isaac Luria, cabalista del siglo XVI de Safed, en Palestina, encontró que el primer gran exiliado es Dios mismo porque se retira de sí mismo para dar espacio a su creación y así se exilia de su obra. Aclaro que no me he vuelto místico; estoy hablando de esas lecturas, de lo que me trajeron en consonancia con mi situación, y también de algo que sospecho: que entre la poesía y la mística hay por lo menos una dimensión común, la del éxtasis, el «salirse de sí”, y que ese éxtasis en realidad sucede en el silencio, en el silencio de los místicos y e el silencio de los poetas.

Pedro Salvador Ale, Juan Gelman: la fe poética, entrevista publicada en Periódico de Poesía, N° 11, México, 1995.

Hipocresía interminable – Netanyahu: “El conflicto con los palestinos no es territorial”

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El primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, afirmó este miércoles que el conflicto con los palestinos no es territorial, sino que se debe a su rechazo a reconocer la existencia de un «Estado judío», afirmó un responsable gubernamental en reacción a la nueva versión de la iniciativa de paz árabe.

«El conflicto israelo-palestino no es territorial sino que radica en la propia existencia del Estado de Israel», declaró Netanyahu durante una reunión en el ministerio de Relaciones Exteriores.

«La ausencia de voluntad de los palestinos de reconocer el Estado de Israel como Estado nación del pueblo judío, esa es la raíz del conflicto», estimó, citado por el responsable.

«La raíz del conflicto no es territorial, comenzó mucho antes de 1967 (fecha de la ocupación de los Territorios Palestinos). Lo pudimos comprobar cuando salimos (unilateralmente en 2005) de la franja de Gaza, evacuamos hasta el último colono y ¿qué conseguimos? Cohetes» contra el sur de Israel, añadió el primer ministro.

Netanyahu reiteró que está dispuesto a reanudar «sin condiciones previas» las negociaciones con los palestinos suspendidas desde septiembre de 2010.

El primer ministro hizo estas declaraciones dos días después de una reunión en Washington entre una delegación de la Liga Árabe, el secretario de Estado estadounidense John Kerry y el primer ministro y jefe de la diplomacia de Catar, Hamad ben Jasem al Thani, quien se declaró favorable a un intercambio de territorios «comparable y aceptado mutuamente».

Estos intercambios, ya mencionados en anteriores negociaciones de paz, permitirían a Israel conservar los grandes bloques de asentamientos donde vive la mayoría de los colonos y los palestinos recibirían zonas que se encuentran actualmente bajo soberanía israelí.

Fuente: AFP / OICP

Cuando la negación israelí de la existencia palestina se convierte en genocida

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palestine_21298588601Por Ilan Pappe.

«Recuerdo cómo empezó todo. Todo el estado de Israel es un milímetro del Medio Oriente entero. Un error estadístico, tierra estéril y decepcionante, los pantanos en el norte, el desierto en el sur, dos lagos, uno muerto y un río sobrevalorado. Sin recursos naturales, aparte de la malaria. Aquí no había nada. Y ahora ¿tenemos la mejor agricultura en el mundo? Esto es un milagro: una tierra construida por la gente»  (Maariv, 14 de abril de 2013).

Este relato inventado, escuchado en la voz del primer ciudadano y portavoz israelí, pone de relieve hasta qué punto la narrativa histórica es parte de la realidad actual. Esta impunidad presidencial resume la realidad en la víspera de la sexagésima quinta conmemoración de la Nakba, la limpieza étnica de la Palestina histórica. El hecho inquietante de la vida, 65 años más tarde, no es que el dirigente figurativo del llamado Estado judío, y de hecho casi todos en el nuevo gobierno electo y en el Parlamento, suscriben estos puntos de vista. La realidad preocupante y difícil es la impunidad con apoyo mundial.

La negación de Peres de los nativos palestinos y la continuidad en el año 2013 del mito de la gente sin tierra expone la disonancia cognitiva en la que vive: niega la existencia de aproximadamente doce millones de personas que viven dentro y cerca del país al que pertenecen. La historia demuestra que las consecuencias humanas son terribles y catastróficas cuando las personas poderosas que encabezan equipos poderosos como un Estado moderno, negaron la existencia de un pueblo que está muy presente.

Esta negación estaba allí a principios del sionismo y llevó a la limpieza étnica en 1948. Y sigue ahí hoy, lo que podría resultar en desastres similares en el futuro, a menos que se detenga inmediatamente.

Disonancia cognitiva

Los responsables de la limpieza étnica de 1948 fueron los colonos sionistas que vinieron a Palestina, al igual que Shimon Peres, de origen polaco, antes de la Segunda Guerra Mundial. Ellos negaron la existencia de los pueblos nativos que encontraron, que vivían allí durante cientos de años, si no más. Los sionistas no poseían el poder en el momento de resolver la disonancia cognitiva que experimentaron: su convicción de que la tierra estaba inhabitada a pesar de la presencia de tantas personas residentes en el país.

Casi resolvieron la disonancia cuando expulsaron a tantos palestinos como pudieron en 1948 y se quedaron con sólo una pequeña minoría de los palestinos dentro del Estado judío.

Pero la avaricia sionista por el territorio y la convicción ideológica de que mucha más Palestina era necesaria con el fin de tener un Estado judío viable dio lugar a consideraciones constantes y, finalmente, a las operaciones para ampliar el Estado.

Con la creación del «Gran Israel» después de la conquista de Cisjordania y Gaza en 1967, la disonancia regresó. Sin embargo, la solución, no podría ser fácilmente resuelta esta vez por la fuerza de la limpieza étnica. El número de palestinos era mayor, la asertividad y el movimiento de liberación estaban fuertemente presentes en la escena, e incluso los más cínicos y los protagonistas tradicionalmente pro Israel de la escena internacional reconocieron su existencia.

La disonancia se resolvió de una manera diferente. La tierra sin pueblo era cualquier parte del gran Israel, el Estado deseado para judaizar en las fronteras anteriores a 1967 o para anexar los territorios ocupados en 1967. La tierra con la gente estaba en la Franja de Gaza y algunos enclaves en la Ribera Occidental, así como en el interior de Israel. La tierra sin pueblo está destinada a ampliarse gradualmente en el futuro, haciendo que el número de personas a reducir sea mayor, como una consecuencia directa de la invasión.

Incremento de la limpieza étnica

De esta creciente limpieza étnica es difícil darse cuenta a menos que se contextualice en un proceso histórico. El noble intento de las personas y los grupos más conscientes en Occidente y en Israel para centrarse en el aquí y ahora -en lo que respecta a las políticas de Israel- está condenado a ser debilitado por la contextualización contemporánea, no por la historia.

Comparar a Palestina con otros lugares siempre fue un problema. Pero la realidad criminal en Siria, Irak y otros lugares, se convierte en un desafío aún más serio. La última clausura, la última detención política, el último asalto, el último asesinato de un joven, son crímenes horribles, pero palidecen en comparación con los campos y áreas cercanas o lejanas donde se cometen atrocidades colosales.

Narrativa criminal

La comparación es muy diferente cuando se ve históricamente y es en este contexto donde debemos tener en cuenta el carácter delictivo de la narrativa de Peres, que es tan horrible como la ocupación y potencialmente mucho peor. Para el presidente de Israel, premio Nobel de la Paz, nunca hubo palestinos antes de que se iniciara en 1993 el proceso de Oslo, y cuando los reconoció eran sólo los que viven en una pequeña parte de la Ribera Occidental y la Franja de Gaza.

En su discurso ya había eliminado a la mayor parte de los palestinos. Si usted no existía cuando Peres llegó a Palestina, usted definitivamente tampoco existe en 2013, cuando es el presidente. Esta eliminación es el punto donde la limpieza étnica se convierte en genocida. Cuando es eliminado del libro de la historia y de los discursos de los políticos de alto nivel, siempre existe el peligro de que el siguiente intento sea su eliminación física.

Sucedió antes. Los primeros sionistas, entre ellos el actual presidente, hablaban de la transferencia de los palestinos mucho antes de que la dispusieran en 1948. Estas visiones de una Palestina sin árabes aparecieron en cada diario sionista, revista y conversación interna desde el comienzo del siglo XX. Si se habla del vacío en un lugar donde hay abundancia, se puede tratar de ignorancia voluntaria. Pero si se habla del vacío como una visión o realidad innegable, es sólo una cuestión de poder y la oportunidad anterior a que la visión se convierta en realidad.

La negación continúa

La entrevista de Peres en la víspera de la sexagésima quinta conmemoración de la Nakba no solo es escalofriante porque tolera cualquier acto de violencia contra los palestinos, sino porque los palestinos han desaparecido por completo de su admiración autocomplaciente por el logro sionista en Palestina. Es desconcertante saber que los primeros sionistas negaron la existencia de los palestinos en 1882, cuando llegaron; es aún más chocante descubrir que niegan su existencia, más allá de las esporádicas comunidades tipo guetos, en 2013.

En el pasado, la negación precedió al crimen, un delito que sólo en parte tuvo éxito, pero por el que los autores nunca fueron llevados ante la justicia. Esta es probablemente la razón para la negación continua. Pero esta vez no es la existencia de cientos de miles de palestinos la que está en juego, sino la de casi seis millones de personas que viven dentro de la Palestina histórica y otros cinco millones y medio que viven fuera de Palestina.

Uno podría pensar que sólo un loco puede pasar por alto a millones y millones de personas, muchas de ellas bajo régimen militar o el apartheid mientras ese loco, activamente y sin piedad, impide el regreso de los demás a su patria. Pero cuando el loco recibe las mejores armas de los EE.UU., Premios Nobel de Paz de Oslo y tratamiento preferencial por parte de la Unión Europea, uno se pregunta cuán seriamente debemos tomar las referencias occidentales a los líderes de Irán y Corea del Norte como locos peligrosos.

La locura se asocia en estos días, al parecer, con la posesión de armas nucleares en manos de dirigentes no occidentales. Bueno, incluso en ese aspecto, el loco local del Medio Oriente pasa la prueba. Quién sabe, tal vez en 2014 no sería la disonancia cognitiva israelí que deberá ser salvada, sino la occidental: ¿cómo conciliar en Occidente una posición universal de los derechos humanos y civiles con una postura favorable a Israel en general y a Shimon Peres, en particular?

El autor de numerosos libros, Ilan Pappe es profesor de historia y director del Centro Europeo de Estudios Palestinos en la Universidad de Exeter.

Traducido del Inglés para Rebelión por J. M.

Fuente: http://electronicintifada.net/content/when-israeli-denial-palestinian-existence-becomes-genocidal/12388

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=167369

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Israel, armenios y la cuestión del genocidio

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Por Dahlia Scheindlin.

Cuando Israel recuerda el Holocausto, ¿por qué solo piensa en los judíos?

La Historia ha probado una y otra vez que los judíos no son únicos por haber sufrido políticas genocidas. Los innúmeros debates sobre cómo prevenir esas tragedias hasta ahora no han ayudado a las poblaciones que han sufrido asesinatos y expulsiones en masa, con el objetivo de despojarlos de su identidad étnica, religiosa o nacional (aun en décadas recientes). Por lo tanto, la politización del genocidio armenio en Israel en el contexto de las relaciones Israel-Turquía, descrito con gran elocuencia por Akiva Eldar en al-Monitor no sólo está equivocada; sino que cuestiona que Israel esté realmente comprometido con el “nunca más” cuando de no judíos se trata.

De hecho, los judíos no tienen que buscar fuera de su comunidad para entender la necesidad categórica de universalizar las horribles lecciones del Holocausto. Eldar señala que uno de los grandes defensores de esta posición fue también una víctima:

El hombre que acuñó el término genocidio y luchó por la adopción del tratado [Convención para la Prevención y la Sanción del Delito de Genocidio fue el jurista polaco-judío Raphael Lemkin, cuya familia entera fue aniquilada en el Holocausto. Él logró escaparse a los Estados Unidos. Lemkin se refirió especialmente a la aniquilación armenia como un acto de genocidio. Esta posición nunca fue adoptada por los gobiernos israelíes. La posición oficial israelí fue resumida en 2001 en una entrevista del entonces ministro de Relaciones Exteriores Shimon Peres al Turkish Daily News: “Los armenios sufrieron una tragedia,” dijo, “pero no un genocidio.”

Trágicamente, la descripción de Eldar del sentimiento de muchos miembros del Parlamento es un reflejo de lo que siento en la sociedad israelí:

Para ellos, cualquier intento de dar a entender que otros pueblos también fueron perseguidos y masacrados por razones racistas es considerado “una falta de respeto al Holocausto” (por otro lado, a menudo usan el término “Holocausto” especialmente para asustar al público israelí con la amenaza iraní). No definen el genocidio armenio como un asunto ético-humano-judío.

Espero que la población y líderes turcos vean de otra manera el argumento de que el reconocimiento de la experiencia armenia amenaza las necesidades políticas inmediatas relacionadas con Turquía. Recordar los horrores sufridos por otros diría más sobre los valores de Israel que de Turquía. Cualquiera puede cometer crímenes terrible contra inocentes, incluso los judíos. Quisiera un país que supere su trauma y evoque, dé apoyo y ayude a las víctimas, donde quiera que estén.

Casi no puedo creer que sea necesario decir esto, pero es evidente que hay que repetirlo: debemos reconocer que todos los seres humanos corremos el riesgo de ser víctimas de actos genocidas o de perpetrar esos mismos actos. El mismo pueblo puede estar en ambas posiciones. Negar esto me parece tan terrible y peligroso como negar el mismo Holocausto.

N. de la R.: Es el Estado de Israel el que se encuentra en esa posición. Fueron víctimas (junto con muchos no judíos) del Holocausto y desde hace más de 65 años perpetran los mismos crímenes con el pueblo palestino.

 Fuente: http://972mag.com/israel-armenians-and-the-question-of-genocide/69977/

Traducción: http://amlapavidiomas.com/

Mensaje de la victoria del prisionero palestino Samer al-Issawi

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Esta victoria prueba a la ocupación que la razón vence siempre y eternamente y que el injusto y la injusticia van a desaparecer

 Samer Issawi / 27-abril-2013

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Dios es grandioso, alabanzas a Dios
Dios es grandioso, alabanzas a Dios
Dios es grandioso, alabanzas a Dios

Doy gracias a Dios del principio al fin, por esta victoria y por su generosidad en concedérmela.

Para comenzar mi carta, ofrezco mis disculpas a todos los que me apoyaron en esta batalla, batalla la de dignidad, batalla de la lealtad a los mártires de Gaza, los heridos y los que sufrieron la catástrofe como resultado de la hostilidad a la que fueron expuestos cuando los sionistas emprendieron el intento fallido de liberar al soldado israelí  “desde el interior de la caja”, como ellos lo llaman. Sin embargo, encontraron que es un amplio espacio abierto, a pesar de la avanzada tecnología que poseen, a pesar del apoyo de todo el mundo y a pesar principalmente de tener los servicios de inteligencia de todo el mundo a su disposición, no han podido liberarlo.

Yo estaba deseando que mi liberación fuera inmediata, este era mi punto de vista, pero después que una cantidad de prisioneros políticos comenzaran una huelga de hambre abierta en solidaridad conmigo, temí por su bienestar, me preocupé por el movimiento de los prisioneros y no quise que sufrieran por mí las mismas cosas que yo sufrí durante mi huelga de hambre, por lo que me vi obligado a aceptar la propuesta final que me ofrecieron: una sentencia de prisión efectiva por 8 meses a partir de la fecha de firma del acuerdo, y el retorno a mi amada Jerusalén.

Y gracias a Dios, las demandas por las que emprendí mi huelga de hambre abierta, por lealtad a los mártires, se cumplieron; desde el comienzo mis demandas fueron: defender la dignidad de nuestra nación, poner de relieve las violaciones de la ocupación a los términos del acuerdo ‘lealtad de los libres’, prohibir que se vuelva a arrestar a los prisioneros políticos liberados por este acuerdo, rechazar el restablecimiento de sentencias previas, poner límite a las políticas de deportación y respetar nuestro derecho a retornar a nuestra tierra.

En segundo lugar, las negociaciones que llevaron a cabo conmigo enviando comisiones supervisadas por especialistas en procesos de negociación y agentes del Shabak, fueron muy extenuantes y continuadas por varias horas al día, sin embargo, ni comí ni me aburrí. La primera oferta que me hicieron fue la de deportarme a Gaza por 10 años, que yo ya había rechazado completamente antes. Luego ofrecieron deportarme a un país de mi elección, entonces les dije que la idea de la deportación no la aceptaría, que mantengo todas mis capacidades mentales que no sufren de ninguna alteración de la voluntad, que totalmente rechazo la idea de deportación por completo, incluso la de ser deportado a la gloriosa Gaza. Aunque es una parte de mi patria, insistí en que deseo retornar a la tierra santa, a mi casa, a los brazos de mis padres y mi familia y a mi pueblo. Dije y repetí: Jerusalén o el martirio, no hay tercera opción. Me negué a someterme a la ocupación y sus chantajes, me negué a ser un puente por el que se pasa encima y me negué a abandonar la sangre de los mártires que cayeron por la liberación de los prisioneros, y los gritos de dolor de los heridos.

Mi simple rechazo a aceptar la deportación fue mi primera victoria sobre la ocupación, incluyendo el rechazo a la deportación a Gaza, porque esto trae a la mente las operaciones de expulsión forzada que sufrieron los palestinos en 1948 y 1967. Estamos actualmente librando una lucha por la liberación de la tierra y el retorno de los refugiados, y no para aumentar el número de desplazados. Los métodos sistemáticos que Israel está aplicando, para expulsar a los palestinos de su tierra y poner mercenarios en el lugar de los auténticos dueños de la tierra, es un crimen en sí mismo y por lo tanto rechazo el concepto de la deportación a cualquier otro lugar.

Les dije: “Prefiero morir en mi cama de hospital a ser expulsado de Jerusalén. Jerusalén es mi alma y mi vida y si me arrancaran de ella, sería como arrancar mi alma de mi cuerpo. No hay vida que valga sin Jerusalén y Al-Aqsa, sin Jerusalén toda la tierra es para mi insuficiente, así que mi retorno será a Jerusalén y a ningún otro lugar”.

Yo no estaba mirando esto como un asunto personal relacionado sólo con Samer al-Issawi, sino que la cuestión es un asunto nacional, con la convicción y el principio al que se aferra cada palestino que ama la tierra de su patria. La comisión de negociación entendió entonces que la deportación no podía ser incluida entre las posibilidades y que debía ser eliminada de la agenda de negociaciones.

También informé al tribunal militar que boicotearía sus sesiones, que considero que su tribunal es ilegal y que su presencia en tierras palestinas es ilegal. ¿Cómo puedo ser juzgado por un tribunal ilegal, cuyos jueces quieren juzgarme por entrar en territorios palestinos, a pesar de que sus tribunales se ubican ilegalmente en tierra palestina? Les dije que mi comparecencia frente a ese tribunal sería un reconocimiento a su legitimidad y a la legalidad de la presencia de la ocupación en Palestina, lo cual no es así en absoluto. Por lo tanto, el tribunal militar se vio forzado a enviar su jueza al hospital para conocer las razones de mi rechazo a comparecer ante el tribunal. Les transmití mi respuesta, la cual encendió su irritación y su ira, y esto lo considero mi segunda victoria sobre la ocupación.

Después de descartar la acción de deportación, empezaron a hablar de años de prisión efectiva y la primera sugerencia fue de 10 años, y se inició el período de la reducción y la disminución, después de mi insistencia en la libertad, hasta que llegó a 8 meses y esto lo considero la tercera victoria. La voluntad del enemigo se rompió frente a la voluntad del pueblo palestino que rechaza someterse a la injusticia.

Después de aceptar su oferta de 8 meses de prisión efectiva, pedí la presencia de la defensa, para completar el acuerdo, firmarlo, poner en marcha los procedimientos jurídicos, sacar este acuerdo a la luz y lograr la victoria que había estado persiguiendo desde que me encarcelaron, y eso es la libertad para retornar a Jerusalén.

Y desde aquí, en la cama de la victoria, estoy transmitiendo mis saludos a todos los que me respaldaron; no haré menciones específicas por temor a los reclamos. Valoro y aprecio a todos los que me apoyaron para lograr esta victoria, ya sea por hechos, acciones, palabras o plegarias, que Dios los agracie con bendiciones en mi nombre y en nombre del pueblo palestino. También hago llegar mis saludos a todos los soldados que participaron en esta batalla, a pesar de su larga duración. Se mantuvieron firmes en la cara del verdugo. Soportaron todo el sufrimiento y el dolor por estar expuestos a la represión de la ocupación. Insistieron en continuar esta batalla hasta la victoria, a pesar de todo el sufrimiento y las calamidades que les sobrevinieron, continuos arrestos y heridos en sus filas, heridas producidas por balas de goma, lágrimas provocadas por granadas de gases lacrimógenos.

Después de todo ese sufrimiento, aquí estamos hoy, celebrando la victoria alcanzada gracias a su persistencia en esta heroica batalla, ustedes y los libres de este mundo compartieron esta batalla con nosotros, y esta victoria prueba a la ocupación que la razón es la que vence siempre y eternamente y que el injusto y la injusticia van a desaparecer.

Bendigo a las madres de los mártires y saludo a las familias de los heridos que sacrificaron sus almas y partes de sus cuerpos, para concretar la operación ‘lealtad de los libres’, por la que un millón y medio de personas de nuestro pueblo en Gaza pagó un alto precio, pagó con un bloqueo que los hizo pasar hambre para presionarlos y obligarlos a entregar el soldado, sin embargo, nuestro pueblo en la amada Franja de Gaza insistió y retuvo al soldado con el fin de concretar el más grandioso acuerdo de intercambio en la historia de la revolución palestina. Y aquí estamos hoy, manteniendo todos nuestros sacrificios y nuestros logros con nuestra victoria que dedicamos a Gaza. Tal como prometí, mantuve mi promesa: el martirio o la liberación para retornar a Jerusalén, y aquí está. La libertad está en camino, si Dios quiere, pronto llega.

Por Dios, que cuando me acordaba de los mártires, los heridos y los que sufren la catástrofe en Gaza, que se sacrificaron por nuestra liberación, me sentía fortalecido y decidido, y consideraba que dar marcha atrás y renunciar a la victoria sería una traición a los que se sacrificaron para asegurar la libertad en virtud del acuerdo ‘lealtad de los libres’. Mi victoria es su victoria y su sufrimiento es mi sufrimiento.

Y no me olvido aquí de saludar a los soldados desconocidos en esta batalla, en los medios escritos y audiovisuales, que jugaron un rol esencial en esta gran victoria alcanzada. Y saludo también a los poetas, compositores y cantantes que me apoyaron y ayudaron a divulgar esta lucha por todos los rincones del mundo, cumpliendo un rol que no es menos importante que los otros.

Y desde aquí, hago un llamamiento a continuar el movimiento popular y su escalada en todos los frentes, para luchar por nuestros prisioneros políticos. Y llamo también a la continuación de la movilización política y diplomática para internacionalizar el tema de los prisioneros políticos y dirigirse a la Corte Penal Internacional, para acusar a los jueces de la ocupación en virtud del derecho internacional, por los crímenes que han sido perpetrados contra el pueblo palestino.

Los saludo y saludo su resistencia, y si Dios quiere me encontraré con ustedes pronto para celebrar la verdadera victoria de la liberación de Palestina y su capital, la sagrada Jerusalén. Nos encontramos pronto en Jerusalén, la más sagrada, si Dios quiere.

Su hijo y su hermano
Samer al-Issawi
Hospital Kaplan

Fuente: http://www.docjazz.com/index.php/component/content/article/1-latest-news/299-samer-issawi-victory-francais-espanol