Brasil-Israel: A Feira da Morte

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A cooperação com Israel é um crime contra a humanidade.

Por Vera Vassouras.

I) Implicações das relações militares entre Brasil e Israel

De acordo com as estatísticas do Stockholm International Peace Research Institute, durante o mandato do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Brasil se tornou o quinto maior importador de armas e tecnologia militar israelenses; quase o dobro da quantidade de exportações de Israel para os EUA. Afim de reforçar ainda mais a cooperação, em 2010 um novo acordo de cooperação em segurança foi firmado, o qual assegura o comércio de tecnologia sensível. Israel é um dos poucos países no mundo onde o exército brasileiro mantém um escritório.
Muitas empresas militares israelenses compraram companhias militares brasileiras, desta forma contribuindo para a desnacionalização da indústria brasileira e, desta maneira, exploram o crescente mercado de armas na América do Sul e o acesso sem limitações de gastos militares do governo do Brasil.

Esta relação privilegiada do Brasil com o complexo militar-industrial de Israel não só permite a sustentabilidade econômica para a indústria de guerra de Israel, cuja exportação representa 80% dos ganhos, mas, sobretudo, trás graves impactos no Brasil em vários níveis:
a) politicamente

·        Brasil desempenha um papel de liderança global na defesa dos direitos palestinos e de um Estado Palestino nas fronteiras de 1967. Em contraste com isso:
·       Os contratos militares com Israel financiam as mesmas empresas que estão envolvidas na construção do muro e dos assentamentos (isso inclui quase todas as empresas líderes do setor militar) e que trabalham para que a construção de um Estado palestino seja impossível.
·       Os contratos militares dão sustentabilidade econômica para as guerras israelenses e políticas de ocupação e lucram diretamente da «experiência» adquirida na ocupação de Israel e guerras de agressão.
·       O envolvimento direto do Brasil na economia de guerra de Israel lhe tira a credibilidade de sua aspiração em ser um mediador eficaz para uma paz justa na região.
·       O apoio, o patrocínio e os contratos do Estado com empresas israelenses envolvidos na construção do Muro e dos assentamentos está em contradição ao apoio do Brasil ao Relatório da missão de averiguação do Conselho dos Direitos Humanos da ONU sobre o projeto dos assentamentos que destaca que os Estados terceiros têm de assegurar que as empresas comerciais domiciliadas no seu território e / ou sob a sua jurisdição (isto inclui Elbit, IAI e outras empresas israelenses presentes através de suas subsidiárias no Brasil) não violem direitos humanos palestinos em conformidade com o direito internacional.

b) legalmente

As relações militares com Israel correm o risco de contradizer:
Art. 4 º da Constituição brasileira, que estabelece a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais.
A Corte Internacional de Justiça que, em sua decisão de 2004 sobre as consequências legais da construção do muro, por Israel, em território ocupado palestino confirmou a responsabilidade de Estados terceiros em não auxiliar e não ajudar atividades ilegais israelenses e de não reconhecer e ajudar ou auxiliar a manutenção de situações ilegais criadas por este.
Os Princípios de Maastricht sobre obrigações extraterritoriais dos Estados em respeitar, proteger e cumprir com os direitos humanos esclarecem que a responsabilidade do Estado se estende para: «Obrigações relativas aos atos e omissões de um Estado, dentro ou fora do seu território, que têm efeitos sobre o gozo dos direitos humanos fora do território desse Estado”, e «atos e omissões de atores não-estatais agindo sobre as instruções ou sob a direção ou controle do Estado».
Diretrizes da ONU sobre Direitos Humanos e empresas, aprovadas pelas Nações Unidas em 2012, afirmam claramente que em áreas afetadas por conflitos, “os Estados devem ajudar a garantir que as empresas comerciais que operam nesses contextos não estejam envolvidas com tais abusos». As medidas recomendadas incluem a criação de legislação adequada para evitar negócios que contribuam para violações dos direitos humanos em situações de conflito; retirar o apoio do Estado a partir dessas corporações e explorar a responsabilidade legal e criminal dessas empresas.

c) economicamente:
Os contratos com a indústria armamentista israelense têm levado ao abandono uma série de projetos nacionais de I&D e projetos I&D com parceiros estratégicos da política externa brasileira (como as negociações sobre o projeto I&D em drones com África do Sul abandonados por Elbit drones, o protótipo rifle Taurus abandonado para a tecnologia da IMI, a tecnologia para bombas guiadas desenvolvidas por Avribras e abandonado por tecnologia da Elbit)
Empresas israelenses sistematicamente compram empresas brasileiras e contribuem para a desnacionalização oculta da indústria de armas no Brasil, que drena não apenas recursos econômicos para fora do país, mas cria uma dependência contínua de tecnologia israelense.
A relação privilegiada com o complexo industrial-militar israelense fecha mercados na América do Sul (Venezuela, Bolívia) , no mundo árabe, na Turquia e em muitos países muçulmanos que seguem o boicote da Liga Árabe.
Além disso, essas relações militares estão claramente contrárias aos apelos à solidariedade ao povo palestino:
Chamados pelas Campanhas de boicotes, desinvestimentos e sanções (BDS) contra Israel (2005): assinado por todos os partidos políticos e mais de 170 organizações da sociedade civil palestina.
· Chamados Palestinos por um embargo militar imediato (2010): apoiado por organizações da sociedade civil representando dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo e por muitos ganhadores do prêmio Nobel da Paz.
Quando Celso Amorim se tornou Ministro da Defesa, partidos políticos palestinos e a sociedade civil se uniram numa carta expressando sua esperança de que Amorim iria considerar ações relacionadas ao embargo de armas sobre Israel (2011):“Confiamos que você irá agir em sua nova posição para assegurar que a política de defesa do Brasil promova solidariedade e respeito pelos direitos humanos. […] Não pode haver passos efetivos em direção à paz enquanto Israel mantiver o gatilho da arma que aponta para o povo palestino. O Brasil não pode ser um agente efetivo por uma paz justa enquanto financiar essa arma.”

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II) O papel do Rio de Janeiro central nas relações militares entre o Brasil e Israel

a) Importância da LAAD – Feira Internacional de Defesa e Segurança

·       Na LAAD 2013, 33 empresas israelenses e instituições irão participar1.
·       A LAAD é historicamente o local onde Israel mostra suas mais recentes armas desenvolvidas no laboratório de guerra israelense ou seja na ocupação e repressão do povo palestino.
·       É também o espaço onde novos contratos são feitos e apresentados. Somente em 2011, os dois principais atores militares israelenses no Brasil lucraram na LAAD, entre outras, das seguintes maneiras:
·       Israel Aerospace Industries (IAI): apresentou o novo Stark IRV, um veículo de reconhecimento desenvolvido pela IAI subsidiária Elta Systems. ELTA Systems foi concedido vários contratos para fornecer radares Airborne Multi-Modo para um cliente sul-americano2. IAI anunciou uma parceria com a brasileira Dígitro realizado por meio da EAE Soluções Aeroespaciais – joint venture entre a IAI e o Grupo Synergy. O objetivo da parceria é fornecer soluções de segurança interna,incluindo soluções integradas para fazer frente aos desafios da Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Brasil3.
·       Elbit Systems: A Embraer Defesa e Segurança e a AEL Sistemas, uma subsidiária da Elbit Systems Ltd, anunciaram a assinatura de um acordo estratégico que prevê a avaliação de exploração conjunta de sistemas aerotransportados não tripulados, incluindo a potencial criação de uma empresa conjunta no setor4.
b) O complexo militar-industrial israelense no Rio de Janeiro

Presença de empresas israelenses no Rio de Janeiro:
Elbit comprou duas empresas de armas baseados no Rio de Janeiro: Ares Aeroespecial e Defesa SA («Ares») e Periscópio Equipamentos Optronicos SA («Periscópio»). Eles operam com 70 trabalhadores no Rio de Janeiro.
EAE: uma joint venture entre Israel Aerospace Industries e o Grupo Synergy supostamente têm escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo.

Armas israelenses e formadores garantem que cada jogo na Copa do Mundo e nas Olimpíadas são um gol para o apartheid israelense

14 drones construídas por a IAI no valor de 350 milhões de dólares serão utilizados durante os dois megaeventos. Três deles já foram testados durante a Rio+20. A polícia federal brasileira foi treinado em Israel pelas mesmas forças que têm um histórico documentado de matar civis com esses drones.
Foram acordados cursos especiais para o BOPE em Israel para se preparar para a Copa do Mundo e as Olimpíadas5.
O secretário de Segurança José Mariano Beltrame vai renovar a frota de ‘ caveirões ’ do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil por R$ 6,150 milhões. Global Shield vende os oito carros, gestão da frota e manutenção por cinco anos. Media reports state that “ O ‘ desconto olímpico ’ de cerca de 72% é creditado aos grandes eventos, como a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, quando a empresa de Israel terá no Rio o maior show-room de segurança pública mundial ”6.
O uso de instalações civis e militares no Rio de Janeiro para projetos de cooperação com empresas israelenses:
Bedek IAI subsidiária usa TAP M & E Brasil e manutenção dos centros de produção no aeroporto do Rio de Janeiro.
Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL), no Rio de Janeiro: O aeroparque será usado para testar a modernização da frota dos aviões militares AMX em que as empresas israelenses desempenham um papel fundamental7.
CAEX, a instalação de testes do Exército Brasileiro de Marambaia, no Rio de Janeiro: Elbit Systems Ltd. realizou testes de aceitação de clientes de sus primeiros UT30BR 30 milímetros torres não tripulados, integrado no 6X6 IVECO, veículo brasileiro Guarani. Relatórios realçam como os palestinos têm sido usados nos teste militares: «O projeto único […] é baseado na experiência extensiva em campo de batalha em grande escala e conflitos de baixa intensidade»8.
A polícia e as forças de segurança de Rio de Janeiro formados por empresas militares israelenses e afins:
A reservada Yaman, unidade antiterror da policia de Israel, veio ao Rio de Janeiro trocar experiências com o BOPE9. A progressão em terreno usada no bope-rj é estratégia ensinada por instrutores israelenses10.
A escola contra-terrorismo israelense, que contrata instrutores do exército israelense e ensina doutrinas militares israelenses em seus cursos treina:

  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro,
  • Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro,
  • Membros do BOPE – Batalhão de Operações Especiais da PMERJ,
  • Companhia de Polícia Militar com Cães –CiaPMCães – PMERJ,
  • 28 BMP – PMERJ,
  • Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro – Grupo de Ações Especiais – GAE,
  • Guarda Portuária do Rio de Janeiro – DOCAS RIO,
  • Guardas Municipais de Várias cidades do Estado do Rio de Janeiro,
  • Escola América de Botafogo (Rio de Janeiro),
  • DESIPE – RJ,
  • Grupo de Intervenções Táticas (Agentes penitenciários – Rio de Janeiro)

Notas

1 Beryl Davis, BlueBird Aero Systems, ISDS Ltd. – International Security & Defence Systems Ltd. , ImageSat International N.V, Opgal Optronic Industries Ltd, BAT – Beit Alfa Technologies Ltd., Israel Weapon Industries Ltd. (IWI), Reshef Technologies, CAMERO, ISDS INTERNATIONAL, Aeromaoz, Plasan Sasa Ltd, CONTROP Precision Technologies Ltd., DSIT Solutions Ltd., Netcom Malam Team International, Israel Aerospace Industries Ltd. (IAI), Mistral Group, Ness TSG, UVision Global Aero Systems, SIBAT Israel Ministry of Defence, Beth – El Zikhron, Yaaqov Industries Ltd., Hatehof Industries (Brand Group) Ltd., Dynamic Jet Engineering Ltd. (DJE), Gilat Satellite Networks Ltd., Amicell – Amit Industries Ltd, Dignia Systems Ltd., Israel Military Industries Ltd. (IMI), Rafael Advanced Defense Systems Ltd., Elbit Systems Ltd., MEPROLIGHT,ARES, AEL Sistemas

2 www.iai.co.il/35783-42453-en/LAAD%202011_News.aspx

3 www.seccurex.com.br/pt/noticias/64-israel-aerospace-industries-iai-anunciou-ontem-na-laad-parceria-com-a-brasileira-digitro

4 www.uasvision.com/2011/04/14/brazilembraer-to-enter-uas-market-with-elbit-subsidiary

5 http://esportes.terra.com.br/futebol/brasil2014/noticias/0,,OI4790639-EI10545,00-De+olho+em+e+Bope+pode+ganhar+curso+especial.html

6 http://odia.ig.com.br/portal/rio/caveir%C3%B5es-de-israel-para-pol%C3%ADcia-do-rio-1.538761

7 www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=13833; http://www.defenseindustrydaily.com/elbit-enhancing-amx-aircraft-avionics-for-brazil-05151/

8 www.spacewar.com/reports/Elbit_Systems_Completes_Customer_Tests_For_First_30mm_Unmanned_Turret_Supplied_To_Brazil_999.html

9 www.gaussconsulting.com.br/imagens/2012/GaussOnline/jan_12/tt_059_BOPE_e_a_excelencia_organizacional.pdf

10 www.orkut.com/Main#CommMsgs?na=3&nid=56198530-5569834604530940811-5570252625073207183&nst=61&tid=5569834604530940811&cmm=56198530&hl=pt-B

Documento da Organização Palestina Stop the Wall, Campanha Popular Palestina contra o Muro da Apartheid.
www.kaosenlared.net/component/k2/item/52975-brasil-israela-feira-da-morte.html

Fonte: http://www.jornalorebate.com.br/site/pais/10162-brasil-israel-a-feira-da-morte-

Samer Issawi concluye larga huelga de hambre

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samerSamer Issawi, preso palestino en huelga de hambre intermitente desde agosto, firmó hoy un acuerdo con Israel que garantiza su liberación tras ocho meses de prisión adicional, y por el que concluye su protesta, informó su abogado Jauad Bulos.

Conforme al acuerdo, Issawi será puesto en libertad condicional y deberá permanecer en los alrededores de su localidad de Isauiya, en Jerusalén Este, tras cumplir otros ocho meses de prisión adicionales, con lo que en total habrá pasado 18 meses tras las rejas en esta ocasión.

El preso firmó el acuerdo hoy en el Centro Médico Kaplan en Israel, donde permanece actualmente retenido y tanto su tío como su hermano se encontraban presentes en el momento de la rúbrica, dijo su abogado a la agencia palestina «Maan».

Su situación había generado manifestaciones y huelgas de hambre parciales de otros presos palestinos en solidaridad con este reo de 32 años, que ha permanecido 266 días sin comer alimentos sólidos en protesta por su nueva detención por fuerzas de seguridad israelíes.

La salud de Issawi se había deteriorado notablemente y se había convertido en un símbolo en Palestina con su larga protesta por su arresto, que se produjo poco después de haber sido liberado en octubre de 2011 en virtud de un canje de presos con Israel por el soldado Guilad Shalit.

En 2002 había sido condenado por un tribunal militar a 26 años de cárcel por cinco casos de intento de asesinato y por pertenencia al Frente Democrático para la Liberación de Palestina (FDLP).

Desde el pasado agosto sólo ingería de forma intermitente líquidos, vitaminas, sales y otros nutrientes, aunque no tomaba alimentos sólidos, lo que motivó su ingreso en el hospital.

Su situación había generado diversos llamamientos, entre ellos del secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, y de la alta representante de Política Exterior y Seguridad de la Unión Europea (UE), Catherine Ashton.

En las últimas semanas había aumentado la preocupación en distintos departamentos del Gobierno israelí sobre el impacto que podría llegar a tener la muerte de Issawi a tenor del empeoramiento en su situación, del que advirtieron los médicos.

Especialmente después de dos casos en los que presos palestinos fallecieron bajo custodia israelí, uno el mes pasado por cáncer, y otro, en febrero, tras un interrogatorio, lo que desató airadas protestas en las calles palestinas después de que los dirigentes palestinos acusaran a Israel de la muerte de ambos reos por negligencia médica y torturas, respectivamente.

En las últimas semanas el Servicio de Prisiones de Israel, así como el Ministerio de Seguridad Interior, el de Justicia, el servicio de inteligencia y seguridad interior (Shin Bet), y la Oficina del Primer Ministro trataron de poner fin a la crisis y una de las conclusiones fue negociar con los abogados de Issawi, señaló hoy la edición digital del diario «Haaretz».

Según destacadas fuentes oficiales israelíes, el primer ministro, Benjamín Netanyahu, aprobó el acuerdo para la excarcelación del preso palestino hace dos días y de acuerdo a ciertas condiciones.

Estas son que cumpla otros ocho meses en prisión desde el momento de la firma del acuerdo a cambio de abandonar su huelga de hambre.

Además, contempla que tras su liberación el preso se compromete a no abandonar su barrio, y tiene prohibido entrar en Cisjordania, la Franja de Gaza o mantener contacto con miembros de grupos terroristas o individuos que lleven a cabo actividades terroristas.

En caso de que Issawi viole nuevamente los términos de su libertad condicional o cometa un acto delictivo que implique una pena superior a los tres meses de prisión, se activará su condena de 14 años y medio de cárcel.

Fuente: EFE / OICP

Caricatura palestina

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Mohamad Sabaneh, caricaturista sentenciado a 5 meses de prisión por contactos con una «organización hostil». La organización a la que se refiere Israel es una editorial, en Amán, Jordania, que se dedica a publicar libros sobre prisioneros palestinos. Evidentemente, Israel cree que eso amenaza su seguridad.

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1er trabajo del caricaturista palestino Mohamed Sabaneh preso hace 83 días.

 

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Prisioneros palestinos en las cárceles israelíes, Abr 27, 2012

Prisioneros palestinos en las cárceles israelíes, Abr 27, 2012

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Derecho a una vida con dignidad de Mohamad Sabaneh 30 oct 2012

No dispares, de Mohamad Sabaneh

No dispares, de Mohamad Sabaneh

Pescadores en Gaza, de Nidal El-Khairy, 12 mar, 2013

Sin Líderes, de  Nidal El-Khairy, 20 abr, 2013

Sin Líderes, de Nidal El-Khairy, 20 abr, 2013

¿Derecho al retorno?, de Nidal El-Khairy on Sun, 27 may, 2012

¿Derecho al retorno?, de Nidal El-Khairy, 27 may, 2012

Najialali2Nayi Al Ali, sin duda, el caricaturista palestino más influyente que se recuerda y añora. Un intelectual que con la misma valentía que condenaba y se rebelaba contra la ocupación israelí, atacaba a los dirigentes árabes, normalmente dibujados con una gran panza («saben vivir bien») y sin piernas sobre la tierra, símbolo de que «no respetan las raíces». Un desconocido le disparó a quemarropa el 22 de julio del 87 en Londres. Tras cinco semanas en coma, falleció pero su trabajo, nombre y mensaje siguen estando presentes en la memoria palestina.
Sus dibujos y en especial su personaje más conocido, Handala, representan a los niños refugiados palestinos. O él a mismo, nacido en el 38 en una aldea árabe de la Galilea y que la creación de Israel en el 48 provocó su Nakba (desastre) individual y colectivo. Como otros muchos palestinos, creció en el campo de refugiados de Ein El Jilwe, en el sur del Líbano. En el 61 en una visita al campo, el escritor y portavoz del Frente Popular de Liberación de Palestina Ghassan Kanafani (posteriormente victima de un coche bomba preparado por el Mossad israelí) vio alguno de los dibujos de Naji y ese mismo año se publicaba su primera caricatura. (http://redsocial.uimp20.es/profiles/blogs/naji-al-ali-refugiado)

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Buen día, Beirut. Hecho durante la invasión al Líbano de 1982

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Autor: Naji Al Ali

Autor: Nayi Al Ali

¡ PALESTINA LIBRE!

Israelíes celebran el Día de la Limpieza Étnica en vez de la «Independencia»

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El «Día de la Independencia de Israel» el grupo Zochrot fue a la Plaza Rabin en Tel Aviv para celebrar la limpieza étnica junto con el pueblo de Israel. Distribuyeron mapas que documentaban los desalojos y la limpieza étnica del pueblo palestino.

 

Israel-Palestina: David Shoebridge pone los puntos sobre la «íes»

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David Shoebridge, diputado australiano, se expresa sobre una moción subjetiva del grupo de Parlamentarios Amigos de Israel relacionada con un viaje no menos subjetivo que esos miembros hicieran a Israel. Shoebridge destruye la narrativa israelí y los clichés sobre la situación.

Meus queridos primos sionistas

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hondaPor Julio Rudman.

«Os palestinos são os judeus dos judeus» (Eduardo Galeano).

Tínhamos poucos anos. 6,7, 8 (antecedente de um programa de TV imperdível!). Nas esquinas de nosso bairro, ao amparo de árvores miraculosos no deserto verde que é a cidade de Mendoza, saíamos para procurar filhotes de passarinhos, munidos de estilingues. Se os filhotes eran de pombas, melhor. Bicho de porcaria erro de Picasso, Machado, Guillén e associados, como para demonstrar que os gênios também erram.

Procurávamos pedras apropriadas e, geralmente, nossas excursões assassinas terminavam num fracasso absoluto, com os pés descalços nos açudes trocando figurinhas e xingando a professora por alguma bronca considerada injusta.

Lembrei-me destas cenas por causa do vídeo que o governo israelense mostrou, para justificar o assassinato cometido no navio turco, com ajuda humanitária para Gaza.

Meus primos, quase todos, são sionistas. Gosto deles, os amo, talvez. Eles ficaram tristes com a minha adesão militante com o povo palestino. Igual os amo, talvez. Cada vez que nos vemos somos família, somos solidários, suponho que são bons pais, trabalham honestamente, gostam de mim. Com certeza.

Vivem convencidos de que sionismo e judaísmo são sinônimos. Não compreendem como eu, judeu também, admiro a capacidade de síntese de Galeano, ou de Saramago, por exemplo, em relação a este assunto. Seria, então, uma sorte de semita antissemita que não entende a história trágica do, mal chamado, povo escolhido.

Disse, e mantenho, que minha diatribe não é contra Israel. É contra seu governo nazista, discriminador, terrorista, que tem legalizada a tortura e aplica o conceito de «espaço vital» como o fez o Terceiro Reich.

Disse, e mantenho, que ninguém estimula mais e melhor o antissemitismo que Netanyahu e seus capangas.

Disse, e mantenho, que me sinto mais irmão da Tupac e Milagro Sala que dos milicos israelenses que massacram seres indefesos, armados com estilingues e bolinhas de gude, como nós na infância.

Os policiais da nossa infância não eram sionistas, por sorte. Alguns anos depois viraram muito bons alunos de instrutores franceses e israelenses, e sofremos as consequências. Deixaram-nos a céu aberto, nos roubaram nossos meninos, fizeram sumir 30.000 dos melhores. E não foi com estilingues e bolinhas de gudes.

Vários primos queridos pediram para eu não enviar mais mensagens antijudaicas. Minhas mensagens são antinazistas. Tomara que entendam. Mesmo assim, continuo gostando deles.

 3 de junho de 2010

Mis queridos primos sionistas

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honda

 Por Julio Rudman.

«Los palestinos son los judíos de los judíos» (Eduardo Galeano)

Teníamos pocos años. 6,7, 8 (¡anticipo de un programa de TV imperdible!). En las esquinas de nuestro barrio, al amparo de árboles milagrosos en este desierto verde que es Mendoza, salíamos a buscar pichones, munidos de gomeras (hondas se le dice por aquí). Si los pichones eran de palomas, mejor. Bicho de mierda, error de Picasso, Machado, Guillén y asociados, como para demostrar que los genios también pifian.

Buscábamos piedras apropiadas y, generalmente, nuestras excursiones asesinas terminaban en rotundo fracaso, con los pies desnudos en las acequias, cambiando figuritas o puteando a la maestra por alguna reprimenda considerada injusta.
Recordé estas escenas a raíz del video que mostró el gobierno israelí, para justificar el asesinato cometido en el barco turco, con ayuda humanitaria para Gaza.
Mis primos, casi todos, son sionistas. Los quiero, los amo, tal vez. Los entristeció mi adhesión militante con el pueblo palestino. Igual los amo, tal vez. Cada vez que nos vemos somos familia, somos solidarios, supongo que son buenos padres, trabajan honestamente, me quieren. Seguro que me quieren.
Viven convencidos de que sionismo y judaísmo son sinónimos. No comprenden cómo yo, judío también, admiro la capacidad de síntesis de Galeano, o de Saramago, por ejemplo, respecto de este asunto. Sería, entonces, una suerte de semita antisemita que no entiendo la historia trágica del, mal llamado, pueblo elegido.
He dicho, y lo sostengo, que mi diatriba no es contra Israel. Es contra su gobierno nazi, discriminador, terrorista, que tiene legalizada la tortura y aplica el concepto de «espacio vital» como lo hizo el Tercer Reich.
He dicho, y lo sostengo, que nadie fomenta más y mejor el antisemitismo que Netanyahu y sus secuaces.
He dicho, y lo sostengo, que me siento más hermano de la Tupac y Milagro Sala que de los milicos israelíes que masacran seres indefensos, armados con gomeras y bolitas, como nosotros en la infancia.
Los policías de nuestra niñez no eran sionistas, por suerte. Unos años después se hicieron muy buenos alumnos de instructores franceses e israelíes, y así nos fue. Nos dejaron a la intemperie, nos robaron nuestros chicos, se chuparon a 30.000 de los mejores. Y no fue con gomeras y bolitas.
Varios primos queridos me pidieron que no les envíe más mensajes antijudíos. Mis mensajes son antinazis. Ojalá lo entiendan. Igual los quiero.
03-06-2010

Shlomo Sand: A invenção da terra de Israel

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Neste encontro com Shlomo Sand podemos entender com clareza o absurdo que é a tentativa de justificar o fato de que um grupo de cidadãos europeus haja decidido partir para um território que alegam ter-lhe sido entregue à perpetuidade por ninguém menos que o próprio Deus, e do qual teria sido expulso pelos romanos há mais de dois mil anos. Com a justificativa de que aquela é sua terra de pleno direito, apesar de terem estado distantes da mesma por todo este tempo, eles decidem submeter e expulsar dali os habitantes cujas gerações lá viviam há mais de um milênio.

Seria impossível que alguma pessoa de mente equilibrada e de bom caráter não considerasse tais propósitos uma verdadeira aberração. Ninguém em sã consciência poderia aceitar que Deus seja entendido como um grande corretor de imóveis que tem alguns clientes preferências em detrimento de outros.

Apesar do absurdo desta ideia, ela foi posta em prática e, pior de tudo, com a conivência e o benepácito da ONU, a qual naqueles tempos (como agora) era manipulada pelas grandes potências imperialistas que sempre a usam para favorecer seus próprios interesses mesquinhos e em seu próprio benefício.

Para dar sustentação a seu projeto de colonização da Palestina, os europeus organizadores do movimento sionista (quase todos ateus, ou não religiosos) apelaram para uma releitura da Bíblia e a transformaram de livro religioso em fonte de verdades históricas de validade eterna.

Além disso, imaginem que, para dar maior sustenção a suas teses de cunho religioso, os líderes sionistas (seculares e ateus) decidam até mesmo falsificar alguns dos conceitos presentes na Bíblia de modo a adaptá-los a seus interesses do momento.

Boa parte desta sórdida tramoia é revelada nesta conversa de Shlomo Sand. Aqui, além de desconstruir os mitos bíblicos que os sionistas encamparam e difundiram entre as comunidades judaicas pelo mundo afora, poderemos entender com mais clareza os motivos que os moviam (e movem) neste projeto colonialista.

Juntamente com os mitos da eternidade e excepcionalidade do povo judeu, de sua eterna luta por reconquistar o território de onde teriam sido expulsos há mais de dois mil anos, os sionistas precisavam (e hoje precisam muito mais) que o antissemitismo nunca deixasse de estar presente como uma constante ameaça a todos os judeus. Se, na prática, o antissemitismo como pensamento político público quase que desapareceu nos países ocidentais, para os sionistas seria mister encontrar maneiras de reativá-lo, de verdade ou ficticiamente.

As palavras com que Shlomo Sand conclui sua intervenção neste encontro são dignas de profundas reflexões. Diz Shlomo Sand: «Se, no passado, os antissemitas eram as pessoas que odiavam os judeus, hoje em dia, antissemitas são aqueles a quem os sionistas odeiam».

Texto de apresentação e legendas: Jair de Souza.

Shlomo Sand – La invención de la tierra de Israel

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En esta conferencia, el historiador israelí Shlomo Sand expone la esencia de su nuevo libro, La invención de la tierra de Israel, y debate con el público presente las ideas por él desarrolladas en esta obra y en su libro anterior (La invención del pueblo judío).

Con su usual contundencia, Shlomo Sand deconstruye por completo la mitología erigida por los sionistas a través de la manipulación de citaciones bíblicas. El propósito de tal manipulación es intentar justificar con argumentos religiosos la ocupación de Palestina y la expulsión de gran parte de los habitantes autóctonos para, en su lugar, asentar los contingentes de personas de ascendencia judía (mayormente oriundos de Europa Oriental) que el sionismo logró llevar para allí.

En el debate con la audiencia, Shlomo Sand revela que, aunque considera que la propuesta de un solo Estado para la región sea moralmente superior, por razones de viabilidad práctica, él se muestra favorable a la creación de dos estados: uno israelí y otro palestino. Sin embargo, diferentemente de lo que anda defendiendo últimamente Norman Finkelstein, Sand se muestra terminantemente contrario a que Israel sea un Estado judío, o que Palestina venga a ser también un Estado racial o religioso. Él defiende la existencia de Israel como un Estado de todos sus ciudadanos, con derechos y deberes iguales para todos, cualquiera sea su religión o ascendencia étnica. Lo mismo para Palestina.

La alternativa de dos estados (en la concepción que Shlomo los vislumbra) debe ser asumida porque es, según él, la única que puede conseguir el consenso necesario para su concreción. Según él, la actual sociedad israelí es la más racista de todo el mundo occidental y, por lo tanto, jamás aceptaría pasar a la condición de minoría en un Estado que fue originalmente creado exactamente con el objetivo de garantizarle su hegemonía.

Texto de presentación y subtítulos: Jair de Souza.

Os palestinos nos livros escolares de Israel (Como se faz a desumanização de um povo)

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Neste documentário, Nurit Peled-Elhanan fala de sua pesquisa relacionada com o conteúdo dos livros didáticos de Israel. Ela expõe em detalhes como estes livros são elaborados com o objetivo de desumanizar o povo palestino e fomentar nos jovens estudantes israelenses a base de preconceitos que lhes permitirá atuar de forma cruel e insensível com o mesmo durante o serviço militar.

Conforme explica Nurit Peled-Elhanan, as construções de mundo feitas a partir dos livros didáticos, por serem as primeiras a se sedimentarem na mente das crianças, são muito difíceis de serem erradicadas. Daí a importância que o establishment israelense dedica à ideologia a ser transmitida nos livros didáticos. Neles, os palestinos nunca são apresentados como seres humanos comuns. Nunca aparecem em condições que possam ser consideradas normais. Segundo Nurit Peled-Elhanan, não há nesses livros nem sequer uma fotografia de um palestino que mostre seu rosto. Eles são sempre apresentados como constituindo uma ameaça para os judeus.

Texto de apresentação e legendas: Jair de Souza.

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Nurit Peled-Elhanan (1949) é uma militante pacifista israelense, professora de Literatura Comparada da Universidade Hebraica de Jerusalém e uma das fundadoras da associação Bereaved Families for Peace.

É filha de Mattityahu Peled, general do Exército de Israel, que, após atuar na Guerra dos Seis Dias, tornou-se um respeitado acadêmico, chefe do Departamento de Língua e Literatura Árabe da Universidade de Tel Aviv. Como membro do Knesset, foi também um duro crítico da colonização israelense dos territórios palestinos, radicalmente pacifista e um dos principais defensores do diálogo entre Israel e a OLP, bem como da devolução dos Territórios Ocupados, em cuja conquista ele pessoalmente estivera envolvido.

Após a morte de sua filha de 13 anos, em 1997, em um atentado suicida palestino, Nurit Peled passou a criticar publicamente a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza por Israel. Segundo Peled-Elhanan, o país adota uma política míope que recusa o reconhecimento dos direitos do outro e fomenta o ódio e os conflitos.

É irmão do taambém ativista Miko Peled. Ver http://wp.me/p389px-6J.

Informação de Wikipedia.