Los palestinos en los libros escolares de Israel (Receta para la deshumanización de un pueblo)

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En este documental, Nurit Peled-Elhanan habla de su investigación relacionada con el contenido de los libros didácticos de Israel. Ella muestra en detalles cómo estos libros son elaborados con el propósito de deshumanizar al pueblo palestino y desarrollar en los jóvenes estudiantes israelíes la base de prejuicios que les permitirá actuar de modo cruel e insensible con el mismo durante su servicio militar.

Según explica Nurit Peled-Elhanan, las construcciones de mundo hechas a partir de los libros didácticos, por se tratar de las primeras a sedimentarse en la mente de los niños, son muy difíciles de ser erradicadas. De ahí viene la importancia que el establishment israelí le dedica a la ideología a ser transmitida en los libros escolares.

En estos libros, los palestinos nunca son presentados como seres humanos comunes. Nunca aparecen en condiciones o situaciones que puedan ser consideradas normales y aceptables para un ser humano. De acuerdo con Nurit Peled-Elhanan, no hay en ese material ni siquiera una fotografía de un palestino que muestre su rostro. Tan solo podemos verlos enmascarados o en otras situaciones que indiquen amenazas para los judíos.

O sea, los libros didácticos de Israel están hechos en base de un discurso racista que busca deshumanizar a todos los no-judíos que habitan la región, pero en especial a los palestinos.

Texto de presentación y subtítulos: Jair de Souza.

Nurit Peled-Elhanan es activista pacifista y profesora de Literatura Comparada en la Universidad Hebrea de Jerusalén y actualmente es profesora de Educación del Lenguaje en la Universidad de Tel Aviv.

Después de perder a su hija de 14 años en un atentado suicida palestino el 4 de septiembre de 1997, fundó la Asociación de Familias israelíes y palestinas víctimas de la violencia. Se trata de una asociación que no discrimina entre la violencia de un grupo o de otro, sino que trata de aunar esfuerzos para conseguir la paz en los Territorios Palestinos Ocupados y en Israel. Nurit Peled-Elhanan culpó a la opresión israelí sobre los palestinos como causante indirecta de la muerte de su hija. Peled-Elhanan se ha manifestado siempre abiertamente en contra de la ocupación israelí en Cisjordania y Gaza.

Forma parte del grupo impulsor del Tribunal Russell sobre Palestina.

Es hermana del también activista Miko Peled. Ver http://wp.me/p389px-6J.

Información de Wikipedia.

Gilad Atzmon: O judeu errante em Buenos Aires

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Gilad Atzmon, ex-israelense, saxofonista e compositor, escreveu dois romances e diversos artigos. Sempre polêmico, ele dedica a sua vida a defender a causa palestina e a sua música. Obrigada a Dagoberto Bordin, de Florianópolis, Brasil, que está passando um tempo em Buenos Aires e escreveu este artigo especialmente para nós, mesmo sem ser especialista no assunto.

Gilad Atzmon

Por Dagoberto Bordin.

“Os nazistas me fizeram ter medo de ser judeu, enquanto os israelenses me dão vergonha de ser judeu”. Com esta epígrafe de Israel Shahak, sobrevivente dos campos de concentração na Polônia, Gilad Atzmon dá a tônica do seu novo livro, La identidad errante (editorial Canaán), e mostra por que tanto ele quanto Shahak podem ser considerados antissemitas. Bem-humorado, Atzmon divertiu a plateia quando admitiu, ontem, na Biblioteca do Congresso Nacional, em Buenos Aires, que sente uma excitação quase libidinosa em confrontar os sionistas desde que se define como “judeu que odeia o judaísmo”.

Em La identidad errante, ele busca responder o que significa ser judeu, como se define a identidade política de um judeu, um indivíduo que se sente superior aos demais, afinal pertence ao povo escolhido, e, ao mesmo tempo, um indivíduo que gostaria de ser tratado como os demais. Para ele, o sionismo é um conceito que pertence mais à diáspora judia porque os israelenses, de maneira geral, não são sionistas. “O judaísmo secular é que se encarrega da limpeza étnica e não o judaísmo religioso. Os judeus ultraortodoxos da Torá são contra o sionismo e a favor dos palestinos” (N. da R. Se refere a grupos como Neturei Karta).

Para falar do judaísmo nesta acepção ideológica, ele usa o termo judeidade. “Não falo sobre judaísmo ou sobre judeus como etnia, raça ou religião”. Judeidade seria algo como uma qualidade primordial, transnacional, operada por uma rede que não tem um centro geográfico porque, segundo ele, não existem judeus ingleses, franceses, alemães ou estadunidenses e sim judeus que vivem na Inglaterra, França, Alemanha ou Estados Unidos. “O judeu é sempre um estrangeiro”.

Atzmon compara Israel com a Alemanha nazista. “Eles transformaram Deus em agente imobiliário e a aspiração de Israel não é a da terra prometida senão a de planeta prometido”. Isso faz com que os sionistas se sintam autorizados por Deus a destruir seus inimigos. “Como isso pode estar acontecendo em nossos dias sem o conhecimento do mundo?”, pergunta. E ele mesmo responde, explicando que os meios políticos e midiáticos estão subordinados aos interesses israelenses. A mídia de maneira geral, os bancos e a indústria do cinema, Hollywood, são controlados por judeus tanto nos Estados Unidos quanto na Inglaterra. “Eles conseguem fazer isso porque controlam a oposição”, explicou: “George Soros apoia as causas das minorias, ajuda e eleger Obama, ajuda os oprimidos, os gays. Toda a oposição a Israel também é financiada por Israel. Assim, você determina e limita a oposição”. Segundo ele, os “bons judeus”, esses que falam em nome dos palestinos, por exemplo, podem ser ainda mais perigosos que os “maus judeus”.

Com relação à representação política, ele cita o exemplo da Inglaterra. No Parlamento, se os judeus tivessem uma representação proporcional à de 0,46% da população (são 280 mil habitantes naquele país), eles teriam direito a três assentos. Em vez disso, ocupam 24 posições, oito vezes mais. Se a representação dos muçulmanos fosse nesta mesma proporção, eles teriam que ocupar no mínimo 200 dos 650 assentos da Câmara dos Comuns. “A história dos judeus é um mito, está distante da realidade, é uma invenção, e eles conseguem convencer os outros de que é verdade porque ninguém tem permissão para falar disso, já que os judeus se apropriaram do discurso sobre o racismo”.

Gilad Atzmon, que nasceu em Jerusalém e abdicou da cidadania israelense, critica, de dentro, o etnocentrismo judeu. “Tenho a percepção de que o meu povo vive numa terra roubada”. É uma sensação que ele traz da juventude, de sua experiência no exército, de quando atuou como paramédico, em 1982, durante a Guerra do Líbano, quando viu seu povo destruindo outras pessoas. Foi um trauma que deixou uma enorme cicatriz e o levou à decisão de que ele tinha sido enganado sobre o sionismo. “A oposição binária judeu-nazista é, em si mesma, consequência de um doutrinamento judeucêntrico”. Concluiu então que fazia parte de um estado colonial cujo objetivo era a pilhagem e a limpeza étnica. “Nós fomos doutrinados para a negação da causa palestina e não estávamos conscientes disso”.

Seu editor na Argentina, Saad Chedid, lembrou que a presidenta Cristina Kirchner se solidariza com o povo palestino porque compara a situação das Ilhas Malvinas com a dos territórios ocupados por Israel. “Trata-se do mesmo tipo de colonização”. A apresentação do autor foi feita pela jornalista Telma Luzzani, especialista em política internacional e autora de Territorios vigilados (Random House), em que mostra como operam as bases militares norte-americanas na América do Sul. Telma Luzzani elogiou a forma como o autor costura referências tão ecléticas como Freud, Lacan, os irmãos Cohen e Milton Friedman na sua tentativa de desvendar a identidade judaica. “Há uma rigorosa ignorância do genocídio que ocorre em Gaza e Atzmon, além de escrever, usa a música – o autor é renomado saxofonista – como instrumento para divulgação deste drama”.

O autor apresenta um filme biográfico nesta quinta-feira, Gilad, e, na segunda, 8 de abril, conversa com professores e estudantes no Centro Cultural Borges. Finalmente, na quarta-feira (10 de abril), faz uma palestra na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires.

Fotos de Dagoberto Bordin.

Gilad Atzmon: El judío errante en Buenos Aires

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Gilad Atzmon, ex israelí, saxofonista y compositor, ha escrito dos novelas y variados artículos. Siempre polémico, ha dedicado su vida a defender la causa palestina y a su música. Agradecemos a Dagoberto Bordin, de Florianópolis, Brasil, que está pasando un tiempo en Buenos Aires y escribió este artículo especialmente para nosotros, aun sin ser especialista en el tema.

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Por Dagoberto Bordin.

“Los nazis me hicieron tener miedo de ser judío, mientras que los israelíes me dan vergüenza de ser judío”. Con este epígrafe de Israel Shahak, sobreviviente de los campos de concentración en Polonia, Gilad Atzmon da la tónica de su nuevo libro La identidad errante (editorial Canaán), y muestra por qué él y Shahak pueden ser considerados antisemitas (N. de la T. por otros judíos). De buen humor, Atzmon divirtió a la platea cuando admitió, ayer, en la Biblioteca del Congreso Nacional, en Buenos Aires, que siente una excitación casi libidinosa por confrontar a los sionistas porque se define como “judío que odia el judaísmo”.

En  La identidad errante, busca responder lo que significa ser judío, cómo se define la identidad política de un judío, un individuo que se siente superior a los demás, al fin y al cabo pertenece al pueblo elegido y, al mismo tiempo, es un individuo que quisiera ser tratado como los demás. Para él, el sionismo es un concepto que pertenece más a la diáspora judía porque los israelíes, de forma general, no son sionistas. “Es el judaísmo secular el que se encarga de la limpieza étnica y no el judaísmo religioso. Los judíos ultraortodoxos de la Torá están en contra del sionismo y a favor de los palestinos” (N de la T: Se refiere a grupos como Neturei Karta).

Para hablar del judaísmo en esta acepción ideológica, él usa el término judeidad. “No hablo sobre judaísmo o sobre los judíos como etnia, raza o religión”. Judeidad sería algo como una cualidad primordial, transnacional, operada por una red que no tiene un centro geográfico porque, según él, no existen judíos ingleses, franceses, alemanes o estadounidenses y sí judíos que viven en Inglaterra, Francia, Alemania o Estados Unidos. “El judío es siempre un extranjero”.

Atzmon compara Israel con la Alemania nazi. “Ellos transformaron a Dios en agente inmobiliario y la aspiración de Israel no es la de la tierra prometida sino la del planeta prometido”. Eso hace que los sionistas se sientan autorizados por Dios a destruir a sus enemigos. “¿Cómo puede pasar eso en nuestros días sin que el mundo lo sepa?”, pregunta. Y él mismo responde, explicando que los medios políticos y mediáticos están subordinados a los intereses israelíes. Los medios en general, los bancos y la industria del cine, Hollywood, están controlados por judíos tanto en los Estados Unidos como en Inglaterra. “Ellos pueden hacer eso porque controlan la oposición”, explicó: “George Soros apoya las causas de las minorías, ayuda a elegir a Obama, ayuda a los oprimidos, los gais. Toda la oposición a Israel también es financiada por Israel. Así, se determina y limita la oposición”. Para él, los “buenos judíos”, esos que hablan en nombre de los palestinos, por ejemplo, pueden ser aún más peligrosos que los “malos judíos”.

En relación con la representación política, él cita el ejemplo de Inglaterra. En el Parlamento, si los judíos tuvieran una representación proporcional a la de 0,46% de la población (son 280 mil en ese país), ellos tendrían derecho a tres asientos En vez de eso, ocupan 24 posiciones, ocho veces más. Si la representación de los musulmanes tuviera la misma proporción, tendrían que ocupar por lo menos 200 de los 650 asientos de la Cámara de los Comunes. “La historia de los judíos es un mito, está lejos de la realidad, es una invención y ellos logran convencer a los otros de que es verdad porque nadie tiene permiso para hablar sobre eso, ya que los judíos se apropiaron del discurso sobre el  racismo”.

Gilad Atzmon, que nació en Jerusalén y abdicó de la ciudadanía israelí, critica, desde dentro, el etnocentrismo judío. “Tengo la percepción de que mi pueblo vive en una tierra robada”. Es una sensación que él carga desde la juventud, de su experiencia en el ejército, de cuando trabajó como paramédico, en 1982, durante la Guerra del Líbano, cuando vio a su pueblo destruyendo otras personas. Fue un trauma que dejó una enorme cicatriz y lo llevó a la conclusión de que había sido engañado sobre el sionismo. “La oposición binaria judío-nazi es, en sí misma, consecuencia de un adoctrinamiento judeocéntrico”. Concluyó entonces que formaba parte de un Estado colonial cuyo objetivo era el saqueo y la limpieza étnica. “Fuimos adoctrinados para la negación de la causa palestina y no éramos conscientes de eso”.

Su editor en Argentina, Saad Chedid, recordo que la presidenta Cristina Kirchner se solidariza con el pueblo palestino porque compara la situación de las Islas Malvinas con la de los territorios ocupados por Israel. “Se trata del mismo tipo de colonización”. La presentación del autor fue hecha por la periodista Telma Luzzani, especialista en política internacional y autora de Territorios vigilados (Random House), en que muestra cómo operan las bases militares norteamericanas en América del Sur. Telma Luzzani elogio la forma cómo el autor relaciona referencias tan eclécticas como Freud, Lacan, los hermanos Cohen y Milton Friedman en su tentativa de desvendar la identidad judía. “Existe una rigurosa ignorancia del genocidio que ocurre en Gaza y Atzmon, además de escribir, usa la música – el autor es un saxofonista famoso – como instrumento para la divulgación de este drama”.

El autor presenta una película autobiográfica este jueves, Gilad, y el lunes 8 de abril conversa con profesores y estudiantes en el Centro Cultural Borges. Finalmente, el miércoles (10 de abril) da una conferencia en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires.

Traducción: América Latina Palabra Viva.

Fotos: Dagoberto Bordin.

Miko Peled, um Outro Judeu: O Filho do General

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Texto de apresentação e legendas: Jair de Souza.

Existe uma tendência muito forte entre a intelectualidade ocidental a negar validade a qualquer narrativa que provenha dos palestinos. Quase nenhuma credibilidade é atribuída a um relato se sua fonte for exclusivamente de origem palestina. É devido a este tipo de preconceitos que este vídeo de Miko Peled adquire maior significância.

Miko Peled é um judeu israelense, nascido e criado em Jerusalém, cujo pai era um jovem oficial do exército em 1948 e um importante general da IDF em 1967. Ou seja, Miko Peled nasceu e cresceu em uma família e em um ambiente de profundas raízes sionistas. Não obstante isso, as contradições da vida e seu sentimento humanista foram abrindo-lhe os olhos para a realidade que o circundava. É esta realidade o que ele trata de transmitir em seu livro O filho do general (The general’s son) e no relato do presente vídeo.

O que Miko Peled conta é de grande importância para todos, especialmente para aqueles que se identificam com o sionismo e com as posturas do Estado de Israel. Os fatos por ele relatados não são novidades para quem acompanha com certa proximidade o que vem sucedendo na Palestina nas últimas décadas. No entanto, em razão de suas origens nacional, cultural e étnica, as palavras expressadas em seu livro e neste documentário talvez sejam capazes de levar à reflexão a algumas pessoas que, até agora, aceitaram e assimilaram a narrativa sionista sobre o conflito na Palestina.

Podemos esperar que, mesmo depois de ler ou ouvir os relatos de Miko Peled sobre as brutalidades inumanas praticadas pelas forças de ocupação sionistas contra a indefesa população civil palestina, vários dos atuais apoiadores de Israel continuem a apoiá-lo. Mas isso só será possível para aqueles que se afastarem completamente de toda e qualquer preocupação humanista para se aferrar a um espírito pura e exclusivamente tribal. Ou seja, um espírito que leve a validar tudo o que possa render benefícios aos membros de minha tribo, sem nenhuma preocupação pelo que isso possa causar aos outros.

Contudo, assim como ocorreu com o próprio Miko Peled, muitos dos atuais defensores das políticas sionistas também poderão ser sensibilizados ao tomar contato com a realidade. A única condição prévia para que isso possa se dar é o predomínio de uma consciência humanista, coisa que, a despeito dos esforços dos ideólogos sionistas para eliminá-la, acreditamos estar presente no íntimo da maioria dessas pessoas.

Os fatos aqui relatados por Miko Peled dificilmente poderão ser rebatidos. As provas são por demais contundentes! Talvez os sionistas mais militantes prefiram não assistir a este vídeo e expressar suas críticas ao mesmo de modo automático. Não podemos condená-los por isto. É muito angustiante defender uma posição sabendo que ela vai contra aquilo que no íntimo consideramos justo. Por isso, a ignorância pode servir como uma prevenção neste caso.

Miko Peled, un Otro Judío: El hijo del general

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Texto de presentación y subtítulos: Jair de Souza

Hay una fuerte tendencia entre la intelectualidad occidental a negarle validez a cualquier narrativa que provenga de los palestinos. No se atribuye casi ninguna credibilidad a un relato si su fuente es exclusivamente de origen palestino. Es debido a este tipo de prejuicio que este video de Miko Peled adquiere mayor relevancia.

Miko Peled es un judío israelí, nacido y criado en Jerusalén, cuyo padre era un joven oficial del ejército en 1948 y un importante general de la IDF en 1967. O sea, Miko Peled nació y creció en una familia y en un ambiente de profundas raíces sionistas. Aun así, las contradicciones de la vida y su sentimiento humanista fueron abriéndole los ojos para la realidad que lo circundaba. Es esta realidad lo que él trata de transmitir en su libro El hijo del general (The general’s son) y en el relato del presente video.

Lo que Miko Peled cuenta es de gran importancia para todos, en especial para los que se identifican con el sionismo y con las políticas del Estado de Israel. Los hechos que él aquí relata no son novedades para quienes han estado siguiendo más o menos de cerca los sucesos en Palestina en las últimas décadas. No obstante, en razón de sus orígenes nacional, cultural y étnico, las palabras que él expresa en su libro y en este documental quizás sean capaces de llevar a la reflexión a algunas personas que, hasta ahora, han aceptado y asimilado la narrativa sionista sobre el conflicto en Palestina.

Es probable que, aun después de haber leído u oído los relatos de Miko Peled sobre las brutalidades inhumanas practicadas por las fuerzas de ocupación sionistas en contra de la indefensa población civil palestina, varios de los actuales partidarios de Israel continúen a apoyarlo. Pero eso solo será posible entre aquellos que se alejen completamente de toda y cualquier preocupación humanista para aferrarse a un espíritu pura y exclusivamente tribal. O sea, un espíritu que los lleva a validar todo lo que pueda aparentemente rendir frutos a los miembros de su propia tribu, sin importar para nada los daños y sufrimientos que eso pueda causarles a los otros.

Sin embargo, así como le pasó con el propio Miko Peled, muchos de los actuales partidarios de las políticas sionistas también podrán ser sensibilizados al tomar contacto con la realidad. La única condición previa para tal es que haya en su interior el predominio de una conciencia humanista, cosa que, a pesar de los esfuerzos de los ideólogos sionistas para erradicarla, creemos estar presente en el íntimo de la mayoría de esas personas.

Los hechos aquí expuestos por Miko Peled difícilmente podrán ser negados. Las pruebas son por demás contundentes. Puede que los sionistas más militantes simplemente prefieran no ver este video y externar sus críticas al mismo de modo automático. No podemos condenarlos por tal comportamiento. Debemos reconocer que es muy angustiante defender una posición a sabiendas de que ella está en contra de lo que nosotros mismos en nuestro íntimo consideramos justo. Por eso, la ignorancia puede servirles a algunos como prevención en este caso.

Montaje de mal gusto. ¿Cómo se le hace terapia a todo un país?

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Montaje de mal gusto: grupo proIsrael pone a soldados de Israel yuxtapuestos con presos de un campo de concentración nazi

Por Ami Kaufman.

¿Cómo se le hace terapia a todo un país? Esta es la pregunta que me hice después de ver el montaje de la foto hecho por el grupo Stand With Us, celebrando que ahora Israel es el centro de judíos más importante del mundo.

Es la única forma en que puedo explicar esta foto. El pueblo judío pasa por uno de los eventos más traumáticos de la Historia y el resultado es una especie de trastorno, un estrés postraumático a escala nacional. ¿Cómo se trata eso?

¿Cómo se convence a las personas de que sí,  de que lo que pasaron es horrible y tan difícil de comprender, pero no se puede ser víctima eterna?

Me entristece pensar sobre las perspectivas de reconciliación con nuestros vecinos, si este nivel de victimización es lo que dicta nuestros pensamientos a cada segundo. Cuando algo así está tan arraigado en nuestra psiquis nacional, ¿cuáles son las esperanzas en el futuro cercano de liberarnos de ella?

Siempre son las cosas pequeñas, como un estúpido montaje de fotos,  las que me aclaran las cosas y me llenan de desesperación.

Además de entristecerme, esta foto me enfurece. Me enfurece ver cómo alguien puede usar cínicamente una foto de presos de un campo de concentración para sus propios intereses. Especialmente cuando resulta que, probablemente, Israel sea uno de los peores lugares que un sobreviviente del Holocausto pueda haber elegido para vivir. De todos los países, Israel deja que los sobrevivientes mueran en la pobreza más absoluta. Israel nunca olvidó el Holocausto, pero sí se olvidó de sus sobrevivientes.

Hace como un año, la nueva miembro del parlamento israelí Merav Michaeli escribió en una columna de opinión del diario Haaretz sobre cómo se recuerda el Holocausto en Israel. Fue después de la publicación de una encuesta que decía que 98% de los israelíes considera “bastante o muy importante recordar el Holocausto, y le atribuían más peso que a vivir en Israel, el Shabat, la cena de la Pascua judía y el sentimiento de pertenecer al pueblo judío”. Un extracto del texto:

El Holocausto es la forma primaria en que Israel se autodefine. Y esa definición es limitada y enfermiza hasta el extremo, porque el Holocausto es recordado en una forma muy específica, así como sus lecciones. Se ha usado a través del tiempo para justificar la existencia y la necesidad del Estado, y ha sido mencionado, al mismo tiempo, como prueba de que el Estado está bajo una amenaza existencial que nunca terminará.

El Holocausto es el único prisma a través del cual nuestros líderes, seguidos por una gran parte de la sociedad, observan todas las situaciones. El prisma distorsiona la realidad y lleva inexorablemente a una conclusión obvia (al punto en que el ex Gran Rabino de Israel Meir Lau anunció en la ceremonia del Día del Recuerdo del Holocausto hace tres años): que Moisés fue el primer sobreviviente del Holocausto. En otras palabras, todas nuestras vidas son simplemente un largo Shoá (N. de la R. Holocausto en hebreo).

…………………..

No somos más víctimas. La fuerza militar más poderosa de la región no puede más decir eso. Es hora de proseguir.

Sobre el autor: Ami Kaufman fue editor del diario Haaretz, del importante diario israelí y Calcalist y corresponsal sobre asuntos israelíes para la radio 93.6 RAM FM, una radio palestino-israelí. Nació en Tel Aviv, pero vive en Bat Iam con su esposa y dos hijas.

Original en inglés: http://972mag.com/tasteless-montage-pro-israel-group-puts-idf-soldiers-in-line-with-nazi-camp-inmates/68416/

Niños palestinos rompen los límites

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niños limites

Foto de AnOnYmOuS PaLeStInE.

Cómo los niños palestinos «combaten» la Ocupación israelí

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niños bailando

Niños palestinos combaten la Ocupación bailando Dabke frente a los soldados de Israel.

Foto de GazaYBO.

Israelíes y palestinos, cuando el lenguaje pierde su significado

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el-muro-israel-palestinaPor André Vltchek y Lynda Brayer.

Si alguien dijera: “¡Israel, Palestina y Altos del Golán! Tienes solo dos segundos para describir lo primero que se te ocurra.”

De inmediato expresaría con palabras dos imágenes que me entrarían a la mente: “Un manicomio y una enorme bolsa llena de cables entrelazados”.

Un manicomio porque, ¿de qué otra manera podría describir esas largas décadas de mentiras, verdades a medias, y engaños? De qué otra manera describir el estado de cosas cuando el lenguaje pierde su significado, las palabras se convierten en chillidos fragmentados y la gente simplemente parece no poder comunicarse entre sí.

Los cables se me ocurren, porque no solo soy escritor, sino también cineasta y fotógrafo. No por elección propia, sino simplemente porque a veces, en realidad bastante a menudo, también siento que las palabras no bastan para describir la realidad. Mientras trabajo tengo que usar cables, muchos cables. Y odio los cables: todos esos cargadores y firewires, cables para USB y cosas semejantes. Los pones en una bolsa y se enredan; nunca puedes separarlos, enderezarlos y encontrar los dos extremos.

Y en eso se ha convertido esta antigua parte del mundo: una enorme red de cables, alambradas revestidas de demencia.

No hablemos de política por un rato. Encaremos temas más prácticos, cómo ir del punto A al punto B.

¿Cómo voy de Rafah a Ramala? Ya veis, incluso ahora, mi Word me muestra dos errores de ortografía en ambos nombres, por lo tanto, ¿tal vez no existan realmente o carezcan de significado?

¿Cómo viajan los palestinos de Belén a Ciudad de Gaza?

¿Cómo viajan los hombres y mujeres de los Altos del Golán ocupadas por Israel a su patria –Siria– y cómo se reúnen con sus parientes? Y no cometamos ningún error técnico, según el derecho internacional los habitantes de los Altos del Golán viven realmente de iure en Siria, ya que ningún gobierno ha reconocido la ocupación israelí. También los han incorporado a Israel, a diferencia de los habitantes de Gaza y de Cisjordania.

Pero todos sabemos, por supuesto, que para ir a Majdal al-Shams, la mayor ciudad de los Altos del Golán, uno no vuela a Damasco sino a Tel Aviv.

¿Ya tenéis dolor de cabeza? Respirad a fondo, la cosa se pone mucho peor.

¿Por dónde entran los jordanos o los saudíes si deciden visitar Cisjordania? ¿Entran en Palestina o en Israel? Los saudíes apenas podrían llegar a pronunciar la palabra ‘Israel’ (una mala palabra, aunque, paradójicamente, es uno de sus cercanos aliados de facto en la región), para no hablar de viajar a ese país. ¿Y podrían, por lo menos teóricamente, entrar en Cisjordania?

Si tienes el sello israelí en tu pasaporte nunca podrás visitar la mayoría de los países árabes. Pero Cisjordania es Palestina, aunque sigue ocupada, fragmentada y controlada por Israel. Por lo tanto ¿qué sello ponen en tu pasaporte? ¿Aceptaría un visitante saudí que le colocaran la Estrella de David en las refinadas páginas de su pasaporte?

Como extranjero puedo aterrizar en Tel Aviv e ir a Gaza o Cisjordania. ¡Los ciudadanos israelíes no pueden hacerlo!

Recuerdo que al principio de la última Intifada contraté un coche conducido por un chófer comunista israelí, un brillante estudiante de historia, quien me dejó en la frontera fortificada con Gaza e inmediatamente inició su lucha épica con los guardias fronterizos israelíes, insultándolos y repitiendo un hecho simple y legítimo, en inglés, ciertamente para mi entretenimiento. Decía: “Imbéciles, estamos bombardeando este lugar con mi dinero y el de mis padres. ¡Tengo derecho a ir y ver cómo mi propio ejército está asesinando civiles!”

La conversación terminó en hebreo y no pude entenderla. Pero supe de qué se trataba.

Los guardias fronterizos israelíes finalmente me dejaron pasar. No es que lo haya pasado bien en Gaza. Poco después del cruce mi taxi compartido fue atacado por un helicóptero israelí y solo unas horas después trabajé en el tristemente célebre hospital Shifa, repleto de hombres con balas en los testículos, cabezas y extremidades.

Varios días después logré cruzar al Sinaí egipcio mientras los pobres palestinos en Gaza se quedaban sellados e incapaces de ir a ninguna parte. Su nuevo aeropuerto primero lo cerraron y después lo destruyeron.

Aunque los israelíes no pueden ir a Cisjordania o a Gaza, excepto en sus vehículos blindados y con armas apuntando en todas direcciones, la gente de Gaza y Cisjordania puede ir, por lo menos en teoría, a Israel. Pero solo si logran los permisos necesarios. Y conseguirlos, para los habitantes de Cisjordania, es difícil y humillante, mientras para la población de Gaza el proceso es sádico, insultante y el resultado casi imposible.

“Hicieron que los palestinos dependan totalmente de Israel”, explicó Tami Sheleff que está ayudando a los palestinos a conseguir permisos de trabajo israelíes. Es voluntaria en una organización de voluntarios judíos llamada Border Watch. “Si vives o mueres depende a menudo de si trabajas en Israel o no. Un hombre pobre me dijo hace poco: ‘Sé que no debería cruzar ilegalmente. Si me atrapan, ¡estoy liquidado! Pero no tengo otra alternativa’. E incluso si se obtiene permiso, la vida no es siempre fácil. Los trabajadores están a la merced de los empleadores, tanto judíos cómo árabes, y los árabes no son necesariamente mejores patronos. Los colaboracionistas árabes son a menudo los que contratan a trabajadores palestinos. Entonces tienen un poder absoluto sobre ellos”.

Es un lío total. Mis molestos cables imaginarios son reemplazados, en la vida real, por afiladas alambradas fronterizas, por varias capas de alambres de alto voltaje, por los alambres que ‘decoran’ elevados muros de hormigón que dividen comunidades enteras, separan las escuelas de las ciudades, dividen las ciudades y separan los campos de las ciudades.

Escribí que a los israelíes se les prohíbe entrar a los territorios ocupados excepto cuando llegan a bordo de sus tanques. Pero por supuesto también existe una excepción, incluso para los civiles israelíes: pueden ir a Palestina si se apoderan de tierras palestinas y se convierten en ‘colonos’, lo que muchos hacen. En ese caso pueden utilizar carreteras especiales y mostrar sus tarjetas de identidad especiales.

Mientras conducimos por la carretera de peaje 6, de Haifa a Jerusalén, mi colega del PC y abogada de derechos humanos Lynda Brayer obviamente comienza a albergar algunos deseos secretos de asesinarme con sus manos desnudas.

Veo pueblos palestinos al lado izquierdo y pido que abandonemos la autopista y conduzcamos por la carretera local. Mi argumento es que tengo que pasar por localidades palestinas, una y otra vez, para comprender mejor la situación. Lynda me señala que ‘nunca llegaríamos a Jerusalén’, ya que hay innumerables puestos de control en las carreteras secundarias que pasan por Cisjordania.

Discutimos, Lynda grita: “Mis hijos te buscaron en Google y me advirtieron de que si trabajo contigo probablemente volveré a casa en una bolsa de plástico negro”. Satisfecho de que mi buena reputación haya llegado hasta a Israel y Palestina, adopto una actitud conciliadora. Pregunto: “¿A santo de qué no podemos tomar la ruta local, realmente?

“Yo no puedo ir allá”, responde. “Tú puedes, pero yo no”.

Un poco más tarde abandonamos la carretera 6 y tomamos la 423. Y obtengo lo que estaba pidiendo: Las pruebas de la demencia de la ocupación. La autopista está encerrada entre dos grandes muros de hormigón, tan altos que el Muro de Berlín en comparación parecería pequeño. Hay torres de vigilancia por doquier –grandes y amenazantes– y las alambradas de púas son como las guindas del pastel que decoran todas esas monstruosidades.

Tenemos que pasar por el puesto de control. Unos minutos después Lynda explica: “Aquí, la escuela que ves al lado izquierdo… Los niños tienen que pasar por el túnel subterráneo para llegar desde sus casas. Hay colonias judías entre medias y no se permite que los niños pasen por ellas”.

Veo más alambradas, alambradas por doquier. Apenas puedo reconocer la escuela.

Desde la terraza del Instituto Ecuménico Tantur, en Jerusalén, disfruto de dos hermosas vistas: una de la sede del servicio secreto israelí y la otra del monstruoso muro que rodea la ciudad palestina de Belén.

Ya estoy cansado de muros; me enferman los muros; los muros me hacen vomitar.

Durante varios días estuvimos cubriendo los Altos del Golán ocupados por Israel donde apenas hay nada aparte de muros y alambradas. Hay varias capas de alambradas de púas de alto voltaje entre Golán ocupado y Siria, entre Israel y Líbano. Hay alambradas y campos de minas; hay viejas alambradas oxidadas y otras nuevas y brillantes, todo tipo de alambradas. ¡A la industria siderúrgica de Israel debe de irle muy bien!

Después de días y más días enfrentando las alambradas, uno comienza a preguntarse dónde están los palestinos -parecen tan pequeños-, se ocultan en algún sitio tras las alambradas, humillados por las alambradas, intimidados por las alambradas, separados por las alambradas.

Llega un momento en el que uno comienza a enloquecer con todas esas alambradas, se pregunta cómo será casarse con una alambrada, hacer el amor con una alambrada, tener una linda alambrada de mascota.

Y llega el momento de partir de Israel y de los territorios ocupados y abandonarlos muy rápido. ¡Claro que uno puede hacerlo, cuando quiera, pero los palestinos no! ¡Están condenados a las malditas alambradas!

Durante mi última tarde en esta parte del mundo, antes de volver a El Cairo, anduve por la ciudad vieja de Jerusalén. Como siempre la ciudad era magnífica, una de las más colosales áreas urbanas del mundo.

¿Jerusalén o al-Quds? Según el word de mi ordenador, era definitivamente Jerusalén, porque “Al Quds” estaba, como todas las ciudades palestinas, subrayada en rojo, mostrada por lo tanto como un error.

Pero incluso Jerusalén está dividida. Aquí las alambradas son imaginarias, no reales, o por lo menos la mayoría.

Pregunté a un comerciante árabe cómo llegar a la Mezquita Al-Aqsa. Me preguntó si era musulmán. Respondí que no tengo religión, pero quería ver la mezquita. Comenzó a lanzar insultos en árabe. Entonces se me acercó un niño que se ofreció para llevarme al monte del Templo y a la Cúpula de la Roca. Una anciana nos escuchó y comenzó a regañar al niño diciéndole que llevarme sería haram.

Finalmente fui solo, pidiendo ayuda. Encontré la entrada principal, ocupada por dos guardias israelíes. “¿Es musulmán? Preguntaron. “No”, dije, “ninguna religión”. “No puede ir”, respondieron: “Es solo para ellos”.

Llamé a mis amigos. “No te dejarán pasar”, explicaron. “Hace algunos días, un grupo de judíos entró a la mezquita Al-Aqsa y trataron de orar en ella”.

Iba a decir “Eso sería normal durante el Califato de Córdoba”, pero cambié de opinión. Los tiempos habían cambiado.

Sentí desconfianza y una atmósfera pesada, tensa, en toda la ciudad vieja.

Finalmente llegué a una de las puertas que conducen al monte del Templo. Un guardia compasivo me dejó llegar cerca de la entrada. “No pase, no pase.” Había límites por todas partes, algunos imaginarios, otros reales y prohibiciones a montones.

Para llegar al Muro Occidental o “Muro de los Lamentos”, hay que pasar por un complejo detector de metales, por verdadera seguridad.

Mientras camino me pregunto si esta ciudad llegará un día a vivir en paz, si se sentirá cómoda.

Cerca del Muro pido orientación. Me reuniré con Lynda en la calle Salah al Din, en Jerusalén Este. El propietario del negocio me mira con desagrado. “¡No tengo la menor idea de dónde está!” responde descortés.

Camino y pregunto a un vendedor de apariencia árabe. “Siga caminando hasta el final durante quince minutos”, responde. “Salga por la Puerta de Damasco y siga el muro antiguo”.

Sigo su consejo. Salgo, camino por la Puerta de Damasco y entonces veo el Muro, hermoso e histórico. Pero no me importa. En ese momento, para mí, un muro es un muro. Todos me enferman, me dan náuseas. Mi estómago protesta, me siento como si fuera a vomitar.

Bajo la vista; pido perdón a ese muro maravilloso, que forma parte del patrimonio de la humanidad de UNESCO. Pero no puedo hacer nada, es otro muro. Camino rápidamente hacia la calle con el nombre de ese gran sultán antiimperialista quien, hace muchos siglos, expulsó a los europeos de estas tierras trágicas, el sultán Salah al Din.

“Vamos a Belén, a Palestina” sugiero a Linda cuando pasa a buscarme con el coche frente a la comisaría.

“No puedo”, dice. Después duda un poco y decide, “bueno, vamos, conozco calles secundarias”.

Está oscuro y tenemos que detenernos en la autopista, en otro de esos sofisticados puntos de control. Damos media vuelta, salimos de la autopista, subimos el cerro. La policía nos detiene. Lynda habla en hebreo. Un sombrero complicado cubre su pañoleta. Piensan que somos colonos judíos y nos dejan pasar.

“Solía vivir aquí”, explica Lynda. “Era la abogada que estableció la ‘Sociedad de St. Yves, Centro Católico de Derechos Humanos’”

Lo logramos. Ahora conducimos por Belén y Lynda dice palabrotas. “Lo cambiaron todo. Ahora todas estas calles son de un solo sentido. No reconozco nada”.

Pero ahora solo río. Después de unos días en los Altos del Golán, después de todos esos muros, las reliquias de la ocupación, y después de los últimos artefactos de la ocupación, es lo más lógico que puedo hacer, terminar mi trabajo aquí –en Palestina– de noche.

“Ahora vamos a derrochar”, me informa Lynda. “Inyectemos algo en la economía palestina. Yo invito. Visitemos el magnífico Hotel Jacir Palace, construido durante el Imperio Otomano y que tiene más de cien años”.

Me muestra su Centro de Derechos Humanos del que la Iglesia Católica de Roma la sacó sucintamente porque Israel pensaba que era “hostil”. Y nos detenemos unos segundos en una rotonda.

Entonces lo veo. “¡Maldito sea!” grito. Ahí está EL MURO, el muro israelí, desde el lado palestino. Es enorme, gigantesco y más enfermizo que cualquier muro de los que he visto. Incorpora una torre de vigilancia. De cierto modo se ve como una piraña, solo sin los dientes.

Hay grafitis: “Esto es Territorio Ilegalmente Ocupado, Esto es Palestina. 194-.”

Luego algunos letreros más como: “¡Fuera de Palestina – Fin del Terror!”

Y: ¡La Revolución comenzó aquí! Y continuará…”

Pienso en Egipto, en Port Said, en la Plaza Tahir y las luchas frente al Palacio Presidencial en El Cairo. Pienso en el presidente Mursi y su gobierno que, con absoluto desdén por el pueblo palestino inundó recientemente el túnel que conecta Gaza y Sinaí. Destruyó la única línea de vida con la que contaba el pueblo de Gaza. ‘¡Qué solidaridad!’ pienso. ¡La Revolución comenzó aquí!

En el Jacir Palace, que ahora pertenece a la cadena Intercontinental, un mesero –Hassan– trata de hacerme entender toda esta demencia, las restricciones, prohibiciones y divisiones de la ocupación.

“Cuando lo hago, viajo con mi pasaporte palestino”, responde a nuestra pregunta. “No puedo viajar a Israel sin el permiso”.

¿Y a la capital de Palestina, a Ramala?

“Puedo ir pasando por Wadi Naar, el ‘Valle del fuego’, cruzando puestos israelíes de control. Puedo tardar casi dos horas aunque queda muy cerca en línea aérea”.

Lynda murmura que solo para ir de Ramala a Jerusalén, los que tienen permiso, pueden tardar hasta tres horas. ¡En un solo sentido!

¿Y si quieres ir a Gaza?

“Eso, por supuesto, es algo muy diferente. No podemos ir, a menos que obtengamos el permiso israelí, lo que es casi imposible”.

“Nosotros –los israelíes– no podemos ir en absoluto”, dice Lynda. “Se puede ir en teoría, pero hay que conseguir un permiso y eso requiere el esfuerzo de Sísifo”.

“¿Conoces a alguien de aquí, de Belén, que haya logrado viajar a Gaza?” pregunto.

“No, no conozco a nadie”, responde el mesero.

Nos dicen que durante la temporada alta ese magnífico hotel de estilo otomano se llena de visitantes rusos, coreanos y japoneses. Pero casi no vienen árabes. ¿Pueden o no pueden venir?

Mi cabeza da vueltas con todas esas alambradas, muros y restricciones.

Pasamos frente a dos policías palestinos.

“Toma una foto” dice Lynda. Fotografío a dos muchachos de uniforme con los cascos en la mano. Sonríen; incluso posan para nosotros.

“¡Bienvenidos a Palestina!” sonríen.

“Gracias”, respondemos mientras nuestros ojos miran hacia la enorme torre de vigilancia israelí que está solo a unos pasos.

Después, por la noche dentro del automóvil, mientras nos acercamos al puesto de control antes de entrar en Jerusalén, pregunto a Lynda:

“¿Cuando estás en Tel Aviv o en Haifa puedes olvidar toda esta realidad y vivir en uno de los países más ricos y confortables del mundo, verdad?”

“Así es”, responde. “Si se olvida lo que Israel está haciendo a los palestinos y a otros, se puede gozar de la cultura, la sofisticación y el confort”.

“¿Lo sabe la gente? ¿Le importa?”

“La mayoría vive negándolo”, responde. “¡Prefiere vivir en lo que aquí se llama ‘la burbuja!’ Los considero egoístas. Prefieren no ver, no saber.”

Por un momento conducimos en silencio.

“Todos esos muros que vimos”, digo. “Todas esas alambradas… No será fácil desmantelarlos”.

“No es nada fácil”, asiente.

“Es donde fallan las obras de no ficción”, sugiero. “Tanta gente sabe, en teoría, que esto está mal. Podemos darles números, análisis, las resoluciones de la ONU apoyadas por todo el mundo pero bloqueadas por EE.UU… Podemos declarar y repetir todas esas conclusiones morales una y otra vez… Pero esa actitud ha fracasado durante años y décadas. Nada cambia.”

“¿Y qué ayudaría?”

“No tengo la menor idea. Poemas, canciones, películas”, una ficción…” Pienso en alta voz. “El muro, los muros, no parecen reales, ¿verdad? No existen, ¿verdad? Si existieran sería demasiado demencial. Tal vez deberíamos intentar demostrar que existen solo en nuestra imaginación, que no son reales, solo una pesadilla. Y si logramos demostrarlo finalmente podrían desaparecer…”

“Inténtalo”, dice.

“Es solo una idea”, digo. “Se nos están acabando las alternativas, ¿verdad?”

Al partir de Israel me sentí repentinamente amado, comprendido y apreciado.

Dos agentes del Mossad (o de la agencia que se sea) querían saber todo de mi vida. Cuántos hijos tengo, todo sobre mis matrimonios y divorcios.

Querían saber todo. Estudiaron mi pasaporte, mis credenciales de prensa, mis tarjetas de residencia, mis licencias de conducción y mis entradas para el tenis.

“Aquí”, dijo uno de ellos, con una sonrisa melancólica, señalando la tarjeta del Club de Corresponsales Extranjeros de Tailandia, “no se parece a usted…”

“Sabe”, confesé, “Esta foto se sacó hace nueve años… he envejecido.”

“Oh no”, los dos comenzaron a consolarme. “¡Se ve regio! Es solo que de alguna manera la foto se ve distinta…”

Hablamos de mi infancia, mi juventud, mis libros, mis películas.

Hicieron preguntas y escucharon. Nunca tuve una relación con una mujer que hiciera tantas preguntas importantes y personales y que escuchara con tanta atención todas mis respuestas. ¡Incluso tomaban notas!

Todo duró unos 30 minutos, por lo menos. Llegó su jefe y me hizo más preguntas. Intercambiamos algunos chistes. Actuaban como si fueran mis amigachos.

Después de concluir que habían averiguado bastante sobre mi persona me permitieron acercarme al mostrador de facturación de Royal Jordanian. Me sentí un poco desilusionado: había comenzado a disfrutar de nuestra conversación sobre mis libros y películas. Pero para entonces ya me sentía puro; casi me saltaron las lágrimas. Como después de una confesión. No es que sepa mucho de confesiones, ya que no pertenezco a ninguna religión… Pero me imaginaba que así debía ser…

“Ahora”, pensé “todo está confesado y perdonado. Todos los pecados se esfumaron”.

Así que ahora, amigos, podemos comenzar por el principio, “os daré patadas en el trasero, con toda mi fuerza, hasta que dejéis libres vuestras colonias, ¡hasta que volvamos a encontrarnos, hasta la próxima confesión!”

“Puedes devolver el coche”, envié un mensaje de texto a Lynda, mi amiga de CounterPunch, mi ‘madre judía’. “Y diles a tus niños que vuelves a casa en una pieza, no en una bolsa negra de plástico”.

Andre Vltchek ( http://andrevltchek.weebly.com/ ) es novelista, cineasta y periodista de investigación. Ha cubierto guerras y conflictos en docenas de países. Su libro sobre el imperialismo occidental en el Sur del Pacífico se titula Oceania y está a la venta en http://www.amazon.com/Oceania-André-Vltchek/dp/1409298035 . Su provocador libro sobre la Indonesia post Suharto y su modelo fundamentalista de mercado se titula Indonesia: The Archipelago of Fear , http://www.plutobooks.com/display.asp?K=9780745331997 . Recientemente produjo y dirigió el documental de 160 minutos Rwandan Gambit sobre el régimen pro occidental de Paul Kagame y su saqueo de la República Democrática del Congo, y One Flew Over Dadaab sobre el mayor campo de refugiados del mundo. Después de vivir muchos años en Latinoamérica y Oceanía, Vltchek vive y trabaja actualmente en el Este de Asia y África.

Lynda Burstein Brayer, graduada de la Facultad de Derecho de la Universidad Hebrea de Jerusalén, trabajó como abogada de derechos humanos en Palestina/Israel, reside en Haifa, Palestina, y escribe ensayos legales políticos y críticos. Ahora sabe que los derechos humanos se inventaron con el fin de circunvenir inalienables derechos políticos y económicos y es una disidente antisionista que espera a Baladi Shams. Contacto: jamillainbari@yahoo.com

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens.

Fuente: http://www.zcommunications.org/israeli-and-palestine-mad-web-of-wires-by-andre-vltchek

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=165771

Simão, o idiota

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Por Julio Rudman.

Chegou de Odessa, consciente de que se ficasse seria convocado às filas do exército czarista como carne de canhão na guerra russo-japonesa de 1905. Era analfabeto, ortodoxo em religião e um bom cara. Se somou à paisagem do sul do nosso continente. Formou uma família com Rebeca, sua mulher, e Teresa e Moisés, seus dois primeiros frutos americanos (anos depois se somaria Hilda, a caçula).

Vendia roupa, de casa em casa, como a tradição marca nos imigrantes judeus. Isso sim, todo dia, com o pôr do sol, tinha encontro marcado com suas prezes na sinagoga.

Em novembro de 1917 ficou sabendo que o novo governo dos sovietes tinha decidido declarar que o antissemitismo é um crime, numa das suas primeiras medidas políticas. Simão, que vinha de sofrer pogroms (persecuções) e humilhações várias, pediu a seu Deus que velasse pela saúde e o bem-estar eternos de seus novos governantes, lá na velha Rússia, agora comunista.

Seus amigos o esperaram na saída do templo para lhe perguntar, com o espanto pintado em seus rostos:

– Você sabe o que fez, Simão?

-Sei, é claro. É a primeira vez na vida que em vez de nos perseguir, nos cuidam.

-Mas são comunistas!

-Não sei o que é isso.

Naquela hora nasceu Simão, o idiota. Começaram a chamá-lo assim, pegavam no pé dele, a cada entardecer, na entrada e na saída de suas obrigações religiosas.

Simão, o idiota, pensou que para compreender, tinha que saber. Começou a estudar o idioma da pátria adotiva. Completou seus estudos primários. Acabou o segundo grau. E entendeu. Virou ateu militante e comunista inorgânico. Foi um humanista feito por sua própria vontade e por seu amor aos outros.

Simão, o idiota, estaria hoje clamando, melhor ainda, reclamando contra o Estado que bombardeia escolas, hospitais e instituições internacionais de ajuda humanitária, em Gaza.

Simão, o idiota, foi o meu avô.

tora

Tradução: América Latina Palavra Viva